12.3.05

Ideologias imunes à verdade

Propaganda

Consta que Bush já temia pelo seu futuro político...

Reflexões à direita

The Welfare State We’re In

A causa maior do declínio está na progressiva intromissão do Estado na sociedade substituindo funções anteriormente desempenhadas pela sociedade civil. Por outras palavras, a construção do Welfare State. Esta “infiltração” teve como consequência a desresponsabilização do indivíduo perante o seu próximo e mesmo perante o seu próprio destino. Os sucessivos programas de “engenharia social” levados a cabo pelos responsáveis políticos destruiram as intituições, formais e informais, anteriormente vigentes (e que, reconhecidamente, no caso britânico, tinham dado provas da sua eficácia) causando autênticos pesadelos dignos de países do Terceiro-Mundo.

Pelo menos ninguém falou em colos

José Sócrates, que esta manhã toma posse como primeiro-ministro, considera que não existem no Partido Socialista (PS) mulheres com suficiente protagonismo político e técnico para integrarem um elenco governamental. Isto mesmo foi dito por Sócrates a alguns dos elementos do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas (DNMS), numa conversa informal, na passada quarta-feira, dia 9, no final de uma reunião do conselho consultivo daquele órgão, realizada na sede do PS.

Contra a criação de um partido liberal (IV)

Escândalo

A "filosofia da miséria" e os seus aliados

"Support for more foreign aid, debt relief and debt forgiveness comes from all sides and is becoming more vocal. From rock stars, to the “anti globals”, to religious organizations, to various advocates for developing countries, to the UN. The pressure is mounting and the recent G8 meeting has devoted much attention (or paid lip service, depending on what side you are) to the question of aid. The “story” put forward by the pro aid movement is simple and appealing. Differences in income per capita in the world are extreme; globalization is increasing income inequality; the poor are becoming poorer and poorer and they starve to pay their debt. So they need more aid and more debt forgiveness, since the rich of the world get rich at the expenses of the poor. Aid and debt forgiveness will lift the poor countries out of poverty.

This story is almost completely wrong. The only part that is true is that differences in per capita income are extreme. All the rest is false. Globalization is not responsible for the poverty of the third world. Corrupt and inefficient governments of developing countries are. There is not one shred of evidence showing that more openness to trade increases poverty, but anti global do not need facts to interfere with their ideology. More trade makes both sides of the transaction wealthier. Even if globalization did increase inequality, a big if, since nobody has shown it convincingly, it still would reduce poverty; that is, it would increase the income of both the poor and the rich side of than trade transaction, but more the side of the rich. The anti global alternative would be to make both sides poorer. Inequality may be lower, perhaps , but poverty higher for sure. This does not seem appealing.

In fact it is simply not true that in the last decades all the poor countries have become poorer. There are many examples of countries that have lifted themselves out of poverty, from South Korea to Costa Rica to Botswana. Others have squandered immense wealth of natural resources like Nigeria or Venezuela, the latter, incidentally, recently following protectionist policies. There is no evidence that increasing foreign aid to government of developing countries improves their economic performance and lifts them out of poverty permanently. In fact, more aid is likely to increase corruption, because it augments the amount of resources over which elites fight over. The same goes for debt forgiveness: its only effect is to encourage countries to borrow more and more, often for the benefits of local elites. A recent widely cited book by William Easterly a former economist at the World Bank and an expert of aid and development provides mountain of shocking stories about local elites squandering foreign assistance. The pro aid coalition should read it carefully.

Those who really care about reducing poverty should be much more willing to put the blame in the right place: the government and the bureaucracy of many developing countries, especially in Africa and Latin America. Traditionally, instead, foreign aid has paid no attention to the virtues of the receiving countries and has not discriminated in favor of the “good governments”. Donors have typically favored their former colonies, irrespectively of the nature of their regimes. In fact one of the worst offenders in this respect is France. (...)

Before giving more aid or debt forgiveness two conditions need to be met. One is an “institutional conditionality.” Only governments that show some serious progress in reducing inefficiency, robbery of public property and corruption, should receive any aid.

Unfortunately in most cases the poorest countries, where aid is more needed, are also the most corrupt. Then a second condition must apply: in these cases aid flow should be kept completely out of public channels and administered by non local groups not associated with local elites and governments.

Finally, other polices of rich countries may be much more beneficial than aid. The main one is to stop protecting the agriculture of the rich. In fact the worst enemies of the poor countries of the world are the farmers of the rich countries. Defeating the lobby of the French farmers should be the top priority of the pro poor coalition of Europe. We suspect, instead, that the anti global will care more about the charm of French agricultural towns, threatened by globalization, that is, by the agriculture of struggling poor countries.
Alberto Alesina and Francesco Giavazzi, The Politics of Foreign Aid, September 2002.

Dois anos depois, Tony Blair e Bob Geldof continuam a desviar as atenções da origem do problema (o proteccionismo dos países mais ricos) e a contribuir para a propagação da miséria da filosofia neo-marxista, que só servirá para prolongar indefinidamente a miséria nos países mais pobres. Até quando?

11.3.05

Desafios

George W. Bush: um Presidente de esquerda?

Is Bush making America safe for liberalism? You betcha. Bush has legitimized a huge expansion of the welfare state, liberalizing immigration, and using force for democratization abroad. All the next Democratic president has to do to finish Bush's hard work is to raise taxes to pay for it all.

Pedra

A islamização da escola republicana em França

A França republicana e laica bem pode ter imposto uma "lei do véu" que a escola republicana continua sofrer de uma influência cada vez mais forte dos integristas religiosos. Um relatório, Les signes et manifestations d'appartenance religieuse dans les etablissements scolaires, apresentado por Jean-Pierre Obin, Inpector-geral da educação, entregue em final de 2004 ao ministro da educação francês, François Fillon, é absolutamente esclarecedor quando ao avanço do integrismo islâmico dentro das escolas francesas.

É que, ao contrário do que possa parecer, o problema não é apenas uma questão de tirar ou pôr o véu, vai muito longe: questão como o jejum durante o Ramadão, em que aqueles que são de origem magrebina, mesmo que não queiram jejuar, são obrigado a fazê-lo por pressão comunitária, é a questão do tipo de alimentos na cantina, da recusa em aprender certos conteúdos do currículo, da recusa de se misturarem com os outros, regressão da condição da mulher nas comunidades imigrantes e, por isso, aumenta também, nas escolas, a violências contra as raparigas, etc...

Por muito afastada que esta situação esteja longe da nossa realidade escolar, é, no mínimo preocupante o que se passa em França.

A ler, sem dúvida.

