23.4.05

Para a compreensão do ódio ao Papa Bento XVI

The secular world, too, hoped the church would alter its doctrines to conform to a moral relativism that teaches there is no law above manmade law, and that what is right and wrong is decided by each generation. The notion that there is a higher law—God’s law, permanent law—to which all manmade law and human conduct must conform is anathema.###

But, still, why do they fulminate so? Why are so many journalists and cafeteria Catholics making fools of themselves denouncing Benedict XVI? The pope has no authority to force anyone to abide by church teachings. The church cannot interfere with the lifestyles of the rich and famous who wish to live together outside of matrimony, or enter into homosexual relationships, or have abortions, or throw over their wives. The church cannot punish anyone in this world. If they are punished in the next, it will not be Benedict XVI who sends them to hell.

(...)

What the world wants the church to do is to stop claiming it is the custodian of moral truth. Because the church refuses, it is hated. As an earlier pope would not bless the new marriage of Henry VIII, this pope will not accede to the world’s demands. And so Benedict XVI must and will be relentlessly attacked.

E o direito à indignação?

Execrável

One young Cuban girl speaking Friday said she was happy Elian has spent these last several years on the island, where he "has the privilege of living in a socialist country."

In his prepared remarks, Elian spoke of how he enjoys running, jumping, playing and reading in Cuba, and mentioned the television and computer he shares with his classmates in Cardenas, the coastal city east of Havana where he lives.

Anedota (versão adaptada)

Non ex regula ius sumatur, sed ex iure quod est regula fiat

22.4.05

Reino Unido & França

Doctrinal hardliner Jesus of Nazareth has been anointed "Messiah"

A solução final - versão 54832

O Governo apresentou, ao início da tarde desta sexta-feira, o Plano Nacional de Prevenção e Combate à Fraude e Evasão Contributivas e Prestacionais que promete não dar tréguas aos beneficiários faltosos. A aposta do plano está num aumento da fiscalização. O objectivo é acabar com as fraudes na Segurança Social.


[fonte: TSF]

Crítico do socialismo é o novo burocrata socialista


Results suggest that democracy fosters growth by improving the accumulation of human capital and, less robustly, by lowering income inequality. On the other hand, democracy hinders growth by reducing the rate of physical capital accumulation and, less robustly, by raising the ratio of government consumption to GDP. Once all of these indirect effects are accounted for, the overall effect of democracy on economic growth is moderately negative. Our results indicate that democratic institutions are responsive to the demands of the poor by expanding access to education and lowering income inequality, but do so at the expense of physical capital accumulation.
Resultado esperado deste novo "ministério": menor crescimento económico!

Conservação Destrutiva


Há dias, a CGTP e a UGT exigiram ao ministro do Trabalho e da Solidariedade que procedesse à revalorização do Salário Mínimo Nacional (SMN) numa perspectiva económica e não pelo impacto que vai ter no Orçamento de Estado. Exigiram igualmente a revisão do Código do Trabalho, obviamente numa perspectiva de uma maior rigidez. Isto é, os sindicatos privilegiam os “insiders”, face aos restantes; privilegiam a rigidez dos factores de produção, face à sua mobilidade; privilegiam a “conservação” do statu quo face à Destruição Criativa; em suma privilegiam a Conservação Destrutiva.

(in Semiramis)

Uma pequena amostra do post da Joana. Leitura recomendada!

Está armado em "porco capitalista"

“Se a Igreja não se modernizar está condenada a desaparecer !” (Case Study)

  • Contracepção: Desde os anos 30 que a ECUSA considera a contracepção moralmente legítima.

  • Aborto: A ECUSA ensina que uma mulher pode "em situações extremas" legitimamente e em consciência abortar interromper a gravidez. A ECUSA opõe-se a qualquer lei que impeça uma mulher de 'interromper a gravidez'

  • Ordenação de mulheres: a ECUSA permite a ordenação de mulheres (diáconos, pastores ou bispos) e tem uma política de 'paridade' e de 'discriminação positiva' no que diz respeito aos órgãos da Igreja.

  • Homossexualidade, uniões homossexuais e ordenação de homossexuais: Em 2003, a ECUSA nomeou bispo V. Gene Robinson. Este senhor é casado e Pai de duas filhas. Há alguns anos o senhor abandonou a família e foi viver com outro sinhor com quem mantém uma relação não platónica. Neste documento são listadas as sucessivas decisões da ECUSA sobre esta matéria.

  • Em geral, as questões doutrinais deste tipo são definidas democraticamente em assembleias ou comissões representativas. Numa primeira fase, permitem-se excepções locais à modernização. Depois proibem-se as excepções Fonte).
Graças a todo este esforço de modernização e adaptação aos tempos modernos, e de acordo com os próprios números fornecidos pela ECUSA, os fiéis desta Igreja diminuiram cerca de 30%/40% entre 1966 e 2002, atingindo neste último ano cerca de 2,3 milhões de membros.

De acordo com algumas fontes, na sequência da ordenação de V. Gene Robinson, a ECUSA terá perdido cerca de 500 mil membros (dado não confirmado pela ECUSA).

Entretanto, a Igreja Anglcana da Nigéria, que não se modernizou, acabou de anunciar a formação do "ministry of the Church of Nigeria in America". O objectivo é seguinte: "not to challenge or intervene in the churches of ECUSA and the Anglican Church of Canada but rather to provide safe harbour for those who can no longer find their spiritual home in those churches."

CONCLUSÃO: A ECUSA precisa de se tornar ainda mais moderna !

A árvore genealógica do "InovContacto"

Anti-burocrata é o novo burocrata socialista

O Conselho de Ministros aprova hoje uma resolução que estabelece o regime da Unidade de Coordenação do Plano Tecnológico (UCPT), cumprindo assim a promessa eleitoral assumida por José Sócrates de convocar o tecido económico e empresarial e o sistema educativo para o desenvolvimento científico e tecnológico, para a inovação e para qualificação profissional dos portugueses.

A nova unidade funcionará na dependência do ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e será liderada por José Tavares, um jovem académico que trabalhará com uma equipa flexível não superior a 14 elementos e que terá como principal missão coordenar as acções dos diferentes ministérios.
(...)
A UCPT terá como missão facilitar a criação e o desenvolvimento de empresas que adoptem novas tecnologias e produtos, bem como a transferência de conhecimentos científicos e de capacidades tecnológicas para o sector empresarial.

(in Diário de Notícias)

Mais um programa socialista de planeamento do mercado. "Medidas avulsas com forte recorte mediático" de "características perversas", acertadas caracterizações dos blasfemos rui a. e LR.

