22.7.06

Rocked Like No Other

Nããããoooooo

Não há coincidências

The Friedmans on immigration and Iraq

Is immigration, I asked--especially illegal immigration--good for the economy, or bad? "It's neither one nor the other," Mr. Friedman replied. "But it's good for freedom. In principle, you ought to have completely open immigration. But with the welfare state it's really not possible to do that. . . . She's an immigrant," he added, pointing to his wife. "She came in just before World War I." (Rose--smiling gently: "I was two years old.") "If there were no welfare state," he continued, "you could have open immigration, because everybody would be responsible for himself." Was he suggesting that one can't have immigration reform without welfare reform? "No, you can have immigration reform, but you can't have open immigration without largely the elimination of welfare.

(...)

Mr. Friedman here shifted focus. "What's really killed the Republican Party isn't spending, it's Iraq. As it happens, I was opposed to going into Iraq from the beginning. I think it was a mistake, for the simple reason that I do not believe the United States of America ought to be involved in aggression." Mrs. Friedman--listening to her husband with an ear cocked--was now muttering darkly.

Milton: "Huh? What?" Rose: "This was not aggression!" Milton (exasperatedly): "It was aggression. Of course it was!" Rose: "You count it as aggression if it's against the people, not against the monster who's ruling them. We don't agree. This is the first thing to come along in our lives, of the deep things, that we don't agree on. We have disagreed on little things, obviously--such as, I don't want to go out to dinner, he wants to go out--but big issues, this is the first one!" Milton: "But, having said that, once we went in to Iraq, it seems to me very important that we make a success of it." Rose: "And we will!"

Querida Merkel

“He’s repeating the old thinking, which is totally unacceptable to us,” Merkel told ZDF state television. “Israel’s right to exist is a key part of our state policy and he calls this into question time and again; and at the same time our offer — an offer which really gives the Iranian people hope for the future — is not mentioned once,” she added. Fonte
Infelizmente, a carta não será publicada.

Merkel Rebuffs Ahmadinejad Letter
Iran leader asks Germany for help on Zionism
Western Incentives for Iran Released
Cartoon de Cox & Forkum

Pequenas diferenças

Invasão iminente?

Israel massed tanks and troops on the border, called up reserves and warned civilians to flee Hezbollah-controlled southern Lebanon as it prepared Friday for a likely ground invasion.

Com quem pode Israel negociar?

A resposta de Israel é proporcional ao que está em jogo: a sua sobrevivência como Estado independente, livre e autónomo.

Krugman, o ex-economista

Medidas para aumentar o desemprego

(...)redução da semana de trabalho para as 36 horas semanais, sem redução de salário, com a opção de o trabalhador poder fazer quatro dias com nove horas de trabalho, tendo um terceiro dia de descanso (...)

(...)Aumentar a taxa social única em dois por cento para as empresas que abusam das horas extraordinárias, proibir os planos de despedimentos ou rescisões voluntárias em empresas com resultados líquidos positivos ou limitar o trabalho a prazo, termo incerto ou recibo à duração máxima de um ano (...)


via Blasfémias

21.7.06

A despersonalização

(...) De um lado morreram israelitas. Do outro morreram «pessoas».
Libaneses? Sírios? Iraquianos? Iranianos? Afegãos?(...)
(...)nove dias de
ofensiva e ainda não morreu um -- um! -- elemento do Hezbollah...

"De um lado morreram israelitas. Do outro morreram «pessoas»." Tal e qual, tal e qual. Israelitas, judeus, não são pessoas...são coisas. Chatas, incómodas e dispensáveis.

Ética e superioridade moral

ainda há um mês uma pequena carroça puxada por um burro saiu de uma estrada fronteiriça e aproximou-se de uma barreira de segurança. Três crianças saíram da carroça, colocaram um volume no chão, desenrolaram um fio. Os militares israelitas não dispararam porque eram crianças e tiveram ordens para não se aproximarem do volume. À noite, à hora em que a patrulha deveria estar a passar no local, a bomba explodiu.
Mais no excelente Kontratempos.

Estarei por ali, a sul

O CAA é um cavalheiro

"Jornalismo" dhimmi pago pelos contribuintes (2)

São "infusões"

O senhor coragem

Pica-pau hipotético gera desemprego

A suspeita da existência de um exemplar de um pica-pau considerado extinto provocou a suspensão de um projeto de irrigação de US$ 320 milhões no Estado norte-americano do Arkansas.


A ecologia, ou a ecologice, é uma forma de morbidez.

A insignificância da Luftwaffe aos olhos da extrema esquerda

Os feitos do "cristão" Bush, a actuar no Líbano através dos seus agentes sionistas, podem ser vistos aqui:
http://fromisraeltolebanon.info/ .
Guernica foi só um pequeno ensaio em comparação com esta destruição fria, deliberada e sistemática de todo um país. Os crimes da Luftwaffe nazi foram insignificantes perto disto.