Well done

Contra a criação de um partido liberal (III)

O desafio do Timshel

  1. Não percebo porque é que o Timóteo se dirige o seu ódio anti-anti-clerical apenas contra o Blasfémias e a Jaquinzinhos. No conjunto desses Blogs existe apenas um único anti-clerical e anti-católico militante. Existem outros blogs, o Barnabé p.ex., onde o número de anti-clericais anti-católicos por metro quadrado é muito superior. Esses Blogs não serão também merecedores do seu ódio?

  2. E também não percebo porque razão pretende convencer os 'neoliberais católicos' d'O Insurgente da validade das suas teses e não se dedica a 'evangelizar' os 'ateus de esquerda' do Blasfémias, do Blogue de Esquerda, do País Relativo ou da Causa Nossa. Esses também terão de ser convencidos que para ser de esquerda é necessário ser cristão.

  3. Como sabe, existe um conjunto de temas que são objecto da acção política e que colocam em causa determinados princípios morais (Vd. o 3º parágrafo do nº4 deste documento). No que diz respeito a este conjunto de temas, não se admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie. Existe apenas uma via para os Católicos.

    Por outro lado, existe um outro conjunto de temas objecto da acção política que têm um carácter contingente e prudencial, sendo muitas vezes moralmente possíveis diversas estratégias e técnicas para realizar ou garantir um mesmo valor. Neste caso poderá existir grande diversidade de opinião entre os Católicos.

    As suas objecções às 'políticas neoliberais' (logo veremos o que são) não farão parte deste segundo grupo de temas?
Para começar a discussão, o Timóteo quer que nós consideremos um conjunto de definições. Aqui vão as minhas críticas e sugestões às suas definições:

  1. Quanto à definição de "Esquerda", a última frase do nº1 não faz sentido no sítio onde está. Retire-a.

    Já agora mais uma questão: porque razão é que você define a esquerda apenas em termos do conceito de desigualdade?

    Independentemente de outros também se reverem nelas, existem um conjunto de temas que a esquerda unanimente considera como fazendo parte das suas propostas política e que dizem respeito às 'causas fracturantes'. Porque não incluir uma referência a estas políticas na sua definição?

  2. A sua definição de cristão está confusa demais.

    Mantenha-a curta como no caso da definição de ateu. Proponho que a reduza à 1ª frase.

    Existem cristãos que não são católicos. Portanto não faz sentido citar o Papa.

    Não misture as definições com o argumento que vai defender. Isso é uma forma de manipulação dos resultados.

    [A propósito o sr. é Católico ou Protestante?]

  3. Definição de neoliberal

    Como deve recordar-se, essa definição de neoliberalismo retirei-a eu da carta Ecclesia in America e está muito associada à América Latina. [A propósito disto ler John Paul II’s Use of the Term Neo-Liberalism in Ecclesia in America].

    Proponho a seguinte definição alternativa: "o neo-liberalismo são as propostas de política económica que resultam da filosofia política de Hayek, dos ensinamentos da Escola de Chicago e das teorias de James Buchanan da escola da Vírginia."

    Até 2ª Feira,
    João Noronha

EU economy 'at least 20 years' behind US

The US economy is 20 years ahead of that of the EU and it will take decades for Europe to catch up (...).

The EU's current performance in terms of employment was achieved in the US in 1978 and it will take until 2023 for Europe to catch up, the report shows.

The situation is scarcely better when it comes to income per person. The US attained the current EU performance in 1985 and Europe is expected to close the gap in 2072.

But the bleakest picture comes when comparing the two economic blocs in terms of research and development. Europe is expected to catch up with the US in 2123 and then only if the EU outstrips America by 0.5 percent per year in terms of R&D investment.
É claro que ainda há quem insista que tudo não passa de uma "diferença cultural".

Pormenores

A culpa é dos chineses

The time has now come to limit the seemingly voracious appetite of Chinese exporters for the European market.
Pela retórica usada somos levados a crer que os malvados dos exportadores chineses obrigam os retalhistas e os consumidores europeus a comprar os seus produtos. Se os industriais europeus não conseguem competir pelo preço terão que o fazer utilizando outras variáveis. O proteccionismo é que não é aceitável. Não se pode (nem se deve) obrigar os consumidores a comprar o que não querem.

Anti-clericalismo liberal

Dirijo-me apenas ao Insurgente porque me parece existir ainda neste blogue neo-liberal uma forte componente de católicos. Todos os outros blogues neo-liberais me parecem já francamente dominados pelo anti-clericalismo

Reconheço sem problemas que há uma tensão entre algumas visões do liberalismo (mais de tradição jacobina) e a religião, agora não vejo é a tal relação necessária que o nosso timshel pretende demonstrar.

Comunicação

Slippery slope

Activista?

A desinformação no seu melhor

A ideia é simples e ao mesmo tempo estranha: armada com almofadas e travesseiros, uma multidão com mais de 500 pessoas juntou-se, como que instantaneamente, às 8:00h da noite de segunda-feira, na Praça Rabin, no centro de Tel Aviv, para uma batalha campal. O objectivo era desfazer as almofadas, rir alarvemente e descarregar o stress.

(...)

[N]a televisão estatal do Dubai onde, perante a incapacidade de compreender uma flash mob sem quaisquer intuitos políticos, os “jornalistas” insistem que a batalha de almofadas foi “uma manifestação de colonos em protesto contra a decisão de Sharon de retirar de Gaza”. (...) Já agora, atente-se num pormenor: logo no início, recusando mencionar Israel de forma directa, o pivot do noticiário diz que a “manifestação” ocorreu em “Tel Aviv, nas terras árabes ocupadas”.

11 de Março

Os novos alvos da esquerda

Recomenda-se bom senso

A importância das velhas amarras

Problemas com Safaris em vias de resolução...

10.3.05

Estamos sempre a aprender!

aquele senhor que "representa" o partido do senhor Portas, também deveria ser substituído! Porquê ?!... Pois, exactamente, porque as recentes legislativas determinaram que esse partido passou para o quarto lugar; logo a presença do tal senhor Lobo representa uma usurpação do direito [!!!]que assiste a um elemento que defenda as ideias da terceira força resultante do último acto eleitoral.(...)
Usurpação do direito?!! Cada dia que passa descubro um "direito" que desconhecia em absoluto!

OUCH !