E, por estranho que pareça, a solução mais eficiente até estava nas mãos do novo burocrata, José Tavares. Bastava lerem o paper "Firms, Financial Markets and the Law: Institutions and Economic Growth in Portugal" (pdf) do, até ontem, docente da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa:
The high growth impact per reform effort required suggests that institutional reform is sufficient to bring Portuguese economic growth to substantially higher levels.
Pois, a chave do crescimento económico está na redução da burocracia, não na sua expansão...

Dúvidas

Correia de Campos [ministro da Saúde] esclareceu que a venda da pílula do dia seguinte vai seguir "o mesmo princípio dos restantes medicamentos não sujeitos a receita médica". Afinal a opinião do ministro é diferente da opinião do secretário de Estado.
Há menos de um mês, em conferência de imprensa, Francisco Ramos, afirmou que a pílula do dia seguinte não deveria ser vendida fora das farmácias. "É um dos produtos em que se deve parar para reflectir. Considero que é mais adequado manter-se de venda exclusiva em Farmácias", explicou o secretário de Estado.
Mas como todos temos direito a ter dúvidas, aqui fica a do Infarmed:
O Infarmed ainda não pode confirmar se as pílulas do dia seguinte que não exigem receita médica serão vendidas fora das farmácias, tal como pretende o Governo.

Relativismo e niilismo

Pode ser que o ideal de liberdade de escolha de objectivos sem reclamar a sua validade eterna e o pluralismo de valores associado a isto não passe do fruto tardio da nossa civilização capitalista em declínio: um ideal que épocas remotas e sociedades primitivas não reconheceram e que a posteridade olhará com curiosidade, possivelmente com simpatia, mas com pouca compreensão. Talvez seja assim; mas não me parece que daí se possam retirar conclusões de cepticismo. Os princípios não são menos sagrados por não se poder garantir a sua durabilidade. Com efeito, o próprio desejo de garantir que os nossos valores são eternos e seguros num determinado paraíso objectivo não mais é, porventura, do que o anseio das certezas de infância ou dos valores absolutos do nosso passado primitivo. "Compreender a validade relativa das nossas convicções”, dizia um admirável autor do nosso tempo, “e mesmo assim lutarmos por elas inabalavelmente é o que distingue o homem civilizado do bárbaro”. Pedir mais do que isto é talvez uma profunda e incurável necessidade metafísica; mas permitir que determine a nossa actuação é um sintoma de imaturidade moral e politica igualmente profunda e mais perigosa.

De salientar que “o admirável autor do nosso tempo” era Joseph Schumpeter. Na minha opinião, é um pouco esta a dificuldade. Concluir que aquilo em que acreditamos não é absoluto, mas mesmo assim lutar pelos nossos ideais de forma plena.

Taxa única?

Atormentados pelo peso do défice público, que aumenta em períodos de fraco crescimento económico, os diversos governos que têm tido de lidar com ele esgotaram a imaginação quantos às formas de dar á volta à equação entre as despesas e as receitas do Estado.

Uma primeira forma de resolver o problema está na coragem com que se enfrenta o magno problema da despesa com a administração pública, que em Portugal está, em termos percentuais, muito acima da média europeia.
(...)
Uma segunda forma de o resolver está na determinação política, com a aprovação de medidas simples e dirigidas de dinamização e operacionalidade dos tribunais tributários.
(...)
Há uma terceira medida, mais simples e mais eficaz a aprovação de uma reforma fiscal que aponte para o objectivo da introdução de uma taxa única em todos os impostos, nomeadamente IRS, IRC, e IVA, acabando com o princípio da progressividade, e com a generalidade dos benefícios e incentivos fiscais, que são uma fonte de complexidade e de fraude fiscal, para lá de implicarem custos acrescidos no funcionamento da máquina burocrática do Estado que tem a seu cargo a cobrança das receitas.

A questão da taxa única - a "flat tax" - está hoje no coração da discussão do debate político na Europa.

(in Diário de Notícias)

A prioridade deve ir para a primeira solução: redução da Despesa Pública. A taxa única é uma falsa questão. Nada resolve se o nível de despesas continuar assim tão alto.

Exemplo: IRS progressivo com máximo de 40%, IRC a 25% e IVA a 19% ou, alternativamente, uma taxa única de 30% para todos os impostos (IRS, IRC e IVA). Qual solução preferem?

O segredo do nosso insucesso, segundo o FMI

With fewer working hours due to shorter workweeks combined with more holiday time in comparison with US workers, some of the reasons why Europeans have only 70 per cent GDP per capita versus the US are clear.


É claro que há quem diga que se trata se trata de uma questão civilizacional, que somos probrezinhos mas somos mais inteligentes que os americanos e há, inclusivamente, quem diga preferir errar a acertar.

Fernando Seara agradece...

Em busca da receita perdida

Democracia interna

O líder da bancada parlamentar socialista, Alberto Martins, deu, na quinta-feira, na sequência da votação da proposta de lei do Governo sobre o referendo ao aborto, um puxão de orelhas nos deputados socialistas que, quarta-feira, subscreveram uma declaração de voto em que exigiam a retirada do projecto de lei socialista da norma que possibilita a prática da interrupção voluntária da gravidez até às 16 semanas de gravidez «por razões de natureza económica e social».

(...)

[O] líder da bancada socialista, preferiu qualificar o sucedido como uma «escaramuça menor», atribuindo o sucedido à inexperiência da maioria dos deputados socialistas no que diz respeito ao modo de funcionamento da vida parlamentar.

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News from the Empire

21.4.05

Mulheres católicas oprimidas manifestam a sua oposição à eleição do Cardeal Darth Vader

Moralidade "à la française"

Le Premier ministre français Jean-Pierre Raffarin a plaidé aujourd'hui à Pékin pour une levée de l'embargo européen sur les armes à la Chine, estimant que la question de Taïwan n'y faisait pas obstacle, et finalisé des contrats de vente d'Airbus pour 3,2 milliards de dollars.

«La France continue de demander la levée de l'embargo et ne voit pas ce qui pourrait conduire le Conseil européen à changer sa position sur le sujet», a-t-il déclaré, au premier jour d'une visite officielle en Chine, à l'issue d'un entretien avec son homologue chinois Wen Jiabao.

(...)

Pour M. Raffarin, soucieux de ménager ses interlocuteurs, «la loi anti-sécession est tout à fait compatible avec le principe d'une Chine et deux systèmes défendu par la France». L'embargo est «anachronique et injustement discriminatoire», a-t-il également estimé.
Elucidativo.