Contraditório

Israel e a contenção do Irão, da Síria, do Hamas e do Hezbollah

O Irão e a Síria são hoje a vanguarda de todos os que negam a pura existência de Israel, e o Hamas e o Hezbollah são os braços armados dessa nova realidade. Se somarmos a essa situação o caminho perigosíssimo do Irão, Israel tem hoje de novo um desequilíbrio que se está a construir à sua volta. O problema não são os palestinianos, é o choque de políticas nacionais de hegemonia regional, e a utilização da religião como arma de mobilização e radicalismo. Israel tem que conter o Irão, a Síria, o Hamas e o Hezbollah quanto antes, antes de terem armamento nuclear, antes de se armarem com as novas armas do terrorismo, incluindo uma capacidade maior de projecção de mísseis sobre o seu território sem profundidade. É uma realidade militar antes de ser política.

(...)

Percebe-se o que os israelitas querem com esta resposta violenta aos actos de guerra do Hezbollah e do Hamas: mostrar que a paz só é possível se não houver qualquer transigência com os grupos que são os braços armados de estratégias de aniquilação do Estado de Israel. E estes, e os Estados que os alimentam, só percebem uma única linguagem, a da força.

"Jornalismo" dhimmi pago pelos contribuintes

Europa dhimmi

A aplicação da sharia no Reino Unido é uma idéia amplamente aceita entre os muçulmanos. Quarenta por cento aprovam que ela vigore nas áreas de predominância muçulmana, e 61% querem que tribunais islâmicos julguem as causas civis da comunidade. Pelo menos 58% desejam a abertura de processo criminal contra os que insultarem ou criticarem o Islã. Para 55%, deveria ser proibido às escolas impedir que as alunas usem o hijab, e 88% sustentam que instituições de ensino e locais de trabalho deveriam adaptar-se à rotina das preces islâmicas.

(...)

Uns 37% consideram os judeus britânicos "alvos legítimos no contexto da luta por justiça no Oriente Médio", e 16% afirmam que os ataques suicidas em Israel são justificáveis. (No grupo de 18 a 24 anos, o número se eleva para 21%.)

Em resumo, mais da metade dos muçulmanos britânicos quer a lei islâmica e 5% defendem o uso da violência para alcançar esse objetivo. Tais resultados demonstram que no Reino Unido os potenciais terroristas vivem em um meio altamente propício ao seu desenvolvimento.

Petróleo por Alimentos

While the United Nations frames its next response to crisis in the Middle East, its last grand venture in that region--Oil for Food--has finally resulted in a guilty verdict in open court. Last Thursday, a high-rolling, globe-trotting South Korean businessman named Tongsun Park was convicted in the Southern District of New York of conspiracy to launder money and act as an unregistered agent of Saddam Hussein's Iraq. Mr. Park's case is much entwined with the executive floor of the U.N. For years, he enjoyed extraordinary access to its top officials, complete (at least at one stage) with a U.N. grounds pass. Prosecutors argued that he used this foothold to help Saddam corrupt the 1996-2003 Oil for Food program from the start, the aim being to undermine the U.N. sanctions and ultimately remove them altogether. In return, Mr. Park got at least $2.5 million from Iraq, with a promise of millions more to come.
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Relacionado:
O escândalo "oil for food"
ONU: uma organização respeitável
Smoking but not inhaling
The Times: Depressed Annan close to quitting over UN scandals

Mitos da Educação

The myth of ineffective school vouchers
Every one of the voucher programs studied resulted in enthusiastic support from parents as well. And all this was achieved in private schools that expend a mere fraction of the amount spent per student in public schools. The most generously funded of the five voucher programs studied, the Milwaukee program, provides students with only 60 percent of the $10,112 spent per pupil in that city's public schools. The privately funded voucher programs spend less than half what public schools spend per pupil. Better performances, happier parents, for about half the cost: if similar results were produced for a method of fighting cancer, academics and reporters would be elated.
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Who's to blame?
Racial discrimination has nothing to do with no less than an education meltdown within the black community. Where black education is the very worst, often the city mayor is black, the city council is black-dominated and often the school superintendent is black, as well as most of the principals and teachers. And Democrats have run the cities for decades. I'm not saying there's a causal connection, just that one would be hard put to chalk up the rotten education to racial discrimination.
There's enough blame for this sorry state of affairs for all participants to share: students who are hostile and alien to the education process, parents who don't care, teachers who are incompetent or have been beaten down by the system, and administrators who sanction unwarranted promotions and fraudulent diplomas that attest a student has mastered 12th-grade material when in fact he hasn't mastered sixth- or seventh-grade material.
No one can solve the educational problems that black people confront except black people themselves. First, it's foolhardy, and black people cannot afford to buy into the idea that no black child should be saved from the education morass until all black children can be saved. That means we must find a way to permit the escape from rotten schools for as many black children who want to be educated and have supportive parents as we can. Educational vouchers or tuition tax credits would provide such a mechanism.
Republicans Propose National School Voucher Program

Há homens assim

M/F (e restantes géneros e tendências)

Mártires acidentais

Quando chega cá a paz?