"Direita ? Que Direita ? A direita dos que se afirmam liberais mas não largam por nada deste mundo o conforto do seu emprego no Estado? A direita dos que proclamam aos quatro ventos a superioridade do mercado e da iniciativa privada mas que projectam os seus negócios e organizam os seus escritórios em função de filiações e conhecimentos partidários? A direita dos que esconjuram a administração pública e o seu despesismo, mantendo avenças e lugares em empresas, fundações e institutos públicos? A direita dos que trocam valores por favores...? A direita a quem interesa o lago partidário de águas chocas...para que na aparância de mudança possa ficar tudo na mesma? A direita dos que afirmam sê-lo, temendo em muitas circunstâncias parecê-lo?

Na verdade esta direita...é a maior aliada da esquerda."

Manuel Monteiro
DN, 10/03/2005

Leitura recomendada

Falta de compreensão

Aqui ainda existem pessoas que não compreendem porque é que um cristão só pode ser de esquerda e porque é que quem é de esquerda só pode ser cristão. Tal como não compreendem porque é que um neo-liberal só pode ser ateu e um ateu só pode ser neo-liberal.

A direita vista da esquerda

Sgrena e o jornalismo

Laser co-inventor and physics Nobel prize winner wins religion prize

"Charles Townes, co-inventor of the laser and a Nobel Prize-winner in physics...won the Templeton Prize for Progress Toward Research or Discoveries about Spiritual Realities. The award is worth...more than $1.5 million — and Townes was honored for talks and writings about the importance of relating science and religion.

..."Many people don't realize that science basically involves assumptions and faith. But nothing is absolutely proved," Townes said. "Wonderful things in both science and religion come from our efforts based on observations, thoughtful assumptions, faith and logic."

...Townes said that, with findings of modern physics, it "seems extremely unlikely" that the existence of life and humanity are "just accidental," which inevitably raises religious questions about whether the universe was planned."

(fonte)

O Lavar das Mãos

The Welfare State We're In

A splendid book. It's a devastating critique of the welfare state. A page-turner, yet also extensively sourced. Demonstrates how attempts to achieve good intentions have led to horrible results -- increasing crime and violence, worsened conditions of the very poor, an extraordinary deterioration in the quality and character of British life.

Orçamento Comunitário

Luciano Amaral no DN: “E se Bush afinal sempre tivesse tido razão?”

"...O interesse da pergunta não está propriamente na sua formulação mas antes em quem a formula. Quem o faz são alguns dos que mais contribuiram para definir a imagem de Bush como um texano tóxico e simiesco, espécie de versão idiotizada de Hitler. A causa próxima desta revisão é o movimento de aparente transformação democrática do Médio Oriente.

Depois de depor duas das mais repugnantes ditaduras do mundo, a dos Taliban do Afeganistão e a de Saddam no Iraque, o cretino de Washington criou condições para a realização de eleições razoavelmente livres nos dois países. Com ondas de choque...no Líbano. Mais, duas outras duradouras ditaduras da região, a Arábia Saudita e o Egipto, também parecem ter subitamente descoberto algumas virtudes (limitadas, é certo) nos papelinhos com cruzes...e pela primeira vez na história local, israelitas e palestinianos aparentam empenhar-se seriamente na resolução do seu eterno conflito.

Continuam, naturalmente, a existir muitos que recusam qualquer ligação entre tais coisas. Fazem parte de uma longa tradição de negadores da realidade, como aqueles para quem a queda da URSS e a democratização da Europa de Leste nada deveram a outro tonto recém-falecido, Ronald Reagan....."

9.3.05

A Arte de Escrever e Outros Contos

Contra a criação de um partido liberal (II)

Leitura Recomendada

Estado oco

Can liberals rediscover liberalism?

The other night, upon accepting the 2005 Irving Kristol Award from the American Enterprise Institute, a bastion of inside-the-Beltway conservatism, the Peruvian novelist Mario Vargas Llosa gave a speech extolling liberalism. Not, he hastened to explain, the contemporary American version, but liberalism in its older sense, an outlook predicated on "tolerance and respect for others," the basic elements of which are "political democracy, the market economy, and the defense of individual interests over those of the state."

This liberalism, which requires private property, free markets, and the rule of law, has little in common with the statist mutation that goes by that name in the U.S. One of classical liberalism's central insights, Vargas Llosa noted, is that "freedom is a single, unified concept. Political and economic liberties are as inseparable as the two sides of a medal." By contrast, self-styled liberals in the U.S. tend to view economic liberty with indifference, if not hostility, leaving its defense to conservatives.

Governo espanhol quer banir manifestações religiosas públicas

O jornal católico “La Razón” acusa o governo espanhol de Zapatero de estar a preparar medidas para “proibir legalmente qualquer manifestação pública de carácter confessional”. O objectivo seria, de acordo com o periódico, a construção de um Estado laico, “no qual a religião seja limitada ao âmbito do privado” e erradicada da vida pública.
(...)
O “La Razón” revela que os ideólogos do PSOE, partido no poder, querem acabar com a actual situação de Estado aconfessional que caracteriza a Espanha, com a redacção de um “Estatuto de Laicidade”.

Um dos aspectos mais polémicos deste documento é a sua recomendação para que o Governo limite “sempre que possível” as manifestações religiosas fora dos templos, nas ruas e praças de Espanha.

(fonte)
A/C do xico

Passo...

Há piores

Monopólios

Hoje de manhã, a nossa querida TVCabo/Netcabo decidiu estar fora de serviço cerca de 4 horas na minha zona. Consoante o/a assistente que me atendeu, o problema deveu-se a: a) uma avaria que iria demorar 2 a 4 horas a resolver; b) execução de trabalhos de manutenção que iriam demorar de 2 a 5 horas.

Sinceramente, para mim, tanto me faz que o problema que me impediu ter acesso à Net (é óbvio que o acesso à TV, durante as horas de trabalho, é menos importante) durante quatro horas, pois os incómodos que ambas proporcionam à minha actividade, bastante dependente de estar ligada online, são iguais.

Eu não sei, mas conceitos como "fiabilidade", "disponibilidade", "tempo de disponibilidade" ou "tempo de funcionamento" devem querer dizer alguma coisa à administração da Netcabo. Já agora também "satisfação do cliente" deve ter alguma importância para a a gestão de topo da empresa.

Mas, começo a ter dúvidas. A começar pela oferta televisiva que cada vez é de menor qualidade para quem não tem PowerBox (não tenho, nem nunca terei. É uma questão de princípio), continuando pelos problemas na linha Net (sendo verdade que estes problemas se têm reduzido, quando comparado ao que aconteceu há um ano atrás), para já não falar nos preços (noutro dia, comparei tarifários com uma pessoa, que vive em Paris, e fiquei elucidado).

A posição favorável que eles têm no mercado deve ter alguma coisa a ver com isto.

