16.4.05

A esquerda, o "paraíso" comunista cubano e a globalização

Right in the centre of the large shopping area called The Stables is a Cuban Restaurant called rather unambiguously The Cuban. Giving it the benefit of the doubt, I stuck my head inside as for all I knew the place was owned by some Cuban refugee who had fled Castro's communist dictatorship. But no. The first thing I see is a large image of Che Guevara. The outside of the building has a sign saying this place brings "The Spirit of Havana in the heart of Camden"... ###

...which presumably means that criticizing the restaurant gets you dragged off to jail by uniformed thugs as that is truly the spirit of Havana.

(...)

But it got me pondering. I wonder how many of the anti-globalisation activists who probably regard areas like Camden as 'home turf' and perhaps even eat at The Cuban realise how the area only looks the way it does because of the global movement of goods within a market economy. Do they seriously think that there is a place like Camden anywhere in Cuba? Do they think the new Age crystals, the fetish shops, the Goth gear purveyors, the mountain bike shops and, hell, even the clothes they wear, the mobile phones they all carry, the iPods they lsten to, would all be available in a politically directed command economy? Please, show me such a place.

The thing is, their own lifestyles and environments are examples of the benefits of what they profess to reject. Quite funny really if you think about it.

Sur l'oreiller du mal c'est Satan Trismégiste...

A minha colher

15.4.05

Can't We All Just Get Along? (tm)

Teoria gastronómica

Também comecei por fazer trabalho teórico. Ao fim de meses a tentar demonstrar a generalidade de resultados que obtinha por simulações, fui obrigado a desistir. Ou não conseguia voltar a Portugal ao fim de 4 anos. Só mais tarde, depois de ter a segurança do trabalho empírico feito, é que me aventurei novamente no trabalho teórico.
Anteriormente tinha postado o seguinte texto:

Tomar decisões com base somente no passado é como conduzir olhando apenas pelo espelho retrovisor.
Hoje almocei bacalhau com natas, amanhã não sei. Talvez um cozido à portuguesa!

Nota mental: será que uma equação matemática consegue definir a imprevisibilidade da acção humana?

A Incapacidade da Ciência

Utilizador-pagador, bingo!

Quanto à IC 3, tudo indica que ela vai continuar a ser durante muito tempo uma simples miragem para incautos. Em vez de construir as estradas que faltam, o Governo prefere continuar a gastar milhões para manter as SCUT gratuitas...
"Gratuitas" com aspas, caro VM...

Utilizador-pagador, quase!

Trata-se em geral de transportes públicos urbanos de Lisboa, portanto de âmbito local ou metropolitano. Mas por que é que há-de ser o Estado a suportar o défice de serviços públicos locais, que deveriam ser de responsabilidade municipal ou intermunicipal? Que sentido faz ser um ministro a lidar com os preços de transportes públicos locais?
Localizando ainda mais a questão - e adaptando as palavras de VM -, por que é que há-de ser o cidadão que não usufrui do serviço a suportar o défice das empresas de transportes públicos?

Curiosidade mediática

The 3rd Annual Nigerian EMail Conference

This conference is an investment in your future. Learn to take advantage of modern technology, and make a great deal of money with very little effort. If you have any question, please contact me and I will send you a proposal that may be of interest to you. I await your response by return while assuring you that the transaction is absolutely risk free.

Full disclosure

Chirac: 'No' vote on E.U. benefits U.S.

A "no" vote to the European Constitution would weaken the EU and benefit the United States, warned French President Jacques Chirac, Thursday.

[Fonte]
O bloco nunca me enganou...

(o vento lá fora) partiu a janela

Salvo raríssimas excepções (já lá iremos) não são os empresários que rompem conceitos. Não é das empresas que saltam as inovações. Não são os empresários que fazem a economia: eles guiam a respectiva locomotiva.
(...)
Quem faz a economia são os grupos sociais. Nos últimos séculos consubstanciados no Estado, ou Nação. É o Estado o motor, a locomotiva, da mudança. É a política, enquanto disciplina reguladora do social, que estipula os carris da economia. São a necessidades do Estado que abrem e fecham os mercados. Não são os empresários.
(...)
No século passado todas as grandes mudanças (e médias e pequenas também, salvo raríssimas excepções associadas a mercados) sairam das necessidades dos Estados - com as guerras, uma necessidade exclusiva dos Estados, a dirigirem as mudanças.
(...)
[As] indústrias promitentes do presente e futuro, imediato ou longínquo, são todas de origem pública. Da internet às telecomunicações, das energias renováveis ao ambiente, os Estados criaram as locomotivas e os empresários vão guiá-las. Acresce que nestas quatro citadas os empresários apresentaram as suas habituais credenciais, atrasando e algumas vezes torpedeando a inovação para proteger os seus negócios putativamente ameaçados pelo respectivo desenvolvimento sadio.
Primeiro, há que distinguir invenção de inovação. Por exemplo, o martelo terá sido fácil de inventar mas só quando se encontrou um uso eficiente para este é que houve inovação!###

PQ usa o exemplo da internet para justificar a paternalidade estatal duma das grandes inovações do século XX. Contudo, durante mais de duas décadas, a rede ARPANET (a origem da internet), enquanto propriedade do Estado, teve um ritmo de desenvolvimento comparável ao sprint do caracol. Foi necessário a concorrência dos privados (a partir do ínicio da década de 90) para chegarmos onde estamos hoje. Porém, bastava-lhe, enquanto escrevia o post acima citado, olhar à sua volta. Será que os blogs nasceram de uma necessidade do Estado dar voz aos cidadãos? Terá sido o computador uma inovação estatal? Talvez seja possível encontrar os decretos-lei que definem as funções do teclado, rato, monitor ou sistema operativo...

Mas o maior erro - e o mais comum - é a falácia da janela quebrada. Bastiat desmistificou - há século e meio atrás - a crença de que a destruição de riqueza é boa para a economia. PQ, ao afirmar que "as grandes mudanças sairam das necessidades dos Estados[,] com as guerras (...) a dirigirem as mudanças", esquece os custos de oportunidade associados às acções militares: o dinheiro gasto em armas poderia ter sido aplicado para outros fins. Usando o mesmo raciocínio, há quem afirme que o tsunami no sudueste asiático é uma "oportunidade séria de expansão económica"...