Luto para a extrema-esquerda

A former army chief of the Khmer Rouge who was accused of genocide has died at the age of 80 in Cambodia, reports say.

"Ta Mok, nicknamed "The Butcher", was accused of atrocities under the leadership of Pol Pot during the 1970s.

One of only two surviving Khmer Rouge leaders in detention, Ta Mok had been unwell since last year and slipped into a coma last week.

Some 2 million people died under the Khmer Rouge, many of them victims of starvation, disease or execution."

Notícia da BBC

A necessidade lógica da conspiração

My favorite conspiracy theory is the one that says the world is being run by a handful of ultra-rich capitalists, and that our elected governments are mere puppets. I sure hope it’s true. Otherwise my survival depends on hordes of clueless goobers electing competent leaders. That’s about as likely as a dog pissing the Mona Lisa into a snow bank.

The only way I can get to sleep at night is by imagining a secret cabal of highly competent puppetmasters who are handling the important decisions while our elected politicians debate flag burning and the definition of marriage.

A kufiya de Zapatero

Después que Zapatero se alejará de la política que marca el G-8, y de fotografiarse ataviado con un pañuelo palestino, el embajador de Israel en Madrid, Víctor Harel, cree que las relaciones entre ambos países "no pasan por su mejor momento". Harel se queja de las críticas "muy duras e injustas" contra su Gobierno que "van más allá", incluso, de la postura expresada por la Unión Europea.
(imagens via Blasfémias)

20.7.06

Elementar, meu caro Watson

O jornal Expresso publicou na sua última edição uma Radiografia do Bloco de Esquerda onde publicava uma pequena discrição [sic] sobre a implantação distrital do movimento, nomeadamente o seu número de militantes. No gráfico que acompanhava a notícia, podia ver-se que, em vários distritos, o Bloco parecia ter o mesmo número de filiados. Como é natural, essa informação poderá suscitar uma sensação de estranheza nos leitores, e por essa razão o Bloco entende prestar o seguinte esclarecimento.

A pedido do Expresso, o Bloco indicou o número total dos seus inscritos e a percentagem por distrito. Estes valores foram indicados por aproximação à unidade. Assim, para um distrito que tenha aproximadamente 1% dos aderentes do Bloco, o Expresso extrapolou que seriam 61 (1% de 6100) e assim sucessivamente. É isso que explica que o Expresso tenha publicado nesse gráfico o mesmo número de militantes do Bloco em vários distritos.

Nota ao jornal Expresso que o Bloco de Esquerda enviou para esse mesmo jornal na passada segunda-feira,

(Pedro Sales, Assessor de Imprensa do Bloco de Esquerda)

À atenção dos entusiastas das "causas fracturantes"

Zapatero e o Hezbollah

Que El Partido de Dios (que es lo que significa Hezbolá) le agradezca a Zapatero, el secular acérrimo, sus posturas no dejaría de ser una mala broma. Pero es mucho más grave que sea un grupo que está en todas las listas de terroristas y que por su alcance geográfico representa al terror global, el que lo haga. Dice mucho –de sobra– sobre dónde se sitúa el actual gobierno español.

Si a Santiago Carrillo lo hubieran alabado en la televisión de Franco, sus compañeros del PCE lo habrían decapitado. Pero que la televisión de Hezbolá agradezca las palabras de Rodríguez Zapatero, desgraciadamente, no tiene consecuencia alguna dentro de nuestra España.

Daqui posto de comando

Guerra por procuração

Não haja dúvidas. Por debaixo da cor local, o que neste momento ocorre no Líbano é uma guerra por procuração entre o Irão e os EUA. A mesma na qual os EUA andam a evitar a todo o custo envolver-se directamente. O Irão continua a ridicularizar os planos ocidentais de restrição ao seu programa nuclear, e a guerra indirecta que declarou a Israel permite-lhe desviar as atenções internacionais. Os EUA, desprovidos de outros aliados capazes de os ajudarem no ordenamento político internacional (graças ao estado de beatitude irresponsável dos países europeus) socorrem-se do único povo "ocidental" que ainda sabe fazer a distinção entre amigo e inimigo.

Talvez até já seja tarde, mas a única coisa que há a esperar é que esta Quarta Guerra de Israel corresponda à acção preventiva necessária para restaurar alguma ordem nas fronteiras israelitas e devolver o Irão a uma certa humildade. É muito importante que seja bem sucedida, até porque é muito mais do que apenas isso o que está em causa.

Numerologia bloquista

A acompanhar uma amável entrevista com Francisco Louçã, o Expresso da passada semana publicou o que pretende ser o até hoje mais completo estudo sobre a realidade orgânica do Bloco, clinicamente aliás intitulado Radiografia do Bloco de Esquerda. Com direito a um pormenorizado mapa de Portugal, especificando os números bloquistas por distrito e regiões autónomas, de militantes e de votos nas legislativas de 2005.