Os jovens, o sistema de ensino e os U2

Não deixa de ser fascinante matéria de estudo comparar o vigor e a tenacidade posta na compra dos bilhetes dos U2 pela mesma geração de jovens cujos professores dizem que eles não lêem porque os livros são caros. Que, pelo menos até ao passado ano lectivo, tinha de abandonar as faculdades porque não podiam pagar as propinas. E cujos corpos e almas segundo nos andam a garantir há anos psicólogos e pedagogos ficariam profundamente traumatizados caso tenham de se esforçar pelo que quer que seja. Nem sei o que seria se tivessem de dormir ao relento a noite mais fria do ano para obterem, por exemplo, uma bolsa de estudo. Felizmente que foi para os U2. Assim ninguém se traumatizou.

A tragédia dos condomínios

  • É uma comunidade pequena. Logo, os ‘custos de transacção’ são reduzidos e a probabilidade de ocorrência da ‘tragédia dos comuns’ diminui.
  • É uma comunidade estável com fronteiras definidas e interacções frequentes. Logo, a reputação torna-se um valor importante e potencialmente resolve as dificuldades associadas ao ‘dilema do prisioneiro’.
  • As normas que regem a comunidade são transparentes (eleição do administrador, partilha dos custos, pagamentos, etc…) e definem claramente as responsabilidades de cada um. Logo, não se pode alegar que exista desconhecimento das normas ou erros repetidos por parte de alguns condóminos.
  • As características acima referidas em conjunto contribuem para que a ‘opacidade social’ seja reduzida. Não é fácil prevaricar e passar despercebido.
  • Existe um conjunto de penalizações claramente definidas.
  • Em último caso, pode-se sempre recorrer a uma autoridade exterior para aplicar as penas por incumprimento.
Outra questão é o desprezo a que muitos votam este exercício de auto-governo. Neste caso, não é possível alegar distanciamento entre ‘eleitores’ e ‘eleitos’ ou separação entre o interesse particular e o bem comum para justificar o abstencionismo.

Alguém sabe explicar este aparente paradoxo?

Leitura Recomendada

O Mundo Deturpado

A Revisão do PEC: boas notícias

"We shouldn't leave unresolved the fundamental problems with the stability pact as it currently operates," he said.

He said that Britain had suffered from a lack of credibility in its economic policies with high interest rates in the early 1990s but was now enjoying the fruits of better fiscal management.

"We must not in the European Union repeat the mistakes that Britain has made in the past," he said.

Putin e os clássicos

"There remains a lot more work to be done there," Putin said in remarks broadcast on Russian television. "We have to gather our forces to protect the people of the republic and citizens of all Russia from the bandits."

Excerto do artigo "Separatist Leader in Chechnya Is Killed", da edição de hoje do Washington Post.
Leo Strauss, como aliás a generalidade dos grandes filósofos, atribuía enorme importância à leitura dos textos clássicos. Há uma passagem da República de Platão, que é uma espécie de "história resumida" dos sucessivos tiranos russos, quer se trate de Estaline ou de Putin. Poderá ser particularmente elucidativa quando se procura entender por que razão um tirano prefere eliminar os opositores mais moderados, como parecia ser o caso de Maskhadov e preservar os mais radicais, como é seguramente o caso do facínora Basayev:
— Mas quando conseguiu, julgo eu, nas suas relações com os inimigos de fora, reconciliar-se com uns e destruir outros, e daquele lado há tranquilidade, primeiro que tudo está sempre a suscitar guerras, a fim de o povo ter necessidade de um chefe.
— É natural.
— E também a fim de os cidadãos, empobrecidos pelo pagamento de impostos, serem forçados a tratar do seu dia-a-dia e conspirarem menos contra ele?
— É evidente.
— E, segundo julgo, se ele suspeitar que alguns deles albergam pensamentos de liberdade que os afastem da obediência a ele, provocará essas desavenças, com o pretexto de os deitar a perder, entregando-os aos inimigos. Por todos esses motivos, um tirano tem sempre necessidade de desencadear guerras.
— Forçosamente.
— Mas tal procedimento predispõe os cidadãos a odiá-lo mais.
— Pois não!
— Mas não haverá alguns dos que ajudaram a elevá-lo àquela posição e que têm poder para falar livremente, diante deles e uns com os outros, e que critiquem os acontecimentos, pelo menos aqueles que forem mais corajosos?
— É natural.
Logo, o tirano tem de eliminar todos esses, se quiser governar, até não deixar ninguém dentre amigos e inimigos que tenha alguma valia.

Platão, A República
A reconstituição de um poder despótico na Rússia é uma péssima notícia para o mundo e por razões de ordem geopolítica é especialmente grave para a União Europeia, que tem muito a perder. Ou a ganhar: o poder económico europeu é decisivo no esforço de persuasão para que a Rússia inverta a "tendência autoritária".

Mais uma prova do desvario do Governo PSD/PP

8.3.05

Discriminações inaceitáveis

  1. Hoje comemora-se o Dia da Mulher. A criação do correspondente dia do homem não está sequer em estudo. É péssimo sinal que não tenha voltado a existir o Ministério da Igualdade, de saudosa memória. Ainda assim, propõe-se que o Governo promova um estudo que determine o dia do ano mais apropriado para comemorar o Dia do Homem e que o institua o mais rapidamente possível. É fundamental garantir igual dignidade para ambos os sexos.
  2. Estudos demonstraram que em Portugal, e aparentemente no resto no mundo, 100% (repito: 100%) dos parturientes são do sexo feminino. É uma discriminação inaceitável. Os homens têm tanto direito à maternidade como as mulheres. O sexo com que se nasce é moralmente arbitrário. Há que financiar estudos que permitam aos homens corrigir o defeito genético que impede que concebam e dêem à luz.
  3. Verificou-se também que entre os profissionais de serviço doméstico e de limpezas os homens constituem uma minoria ínfima. Este facto só pode decorrer da discriminação consciente ou insconsciente dos empregadores. É urgente estudar a situação mais aprofundadamente e tomar medidas que permitam repor a paridade dos sexos nestas profissões.
  4. Verificou-se também que, apesar de uma tendência positiva, os homens continuam a ser minoritários entre os profissionais de enfermagem. Da mesma forma, os homens começam a tornar-se minoritários entre a população que frequenta o ensino superior. Em ambos os casos é urgente impôr quotas mínimas para ambos os sexos, de forma a repor a paridade entre sexos.
  5. Em relação à vida familiar, estudos recentes mostram que as mulheres monopolizam a atenção e os cuidados aos filhos, privando os homens de actividades que são claramente gratificantes e sem as quais a paternidade não pode ser convenientemente fruída. É necessário limitar o número de horas que as mulheres podem dedicar aos filhos, bem como promover campanhas de sensibilização junto das mulheres portuguesas que as alertem para as consequências de uma paternidade cerceada.