Sugiro, por isso - ao PQ e a outros - a leitura da obra de Bastiat ("That Which is Seen, and That Which is Not Seen") ou o excelente livro de Henry Hazlitt ("Economics in One Lesson"), recentemente disponível online (pdf - 8 MB) e do qual passo a citar (meus destaques):

[The] broken window fallacy, under a hundred disguises, is the most persistent in the history of economics. It is more rampant now than at any time in the past. It is solemnly reaffirmed every day by great captains of industry, by chambers of commerce, by labour unions leaders, by editorial writers and newspaper columnists and radio commentators, by learned statisticians using the most refined techniques, by professors of economics in our best universities. In their various ways they all dilate upon the advantages of destruction.
(...)
They see "miracles of production" which it requires a war to achieve. And they see a post-war world made certainly prosperous by an enormous "accumulated" and "backed-up" demand.
Como disse anteriormente, um erro comum! Que, espero, não voltar a ler n' (o vento lá fora)*...

Dedicado à facção alentejana d'O Insurgente

Trio Odemira celebra 50 anos de carreira com novo disco

O Trio Odemira celebra este ano 50 anos de carreira com a edição de um novo álbum, «Portugal latino», onde interpreta temas portugueses e latino-americanos, na linha que sempre marcou este grupo.

Neste CD, editado pela Ovação, o trio recupera alguns temas que foram êxitos seus como «As minhas mãos nas tuas», «Ala vara del camino» ou «Anel de noivado».
Neste CD os ritmos sul-americanos, que desde sempre foram uma escolha do trio, marcam também presença com temas como «A media luz», La cumparsita», «Si piensas» ou «Guantanamera».


[fonte: Diário Digital]

Leitura recomendada

Obrigado pelo esclarecimento

Mr Chirac said the European treaty answered to "a logic that is indeed not liberal"

A cultura do betão e do subsídio

PSL, o magnânime

Alegria

"O modelo é bom mas não funciona"

Nicolas Sarkozy, the populist president of the ruling UMP party, on Thursday contradicted the president's upbeat views by saying that the “French social model” was failing the people.

In a speech in southern France, Mr Sarkozy said that with a 10 per cent unemployment rate France should stop saying its system worked better than that of others. “In 20 years both the left and the right have doubled the credits to combat unemployment but we have not produced one fewer unemployed person,” he said


(via The Road to EU Serfdom)

Esclarecedor

Disclaimer

Direita e direitas

14.4.05

Recomendação barnaberdesca

Lógica sobrenatural

Fair enough

O novo Papa

Guerra das estrelas

Encerrado desde o dia 1 de Maio de 2004, o Planetário Calouste Gulbenkian, em Belém, está agora pronto para voltar a abrir ao público.
O novo sistema de projecção astronómica [de 3,7 milhões de euros] já está operacioal mas as sessões continuam suspensas [desde o final de Março]. "Estamos à espera que seja marcada uma data para a inauguração, está dependente do Ministério da Defesa", explica Monteiro Santos, director do Planetário.
Definição de entidade pública: não se preocupa com os lucros. E muito menos com a origem do lucro, a satisfação dos clientes!

Ainda a Casa da Música

Foram seis anos de "Portugal no seu pior" quatro datas de abertura prometidas e não cumpridas, uma brutal derrapagem nos custos (de 40 para 100 milhões de euros!), intrigas, polémicas, demissões, administrações sucessivas. Numa obra privada - ou numa obra pública de um país civilizado... - tinham rolado cabeças e tinham sido penalizados responsáveis. Na Casa da Música do Porto, os danos foram suaves demissões que resultaram em novos empregos, ou regressos a antigos empregos. Ou seja, não aconteceu nada àqueles que permitiram gastar três vezes mais do que o previsto e caucionaram um atraso na obra que poderia ter sido evitado se não se lançassem promessas gratuitas para conquistar apoios e simpatias.

Já se sabia que uma obra daquela dimensão - especialmente daquela natureza inovadora e experimental - estava sujeita a um tempo de construção (e, por isso mesmo, a um preço) muito maior do que os longínquos 40 milhões de euros. Sabia-se, mas fez-se de conta que não era nada. Como se fosse natural. Como se o dinheiro fosse de ninguém.

A beacon in the darkness

  • "...Practicing Christianity in Europe today enjoys a status not dissimilar to smoking marijuana or engaging in unorthodox sexual activities--few people mind if you do so in private, but you are expected not to talk about it...Christianity is considered retrograde and atavistic in a "progressive" society devoted to the good life--long holidays, short work hours and generous government benefits.

    ...Without a religious dimension...a commitment to human freedom is likely to be attenuated, too weak to make sacrifices in its name...The good of human freedom, by European lights, must be weighed against the risk and cost of actually fighting for it. It is no longer transcendent, absolute. In such a world, governed by a narrow utilitarian calculus, sacrifice is rare, and churches go unvisited." [Fonte]

  • "Maybe people, being imperfect and human, live whatever lives they live but deep in their hearts--way down deep and much more than they know--they actually notice when somebody stands for truth...And then word came that he's dead and suddenly their hearts told their heads: Get on the train and go honor him. Because he adorned us. Because he was right. And we can't lose...this beacon in the darkness...

    ...choose a great man who is not necessarily a dramatic or endearing figure. The Holy Spirit will give him voice. Our time will need greatness. 'For nowadays days the world is lit by lightning.'

    ..."The Holy Spirit will decide" [Fonte]

Ratzinger

Swing to Ratzinger boosts chance of becoming Pope

A late upsurge in support for Cardinal Joseph Ratzinger days before next week's conclave has boosted the chances of the Vatican's doctrinal chief becoming the next Pope.

The German-born cardinal, feared by liberal Catholics as a dour enforcer of orthodoxy, won over many sceptics with the touching, human tone of his sermon at the funeral of Pope John Paul II, often described as his alter ego.

(...)

Cardinal Ratzinger, the dean of the college of cardinals, made his uncompromising views on the state of the church clear in comments made only days before the last Pope's death.

In a Good Friday homily, he wrote: "Lord, often your Church seems to be about to sink, and to be a boat full of holes... The face and clothing of your Church shock us. But it is we who are sullying it."###

Such forthright opinions have impressed the Ratzinger lobby, but his rivals will use them as more evidence of his grimly ideological stance.

The conventional wisdom that "he who enters a conclave as a Pope comes out as a cardinal" will also work against him.

But the biggest barrier to his election as Pope is still his divisive record as the arch-conservative guardian of Vatican orthodoxy.