Os resultados são deveras interessantes. Segundo o semanário, o Bloco possui em Portalegre 61 militantes; em Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Évora, Beja e Açores, em cada um, 122 militantes (o que, verifica-se, corresponde em todos exactamente ao dobro de Portalegre, 2x61); em Leiria serão 183 (ou seja, 3x61); em Aveiro, Santarém, Faro e Viseu atingem em cada os 244 (uns quadrangulares 4x61); em Braga, Coimbra e Madeira já sobem para uns distritais 305 (isto é, 5x61); em Setúbal o factor multiplicativo é de 12, a saber, 12x61=732. As maiores multiplicações do Bloco ocorrem no Porto e em Lisboa, no primeiro 13 Portalegres (793=13x61), atingindo na segunda 24 Portalegres (1464=24x61).
(via Abrupto)

Monstro sem controlo

DE:

O Governo não está a conseguir reduzir o número de funcionários públicos. Nos primeiros seis meses deste ano entraram para a Função Pública 22.420 pessoas, mas apenas se reformaram 12.254. Ou seja, houve um aumento líquido de 10.166 efectivos no universo de trabalhadores. Os números constam do boletim da Direcção-Geral do Orçamento. Esta tendência contradiz os objectivos do Governo para o conjunto da legislatura, que apontam para uma redução de 75 mil funcionários.

RR:

Segundo João Figueiredo, as novas inscrições, reportadas pela segurança social, não correspondem todas a novas contratações. O secretário de Estado diz que estes valores foram apurados pela comparação do número de inscritos totais com o número de aposentações, mas esta não é a única forma de saída de pessoal da administração pública.
Este responsável refere-se ao "mundo dos contratos" - quando alguém acaba as suas funções é substituída por outra.

Vamos a ver se percebi. O que o secretário de estado está a dizer é que do saldo de 10.166 novos funcionários públicos, há quem compense a saída de outros (gostei da referência ao "mundo dos contratos"). Então, para que as palavras do SE não sejam irrelevantes ou contrárias às prometidas, e previstas no OE, reduções de funcionários, as saídas por fim de contrato terão de ser iguais (para nada mudar) ou superiores (para que haja a tal redução) a 10.166.
Numa rádio, hoje de manhã, o SE apontava a diminuição dos gastos com salários e outras remunerações fixas e explicava que também isso indicava uma diminuição de efectivos. Esqueceu-se que tal variação, sendo de louvar, pode também resultar de diferente composição salarial sem que haja uma diminuição de efectivos.
Esta discussão só é possível porque não é conhecido, na totalidade, o número de funcionários públicos e pelos vistos nem está analisada a variação da composição salarial. Este descontrolo sobre os serviços do Estado ficou patente aquando da greve do passado dia 6, quando a diferença entre os números de grevistas contados pelos sindicatos e pelo Governo foi de 70%. O director do DE recordou também na rádio a Teoria da Escolha Pública, para argumentar que a própria máquina do estado se encarrega de contrariar as bem intencionadas vontades e objectivos do governo.
Claramente, ninguém sabe quantas pessoas dependem dos impostos pagos pelos contribuintes do sector privado. Infelizmente, os dados disponíveis (vindos do próprio governo) parecem indicar que esse universo continua a crescer.

O mundo multipolar voltou

The unipolar moment of American supremacy has passed. But the new multipolarity may prove to be very nasty indeed


Timothy Garton Ash, hoje no Guardian.

Como já muitas vezes foi mencionado neste blogue, o mundo unipolar da América toda poderosa acabou. Esta será a grande marca que o ano de 2006 nos deixa a nível internacional. A partir de agora, vai ser interessante assistir ao realinhamento da diplomacia dos países da Europa Ocidental.

19.7.06

Uma estranha parceria

The Middle East is home to many unusual alliances, but one of the oddest is the enduring partnership between Syria and Iran. Syria portrays itself as a champion of secular Arab nationalism, although in practice it is a minority-dominated military dictatorship. Iran, in contrast, rides under the banner of revolutionary Islam, although as a Persian country, it is often at odds with the Arab world, particularly since the vast majority of Iranians are Shiites, while most Arabs are Sunnis. Syrian President Bashar Assad's father and predecessor, Hafez Assad, gunned down thousands of revolutionary Islamists in the 1970s and early '80s to prevent an Islamic revolution in Syria. Iran's religious elite has often criticized Arab leaders as despots who have turned away from true Islam—a description that could easily apply to Assad's Syria.

(...)

Hezbollah's foreign backers may be the key to ending the current crisis. President Bush's private aside to British Prime Minister Tony Blair at the G8 summit captured an essential truth. Not realizing a microphone was turned on, Bush remarked, "See the irony is what they need to do is get Syria to get Hezbollah to stop doing this shit and it's over." As Bush noted, Hezbollah is often more responsive to the needs of its foreign patrons than to those of its Lebanese supporters. Western pressure on Damascus and Tehran, while difficult to assert, may eventually lead to a settlement.