Go Blues!

Re: Portugal e o exército de pantufas

You call it: Are Europeans lazy (as they boast of being) or taxed and subsidized obnoxiously?

Contra a criação de um partido liberal

A great liberal thinker, Ludwig von Mises, was always opposed to the existence of liberal parties because he felt that these political groups, by attempting to monopolize liberalism, ended up denaturalizing it, pigeonholing it, forcing it into the narrow molds of party power struggles. Instead, he believed that the liberal philosophy should be a general culture shared with all the political currents and movements co-existing in an open society supportive of democracy, a school of thought to nourish social Christians, radicals, social democrats, conservatives and democratic socialists alike. There is a lot of truth to this theory. Thus, in our day, we have seen cases of conservative governments, such as those of Ronald Reagan, Margaret Thatcher and José María Aznar, which promoted deeply liberal reforms. At the same time, we have seen nominally socialist leaders, such as Tony Blair in the United Kingdom and Ricardo Lagos in Chile, implement economic and social policies that can only be classified as liberal.

God not so dead: Worldwide decline in atheism cited

  • "...atheists in Europe have become “an infinitesimally small group.” “There are not enough of them to be used for sociological research,”...
  • ...Two developments are plaguing atheism these days. One is that it appears to be losing its scientific underpinnings...1,200 studies at research centers around the world [showed a correlation between faith, prayer and recovery from illness].
  • ...The other is the historical experience of hundreds of millions of people worldwide that atheists are in no position to claim the moral high ground.
  • ...the decline of atheism in Europe does not mean that re-Christianization is taking place. “What we are observing instead is a re-paganization,” he said.
  • ...the Roman Catholic Church [handles] this peril more wisely than ...Protestants...[not] making any concessions in the ethical realm,”
  • ...Christianity’s greatest opportunity [is] when its message addresses two seemingly irreconcilable quests of contemporary humanity — the quest for freedom and truth.
  • “Christianity alone affirms that truth and God’s dependability are inseparable properties to which freedom is linked.” ..."

A Ler

Pluralismo Insurgente

A Ler

Desde que o Miguel Portas chegou ao Parlamento Europeu...

  • Palestinian Authority
    The post-Arafat era has begun. Palestinians voted for a new president in January?s free elections and a parliamentary poll is set for July. New leader Mahmoud Abbas is raising hopes of peace but it is still unclear whether he will be able to exert control over militant groups and negotiate a territorial deal with Israel.

  • Lebanon
    Assassination of former prime minister Rafik Hariri acted as a catalyst for change. Syria today begins withdrawing its forces to the eastern Bekaa Valley. Free elections may take place in May after protests brought Black down the pro-Syrian Sea government. Not known when a final pull-out of Syrian forces will take place.

  • Syria
    Washington and Damascus are locked in a dialogue of the deaf. President Bashar Assad refuses to relinquish his trump cards (support for Hizbollah and radical Palestinians) as long as conflict with Israel over Golan Heights continues. Blamed for the murder of Rafik Hariri, Assad has reluctantly ordered his forces in Lebanon to pull back.

  • Iraq
    Bush and his allies believe democracy is finally flowering in Iraq. Eight million voted to elect government in January. A constitution enshrining personal, political and religious freedoms is to be drawn up by October. But a bloody insurgency continues to mar progress. The under-representation of Sunnis in the new government will be a problem.

  • Egypt
    President Hosni Mubarak ? unopposed in power since 1981 ? surprised the West in February announcing multi-candidate presidential elections for September. Health troubles have sparked succession worries though Mubarak has denied a plan for dynastic succession by his son Gamal. A close US ally, Egypt receives $3bn a year in tied aid.

  • Saudi Arabia
    Fearful of change, accustomed to a system in which it holds enormous power and privileges, the Saudi royal family views serious reform as a risk not worth taking, although the greatest risk to its survival comes from doing nothing at all. Elections for local councils were recently held for the first time, but women were barred from voting.

  • Libya
    No sign yet of democracy arriving in the Great Socialist People?s Libyan Arab Jamiriyah. Although once regarded by the West as a pariah state, Colonel Muammar Gaddafi?s decision to take responsibility for the Lockerbie bombings and renounce WMD brought it back into the fold. However it remains a dictatorship.

  • Yemen
    Yemen is a fragile not a failed state. A nascent democracy with the most open political system in the Arabian Peninsula, its government has shown a general commitment to developing the instruments of a modern state and has cooperated with international efforts to uproot the al-Qa?ida network. Presidential elections planned for this year.

  • Kuwait
    Kuwait?s parliament has agreed to speed up moves towards a law to grant women the same political rights as men. The decision came amid noisy street rallies by women activists. The country?s ruler, Sheikh Jabir al-Ahmad al-Sabah, is moving slowly towards giving women the vote. But political parties remain outlawed.

  • Bahrain
    Voted in 2001 to become a constitutional monarchy with elected parliament and independent judiciary.

  • Qatar
    Greater political openness since current head of state came to power in 1995. Democratic elections were held in 1999.

    (Fonte via Little Green Footballs)



    P.S. Há 6 meses atrás, os cidadãos árabes podiam participar livremente em eleições, formar partidos e eleger representantes para o parlamento num único país do Médio Oriente.

    P.S2. O Afeganistão não fica no Médio Oriente e a sua população não é árabe (com excepção de algums membros de uma associação de beneficiência liderada por um milionário saudita).
  • Chamem-lhe parvo

  • Daniel Oliveira, dirigente e assessor de imprensa do Bloco de Esquerda, no Expresso, 5 de Março de 2005;
    Chamem-lhe parvo. Diz a imprensa que, desde que chegou ao Vaticano, João Paulo II tem sempre a seu lado cinco freiras polacas.
  • Julius Streicher no Der Stürmer, orgão oficial do partido Nazi, Julho de 1936:

  • A Revolucão Industrial e os mitos socialistas

    Aún hoy está ampliamente extendida la idea de que la Revolución Industrial fue un período oscuro en la historia de Occidente, una etapa lúgubre y vergonzante en la que el hedor de las fábricas sustituyó el aire puro del campo feudal y las masas se vieron sometidas al látigo de los avariciosos capitalistas, empobreciéndose en beneficio de esta nueva clase pudiente. Persiste, todavía, en el imaginario de mucha gente la estampa de unos obreros, antes boyantes campesinos, urbanizados y explotados en las fábricas de la burguesía, en condiciones laborales atroces y en estricto régimen de subsistencia. La Revolución Industrial constituye de este modo el pecado original del capitalismo, cuando no la prueba de que el libre mercado es inherentemente injusto y debe ser corregido o superado por otro sistema que no esté en contradicción con la justicia social. La prosperidad de que gozamos, alegan, se alza sobre el sacrificio de aquellas generaciones pretéritas. El nuestro es un progreso teñido de culpa. Y si el capitalismo, para generar bienestar, requiere de un período inicial de penuria y explotación intensificada y generalizada, es que el capitalismo es indigno per se, porque nada intrínsecamente justo necesita de lo injusto para desarrollarse. Luego su status será, a lo sumo, provisional.