"He has too many enemies due to his heavy-handed, centralised and arrogant approach to theology," said one Vatican insider, while admitting that otherwise he had "all the requisites for the job".

According to one Italian newspaper, "for many [in the Church] he is not welcome".

Adam Smith vs Karl Marx

Uma ideia averiguadora

As diferenças que tanto os unem

De forma a justificar o "trabalho difícil" com vista à coligação PS-PCP para a câmara de Lisboa, Coelho recorreu à calendarização "apertada" e a "questões programáticas", que não esclareceu. Insistindo que "não é fácil fazer-se este tipo de entendimentos", Jorge Coelho não escamoteou a "importância" do Bloco de Esquerda. "Consideramos muito importante que desta plataforma faça parte o Bloco de Esquerda".

A velhice

Casa de loucos

A passo de caracol

Quando esta quinta-feira comparecer em tribunal, a provedora da Casa Pia entrará na nona sessão a prestar esclarecimentos. Nem os arguidos falaram tanto tempo.
(...)
Tudo o que Catalina sabe, ouviu da boca de alunos ou de funcionários da instituição. Estão em causa depoimentos indirectos e sobre eles a lei é clara: «Se o depoimento resultar do que se ouviu dizer a pessoas determinadas, o juiz pode chamar estas a depor. Se o não fizer, o depoimento produzido não pode servir como meio de prova» (art 129 Código do Processo Penal).

(in Portugal Diário)
Nos EUA os depoimentos indirectos (hearsay) não são admissíveis porque a constituição americana garante ao arguido o confronto directo com os seus acusadores. Por cá, é quase o mesmo. Com fantochadas pelo meio...

Delirante

  • A Controlinveste têm de "respeit[ar] a liberdade de expressão" (como?)
  • "(...) e o confronto das diversas correntes de opinião"
  • "[e a] identidade e a linha editorial dos órgãos de comunicação social em presença"

    Como podemos ver a AACS reserva-se o direito de limitar estratégica e operacionalmente a condução de cada um dos orgãos de informação da Lusomundo. Acham mal? Calma, o pior está ainda para vir.

    A AACS recomenda ainda que a venda do jornal "O Jogo" pois "este reduz o campo de acção das empresas proprietárias dos títulos concorrentes A Bola e o Record" (repare-se que o mesmo pode ser dito de qualquer um deles em referências aos outros...) e que poderão surgir "condições objectivamente condicionantes do direito de informar sobre o fenómeno desportivo, designadamente através de limites ao livre acesso às fontes". A Controlinveste é pois acusada ex-ante de um procedimento ilícito que pode nunca vir a ocorrer. Resta ainda saber quais serão os factores "objectivamente condicionantes do direito de informar". A AACS infelizmente não explica.
  • Receitas e ganhos extraordinários

    os cinco edifícios e respectivos logradouros poderão ser utilizados pelos novos proprietários como habitação, estabelecimento de restauração ou de comércio.
    Aqui está um excelente exemplo de gestão patrimonial. O estado possui activos imobiliários, que muitas vezes se encontram em estado de degradação, e que seriam mais rentáveis nas mãos dos privados.

    Um bom exemplo dos ganhos extraordinários para a comunidade gerados por estas decisões fica perto da Comporta. Recomendo-vos (e muito) o restaurante "A Escola".
    Example

    Newspeak

    13.4.05

    Uma nota do Consultor

    Barnaberdices: esclarecimento

    À atenção dos utilizadores de Mac...

    Os feitos do nosso sistema de ensino IV

    Os alunos exigem também (...) o fim dos exames nacionais do 9º ano, que "privam milhares de alunos de prosseguirem os seus estudos".
    Alguém explique a estes manifestantes o objectivo dos exames nacionais: mostrar a quem reprova que eles não têm as necessárias habilitações para prosseguir uma carreira académica e que podem, ainda, optar por outra via profissional. Antes que seja tarde demais!

    Os feitos do nosso sistema de ensino III

    Derrocada da lei de arrendamento

    Em busca da constituição perdida

    Quem é amigo? Quem é?

    Governar subsídios e concursos

    Barnaberdices

    Aprender a pescar

    Os candidatos RSI são maioritariamente mulheres, com idades entre os 18 e os 30 anos e com habilitações não superiores ao 1º ciclo do ensino básico, um perfil semelhante ao dos utentes do RMG.
    Os beneficiários do RMG são na sua maioria do sexo feminino, têm entre os 31 e os 45 anos e 55 por cento apenas possuem habilitações não superiores ao 1º ciclo do ensino básico.
    Estamos a falar de pessoas jovens, sem formação. Numa altura em que o choque tecnológico está na frente das políticas de expansão da economia e criação de emprego prometidas por Sócrates, verifica-se que os mais carenciados poderão não ter capacidades para poderem participar deste bravo novo mundo.

    Outra das questões tem a ver com vontade de melhorar a própria situação; de ambicionar melhores condições de vida. O mercado de trabalho para tarefas sem necessidade de recorrer a grandes conhecimentos académicos tem sido suprido por imigrantes. Nada de mal nisso. Apenas se revela que existe escassez de oferta de trabalho: não há nacionais quem estejam disponíveis a executar essas tarefas aos preços negociados com a procura (os empregadores). Muitos optam por permanecer fora do mercado de trabalho. A vontade de aceitar trabalhos menos bem remunerados, é esmorecida pela possibilidade de receber o RSI.

    Portugal pode estar a criar um grupo enorme de dependentes, que por não terem a formação profissional e a vontade necessária, não estão a aprender a pescar e cuja sobrevivência depende do que é retirado ao cada vez mais repartido e reduzido pescado dos contribuintes.

    Os feitos do nosso sistema de ensino II

    Os alunos exigem também "a não aplicação da Nova Lei de Bases da Educação", que consideram ir "no sentido da progressiva privatização do ensino" (...)
    Destas palavras comprova-se que é fácil implementar a doutrina socialista junto da juventude portuguesa. Tal ideologia domina, afinal, toda a sociedade - especialmente professores, políticos e comunicação social.

    Mas é neles que, penso eu, reside a esperança de uma nação mais livre. A natural curiosidade e facilidade de uso das novas tecnologias (internet) potenciam o acesso dos jovens a fontes de informação dissonantes da "mensagem aprovada". Trata-se, depois, de confiar na capacidade de raciocínio lógico destes!