Driving Damascus and Tehran apart in a more fundamental way, however, will be extremely difficult. Syria and Iran continue to share strategic concerns regarding Israel, Iraq, and the United States. Moreover, Washington has little leverage with either regime. Both have proved resilient against internal foes, and the United States is militarily and diplomatically stretched in Iraq and elsewhere. The friendship between Iran and Syria is not akin to the United States' relationship with close allies such as the United Kingdom, but their common interests are more than enough to keep these strange bedfellows close and cuddly.

Um Líbano pós-Hezbollah?

The Lebanese military must be able to hold southern Lebanon, and to do so it will need us to train and equip it. It’s a push we should have undertaken in the aftermath of the Cedar Revolution, but instead we wasted more than a year. At the moment, Rep. Tom Lantos (D., Calif.) is holding up $10 million in aid to the Lebanese military, for understandable reasons (distrust of the Lebanese government). But the money will eventually have to be released, and the U.S. and the world more engaged in building the Lebanese government’s capacities.

The next few days could be crucial. Hezbollah’s miscalculation in apparently thinking its cross-border raid would be met with a weak Israeli response has created an opportunity to strike an important blow against Islamic extremism. Things could still go wrong for Israel. Its strikes in Lebanon could backfire and build sympathy for Hezbollah, while it might not be able to inflict truly lasting damage on the terror group without a substantial ground invasion. But the best chance for the best possible conclusion to the crisis will come if Israel continues to pound Hezbollah.

Questões sobre o Hezbollah

Israel has said it is ready to fight Hezbollah for several more weeks, and expects it will take time to destroy the group's arsenal.

But many experts believe Israel has little chance of eliminating the rockets entirely unless it launches a ground offensive to push the group's rocket launchers back so they cannot reach Israel.

And a ground offensive could be costly in terms of casualties, at a time when Hezbollah chief Sheik Hassan Nasrallah has made no secret of his wish to see his guerrillas take on Israelis face-to-face.

Without a ground operation, said Israeli counterterrorism expert Boaz Ganor, "It can be assumed that they will get new rockets from Iran and Syria. I think they have room to breathe for weeks. If they get more supplies ... it can last longer."

Rockets do Hezbollah atingem Nazaré

Hezbollah rocket attacks on the northern town of Nazareth killed two Israeli Arab children, brothers aged 3 and 9, on Wednesday afternoon, bringing to 15 the death toll from rocket strikes since the crisis in Lebanon began a week ago.

Another 12 people sustained light wounds in the attack, and were evacuated to the Italian Hospital in the town.

The two siblings, Rabia Abed Taluzi and his older brother Mahmoud, were killed by a direct hit from a rocket while playing in the yard of their family's home, the Israel Defense Forces said. It was the first time the town had been attacked.

Se

Pontos de Fuga

O ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger disse um dia que “Nenhum país soberano pode tolerar indefinidamente o crescimento, ao longo de suas fronteiras, de uma força militar dedicada à sua destruição e a implementar seus objectivos por meio de bombardeios e ataques periódicos”. Essa frase mantém a sua total actualidade e resume a encruzilhada em que se encontra Israel desde que nasceu.

Desta feita, a opinião pública e publicada entretém-se, muitos com desconhecimento desculpabilizante, outros com um conhecimento que os veste de hipocrisia e anti-semitismo primário, com o Líbano e com a necessidade de proteger o país do monstro israelita, o Golias que tenta estrangular o David.###

Esquecem esses que tanto se indignam, o direito de Israel existir como país. E a questão, por muito que a História avance, será sempre essa. Se os países vizinhos aceitarem a existência de um estado judaico, a paz é possível e impor-se-á. Se os países vizinhos não aceitarem, como não aceitam, a paz terá de ser conquistada, defendida, alimentada. Não pode pedir-se a um estado que contemporize com acções provindas de outros estados ou organizações terroristas que têm como fim último acabar, precisamente, com a existência desse estado.

Desde sempre que Israel tem buscado uma fronteira-norte pacífica. Acontece que o Líbano foi, e é actualmente, um verdadeiro refúgio para grupos terroristas. Como se deve calcular, viver ao lado de um barril de pólvora não permite grandes alternativas. Israel reiterou repetidas vezes que não desejava nenhum centímetro de território libanês e não é qualquer política de ocupação que está em causa. É essencialmente uma política defensiva. Factos? O Hezbollah, como é sabido de todos, mesmo dos indignados, recebe apoio financeiro e armamentos do Irão, em geral via Damasco. O Hezbollah tem progressivamente adoptado uma escala progressiva de violência contra judeus e contra Israel. O exército libanês, equipado pela Síria, nunca enfrentou o Hezbollah e nem as outras organizações terroristas.