    El Capitalismo y los Historiadores, editado por Friedrich Hayek, es un compendio de ensayos que se propone refutar, de una vez para siempre, la popular y populista mitología socialista que envuelve la Revolución Industrial inglesa, manejada en esta obra como modelo paradigmático por ser la primera, la más afamada y la más estudiada de las revoluciones industriales. El libro reúne ensayos de Hayek, Ashton, Hacker, Hartwell, De Jouvenel y Hutt. La calidad y el interés de los distintos artículos es desigual, si bien no haremos aquí ninguna crítica exhaustiva de los mismos. Me parece más interesante destacar los aspectos relevantes de la exposición de cada autor y acaso emitir algún que otro juicio valorativo puntual.

    La Revolución Industrial inglesa, que cabe ubicar entre mediados-finales del siglo XVIII y mediados del siglo XIX, ha sido objeto de estudio de un sinnúmero de historiadores que durante décadas, imbuidos de ideas marxistas, carentes de rigor e imparcialidad, faltos de una teoría previa y una metodología adecuada, difundieron una visión radicalmente distorsionada y partidista de la realidad, un dramatizado cuadro que se alejaba de los hechos tanto como se ajustaba a los esquemas ideológicos de la pujante masa socialista. Esta falaz interpretación de los acontecimientos fue revisada, criticada e impugnada por la mejor historiografía económica en la primera mitad del siglo XX. Pese a ello, aún predomina en la opinión pública, refrendando las ideas estatistas esparcidas por doquier. La ficción ha adquirido carta de naturaleza pasando a formar parte del reino de los hechos consabidos e indisputables, aunque en el mundo académico ya no pueda sostenerse seriamente tamaño artificio.

    (...)

    Aún hoy está ampliamente extendida la idea de que la Revolución Industrial fue un período oscuro en la historia de Occidente, una etapa lúgubre y vergonzante en la que el hedor de las fábricas sustituyó el aire puro del campo feudal y las masas se vieron sometidas al látigo de los avariciosos capitalistas, empobreciéndose en beneficio de esta nueva clase pudiente. Persiste, todavía, en el imaginario de mucha gente la estampa de unos obreros, antes boyantes campesinos, urbanizados y explotados en las fábricas de la burguesía, en condiciones laborales atroces y en estricto régimen de subsistencia. La Revolución Industrial constituye de este modo el pecado original del capitalismo, cuando no la prueba de que el libre mercado es inherentemente injusto y debe ser corregido o superado por otro sistema que no esté en contradicción con la justicia social. La prosperidad de que gozamos, alegan, se alza sobre el sacrificio de aquellas generaciones pretéritas. El nuestro es un progreso teñido de culpa. Y si el capitalismo, para generar bienestar, requiere de un período inicial de penuria y explotación intensificada y generalizada, es que el capitalismo es indigno per se, porque nada intrínsecamente justo necesita de lo injusto para desarrollarse. Luego su status será, a lo sumo, provisional.

    El Capitalismo y los Historiadores, editado por Friedrich Hayek, es un compendio de ensayos que se propone refutar, de una vez para siempre, la popular y populista mitología socialista que envuelve la Revolución Industrial inglesa, manejada en esta obra como modelo paradigmático por ser la primera, la más afamada y la más estudiada de las revoluciones industriales. El libro reúne ensayos de Hayek, Ashton, Hacker, Hartwell, De Jouvenel y Hutt. La calidad y el interés de los distintos artículos es desigual, si bien no haremos aquí ninguna crítica exhaustiva de los mismos. Me parece más interesante destacar los aspectos relevantes de la exposición de cada autor y acaso emitir algún que otro juicio valorativo puntual.

    La Revolución Industrial inglesa, que cabe ubicar entre mediados-finales del siglo XVIII y mediados del siglo XIX, ha sido objeto de estudio de un sinnúmero de historiadores que durante décadas, imbuidos de ideas marxistas, carentes de rigor e imparcialidad, faltos de una teoría previa y una metodología adecuada, difundieron una visión radicalmente distorsionada y partidista de la realidad, un dramatizado cuadro que se alejaba de los hechos tanto como se ajustaba a los esquemas ideológicos de la pujante masa socialista. Esta falaz interpretación de los acontecimientos fue revisada, criticada e impugnada por la mejor historiografía económica en la primera mitad del siglo XX. Pese a ello, aún predomina en la opinión pública, refrendando las ideas estatistas esparcidas por doquier. La ficción ha adquirido carta de naturaleza pasando a formar parte del reino de los hechos consabidos e indisputables, aunque en el mundo académico ya no pueda sostenerse seriamente tamaño artificio.

    Justiça Social

    El total vacío de la frase "justicia social" se demuestra en el hecho de que no existe ningún acuerdo sobre lo que requiere la justicia social en cada instancia particular; también en que no existe ningún test conocido a través del cual decidir quién está en lo correcto si las personas difieren, y que ningún esquema preconcebido de distribución puede ser efectivamente diseñado en una sociedad cuyos hombres son libres. Esto en el sentido que les es permitido usar su propio conocimiento para sus propios propósitos. En efecto, la responsabilidad moral individual por las acciones de cada uno es incompatible con la realización de cualquier modelo general de distribución.
    Friedrich Hayek "El Atavismo de la Justicia Social" (1976)

    De Quem é Mesmo a Crise?

    Quo Vadis, América do Sul?

    Algo se está a passar na América do Sul e o que quer que seja não prenuncia nada de bom para os seus povos. Não que a América do Sul tenha tido no passado bons governos, penso que toda a gente se lembra das ditaduras sul-americanas, brutais e pouco inteligentes, mas a democratização que entrentanto se assistiu nos últimos 20 anos deixavam prever um melhor futuro. No entanto, hoje não me parece que as perspectivas sejam tão optimistas.