    Assim, na eventualidade de algum por aqui passar, apresento a seguir alguns dados:
    Orçamento do Ministério da Educação (2004 - pdf): 5.499.013.759 euros
    Total de alunos do ensino não-superior (2003/2004 - pdf): 1.656.070 alunos
    Despesa pública, média, por aluno (2004): 3.320,52 euros

    É vulgar vermos manifestações de pais e alunos sobre a qualidade de ensino nas escolas públicas (maus professores, inadequadas infraestruturas, etc). Num sistema público de ensino fechar as portas a cadeado é o único protesto disponível - e com reduzidos resultados. Numa economia de mercado quem não está satisfeito deixa de pagar a propina e leva os seus 3.320,52 euros para outra escola.

    A privatização do ensino significa maior liberdade de escolha.

    Comissário europeu chantegeia China

    EU trade commissioner Peter Mandelson said Tuesday that he hoped China would curb cheap textile exports to the European Union in order to preserve its long-term business interests in the region.

    "I passed the message along to the Chinese authorities. I asked them to place their own restrictions on their exports," Mandelson told the French newspaper Le Monde. "China has great responsibility for this matter. It has long-term interests that should prevail over short-term advantages. I think the message got through."

    Os feitos do nosso sistema de ensino

    A economia paralela e outras formas de encarar a realidade

    As consequências do "Não" francês

    Um não à Constituição, como parece querer, segundo sondagens recentes, a maioria dos franceses, faria correr à União um tremendo risco de desintegração. Não seria apenas uma paragem. Seria um imenso recuo, que só podem desejar aqueles que sempre sonharam com uma Europa que fosse um mero espaço de livre câmbio, um mercado único alargado e competitivo, mas nada mais do que isso. Seria o fim da Europa política, social e com uma entranhada cultura ecológica. Pior do que isso: seria o fim da União como «potência mundial» capaz de equilibrar as relações euro-americanas e de resistir às pretensões do hegemonismo imperial, que vê a ONU como um empecilho. Os "falcões" que aconselham Bush, seguramente, agradeciam!
    Não me espanta que com o aproximar da data do referendo francês (e ainda faltam cerca de 6 semanas) e com os resultados das sondagens que semanalmente vão sendo reveladas o pânico entre os federalistas e euro-entusiastas seja cada vez maior. É igualmente natural que estes anunciem cenários catastróficos como resultado inevitável do "Não" francês. A realidade é contudo (nuns casos felizmente noutras infelizmente) bem diferente e convém não deixar que as paixões nos tolham o raciocínio.

    Para Soares a rejeição parece implicar o fim da UE. Parece querer dizer que a rejeição de um novo tratado significará a rejeição os anteriores. Esta é uma versão alternativa da velha "teoria da bicicleta" segundo a qual o "projecto europeu" tem de estar sempre em evolução sob pena de uma queda aparatosa. Parecem, à partida, rejeitar qualquer tipo de estacionaridade.

    Em segundo lugar, e neste caso infelizmente, a rejeição não implicará o fim dos sonhos de união política nem das políticas de harmonização comandadas a partir de Bruxelas. Será, quando muito, um compasso de espera nos projectos de união política. O mais provável é que a Constituição reapareça, passado o periodo de nojo, talvez numa versão mais soft.

    É curioso que Soares não refira que a rejeição dos franceses se baseia na defesa do "Modelo Social Europeu" cuja continuidade diz depender do projecto constituicional e que a constestação seja liderada pelos seus "compangnons de route". Registe-se ainda que Soares faz depender da Constituição a criação de uma "cidadania europeia" (como se esta pudesse ser criada por decreto) que os euro-entusiastas dizem já ser uma realidade.

    Por último Soares parece (ainda) acreditar na UE como sendo capaz de constituir uma potência alternativa aos EUA. A maior parte dos líderes europeus parecem ter já abandonado esta quimera e reafirmado a sua aliança com Washington. Soares continua no mundo da fantasia. Já agora e centrando-nos apenas na ONU e na questão política, é significativo que no Conselho de Segurança, onde seria mais fácil provar que existe uma política externa comum europeia se tenha verificado uma completa dissonância entre o RU e a França e nenhum dos dois pareça querer abdicar do seu lugar em favor da UE.

    Leitura recomendada II

    Crise, qual crise?

    A pesada herança do governo de Santana Lopes

    Leitura recomendada

    12.4.05

    A responsabilidade invísivel

    Every individual necessarily labours to render the annual revenue of the society as great as he can. He generally, indeed, neither intends to promote the public interest, nor knows how much he is promoting it. By preferring the support of domestic to that of foreign industry, he intends only his own security; and by directing that industry in such a manner as its produce may be of the greatest value, he intends only his own gain, and he is in this, as in many other cases, led by an invisible hand to promote an end which was no part of his intention. Nor is it always the worse for the society that it was no part of it. By pursuing his own interest he frequently promotes that of the society more effectually than when he really intends to promote it. I have never known much good done by those who affected to trade for the public good.

    Dumping irresponsável

    Última hora!

    De acordo com Jorge Sampaio, a competitividade empresarial passa por um maior esforço financeiro das empresas e do estado nos direitos socais dos trabalhadores. A responsabilidade social constitui um pilar fundamental nessa mudança.

    Só assim, diz Sampaio, é possível exigir profissionalismo aos trabalhadores, no processo produtivo, e consolidar um verdadeiro crescimento económico.
    Eu sempre disse que este homem era demasiado bom para PR. Não se admirem se ele for para o estrangeiro...

    Boas notícias sobre a Igreja nos EUA

    • in 1960, the pre-Vatican II height: 145,000 adults entered

    • in 1975, the nadir: 75,000 adults centered

    • Under JPII, the trend has completely reversed itself. Since 1994:

      23,000 more adults have entered the Church every year than did in 1960:

      An average 163,000 adults every year between 1994 and 2003. That's 1.635 million adult converts in only ten years.

      If adult converts to Catholicism from those 10 years alone were a denomination, we would be the 16th largest in America, right behind the Episcopalians and ahead of the Churches of Christ and the Greek Orthodox.

      And I will make this prediction. This week of incredibly powerful coverage of the Pope's life, faith, impact and the endless interviews with believing Catholics is going to be the catalyst of the spiritual awakening of millions around the world. I'm betting on a significant jump in adult converts on Easter, 2006 and an increase in priestly and religious vocations in the next two years.