Dizem que a reacção de Israel é desproporcionada. No conforto das suas casas e dos sofás onde lêem a sua propaganda enquanto esperam o almoço, esquecem os defensores dessa tese que Israel vive naquela zona durante 365 dias por ano. Os factos não acontecem e depois desaparecem, como se fossem isolados. A História está para demonstrar isso mesmo. Não se tratou de um rapto a um soldado. Tratou-se de um gesto de força, de ameaça, de confronto. Se Israel contemporiza, em nome do politicamente correcto, terminará dominado e defunto.

E depois claro, há a duplicidade e ambiguidade. Onde estava a indignação aquando das atrocidades do governo da OLP no Líbano? Onde estava a indignação aquando longa e sangrenta intervenção na Síria? É preciso não esquecer que a maioria dos sírios jamais aceitou o Líbano como um país soberano e independente.

Crise no Médio Oriente (2)

About 100 veiled and heavily armed Palestinian women marched through the streets of Gaza City Tuesday.
The militant women belong to a unit recently founded by the Popular Resistance Committees. The 'Army of Suicidal Bombers,' as it is dubbed, consists entirely of women. (...) The militant women burned Israeli, U.S., British, and EU flags.
In an unprecedented step they also defaced an Arab League flag, which they then proceeded to set ablaze.

Os sinos dobram por nós

Israel e o povo do Líbano

A esquerda folclórica (liderada por umas pestanudas arrivistas soarengas) e a direita seguidista (são uns tristes...) fazem coro carpideiro em defesa do martirizado povo do Líbano. É curioso que não se lembraram desse mesmo povo quando ele foi ocupado pela OLP, nem se lembraram dele quando foi ocupado e oprimido pela Síria, levando a uma das primeiras manifestações de resistência interna quando os dirigentes de Damasco quiseram decidir resultados eleitorais através da eliminação física de candidatos. Nem se lembraram de louvar a retirada das forças israelitas, quando elas decidiram desguarnecer unilateralmente a zona de segurança que consensualmente se tinha formado no Sul do Líbano, nem se lembraram de lamentar que o Líbano esteja desde então sujeito a aboletar, a expensas e riscos próprios, os títeres bombistas da Hezbollah, que não estão ali decerto a defender interesses libaneses.

Sobre o ódio cego de Zapatero

Depois de tantas e tamanhas provas de imperícia, Zapatero quer agora reabrir as feridas da guerra. Nada esquecer, nada perdoar, tudo rever parece ser o lema do chefe de governo de um país que conseguiu no interim de 50 anos abandonar a cauda da Europa e afirmar-se como uma respeitada voz na cena internacional.

(...)

Ao contrário do que pensa Zapatero, a guerra de Espanha não é tabu: há centos, milhares de obras publicadas a seu respeito, pelo que invocar a necessidade da memória não passa de provocação destituída de sentido. A guerra acabou: a Espanha reconstruiu-se, industrializou-se, enriqueceu e tornou-se livre. Com a República empobreceria e teria sido, sem tirar nem por, o que foram os estados caídos sob o jugo comunista. Franco deixou um rei, hoje vértice e eixo da vida espanhola. Franco deixou uma classe média capaz de gerir um país moderno, progressivo e democrático. A República teria deixado uma nova Cuba. O ódio de Zapatero é uma infelicidade para Espanha.

Sobre a reacção de Israel e a crise no Médio Oriente

Israel poderia ter reagido de modo mais comedido, apelando, nomeadamente, ao apoio da comunidade internacional? Talvez pudesse. Não podemos, porém, esquecer as condições extremas em que o Estado israelita sobrevive, acossado, por todos os lados, por vizinhos hostis e por grupos terroristas vários, que não hesitam em matar barbaramente civis indefesos, que se escondem entre a população civil, usando os seus compatriotas como escudos humanos e que recusam todas as portas abertas ao longo dos tempos para o estabelecimento da paz, entre as quais avulta a retirada unilateral de Gaza e da Cisjordânia ou, mais recentemente, a proposta de tréguas contra a entrega dos dois soldados raptados. Não podemos igualmente esquecer que a manutenção de um grupo armado ilegal não seria possível sem a complacência ou tolerância dos governos libanês e sírio.

(...)

Que um país, nestas condições, consiga manter elevados níveis de desenvolvimento e de respeito por valores fundamentais da chamada civilização ocidental, com a democracia e as liberdades individuais à cabeça, não pode por isso deixar de nos espantar e merecer o nosso reconhecimento, sem ambiguidades.

Boas notícias para a política monetária em Inglaterra

18.7.06

O diálogo é uma virtude

But "all the remaining 15 ... are totally safe, and celebrating the success of this mission and also preparing for the next mission."

207 pessoas assassinadas e 182 feridas é a consequência (até agora) dos ataques terrorristas de 7/11.