Casamento à espanhola

La modificación del Código Civil para permitir que las personas del mismo sexo puedan contraer matrimonio ha recibido la aprobación de la mayoría del Congreso.
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El presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, ha declarado que, si el nuevo Papa, Benedicto XVI, hace alguna declaración sobre la regulación del matrimonio entre personas del mismo sexo, estará preparado para respetarla, porque la libertad religiosa y de opinión es una de las garantías de la democracia.
En su defensa del proyecto, el ministro de Justicia, Juan Fernando López Aguilar, aseguró que permitir el matrimonio entre homosexuales es cumplir el mandato constitucional de eliminar las barreras de desigualdad y discriminación.(...)
Por otro lado, el Consejo General del Poder Judicial duda de la constitucionalidad del proyecto y señala en un informe: "La heterosexualidad es un elemento constitutivo esencial del propio concepto de matrimonio: el matrimonio o es heterosexual o no es".(...)
Para muchos diputados, el punto más polémico de la ley es que al establecer que los matrimonios tendrán los mismos efectos y derechos cuando ambos contrayentes sean del mismo o de diferente sexo, por primera vez en todo el Estado las parejas de homosexuales podrán adoptar menores de manera conjunta.

MNE português recebe representante do IV Reich!

Cultura da morte ou como é fácil ser barnabé em Portugal

Inside the Vatican

Ratzinger Fan Club

Aos Católicos equivocados

Bom senso

O que esperar de Bento XVI

Ratzinger holds firmly to the Roman understanding, but whereas in earlier generations it seemed that this was most frequently challenged by other Christians, he believes that the deepest enemy of truth originates outside Christianity, in secular thinking, and that this corruption of reason is seeping everywhere, including within the churches and even within the Church of Rome.

The corruption in question is relativism: the idea that truth is manufactured rather than discovered, made by humans to remove the discomfort that genuine truth can sometimes bring. When challenged with the idea that one may be a sinner and that one’s sins may lead one to eternal loss of self and of God, it is more comfortable to deny that there is sin than to repent and reform. ###

For nearly a quarter of a century Joseph Ratzinger served as Prefect of the Congregation for the Doctrine of the Faith, the Vatican body charged with the maintenance of religious truth through teaching.

That experience strengthened his conviction that some had exploited the spirit of Vatican II not to deepen an understanding and love of truth but to modify and dilute it so as to conform to the preferences of those who were not only in the world but of it. Much has been said about the pain of those who came under his inspection but he saw many grown proud, and celebrated, in their dissent.

(...)

In somewhat similar vein he will continue the challenge to those employed in Catholic institutions to teach in accord with the faith and morals of the Church. This is sometimes depicted as a desire to impose personal views but that is the opposite of the truth: he will demand loyalty to the teachings of the Church from those who would use the cover of its institutions to pursue their own opinions. Again I expect to see action on this front with consequent outrage, particularly in North America.

There has been much talk of the decline in vocations in the West and some have argued that this means accommodating the requirements for the priesthood to the lifestyles of secular society and not looking too hard at how things are going. The Pope’s view is that the priesthood is a calling from God and a gift to Him and its standards and discipline must be of the very highest. Better to have few good priests than many indifferent or even bad ones. There will shortly be a series of visitations to American seminaries. Unlike previous such exercises these will not be old boy get-togethers but demanding inspections and few doubt that several will fail the test. In particular sexual indulgence will not be tolerated, be it hetero or homosexual.

Then there is the matter of religious practice. Joseph Ratzinger is an ascetic and pious priest who prays intensely and conducts Mass with devotion. Much of what now goes on in churches offends both his aesthetic and religious sensibility and I believe he is likely to make this an area of reform.

Trabalho infantil

Esta manhã, um amigo, por e-mail, manifestava a sua preocupação de ver tantos produtos "Made in China":

Algumas coisas cheiram-me a esturro e não gosto de ver constantemente as etiquetas "Made in China" pensando nas probabilidades de muitas delas incorporarem valor de trabalho escravo ou quase escravo.

São questões complicadas e verdadeiras. Como combater a situação? Os proteccionistas altruístas defendem que se devem suspender as importações vindas de países que não obedecem a padrões mínimos de direitos laborais. Peguemos no problema que mais nos comove: o trabalho infantil.
(...)
Um estudo da UNICEF conclui que, como resultado deste tipo de políticas proteccionistas, no Bangladesh milhares de meninas acabaram na prostituição. Mais precisamente entre 5000 a 7000 crianças.
Leitura recomendada, no A Destreza das Dúvidas.

A nacionalização da cultura

Leitura recomendada

Ratzinger

Um Grande post na Grande Loja do Queijo Limiano

A Igreja, enquanto instituição, não tem - nem deve - que fazer política, não tem que tornar a vida terrena fácil ou palatável, tem - isso sim - que fazer passar a Palavra, a Mensagem. Ninguém é obrigado a acreditar, a seguir, a
cumprir, a ter Fé
. Eu não quero uma Igreja revolucionária, fácil, mediática, com agendas imediatas, quero, isso sim, católicos, interventivos, e quando muito revolucionários (nos objectivos), sempre de acordo com a sua consciência.

Não havia necessidade

Leitura recomendada

“Há certamente um «totalitarismo» próprio das «sociedades de controlo» (Foucault, Deleuze) actuais. A aplicação das novas tecnologias a todo o tipo de serviços, por exemplo, implica o imperativo de cumprir os regulamentos, sob pena de exclusão.”A 12 de Março de 2002, José Gil tenta enviar, pela primeira vez, a sua declaração de rendimentos através do portal da DGCI. Após duas semanas de intensas mas infrutíferas tentativas, pensa, finalmente, tê-lo conseguido. Mas só aparentemente. Três dias depois recebe em casa uma ‘baixela’ Ideiacasa (123 peças), com a oferta de um espremedor de citrinos. “Foucault tinha razão: se tivesse sido a Baixela Pedro Alvares Cabral, ao invés da Infante Sagres, reuniria agora condições espistemológicas para ultrapassar este sentimento de profunda info-exclusão”. Como se depreende, não ultrapassou.

20.4.05

Privados são mais seguros

The Government Accountability Office found statistically significant evidence that passenger screeners, who work at five airports under a pilot program, perform better than their federal counterparts at some 450 airports, Rep. John Mica, R-Fla. and chairman of the House aviation subcommittee, said on Tuesday.
(...)
After the Sept. 11, 2001, terror attacks, Congress ordered every commercial airport but five to switch from privately employed screeners to a government work force.