      God bless you, John Paul the Great. We owe you so much!


    [Fonte]

    A Mão de Luciano

    Novidade

    A intercessão de São João Paulo Magno

    Hoje ninguém pode negar a enorme transformação do Vaticano II, semelhante à de Trento. Mas, por muito que se mude, ainda há quem queira mais. A História repete-se os críticos do Papa pretendem alterações que transformariam a Igreja Católica numa seita protestante. Isto não é insulto, mas mera constatação. Com todo o respeito, nota-se que os propósitos dos opositores (descentralização papal e fim da cúria, casamento de padres e ordenação de mulheres, liberdade para aborto, homossexualidade, divórcio, preservativo, etc.) são aspectos que distinguem as comunidades protestantes e, com os avanços do diálogo ecuménico, quase os únicos que as distinguem.###

    Os críticos chamam aos fiéis "tradicionalistas" e "conservadores". Bem podiam chamar-lhes "católicos" e a si próprios "protestantes".

    As tarefas do novo Papa são gigantescas. A descristianização e decadência europeias, a crise de vocações no Ocidente, o desafio gnóstico e esotérico, a evangelização das potências nascentes China, Índia, Islão, os dramas sociais nas católicas América Latina e África, a luta pela vida e família, etc. São problemas que se podem dizer impossíveis de resolver. Como sempre, a Igreja não tem capacidade humana de subsistir. Só a presença do Espírito Santo dá vida ao corpo místico de Jesus Cristo, que conta agora com a poderosa intercessão de São João Paulo Magno.

    Ainda sobre o Concílio Vaticano II

    Feminismo à espanhola

    Spanish men will have to learn to change nappies and don washing-up gloves under the terms of a new law designed to strike a blow at centuries of Latin machismo.

    The law, due to be passed this month, is likely to provoke a revolution in family affairs in a country where 40% of men reportedly do no housework at all. It will oblige men to "share domestic responsibilities and the care and attention" of children and elderly family members, according to the draft approved by the Spanish parliament's justice commission.
    Dúvida: como fazem a fiscalização???

    Feminismo à norueguesa

    NORWAY will shut companies that refuse to recruit at least 40 per cent women to their boards by 2007 under an unprecedented equality drive, a cabinet minister said.
    (link via LvMI)

    It's official (2)

    Mi casa es su casa

    Feminismo à sueca

    The paper asked Linde what was going on.

    "I don't understand," she said. "It feels as though I have less money now. But it's nice!"

    But Expressen wasn't about to let the matter drop that easily, and asked the hardcore feminist if she really didn't notice a 100,000 kronor increase in income.

    "No, my husband deals with the tax declaration," she replied.
    Provavelmente, a senhora só sabe gastar o dinheiro. De onde vem não lhe interessa muito. Além de repetir o estereótipo do homem tratar das finanças da casa. Não está mal para feminista.

    Toda a notícia pode ser lida aqui.

    Futuro ex-PR procura emprego

    Não à harmonização!

    The European Commission wants to increase harmonisation of alcohol excise duties in the EU, in an attempt to tackle fraud and smuggling inside the single market.
    It also believes the big variations in excise duties distort the market, although differentials in value added tax are often a more significant factor.
    Finance ministers, meeting at Tuesday's Ecofin council in Luxembourg, are expected to instruct the Commission to update the 1992 deal which brought modest harmonisation of EU excise rates on alcohol. That set minimum rates for beer, fortified wine and spirits, but left wine and sparkling wine untouched. Sweden has led demands for the minimum rates of excise duty to be increased in line with inflation they have been unchanged since 1993 in effect increasing them by over 20 per cent.
    Porque é que sempre que falam em harmonização fiscal, o resultado é a subida de impostos? Neste caso específico, a elasticidade do consumo de vinho, nem aconselha o uso deste tipo de imposto. Bem, se calhar estou a pensar só na do meu consumo...
    Em todo o caso, mais um exemplo de que os prazeres humanos são uma fonte de receita inesgotável para os estados.

    Valerá a pena?

    Serviço Público

    Partido Ecologista "Os Verdes" é, em Portugal, uma criação administrativa do PCP, como, aliás, o foram e são tantos outros movimentos e organizações. Simplesmente estes últimos desaparecem discretamente do nosso olhar, quando deixam de ser úteis, coisa que não é possível de fazer com um partido com assento parlamentar e que, ao contrário do MDP-CDE, nem sequer tem históricos para lhe fecharem a porta.
    Um dos dados mais interessantes acerca dos "Verdes" é a sua expressão eleitoral. Quantas pessoas votam neles? Ninguém sabe. Não sendo um homem propriamente conhecido pelo seu sentido de humor, Durão Barroso acertou no alvo quando, em Junho de 2003, no meio dum debate parlamentar, lembrou a Heloísa Apolónia, que acabara de o interpelar sobre as questões da representatividade: "A verdade é que o seu partido nunca foi a votos directamente, sr.ª deputada. O seu partido está aqui representado numa coligação." E, pode acrescentar-se com toda a tranquilidade, não só não existe fora dessa coligação, como não existe também fora da Assembleia da República. Por exemplo, quando aconteceu um congresso dos "Verdes"? Quem são os dirigentes desse partido de que só se conhecem os dois deputados a que têm direito na Assembleia da República? Quando fizeram um comício?...

    Nem mais!

    Cabo Verde, Portugal e a Europa

    Boas práticas políticas

    The 28-page document – kept deliberately slim, Mr Howard said, so that voters would "actually read it"

    Será que o senhor Giscard e demais iluminados convencionais europeus ainda vão a tempo de aprender alguma coisa com os conservadores britânicos? Será que não vêem o óbvio? Será que não percebem que uma Constituição não é um tratado jurídico-político acessível apenas a técnicos juristas? Ou será que, verdadeiramente, a democracia-liberal europeia está verdadeiramente ameaçada de morte pela tecnocracia de uma Nova Europa tomada de assalto pelos burocratas?

    Não quero ser pessimista, nem denegrir os hábitos de leitura dos meus concidadãos, mas temo que, pelo menos aqueles que pretendem discutir a constituição europeia, não façam uma pálida ideia do que os espera...