    Por um lado, o que se passa na Venezuela é no mínimo preocupante, pois Chávez quer agora começar uma reforma agrária do tipo que nós conhecemos (e conhecemos também os seus resultados). Aliás, Mugabe recentemente reconheceu o falhanço de uma experiência semelhante.

    Será que vamos ter novas experiências socialistas radicais, bem depois de estar provado o falhanço do socialismo real?

    Agora é a Bolívia que não encontra a estabilidade, com o seu actual presidente, Carlos Mesa a demitir-se graças às movimentações tipo PREC (para pior) de Evo Morales (mais um "Chávez" em pperspectiva?). Há quem suponha que Chávez não está inocente na destabilização da Bolívia (um blog venezuelano, The Devil's Excrement, diz que há rumores, não provados, de que Chávez financia Morales.

    Portugal e o exército de pantufas

    Gráfico retirado do artigo "Old Before their Time", The Economist, 05-03-2005, pertencente ao estudo da OCDE "Economic Policy Reforms in OECD Countries: Going for Growth".

    Conclusão principal: o mais importante factor explicativo da diferença no desempenho económico dos EUA e das economias europeias não é a produtividade do trabalho. Algumas economias europeias apresentam uma produtividade do trabalho superior à americana. A maior diferença está na taxa de participação laboral, francamente inferior na UE, em grande medida por causa das baixíssimas idades de reforma, legais e efectivas. Na expressão do The Economist, a Europa está a incentivar um "exército de pantufas".

    Motivo: o efeito conjugado das generosas pensões de reforma e dos diversos esquemas de incentivo fiscal que "premeiam" a reforma antecipada", em nome de objectivos políticos.

    Proposta política: tornar a pensão de reforma um montante fixo. Assim, desaparece o "efeito perverso" de erosão parcial da reforma para os que optam por continuar a trabalhar para lá da idade legal de reforma (no esquema actual, cada mês adicional de trabalho tem como custo implícito a pensão mensal de reforma) e passa a existir um incentivo económico a prolongar a vida activa.

    A proposta é economicamente "inteligente", porque torna a decisão de reforma uma escolha individual e livre e porque funciona como um incentivo ao crescimento económico. Vai para o "frigorífico das ideias": talvez tenha de esperar (pelo menos) quatro anos para ser aplicada.

    (Adenda: o gráfico proporciona um exercício elucidativo. Divida-o verticalmente em duas metades iguais, através de uma linha semelhante à linha encarnada horizontal. Essa divisão cria "quatro quadrantes". O quadrante inferior esquerdo é uma espécie de "quadrante da miséria", onde estão os países relativamente mais pobres e com piores desempenhos em termos de crescimento económico. Agora é só identificar o único caso nessas circunstâncias...)

    Novo Insurgente

    7.3.05

    Rothbard por Sciabarra

    One can disagree, and disagree strongly, with various aspects of Rothbard’s work, and still be awestruck by the sheer depth and breadth, quantity and quality, of his remarkable output as a writer and thinker.

    Resposta às picuinhices dissidentes

    1. Se os humanos praticam o suicídio há milénios, dificilmente se pode considerá-lo não-natural.
    2. Primeiro, eu qualifico o que pretendo dizer por anti-natural (Vd. meu post anterior e Vd. igualmente o que S. Tomás de Aquino diz sobre esta questão). Sobre essas questões não te pronuncias.

      Segundo, o facto do suícidio ser ou não praticado há milénios é irrelevante para esta discussão. O facto de o suícidio ser ou não praticado nada diz sobre o facto do suícido dever ou não ser praticado. Ou seja, a tua defesa com base na história é irrelevante para efeitos da discussão sobre a moralidade do suícidio.

    3. Mesmo que fosse não-natural, daí não decorria nada do ponto de vista moral. A agressão é natural, e em geral moralmente errada.

      Remeto para o comentário anterior. Parece-me que deverás primeiro falsificar os argumentos que apresento antes de fazeres este tipo de afirmações.

    4. A posse de si mesmo, liberal, encontra aqui um limite, para os que acreditam em Deus. Locke, por exemplo, argumenta que pertencemos a Deus, em última instância. Não somos donos de nós próprios, mas sim fieis depositários de nós próprios perante Deus. Por outro lado, ninguém tem o poder de proteger agir em nome de Deus, senão o próprio na defesa de si mesmo.

      Fico muito contente por saber que para Locke o suícidio é imoral. Quanto à última proposição, necessita de explicação (caso não seja um dogma de fé).
    5. Para quem não acredita, esta questão não se põe. A posse de si mesmo é absoluta, para vida ou para a morte. Esta é a minha posição. Temos o direito ao suicídio. (Temos também a obrigação moral de o tentar impedir sem usar a coerção.)

      De novo, eu apresentei três diferentes linhas de argumento racionais para defender a imoralidade do suícidio. Tu não discutes nenhuma desses argumentos e apresentas apenas proposições que não explicas.
    6. (um dia gostaria de saber porque não acreditas)

    7. O argumento de que o suicida não é realmente livre é muito perigoso. Aplicado ao homicida, desculpa-o do acto. Nega o livre-arbítrio.

      Em primeiro lugar, os homicidas nem sempre estão sob o domínio das paixões. No caso do 'cold blooded murder', a tua objecção não faz sentido.

      Em segundo lugar, nos casos em que os homicidas estão sob o domínio das paixões a culpa não desaparece mas é mitigada exactamente pelo facto de não exisitir um discernimento total por parte do agente. Este facto é reconhecido pelas leis humanas (e pelas divinas também).
    8. Também para mim a eutanásia, por vontade do que será morto, é legítima.

      Terás que elaborar mais. E tens também que respoder à seguinte questão: como é que o meu direito a morrer impõe a outrém obrigação de matar ?

      Ou seja, concordo com o Daniel.

      Birds of the same feather...;)

    Obrigado pela atenção. Agora tenho que ir andando senão a minha mulher ainda me suicida.

      Picuinhices dissidentes

      1. Se os humanos praticam o suicídio há milénios, dificilmente se pode considerá-lo não-natural.
      2. Mesmo que fosse não-natural, daí não decorria nada do ponto de vista moral. A agressão é natural, e em geral moralmente errada.
      3. A posse de si mesmo, liberal, encontra aqui um limite, para os que acreditam em Deus. Locke, por exemplo, argumenta que pertencemos a Deus, em última instância. Não somos donos de nós próprios, mas sim fieis depositários de nós próprios perante Deus. Por outro lado, ninguém tem o poder de proteger agir em nome de Deus, senão o próprio na defesa de si mesmo.
      4. Para quem não acredita, esta questão não se põe. A posse de si mesmo é absoluta, para vida ou para a morte. Esta é a minha posição. Temos o direito ao suicídio. (Temos também a obrigação moral de o tentar impedir sem usar a coerção.)
      5. O argumento de que o suicida não é realmente livre é muito perigoso. Aplicado ao homicida, desculpa-o do acto. Nega o livre-arbítrio.
      6. Também para mim a eutanásia, por vontade do que será morto, é legítima.
      7. Ou seja, concordo com o Daniel.