The five exceptions - in San Francisco; Tupelo, Miss.; Rochester, N.Y.; Kansas City, Mo.; and Jackson Hole, Wyo. - all have private workers supervised by Transportation Security Administration officials.
Podem ler o resto da notícia aqui.

Porca miséria

Acender a luz em casa é um acto tão banal nos Açores com em qualquer outra parte do país. Mas a origem da energia que chega a alguns lares do arquipélago é original, pelo menos para Portugal, pois é o resultado de biogás através do tratamento de resíduos, a maioria dos quais provenientes da maior suinicultura portuguesa [Agraçor - 18 mil porcos], localizada na ilha de S. Miguel.
(...)
A suinicultura já é auto-suficiente em termos energéticos, absorvendo dois terços da energia produzida. O resto é injectado na rede eléctrica e comercializado pela Electricidade dos Açores (EDA), representando a energia consumida por entre 120 a 140 lares da região autónoma.
(...)
A parte sólida dos resíduos é transformada em fertilizante, que depois é posto à venda.
A Agraçor, que já investiu mais de 3 milhões de euros - dos quais 640 mil euros de fundos comunitários - (...) pretende mais incentivos a estes sistemas de tratamento, ou através do aumento da percentagem de financiamento ou por via de um prémio de cumprimento de objectivos superior ao actual.
A Agraçor já tem uma grande vantagem competitiva em relação à concorrência: reduziu os custos operacionais correspondentes ao consumo de energia eléctrica e tratamento de resíduos. Talvez seja essa uma das razões porque tem a maior suinicultura portuguesa. Para competir com a empresa açoreana, outros terão de adoptar processos semelhantes. Uma solução ecológica, nascida no mercado.

Mas, apesar disso, querem que o Estado dê mais incentivos. Os lucros crescerão, à conta da $&%§@ dos porcos e... dinheiro dos contribuintes!

Transgénicos

Na Europa, têm a sorte de viver actualmente numa sociedade que pode optar. Quando se entra num supermercado europeu quase já não se sabe por onde começar, tal é a escolha. Lá têm centenas de iogurtes diferentes e se calhar 200 marcas de chocolate – mas aqui no Burkina Faso estamos muito longe dessa situação. Aqui existem chefes de família que nem sequer têm cereal suficiente para alimentar os filhos. Muitas vezes um pai apenas pode dar uma mão cheia de cereal a cada membro da família. E estes comem-no assim como está. Porque a quantidade mínima não chega para fazer dele uma massa. E nesta situação: se tivermos alguma possibilidade de aumentar a nossa produtividade – temos alguma hipótese de escolha?" [Mohamed Ba, agricultor]»

Entretanto a Europa continua a subsidiar a ineficiência agrícola.

Só 3 jogos?

Leitura Recomendada

Cooperation with evil can never be justified by invoking respect for the freedom of others

In the case of an intrinsically unjust law, such as a law permitting abortion or euthanasia, it is therefore never licit to obey it, or to ´take part in a propoganda campaign in favour of such a law or vote for it´" (no. 73). Christians have a "grave obligation of conscience not to cooperate formally in practices which, even if permitted by civil legislation, are contrary to God´s law. Indeed, from the moral standpoint, it is never licit to cooperate formally in evil. [...] This cooperation can never be justified either by invoking respect for the freedom of others or by appealing to the fact that civil law permits it or requires it" (no. 74).

Ratzinger e o Estado

The state is not the whole of human existence and does not embrace the whole of human hope. Men and women and their hopes extend beyond the thing that is the state and beyond the sphere of political activity. This does not only apply to a state that is Babylon but to any and every state. The state is not the totality: that takes the load off the politician's shoulders and at the same time opens up for him or her the path of rational politics. The Roman state was false and anti-Christian precisely because it wanted to be the totality of human capacity. In that way it claimed what it could not achieve; and in that way it distorted and diminished men and women. Through the totalitarian lie it became demonic and tyrannical. Getting rid of the totality of the state has demythologized the state and thereby liberated men and women as well as politicians and politics.

(publicado no LvMI, via Blasfémias)

ONU: uma organização respeitável

Since the U.N.'s self-described dawn of integrity three years ago (one of several such sunrises since Mr. Annan became secretary-general in 1997), we have seen the sex-for-food scandal in the Congo, featuring the rape of minors by U.N. peacekeepers, which continued well after press disclosures last year prompted a U.N. internal investigation. We have seen theft at the World Meteorological Association, scandal in the U.N. audit department, the resignation over sexual harassment charges of the refugee high commissioner Ruud Lubbers, turmoil within the Electoral Assistance Division, and allegations of corruption involving the U.N.'s Geneva-based World Intellectual Property Organization. We have seen rebellion by the U.N. Staff Union against "senior management, and a raft of resignations by senior U.N. officials who nonetheless linger on the premises on official salaries of a dollar a year, plus the various perquisites and connections the place affords.
Biggest of all, we have seen the former Oil for Food relief program for Iraq blow like Krakatoa. The program's executive director, Benon Sevan, has been accused by the U.N.-authorized inquiry, led by Paul Volcker, of engaging in a severe conflict of interest. Among other items, Mr. Sevan was found to have been receiving large mysterious payments from his pensioner aunt in Cyprus. The U.N. Secretariat sent out secret hush letters to major U.N. Oil for Food contractors, Saybolt and Cotecna, hired by the U.N. to inspect Saddam's oil and food deals. Congressional investigators and Mr. Volcker's team have since discovered that not only was there far too little inspecting required by the U.N., but that the awarding of U.N. contracts to both parties was done in violation of the U.N.'s own procedures.

We have learned step by step--via details unearthed by the press, not conflict-of-interest disclosures by the U.N.-- that the secretary-general's own son, Kojo Annan, received payments during the course of the program from one of the Oil for Food contractors on the receiving end of last year's U.N. hush letters, Switzerland-based Cotecna Inspections SA. Last month the Volcker inquiry, in an interim report, said these payments routed through various conduits might have totaled more than $480,000.

We have seen signs that Saddam, via Oil for Food, corrupted officials and businessmen worldwide--though apart from legal investigations in the U.S., this aspect of the scandal in countries such as Security Council member states Russia, France and China, not to mention such crossroads of Saddam's commerce as Switzerland and Syria, has barely been scratched.

Now we have the charges by U.S. prosecutors that Koreagate's Tongsun Park shuttled millions in bribe money from Saddam Hussein to two high-ranking U.N. officials, referred to in the complaint as "U.N. Official #1" and "U.N. Official #2." Outside the U.N., the hunt is on to discover the identities of this duo.