Crise no Médio Oriente

Israel, Hezbollah e Líbano (2)

Israel, Hezbollah e Líbano (1)

A public opinion poll indicates that nearly nine out of 10 Israelis believe their country's offensive against Hezbollah guerrillas in Lebanon is justified.

The survey published Tuesday in the Israeli newspaper Yedioth Ahronoth found that 81 percent of those polled think the offensive should continue.

Ideias para presentes

Cavaco Silva, nas comemorações do 50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian (Público):

"Numa cultura em que a dependência do Estado é, desde há séculos, predominante, a Gulbenkian soube afirmar-se pela independência, abrir-se à inovação, evidenciar as potencialidades da livre iniciativa dos cidadãos"


Se os nossos governantes quisessem mesmo comemorar o aniversário da Fundação, o melhor presente que poderiam dar ao país era extinguir o Ministério da Cultura e todos seus Institutos. Hoje. Já.
Podia até vir a tornar-se feriado nacional: Dia do Fim do Dirigismo Cultural e da Subsídio-dependência Artística.

Israel e o Hezbollah: uma reacção proporcional? (2)

Dumping: defender consumidor ou trabalhador?

A questão do preço final inferior ao custo de produção - táctica utilizada para esmagar a concorrência mais frágil - é aparentemente ouro sobre azul para o consumidor (ideia defendida, com cautela, no artigo já referido) mas pode ter como consequência o estímulo ao monopólio (menos empregos, mercado com menor capacidade de absorção dos produtos) e, numa análise dinâmica, mesmo que o poder de compra e o número de trabalhadores não se altere, a tendência é para o aumento do preço final (ao consumidor) no longo prazo. Com isto pretendo dizer que o consumidor não pode ser o centro absoluto da política económica.
Quanto ao facto do preço aumentar no longo prazo, assumindo que não existem barreiras à entrada (conforme refere o Miguel), este só poderá subir para os valores praticados antes do dumping.

Mas o processo de decisão do consumidor não envolve - na maioria dos produtos - exclusivamente o factor preço. Logo, o dumping só será eficaz em relação a produtos indiferenciados, nos quais o preço é uma importante componente decisória.

A prática de dumping, financiada por governos estrangeiros, tem como consequência o desemprego nas empresas que fabricam tais produtos indiferenciados mas, caro Ricardo, também possibilita o aumento do emprego nos sectores de actividade mais competitivos, fruto do acrescido rendimento disponível dos consumidores que adquirem os produtos subsidiados. Não são, por isso, apenas os consumidores a beneficiar com o dumping.

PS: deixar o mercado funcionar não é uma "política económica", uma vez que não exige a intervenção do Estado.

A propósito da filantropia de Warren Buffett

Dúvida

O dumping revisto e diminuído

Choque tecnológico

O Plano tecnológico já está a dar resultados para Bill Gates. O Governo acabou de autorizar o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) a adquirir à empresa do patrão e fundador da Microsoft 3700 licenças de ‘software’.

(...)

A compra será feita por ajuste directo ao abrigo dos contratos de aprovisionamento públicos celebrados pela Direcção-Geral do Património, no âmbito do ‘Enterprise Agreement’ para o IEFP. O ‘Enterprise Agreement’ é um contrato directo com a Microsoft com o apoio de um Parceiro Software e tem por objectivo simplificar a administração de licenças ao requerer apenas uma transacção.

(...)

Recorde-se que no passado mês de Fevereiro, o fundador da Microsoft esteve em Portugal para assinar um memorando de entendimento para 18 acções de colaboração. Durante a sua estada no nosso país Bill Gates foi condecorado pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.
No Correio da Manhã, via Small Brother e Caminhos.

Segurança Social: a solução bloquista

  1. Nova taxa sobre os lucros. Ou seja, equivalente ao aumento do IRC. Este novo imposto atingirá (total ou parcialmente) os clientes, trabalhadores e/ou accionistas. Os primeiros e os últimos têm sempre a opção de, respectivamente, deslocalizar o consumo e o investimento.

  2. Para compensar (parcialmente) a nova taxa, redução do imposto pago pelas empresas à Segurança Social. Para promover a criação de emprego, dizem os bloquistas. Será, principalmente, um incentivo ao desinvestimento em bens de capital, diminuindo a produtividade média dos trabalhadores. Por outras palavras, uma aposta nos salários baixos...

  3. Contribuição progressiva dos trabalhadores, sem direito a futuro reembolso. Solidariedade, dizem os bloquistas. Equivalente ao aumento do IRS.
Tradução: se o Bloco de Esquerda fosse Governo, a Segurança Social seria salva com o aumento dos impostos. Tratam-se de medidas ceteris paribus em que não é equacionada a reacção dos agentes económicos afectados. Esperam que tudo o resto permaneça constante...

Israel e o Hezbollah: uma reacção proporcional?