    Sindicalista defende aumento do desemprego

    Os custos laborais em Portugal são os mais baixos na União Europeia dos Quinze, antes do alargamento a 25. A conclusão do estudo da consultora Mercer HR Consulting não é nova, mas relança novamente a questão sobre a sustentabilidade do modelo económico português, ainda muito baseado em baixos salários e mão-de-obra barata.
    (...)
    "Está provado que essa associação entre baixos salários e competitividade está errada, porque por essa lógica deveríamos ser o País mais competitivo da Europa, antes do alargamento", nota o responsável da UGT. "O que se tem verificado noutros países é que o aumento dos salários reais e a modernização do tecido empresarial têm feito subir o consumo interno e a produtividade", acrescenta ainda João Proença.
    O citado sindicalista está a colocar o carro à frente dos bois!!!

    Aumentos arbitrários dos salários como, por exemplo, subida do salário mínimo nacional ou redução do horário semanal, fazem subir a produtividade porque os trabalhadores menos qualificados - menos produtivos - vão para a fila do desemprego. E estes não contam para as estatísticas da produtividade...

    Intervencionismo em país estrangeiro

    O "non" das sondagens gaulesas, que está a assustar a Europa, vai marcar as intervenções da visita de Estado de Jorge Sampaio a França, que não hesitou em sublinhar, mesmo no banquete ontem oferecido por Jacques Chirac no Eliseu, que, "no processo de ratificação da Constituição, joga-se o nosso futuro colectivo". Repetindo no discurso o sentido do título da entrevista ao Le Fígaro ("Sampaio La France doit rester l'un des pilotes de l'UE") - que teria chamada na capa do jornal -, o Presidente afirmou que, no projecto de construção europeia, "a França tem - e terá sempre - um papel insubstituível a desempenhar".
    E, no entanto, esta atitude intervencionista é - e será cada vez mais - a norma da União Europeia.

    Parabéns

    Imparcialidade

    Nem tudo, porém, está perdido. A nomeação de Bolton tem ainda de ser corroborada pelo Comité dos Negócios Estrangeiros e os senadores democratas que fazem parte daquele órgão afirmaram que irão fazer tudo para bloquear o processo.
    A primeira fase do parágrafo é notável: nem tudo está perdido para quem? Para os democratas? Para aqueles que se opõem aos neoconservadores? Parece que o jornalista partilha das preocupações daqueles que se opõem a nomeação de Bolton.

    A notícia é obviamente construída sobre despacho das agências noticiosas. Esta notável frase será obra de quem escreveu a versão no JN? Ou já vinha assim? Em todo o caso, esta deve ser a informação a que temos direito.

    Post scriptum: a propósito de imparcialidade, ver também este artigo sobre a BBC.

    Força de bloqueio

    PR vetou 33 dos 86 diplomas do anterior Governo

    Benjamim Constant

    Constant was an unusual thinker for a Frenchman because he escaped the statism that pervades French economic and political thought and its utopianism that rapidly becomes totalitarianism. There is nothing here of the vacuousness and potential for violence of a Rousseau or a Sartre. Constant understood and appreciated the Anglo-Saxon view that liberty is not personal liberation from social obligations, that liberty is possible and liberation is not, and that liberation is the enemy of liberty because those who seek to be liberated, in their anger at failing to achieve the unattainable, turn against liberty and seek to destroy it. They blame the world’s faults on those perverse people who use their liberty to make choices incompatible with their true and complete liberation from existing social constraints. Such people, it follows, must be deprived of their liberty.

    (...)

    Throughout Constant’s work we find admonitions concerning politicians and officials that state elegantly and clearly principles that apply to all governments. Even though these principles often seem to be self-evident, they are never acted on. We need Constant to remind us of them, as when he writes:

    "The proliferation of the laws flatters the lawmaker in relation to two natural human inclinations: the need for him to act and the pleasure he gets from believing himself necessary. Anytime you give a man a special job to do he does more rather than less.... Those in government always want to be governing and when because of the division of powers, a group of them are told to make laws they cannot imagine they could possibly make too many. ... Lawmakers parcel out human existence by right of conquest, like Alexander’s generals sharing the world. "(p. 63)

    Here we have not merely an anticipation of our modern notions of rent seeking, but an observation of the psychology and behavior of those whose professional life consists of regulating. Only the rare and memorable individual can step outside this life—it virtually sums up, for example, the management of the European Union. The wretches who command that monstrosity would also benefit from Constant’s observations (much influenced by Montesquieu) “on ideas of uniformity”:

    "It is clear that different portions of the same people, placed in circumstances, brought up in customs, living in places, which are all dissimilar cannot be led to absolutely the same manners, usages, practices and laws without a coercion which would cost them more than it is worth. The small advantage of offering a smooth surface over which the lofty eye of government can freely stray, without encountering any inequality which offends it or obstructs its view, is only a puny compensation for the sacrifice of a host of sentiments, memories, local tastes, out of which individual happiness, that is to say, the only real happiness is composed." (p. 323)

    11.4.05

    Para um papado liberal

    The next pope will be a socialist; no doubt a democratic socialist, but a socialist all the same. Almost every cardinal and bishop in the Roman Catholic Church, and probably every bishop in the Anglican Church, is a socialist. They are socialists in the same sense as Tony Blair, or Gerhard Schröder, or Jacques Chirac, or Bill Clinton. They are all socialists because they have never studied the liberal argument. That is a pity; liberalism may not be enough, but it is the basis of our culture.(...)
    My first thought, therefore, was that I might send a copy of The Wealth of Nations as an inaugural present to the next pope, whoever he might be. (...)Adam Smith’s view was that every man should be free to pursue his own interest in his own way, without encouragements or restraints, “upon the liberal plan of equality, liberty and justice”.(...)
    How did this principle of selection by free competition [Darwin's] change our economic world? One substantial reason is to be found in a pair of postwar papers, which neither the next pope nor the Prince is likely to have read, by the Austrian philosopher Frederick Hayek; they are The Use of Knowledge in Society (1945) and Competition as a Discovery Procedure (1968).(...)
    They are remarkably prescient. Hayek’s argument is that information is diffused, and can be used efficiently only if economic systems respond to the knowledge available to individual bodies. Hayek’s view was validated by the subsequent victory of the personal against the giant computer and by the free interactions of the internet. These are liberating discoveries.(...)
    Free economic competition is not a zero-sum game. Free competition creates complex mutual benefits, by what Adam Smith called “the hidden hand”. Liberalism has changed the world because it works and socialism does not. The history of liberal theory explains why that is so.