      Daniel Estranho Amor

      Sei apenas que a nossa vida não é propriedade colectiva. Que só há liberdade quando somos, o mais que pudermos, donos do nosso destino. E, acima de todas as liberdades na vida, a mais pessoal e indiscutível é a de decidir não viver.

      …Million Dollar Baby e Mar Adentro dizem-nos o mesmo: o mais incondicional dos amores é o que deixa o outro partir. E enquanto a Igreja e o Estado quiserem regular o amor só podemos esperar o pior.

      Daniel Oliveira
      Expresso, 05/03/2005
      No meu fraco entendimento, o argumento utilizado no manifesto pró-eutanásia que o Daniel Oliveira, dirigente e assessor de imprensa do Bloco de Esquerda, publicou nas páginas do Expresso do último Sábado é o seguinte:
      1. Eu sou livre
      2. Ser livre implica ser senhor do meu próprio destino
      3. Ser dono do próprio destino implica decidir sobre o momento da minha morte
      4. maior prova de amor é deixar o outro partir
      Este argumento não justifica a eutanásia.

      As primeiras 3 proposições justificariam o suicídio. A última proposição justificaria que o amador não se opusesse ao suicídio da pessoa amada. Em nenhum momento se justifica que o amador ou qualquer outro agente mate a pessoa amada ou coopere no seu suicídio. O argumento falha no seu objectivo. É ineficaz.

      De qualquer forma, as afirmações do Daniel, nomeadamente sobre o suicídio e sobre o amor, merecem alguns comentários adicionais.

    1. Independentemente das ideologias ou das formulações filosóficas mais ou menos elaboradas, atentar contra a própria vida é anti-natural: Contraria a inclinação natural do ser humano para preservar e perpetuar a vida, ofende o amor que cada um deve ter a si mesmo e quebra os laços de solidariedade com o próximo (família, nação ou outras) para com quem o suicida continua a manter obrigações.

      Os casos mais frequentes de suicídio têm origem no desespero de quem perdeu o sentido e o gosto de viver ou enfrenta situações dramáticas, coincidindo em geral com o agravamento de estado de depressão física e psicológica. Nestas circunstâncias, o suicida será realmente livre para escolher entre a vida e a morte?

    2. Sobre o amor, o Daniel afirma:
      o mais incondicional dos amores é o que deixa o outro partir.
      Um outro autor que não tem direito a coluna no Expresso afirmou há alguns anos:
      …ninguém tem amor maior do que o de quem der a própria vida pelos amigos (Jo 15, 13)
      Repare-se na completa inversão de conceitos. No segundo caso, o amante prova o seu amor sacrificando a vida pelo amado. No primeiro caso, o amante prova o seu amor sacrificando a vida do amado.

      CONCLUSÃO: O mais incondicional dos amores é o do candidato a suicida que se recusa a partir por amor a Deus e ao próximo.

      P.S. O estado e a Igreja não querem regular o amor mas sim o assassínio.
    3. Discernimento

      Brasil: Os efeitos das políticas "tax and spend"

      AFTER two years as Brazil's finance minister, Antonio Palocci must feel like saying “I told you so.” Critics had said that tight fiscal policy, coupled at first with high interest rates, would cripple the economy. Instead, this combination first smacked down inflation in 2003 and then delivered economic growth of 5.2% last year, the fastest pace in a decade. Mr Palocci convinced creditors that Brazil would pay its colossal public debt. That promise, plus an export boom, triggered a dramatic fall in risk premiums on Brazilian bonds and helped domestic interest rates to decline. Now Brazil has the luxury of deciding whether or not to renew an accord with the IMF which expires this month.

      But success has presented Mr Palocci with new problems and a new set of critics. Inflation is again a worry, real interest rates—already among the world's highest—are again on the rise and Brazil's currency, the real, has strengthened to the point where it may undermine exports. The criticism is that budget policy is doing too little to restrain demand and inflation, which means that interest rates are higher than they need to be. It is “a bad policy mix”, says Eliana Cardoso, an economic pundit. This time, the critics have a point.

      This is ironic. Mr Palocci started out by tightening fiscal policy even more than the IMF wanted, setting the target for the public sector's primary surplus (ie, before interest payments) at 4¼% of GDP. Last year, the government beat the target, with a primary surplus of 4.6%. But the headline number hides two problems. First, it was achieved not by streamlining government but by harvesting the extra revenue that comes with growth. The tax burden has reached an intolerable 37% of GDP. Second, the government missed an opportunity to tighten policy even further while growth was strong. Brazil needs “a much higher primary surplus”, says Paulo Leme of Goldman Sachs, an investment bank.

      The fault lies with Mr Palocci's boss, President Luiz Inácio Lula da Silva, who has responded better to crisis than to opportunity. Non-financial spending by the federal government rose by 11% in real terms last year, with big rises in areas that do nothing to strengthen long-term growth prospects. Lula added workers to the federal payroll, one reason why spending on personnel rose by 5% last year. Keeping an old promise, he will raise the official minimum wage by 8% to 300 reais ($115) a month, which will push up the cost of publicly financed pensions and benefits by 4 billion reais a year, says Raul Velloso, a budget expert in Brasília.

      Que tempos nefandos estamos a viver...

      Os Trabalhadores Sociais Democratas (TSD) defenderam hoje que a nova liderança do PSD afaste o partido do liberalismo e o reaproxime do centro ideológico, argumentando que este «nunca foi, não é nem será um partido de direita».
      (...)
      No entender dos trabalhadores do PSD, liderados pelo deputado reeleito Arménio Santos, o partido deve «rejeitar o liberalismo e neo-liberalismo contemporâneos», bem como «o ideário individualista» e centrar as suas propostas «na dimensão social da economia e da política».
      (...)
      «Os TSD esperam que o novo Governo oiça e respeite os parceiros sociais e dê prioridade ao relançamento da economia, à criação de emprego, à qualificação dos recursos humanos e à justiça fiscal», refere ainda o comunicado.
      Estou a ver que os próximos anos vão ser mais penosos do que imaginanava. Por onde anda a "boa moeda"?

      O Freitas - II