Leitura recomendada

O que o Papa tem do seu lado são as suas convicções morais e religiosas, as raizes cristãs do ocidente e a solidez intelectual da sua doutrina. O Papa é assim o guardião de um tesouro de credibilidade e legitimidade moral que os seus críticos não têm. E por isso é que os críticos da Igreja Católica preferem tomá-la por dentro em vez de tentarem criar eles próprios instituíções credíveis que defendam as suas ideias.

José "Liberal" Barroso

The European Union is concerned about the slow pace of negotiations to liberalize world trade, and countries cannot afford to be complacent as they try to agree on a new global trade treaty by the end of 2006, European Commission President Jose Manuel Barroso said Wednesday.
(...)
Talks to cut farm trade subsidies suffered a setback late Tuesday as negotiators failed to agree on how most rich countries should calculate their import duties. The technical issue centers on how to convert those import duties - currently expressed in dollars per ton - into percentages, which is required if negotiators are to agree wide-ranging cuts.

Dúvidas sobre o imperialismo liberal

The argument of the democratic realism thus has a compeling simplicity and logic: Democracy is desirable, perhaps even imperative, for our security, and America is now a dominant power in a way that is without precedent. So American power should be used to promote democracy. The problem with this argument is that American power - or at least the dimension pf power in which America is most evidently dominant - is military power, and it is questionable how useful this is in creating democracies.


Cooper apresenta, depois, uma série de razões para justificar o seu raciocínio. Para ele, se a força militar pode servir para afastar governos totalitários, apenas a sociedade civil está apta a desenvolver a sua democracia. Robert Cooper não só chama a atenção para o lado mais fraco da tese de Krauthammer, como também acaba (mesmo que implicitamente e no meu ponto vista) por apresentar um argumento contra Kagan, quando este defendeu no seu Paradise and Power que a América é quem detém o poder. É que para Cooper os EUA podem deter o poder militar, mas todo aquele que vá além deste já será mais discutível. Assim, se quanto à União Europeia, em virtude de ser uma instituição questionavelmente democrática, podemos questionar se é mesmo um Paradise, também é bom ter em consideração que o poder americano é limitado.

Mai' nada! (II)

Mai' nada!

Mercado previu novo papa

If you had wanted to know who was the most likely cardinal to be promoted to Pope you shouldn't have relied on the pundits. Nor should you have taken any notice of the Vatican watchers who studied the arcane politics of the Catholic Church.

Your best bet would have been, well, a bet - or, rather, an investment in an online futures market. They got it spot on. The Intrade futures market had Cardinal Ratzinger as well ahead of the field.

(artigo da BBC, via LvMI)

Próximo contrato de futuros a seguir: o referendo francês à Constituição Europeia
(no site da Intrade > Markets > Politics > EU Constitution)

Mensagem de Bento XVI proferida na Missa de hoje de manhã

“nauticam pyxidem”, qua in vasto mari tertii millennii dirigeretur
P.S. Eu já percebo poouco de Português, quanto mais de Latim ! Se estiver a interpretar mal as palavras do Papa, por favor corrijam-me.

Contra Chomsky

Chomsky’s analysis of U.S. actions plunged deep into dark U.S. machinations, but when traveling among the Communists he rested content with appearances. The countryside outside Hanoi, he reported in The New York Review of Books, displayed “a high degree of democratic participation at the village and regional levels.” But how could he tell? Chomsky did not speak Vietnamese, and so he depended on government translators, tour guides, and handlers for information. In Vietnamese hands, the clear-eyed skepticism turned into willing credulousness.

(...)

But his most damning discovery is (...) Chomsky lacks a historian’s openness to fresh evidence. All historians know that understanding history is an unfolding enterprise, ever subject to revision. And yet not one revelation of the last 20 years has led to a moment’s reassessment by Chomsky. The fall of the Berlin Wall, the opening of KGB archives, testimony by dissidents and ex-Communists—nothing alters his outlook. When Vaclav Havel addressed Congress in 1990 and praised the U.S. for inspiring those under the totalitarian boot, Chomsky scorned this freedom fighter for uttering an “embarrassingly silly and morally repugnant Sunday School sermon in Congress.” The truth remained: “In comparison to the conditions imposed by U.S. tyranny and violence, East Europe under Russian rule was practically a paradise.”


19.4.05

Imprecisões

Antes de ser o sucessor de João Paulo II, Ratzinger foi o sucessor de Torquemada, à frente da Congregação para a Defesa da Fé (ex-Santa Inquisição), responsável pela excomunhão dos suspeitos de heresia.
Ora, neste parágrafo o Jorge comete uma terrível imprecisão (que aliás Manuela Moura Guedes também cometeu): a de considerar a actual Congregação para a Doutrina da Fé como sucessora da Inquisição espanhola, ou como se a Inquisição tivesse sido só uma em toda a história.

Sem me quer alargar em considerações históricas, a Inquisição medieval foi fundada por Gregório IX, em Fevereiro de 1231, com a Constituição Incosutilem tunicam. Esta Inquisição estava sob comando papal e era, geralmente, confiada aos franciscanos e dominicanos. Mas esta Inquisição medieval declinou por volta do séc. XV.

Paulo III, em 1542, decide criar a Congregatio romanae et universalis Inquisitionis, vulgarmente conhecido por Santo Ofício. Esta sim é a antecessora da actual Congregação para a Doutrina da Fé. Embora devesse ser universal, esta Inquisição nunca exerceu jurisdição na Península Ibérica (nem na Sicília por esta estar dependente a Espanha). A sua actuação não passou muito da Península Itálica. Em 29 de JUnho de 1908, S. Pio X, pela Constituição Sapienti Consilio, mudou o nome para Sagrada Congregação do Santo Ofício. Por fim, em 7 de Dezembro de 1965, Paulo VI, pelo motu proprio Integrae servandae dá-lhe o nome actual.

Por seu lado, a Inquisição espanhola, como posteriormente a portuguesa, é uma instituição completamente diferente. É um tribunal especial fundado em Espanha por Sisto IV, em 1478, pela bula Exigit sincerae devotionis affectus, como resposta aos pedidos dos reis católicos Fernando e Isabel.

Esta Inquisição diferia da inquisição medieval devido à sua centralização absoluta sob um inquisidor-geral nomeado pelo Papa sob proposta do rei. Mas o rei tinha o poder de substituir inquisidores, o que alterava as relações de fidelidade dos mesmos. A dependência do rei acentuou-se posteriormente, sendo por isso a Inquisição espanhol um instrumento real para controlo do país. O mesmo se passou com a Inquisição portuguesa aliás. A Inquisição espanhola foi extinta em 1820. A de Portugal foi extinta em 1821 pelas Cortes Constitucionais (1812 havida sido suprimida a de Goa).