    Comércio livre vs comércio justo

    The report demolishes the argument that poor countries need to protect infant industries, and shows that while such protection might sound good in principle, such policies never work in practice. It points out the failure of such policies in India, and how infant industry protection was merely a way for the rich to profit at the expense of ordinary Indians.

    The Trade Justice Movement's support for managed trade, with price supports and quotas, is shown to cause poverty by reducing the world economy's ability to create wealth. The Movement's ideas for controlling world trade are impractical and would lead to the Sovietization of the world economy.

    (...)

    The report is also critical of the anti-China stance of supporters of 'trade justice' - especially Christian Aid. It argues that the poor in China deserve just as much as everyone else the chance to compete in the textiles industry. The short-term grief now faced by countries like Cambodia is caused by past attempts at 'trade justice'. But had free trade been allowed in the first place, the transitional pain would not have occurred.

    Cooperação entre organismos públicos

    [Numa conversa telefónica] Almeida Lopes [juiz conselheiro] pede à autarca [Fátima Felgueiras] para ser "imediatamente" avisado se o então secretário de Estado da Administração Local do Governo socialista, José Augusto Carvalho, iria enviar uma auditoria da Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) para o MP. "Porque eu vou procurar dar um golpe de rins a ver se ainda consigo evitar", disse, para mais à frente na conversa reforçar "Como fiz da outra vez há dez anos, percebes?", isto numa alusão a um alegado processo de perda de mandato que já teria corrido naquela instância judicial.
    Ainda dizem que as diferentes entidades públicas não comunicam entre si...

    Descodificando o "Código de Cravinho"

    [O]s brutais choques externos que ameaçam fazer implodir o passado que foi sobrevivendo na sociedade portuguesa, cega aos riscos da nova concorrência global. (...) É neste contexto que a direita liberal vê a sua janela de oportunidade. Pensando que em breve se tornará evidente que só ela tem as respostas certas para dar futuro aos portugueses no mundo globalizado. Mas o que é evidente para intelectuais e quadros cosmopolitas bem instalados na vida nem sempre é sufragado eleitoralmente pelos familiarizados e desesperados com os problemas da sobrevivência quotidiana. O que inviabiliza praticamente o combate a peito descoberto.
    ...podem-se tirar as seguintes ilações:

    1. O actual modelo económico português está condenado ao fracasso pois é incapaz de sobreviver à concorrência externa;

    2. O estatismo/dirigismo perfilhado pela esquerda (e por parte da direita - convém não esquecer) é o grande culpado;

    3. Só nos resta liberalizar a economia;

    4. Infelizmente a liberalização irá exigir sacrifícios a curto/médio prazo logo é possível que não atraia a maior parte dos eleitores;

    O sério handicap histórico de Cravinho

    “A direita liberal enfrenta sério handicap histórico. A nossa Revolução Liberal não criou um solo fértil para a irradiação do pensamento liberal. As suas debilidades, reproduzidas por sucessivos quadros temporais, culminaram na ditadura e prolongaram-se até ao nosso tempo.”
    Ora bem, vamos lá por partes.

    Primeiro, a nossa “Revolução Liberal”. Tanto quanto me informaram nos bancos de escola, nós não tivemos propriamente uma revolução liberal. Pelo menos não tivemos nada que se assemelhe aos períodos históricos (e filosóficos) que são normalmente identificados como revoluções liberais. (Já agora, e para que conste, refiro-me à Inglesa, à Americana e à Francesa) O que tivemos – e presumo que seja a isso que o eng. Cravinho se refere –, foi um conturbadíssimo século da história nacional vulgarmente designado como liberalismo. Um século que foi acordado por invasões napoleónicas, vivido sob gritos de Ipirangas, maturado pela tutela de vencidos da vida, espoliado por condes, barões e outros cães, ameaçado por ultimatos de amigos da onça e morto por regicidas.

    Segundo, o “solo fértil” do pensamento liberal. Como está bem de ver, aquele século, o XIX, não foi solo de coisíssima nenhuma, muito menos fértil. Quando muito terá sido um barril de pólvora. Pólvora fabricada por radicalismos jacobinos que serviram apenas para alimentar a sede da revolução carbonária.

    Terceiro, não consigo perceber quem é o sujeito das “debilidades”: é a “revolução liberal” ou o “pensamento liberal”. É que, entendamo-nos, se dificilmente se pode falar em revolução liberal neste canteiro à beira mar plantado, creio que com muito menos propriedade se pode falar em “pensamento liberal”. Aliás, dificilmente se pode falar em propriedade em Portugal sem nos vir à lembrança os constantes ataques a que ela tem sido sujeita sistematicamente. Na verdade, a “propriedade” é um alicerce fundamental do pensamento liberal, pelo menos desde John Locke (sim, esse mesmo que pregou a defesa da “life, liberty and property”), e só com muitíssima imaginação se pode conceber a construção de um edifício que não começa pelos alicerces.

    Quarto, (e agora vem a cereja no topo do bolo!) “culminaram na ditadura”. Agora sim, é preciso ganhar fôlego e conter o desespero. Mas qual ditadura? Sim, claro, a do Estado Novo...

    Desculpem-me, mas já não tenho muita pachorra para continuar a ouvir esta lenga-lenga. Mas afinal, o que é que culminou na ditadura?

    Terá sido o tal liberalismo que, infelizmente, nunca chegou a existir; ou terá sido antes o jacobinismo que, desde o Setembrismo de vintes até ao anti-clericalismo de vintes (cem anos depois), levou este país para uma experiência penosa de autoritarismo corporativista que, como resulta óbvio, nada tem de liberal?

    De quem é a Xerox?

    Money is only paper that people believe is worth something
    No filme, André trabalha numa loja de fotocópias e, para melhorar a sua qualidade de vida, começa a "multiplicar" notas de 50 reais. De ínicio tudo corre bem e ele consegue o ambicionado "desenvolvimento económico". Só mais tarde surgem problemas...

    Excelente analogia para o que acontece quando o André responde pelo nome de "Banco Central" (claro que a este não lhe chamam falsificador). Do Brasil, uma história austríaca!!!

    Porque não deve existir televisão pública?

    Correcção

    Há esperança?

    - No plano económico e social o amanhã será de certeza muito diferente. Por maioria de razões, não terá também de o ser no plano político? É neste contexto que a direita liberal vê a sua janela de oportunidade.
    - Quanto ao mundo das ideias, a direita liberal já possui em alguns das mais influentes universidades do País activíssimos focos de irradiação doutrinária e formação de quadros.
    - Focos igualmente activos e missionários predominam nos principais órgãos de comunicação social, sobretudo em matéria económica e social [...]
    - Quanto à escolha de partido-veículo, o PSD obedece plenamente aos requisitos. Nem sequer haverá vantagem em liderá-lo desde já.
    Tendo a concordar com grande parte do que diz João Cravinho (o que é, para mim, uma novidade), só não concordo que nos media exista uma predominância de comentadores/analistas/jornalistas de alguma forma identificados com o pensamento liberal, muito antes pelo contrário...

    A realidade e Louçã

    A direita (...) [f]oi varrida das eleições
    A realidade segundo o STAPE:
    PPD/PSD:28.70%
    CDS/PP: 7.26%

    BE: 6.38%

    Bom começo

    As críticas do AAA ao Concílio Vaticano II (?)

    1. O ARTIGO DO PAT BUCHANAN: factualmente errado, teologicamente pouco informado

      O AAA citou aqui um excerto do artigo do Pat Buchanan. Nesse excerto defende-se que a Igreja entrou em declínio desde o Concílio Vaticano II e que durante o pontificado de João Paulo II esse declínio não se inverteu.

      Sobre esse artigo, deixei-lhe na caixa de comentários dois comentários:

      • A afirmação é factualmente errada.

        Em números absolutos, o número de católicos tem aumentado a nível mundial: "The increase between 1978 and 2000 was 288 million".

        O declínio regista-se apenas nalguns países europeus 'pós-cristãos'.

      • O texto do Pat Buchanan é teologicamente pouco informado.

        Onde é que está escrito que a Igreja na terra terá sempre um crescimento constante até à 2ª vinda do Senhor?

        Não está escrito em lado nenhum.

        Aliás, da leitura do Catecismo pode até concluir-se o contrário:

        "675 Before Christ's second coming the Church must pass through a final trial that will shake the faith of many believers...

        677 The Church will enter the glory of the kingdom only through this final Passover...The kingdom will be fulfilled, then, not by a historic triumph of the Church through a progressive ascendancy, but only by God's victory over the final unleashing of evil..."


    2. Na sequência destes comentários, o AAA publicou 3 posts.

      No primeiro post e no segundo post são citados dados sobre o declínio das vocações, da educação católica, dos Baptismos e da participação na eucaristia dominical. Todos estes dados se referem aos EUA.

      Nenhum dos dados apresentados coloca em causa o facto de que a Igreja cresceu durante o pontificado de João Paulo II. E nenhum destes factos coloca em causa que o artigo de Pat Buchanan é teologicamente pouco informado.

    3. A citação do Cardeal Ratzinger

      No terceiro post o AAA cita o Cardeal Ratzinger em defesa da sua (?) crítica ao Concílio Vaticano II.

      Em primeiro lugar, convirá dizer que a citação em causa é de 1984. Precede, portanto, os 288 milhões de baptismos que entretanto ocorreram. Será que 20 anos depois o Cd. Ratzinger voltaria a dizer o mesmo?

      Em segundo lugar, se por detrás destes posts do AAA se encontra uma crítica doutrinal ao Concílio, então dificilmente o Cardeal Ratzinger, Deão do Colégio dos Cardeais, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e participante (como perito) na Concílio Vaticano II, poderá ser chamado em defesa destas posições. Aliás, em vários sítios o Cardeal Ratzinger elogia o Concílio. Por exemplo: "The Second Vatican Council served to recover the public dimension of the Christian commitment which had been obscured".

    4. "...não me parece razoável nem um bom serviço à Igreja...tentar ignorar a realidade e actuar como se tudo estivesse bem."

      Num dos seus posts o AAA conclui com a frase acima citada.

      • Em primeiro lugar, será bom esclarecer que desde o seu nascimento que a Igreja está em crise! Repare-se nas descrições dos Actos dos Apóstolos e nas epístolas de Paulo sobre os problemas das primeiras comunidades cristãs (divisões, heresias, apostasia, imoralidade, invejas, etc..., etc...). Ou então, repare-se na história da Igreja: os ciclos heresia-concílio-cisma-heresia repetem-se, por vezes interrompidos por guerras religiosas, massacres, apostasias, etc...

        Portanto, nada do que hoje se passa é novo.

        E de acordo com a citação do Catecismo que acima apresento, o futuro não parece ser muito brilhante...

      • O que fazer então? De que forma devemos 'actuar'?

        Bom, devemos ser Santos. Foi isso que Jesus nos pediu. Frequentemos os Sacramentos, dediquemos tempo à oração, tentemos cumprir os mandamentos da Lei de Deus, os mandamentos da Igreja, tentemos viver as beatitudes e ir praticando as obras de misericórdia.

        E assim iremos anunciando o Evangelho. (Aconselhava o S. Francisco de Assis: "Evangelizem sempre. Quando necessário utilizem palavras").

        E devemos também evitar uma particular forma de orgulho: este tipo de preocupações 'quantitativas', que são legítimas, levam por vezes a um tipo de análises que transforma a Igreja numa realidade meramente humana - uma organização a cujo CEO se exige um crescimento constante.

        S. Paulo adverte contra esta manifestação de orgulho: "I planted the seed, Apollos watered it, but God made it grow. So neither he who plants nor he who waters is anything, but only God, who makes things grow. The man who plants and the man who waters have one purpose, and each will be rewarded according to his own labor. For we are God's fellow workers; you are God's field, God's building."

        Deus é o Senhor da história.

        Depois de cada crise, normalmente, surge um Santo, uma nova congregação, um novo período de grande piedade. Hoje em dia desenvolvem-se vários movimentos e obras e novas congregações, fiéis ao magistério, onde se vê, se ouve e se sente a presença do Espírito.

      • E como é que não devemos actuar?

        Evitemos pensar que somos mais Católicos do que o Papa ou do que a Igreja. Esse é o caminho do Cisma.
    P.S. A propósito da eleição do novo Papa, mas não só, um conselho do S. Josemaria:
    "O amor ao Romano Pontífice há-de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos a Cristo. Se tivermos intimidade com o Senhor na nossa oração, caminharemos com um olhar desanuviado que nos permitirá distinguir, mesmo nos acontecimentos que às vezes não compreendemos ou que nos causam pranto ou dor, a acção do Espírito Santo."
    S. Josemaria Escrivá