De qualquer modo, tudo isto só para dizer que Ratzinger nunca poderia ser um sucessor de Torquemada, pois tratam-se de instituições completamente diferentes.

Mas, obviamente, e descontando desde logo que a Congregação para a Doutrina da Fé tem pouco a ver com a instituição estabelecida em 1542, esta ligação a uma personagem sinistra como Torquemada faz parte deste "pope bashing" para passar a ideia que estamos na presença de um indivíduo, no mínimo, sinistro.

Se para isso tiverem que cometer imprecisões, que se lixe! Para eles isso não tem importância alguma.

Bento XVI

Joseph Cardinal Ratzinger, now Pope Benedict XVI, is perhaps the smartest man alive--I really do think so--a man of vast learning, astonishing erudition, and impressive intellectual discipline.

Only recently I read his long essay on Christianity and politics, and found myself just thrilled by its level of understanding and grasp of history. Not that politics should be the first concern, but he knows and understands the state, sees Christianity as separate from the state, condemns the role the state has played in diminishing the impact of faith on the world, and believes in the right to resist. On Church and State relations, he is genuine liberal in the late 19th century sense.###

Politics aside, he is a theologian first who understands non-Catholic faiths better than they understand themselves. I can recall many years ago reading his long essay on eschatology and realizing that had I ran across this 5 years earlier I would have saved myself countless hours slogging through large but lesser treatises on the topic.

Another hugely important issue for him will be liturgy: he is a liturgical conservative who has written that rock music under any guise belongs not at Christian worship. Not that this man breaths fire: not at all. He has always struck me as very gentle and soft spoken. I don't know why, but I also have an image of him in my mind as a somewhat sad person, burdened in some way too.

Deo gratias

Profecia

Em cheio II

Uma questão

Uma linha apenas

Habemus Papam

O Papa

Cardinal Martini has made news with his openness to the possibility of allowing married Latin-rite priests under certain circumstances, ordaining women as deacons and allowing Communion for some divorced Catholics in subsequent marriages not approved by the church.

Priestly celibacy is a "historical decision which could be changed, but I don't think it will be wise to change the decision but to adapt it to the situation of different people," he said in a 1995 interview with the British Broadcasting Corp.

On women's ordination, he said in 1996 that a future Vatican council of the world's bishops "could consider the problem, rethinking the whole question."


Entretanto, parece que a escolha já foi feita e foi eleito um novo Papa

Em cheio

Direitos adquiridos

O Tribunal de Sintra deu razão à Câmara de Cascais relativamente a uma providência cautelar interposta pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, que pretendia suspender o horário laboral de 35 horas, em vigor desde Janeiro.

Em causa está um regulamento, aprovado em Dezembro, que estabelece o cumprimento de 35 horas de trabalho semanais, «contra as 30 horas praticadas nos últimos anos sem base legal», afirma a autarquia em comunicado.
(...)
Segundo [a sindicalista] Isabel Rosa, a Câmara de Cascais alegou estar em causa o serviço público, mas os trabalhadores consideram que os horários praticados há cerca de 20 anos são «direitos adquiridos».
Pois, o direito adquirido de não servir o "cliente"...

Leitura recomendada:

The search for government revenue in fiscally tight times tempts legislators to raise revenue by imposing unusually high excise taxes on cigarettes, liquor, gambling, and so on. This type of charge, often called a "sin tax," appeals to voters who view it as a way of discouraging consumption of certain objectionable products. Yet the temptation to impose sin taxes is one that should be resisted for economic and moral reasons. The consequences of the sin tax are often the very opposite of those intended by its designers. Rather than increasing revenue, the sin tax can reduce it. Rather than discouraging what are regarded as morally questionable behaviors, the sin tax can make them more appealing. Rather than reducing what are perceived to be internal costs of the sin, the sin tax can increase them and expand them to society as a whole.

The sin tax, moreover, fails to consider the crucial distinction between vice and crime. Before we empower the government with what are, effectively, pastoral responsibilities, we ought to consider fundamental issues regarding the interplay between private morality and public policy.

###(...)

If the costs of production, distribution, and consumption get too high, the effect will be to create "informal" or "underground" markets for goods and services. The term "informal" refers to a good or service that is legal yet distributed through channels that are officially unapproved (de Soto 1989). This informal effect is something that must be considered in all forms of interventionism, but it is a particular problem for sin taxes. Precisely because the good or service being taxed is less socially approved than other goods or services, unscrupulous individuals are likely to take over the job of supplying the consumers with what they want.

Canada's experience with cigarette taxes provides a poignant case. Throughout the '80s and early '90s, Canadian and American smugglers met at the border, many driving in snowmobiles so as to avoid customs agents. Violence and gunplay increased. Apparently most of the cigarettes being brought into Canada in underground markets were actually manufactured in Canada, exported to the United States, and brought back into the country by disreputable elements. The same wholesalers have been known to buy back the cigarettes and sell them again.

(...)

When the Canadian government threw up its hands and lowered the tobacco tax, it did not admit that the real reason had to do with the violence and social chaos it caused. It said the change was in the interest of raising more revenue, a perfectly understandable rationale as well. If a good portion of the market went underground, the state would indeed lose substantial revenue.

This raises another peculiar aspect of the sin tax. It is contradictory at its very heart. At some point in the "revenue curve," the tax will tend to reduce rather than increase government income, especially when people choose informal means of getting the desired product. When that occurs, it defeats a major purpose of the sin tax in raising revenue in the first place. On the other hand, increasing revenue might actually require propaganda to induce people to continue consuming. But that would defeat the moralists' reasons for imposing the tax in the first place.

(...)

When government imposes high costs on a good that consumers desire, consumers will attempt to find ways to feed their personal desires at low cost. This propensity will make any form of sin tax backfire in terms of its overall impact on sin itself. This is due to the "more-bang-for-the-buck" principle. If cigarettes are taxed at a high rate, some consumers might turn to cigarettes that have a higher nicotine content, including those that are unfiltered. If wine is taxed excessively, wines of higher alcohol potency become more desirable than those of lower potency. In the same manner, taxation on soft drugs inadvertently promotes harder drug use, since, as the principle says, people seek out more-bang-for-the-buck, especially when a noticeable part of that buck is going to pay the sin tax (Thornton 1991, 89-138).

The sin tax and monopolization of the provision of sin (as in the alcohol example) are the halfway house to total prohibition. For that reason, it is impossible not to notice the parallels between the recent Canadian experience and the American era of Prohibition, which lasted from 1919 to 1933. The entire country became engulfed in a crime wave, while statistics reveal little if any difference in actual alcohol consumption. The worst elements of society -- those willing to take enormous risks with the law -- made handsome profits, while the peaceful users of these supposedly sinful products paid high prices for their goods. The Prohibition era ended up making a mockery of the law. Even otherwise law-abiding people were dragged by their desire for the "sinful" product into underground markets, lessening their overall respect for the government and authority in general.

Discriminação

Sindicatos pedem aumento do desemprego

Trapalhada?

O ministro de Estado e da Administração Interna negou, esta terça-feira, em Leiria que tenha solicitado a exoneração do director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Quando somos emigrantes

The Government disputes the suggestion foreign workers constitute an economic burden, arguing the taxes they pay exceed the value of the benefits they receive by billions of pounds.
A entrada de trabalhadores estrangeiros (muitas vezes especializados) existe porque a procura não é satisfeita pela oferta feita pelos desempregados locais, que não detéem ou as capacidades necessárias ou não estão vendedores de trabalho ao preço proposto pelos empregadores (como é o caso relatado dos trabalhadores agrícolas na Alemanha). Completamente esquecido, em época eleitoral, fica o efeito positivo na economia por se obterem factores de produção mais baratos e muitas vezes aumentando a produtividade face aos recursos locais.

Nem morto!

Na minha área, os prazos de pagamento vão de 30 a 180 dias e para quem fornece o Estado é muito mais alargado ainda. Para pequenas empresas é um esforço de tesouraria tremendo, suportar o pagamento do IVA às vezes duas vezes sem ter recebido dos respectivos clientes e mesmo que nunca venham a receber. O próprio Estado enquanto cliente e cobrador de impostos obriga os seus fornecedores a endividarem-se fortemente e quem sabe a falir. Pela minha parte, nem morto quereria ser fornecedor de um cliente assim.

(no Sócio gerente)
O problema de tesouraria e/ou falência pode também surgir por via dos clientes que são fornecedores do Estado!

Os culpados do costume

A vitória triste

A UE e a ONU

(...) a participação da própria União Europeia como membro permanente do Conselho de Segurança poderá ser equacionada. Tudo indica que a França e a Grã-Bretanha não aceitarão abdicar dos seus privilégios que derivam do estatuto de membro permanente, e deverão assim rejeitar a participação europeia. Vale a pena, no entanto, lembrar dois dos argumentos mais frequentemente levantados na Europa nos últimos anos. Por um lado, muitos defenderam o reforço da capacidade diplomática e estratégica da União Europeia. Por outro lado, muitos referiram o papel legitimador do Conselho de Segurança na ordem internacional, principalmente em relação ao uso da força militar e às operações de reconstrução de Estados. Ora, se as potências europeias recusarem a hipótese da União como membro permanente do Conselho estarão a ferir de um modo grave a credibilidade de um dos dois argumentos. Ou a PESC não é afinal de contas uma prioridade, ou o Conselho de Segurança não é apesar de tudo relevante.

Leitura recomendada

Intermezzo

Vou ali já volto

Então e a direita?

18.4.05

Quando a direita se deslumbra com o Estado Social

Frankenstein do Zé

E continua...

A mentira deficitária

Declínio do modelo escandinavo (II)

If Sweden left the European Union and joined the United States we would be the poorest state of America. Using fixed prices and purchasing power parity adjusted data, the median household income in Sweden in the late 1990s was the equivalent of $26,800 compared with a median of $39,400 for U.S. households - before taxes. And then we should remember that Sweden has the world´s highest taxes.

(...)

That story came as a chock to many about a month ago. But mostly to foreigners, not to Swedes. Since the 1970s, we are used to news about Sweden lagging behind the rest of the world in wealth and income. It was more of a shock to Americans and Europeans who used to think about Sweden as the perfect example, the exception that could combine the big welfare state with a productive economy. If this social model was a part of the US, it would be considered a social problem. How did this come about?

###(...)

Swedish Development

In 1850, Sweden was a poor developing country where the people starved. This country couldn´t be saved by redistribution. Even if you had levelled out all property in the middle of the 19th century, it would still have given everybody a life in misery. Total equality would have given the average Swede a living standard equal to the median income in today´s Kazakhstan.

But in a few decades in the mid-1800s, a group of classical liberal politicians gave Sweden religious liberty, freedom of speech, freedom of movement and economic liberty, so that people could start their own businesses and buy and sell freely on the market. Free trade made it possible for Sweden to specialize in what we did best, such as the timber and iron industries, and exchange it for that which we produced less well, such as food and machinery.

The result was economic growth and industrialisation, which made it possible to increase well-being and invest in education and health care. Between 1860-1910 the manufacturing wage increased 170 per cent, much more than in the period after. Swedish life expectancy increased ten years and infant mortality declined rapidly. Sweden was not a welfare state, it was more of a minimal state. Until the first World War, the Swedish public sector did not spend more than 6 per cent of GDP!

The Social Democrats, who took power in 1932, continued with liberal rules for big business, whom they appreciated, and they continued with a free trade policy. Even though government intervention slowly grew, in 1950, the public sector was smaller than in most countries -- about 25 % of GDP, roughly the same as in USA and Switzerland. The economy also benefited when we stayed out of two world wars. Swedish enterprise sold to both sides, the industry was not destroyed and young Swedes weren´t killed.

Between 1870-1970, Swedish growth was the biggest in the world, next to Japan´s. In 1970 Sweden was the fourth richest among the OECD-members, after USA, Luxembourg and Switzerland.

The Welfare State, The Welfare Weight

But then, the welfare state had begun to increase -- as a way for the politicians to redistribute the wealth that individuals and markets had created. The economy continued to grow: considering the starting-point, the good industries and a well educated and hard working people, only a total planned economy could have destroyed that possibility. But thereafter, it was slower than in other countries. If you don´t get much return on investments, work and education, why would you invest, work hard or get a good education? The welfare state simply consumed the wealth that the markets had created, and made it harder to create more. In 1990, the year before a deep depression in Sweden, private enterprise had not created a single net job since 1950, but the public sector had increased by more than a million employees.

The Swedish public sector grew bigger, and more unproductive in the 1970s, and the labour market was regulated. From 1976 to 1982 public spending rose from 50 to 65 per cent. At the same time we had to devalue the currency five times, by a total of 45 per cent. The average growth rate was halved to 2 per cent in the 1970s, and declined further in the 1980s, and that was before the big crisis in the 1990s.

After more than 30 years of high taxation and an expanding welfare state, Sweden is not the 4th richest OECD-country any longer, but the 17th. This hurts the least well off most. Between 1980 and 1999, the gross income of Sweden´s poorest households increased by just over six percent while the poorest in the United States enjoyed a three times bigger increase.

Free markets and free trade were the basis for the Swedish miracle. Sweden was not an exception, and therefore it is no surprise that the shift away from free markets undermined the miracle.

In 1934 the two Swedish social democratic ideologues Gunnar and Alva Myrdal explained that there were extremely beneficial conditions for a welfare state in Sweden - considering our wealth, the homogenous population, the protestant work ethic and the good education. If the welfare state didn´t work here, it couldn´t work anywhere in the world, they thought. The rest of the world should seriously ponder the fact that the Myrdals were right in that prediction.

É muita lata

Leitura recomendada

Copiar os países de leste

Because every dollar is taxed at the same rate, it does not matter to the tax collector how many dollars are going to whom. Thus, in principle, the taxman could simply withhold 20% of a company's payroll, without needing to know who was paid what. (...) In America, for example, the tax collector needs to tax the wage packets of 130m or more employees, rather than simply taxing the payrolls of 8m or so enterprises.
Menores custos de cobrança. Menos funcionários públicos. Redução da despesa pública!

Declínio do modelo escandinavo

The received wisdom about economic life in the Nordic countries is easily summed up: people here are incomparably affluent, with all their needs met by an efficient welfare state. They believe it themselves.
(...)
[A study] from KPMG, the international accounting and consulting firm (...) indicated that when disposable income was adjusted for cost of living, Scandinavians were the poorest people in Western Europe. Danes had the lowest adjusted income, Norwegians the second lowest, Swedes the third. Spain and Portugal, with two of Europe's least regulated economies, led the list.
Os portugueses são mais "ricos" que dinamarqueses, suecos ou noruegueses!

Os apologistas do modelo escandivano defenderão que, em contrapartida dos altos impostos (que reduzem o rendimento disponível), os nórdicos têm serviços públicos de qualidade. Mas, será que assim é? No mesmo artigo:
In Oslo, library collections are woefully outdated, and public swimming pools are in desperate need of maintenance. News reports describe serious shortages of police officers and school supplies. When my mother-in-law went to an emergency room recently, the hospital was out of cough medicine. Drug addicts crowd downtown Oslo streets, as The Los Angeles Times recently reported, but applicants for methadone programs are put on a months-long waiting list.
Os serviços públicos vivem do que confiscam ao sector privado. Quanto mais altos os impostos, menos dinheiro resta para a criação de riqueza. Hoje, o Estado até pode fornecer serviços de qualidade, mas amanhã, quando a fonte secar, poucos continuarão a admirar o "modelo escandinavo". À semelhança do que aconteceu com o "modelo comunista"...

Antigamente

‘Our ancestors were so stupid and short-sighted that when the first reformers came along and offered to deliver them from those horrible emotions, they wouldn’t have anything to do with them.’

'Take Ectogenesis. Pfitzner and Kawaguchi had got the whole technique worked out. But would the Governments look at it? No. There was something called Christianity. Women were forced to go on being viviparous.’

‘Sleep teaching was actually prohibited in England. There was something called liberalism. Parliament, if you know what that was, passed a law against it. The records survive. Speeches about liberty of the subject. Liberty to be inefficient and miserable. Freedom to be a round peg in a square hole.
As palavras são do Administrador Mustapha Mond, em "Brave New World" de Aldous Huxley.

A Arte e o Liberalismo

O Lisboa-Dakar

O mundo às avessas?

Idealmente, o Estado deve diminuir 20 a 40 mil [funcionários públicos].
Sobre esta entrevista, diz ainda o Diário Digital que João Proença afirma discordar da abertura total do mercado de trabalho nacional aos imigrantes.

Será que a UGT virou à direita? Ou será que se passou a preocupar com todos os trabalhadores e não apenas com os que têm emprego?

Anedota (versão portuguesa)

Cá se fazem, cá se pagam...

Ann Coulter: Ms. Right

17.4.05

O ideal da direita amordaçada

Em Inglaterra, a campanha eleitoral arranca. A campanha dos Conservadores aposta forte no sentimento anti-imigração. A direita, em desespero de causa, vai buscar as suas ideias à extrema-direita. Talvez por ter acompanhado o momento alto do lepenismo em França, o lema dos tories parece-me especialmente tenebroso: "Are You Thinking What We're Thinking?". Isto é Le Pen puro: "vocês sabem que eu não digo tudo o que penso sobre os pretos e os árabes e os outros; vocês, por outro lado, também não precisam de dizer a ninguém, mas votem em mim, porque eu penso o que vocês pensam". Além de oportunista, cobarde e desonesto.
Da leitura do texto do Rui Tavares, a única interpretação possível é que os adjectivos "oportunista, cobarde e desonesto" se referem ao slogan (e à orientação da campanha) do Partido Conservador. Ora o facto é que estes insultos, como o próprio Rui Tavares acaba por reconhecer implicitamente no seu mais recente post sobre o assunto, assentam num juízo de intenção, nomeadamente o de que o slogan conservador visa ocultar um tenebroso discurso xenófobo. Como não é apresentada qualquer fundamentação para essa conclusão (a menos que ser contra a imigração descontrolada seja evidência de xenofobia), parece-me que só é possível qualificar as acusações que o Rui Tavares (juntamente com a imprensa britânica e os pundits da sua preferência) fazem como um grosseiro juízo de intenção e os insultos que formulam a partir desse juízo precisamente como insultos gratuitos que são.

No seu novo post, o Rui Tavares aproveita para tecer uma série de considerações adicionais sobre Ed Matts (cujas acções, como pode ser facilmente comprovado pela leitura dos meus posts anteriores, nunca defendi) e para proceder à exposição da sua teoria sobre o sucesso de Jean-Marie Le Pen, Bruno Gollnisch e da Front National em geral. Como não me referi sequer à FN nem era esse o tema que suscitou a discussão, não tenciono comentar as apreciações do Rui Tavares sobre a mesma. Limito-me a constatar a ironia de ver um apoiante de um partido extremista e fracturante como o Bloco de Esquerda a criticar quem quer que seja por usar o innuendo para, supostamente, fazer passar de forma camuflada uma mensagem radical. Mas, em abono do Rui Tavares, é justo reconhecer que, tanto a tirania do politicamente correcto como o newspeak são, desde há muito, instrumentos privilegiados da extrema-esquerda para intimidar os seus adversários e fazer avançar a sua agenda totalitária. Assim sendo, não tenho qualquer dúvida de que o que ele escreve é muito bem pensado.