We, your Arab brothers, have moved on

Those of us who have oil money are busy accumulating wealth and building housing, luxury developments, state-of-the-art universities and schools, and new highways and byways. Those of us who share borders with Israel, such as Egypt and Jordan, have signed a peace treaty with it and are not going to war for you any time soon. Those of us who are far away, in places like North Africa and Iraq, frankly could not care less about what happens to you.
Only Syria continues to feed your fantasies that someday it will join you in liberating Palestine, even though a huge chunk of its territory, the entire Golan Heights, was taken by Israel in 1967 and annexed. The Syrians, my friends, will gladly fight down to the last Palestinian Arab.
Before you got stuck with this Hamas crowd, another cheating, conniving, leader of yours, Yasser Arafat, sold you a rotten bill of goods — more pain, greater corruption, and millions stolen by his relatives — while your children played in the sewers of Gaza. The war is over. Why not let a new future begin? Youssef M. Ibrahim

17.7.06

Piadas de mau gosto

O ataque à riqueza e a estagnação económica

The exodus continues: On average, at least one millionaire leaves France every day to take up residence in more wealth-friendly nations, according to a government study.

At a time when France is struggling to stay competitive in an increasingly integrated world, business leaders say the country can't afford to make refugees of some of its most established business families. They include members of the Taittinger champagne empire, the Peugeot auto magnates and leading shareholders of dominant retailers Carrefour and Darty. Also going are members of a new generation of high-tech entrepreneurs.
(via Mises Economics Blog)

Por um minuto que fosse

Breaking news: há vida em Marx

Proposta de Marques Mendes não faz aumentar dívida pública

Israel, Hezbollah, Síria e Irão: o risco de um conflito alargado (3)

O ódio a Israel, naquela zona, é o ódio ao modo de vida ocidental . Se eles - os que fazem de Deus um partido e os que juraram riscar do mapa uma nação - ganharem, nós perdemos.

Israel, Hezbollah, Síria e Irão: o risco de um conflito alargado (2)

A maior parte das pessoas parece não perceber que se vive uma situação completamente nova no Médio Oriente, agora que é clara a derrota americana no Iraque e o declínio do plano dos neo-conservadores para a região. Israel não defronta já os palestinianos. O Irão e a Síria, directamente e através do Hezbolah, assumiram o protagonismo, desafiam as resoluções internacionais e ameaçam a existência do estado de Israel.

Sinais

It wasn't meant to be overheard. Private luncheon conversations among world leaders, picked up by a microphone, provided a rare window into both banter and substance — including President Bush cursing Hezbollah's attacks against Israel.

Bush expressed his frustration with the United Nations and his disgust with the militant Islamic group and its backers in Syria as he talked to British Prime Minister Tony Blair during the closing lunch at the Group of Eight summit.

"See the irony is that what they need to do is get Syria to get Hezbollah to stop doing this s--- and it's over," Bush told Blair as he chewed on a buttered roll.

He told Blair he felt like telling U.N. Secretary-General Kofi Annan, who visited the gathered leaders, to get on the phone with Syrian President Bashar Assad to "make something happen." He suggested Secretary of State Condoleezza Rice might visit the region soon.

Israel, Hezbollah, Síria e Irão: o risco de um conflito alargado

The Hezbollah missiles landing on civilians deep within Israel change everything. I would suspect that the Syrians and Iranians who have supplied Hezbollah with the weapons to effectively attack Israel's cities will soon find Israel's fury directed against them directly. If we start seeing chemical or even radiological warheads, which are by no means beyond possibility, the Israeli reaction scarecely bears thinking about.

Os liberais comem criancinhas ao pequeno almoço (2)

Sobre Israel, o Hamas e o Hezbollah (2)

Pelo meio da degradação que se nota na propaganda dos defensores dos atacantes libaneses e palestinianos contra Israel, com a contínua exibição de criancinhas de um só lado a chorar, ignorando centenas de mísseis mortais disparados contra alvos civis em plena Haifa e mais algumas cidades menores, há que consagrar a coragem de retaliar com dureza que não deixe dúvidas. A inflicção de um sofrimento é triste, mas ainda é mais deixar agressores satisfeitos com os seus actos. Não acredito que haja paz possível em acordos de um Estado com movimentos minados por rivalidades, que, quando acossados, só encontram saída no ataque ao vizinho, como aconteceu com o Hamas, ou que têm inscrito como principal objectivo do seu programa a tomada da capital alheia, Hezbollah à cabeça.

Os liberais comem criancinhas ao pequeno almoço

O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louça, quer que o Partido da Esquerda Europeia apresente uma proposta alternativa à Constituição Europeia que tenha por base princípios claros de oposição ao liberalismo.(...)

Louçã adiantou que esse Tratado deve prever "os deveres e direitos, como se respeita a entidade de cada um dos países, mas ao mesmo tempo como é que se constrói em conjunto os serviços públicos europeus, a capacidade de contribuir para o pleno emprego, a segurança social articulada no conjunto da Europa, investigação científica em comum."
"Nós precisamos desta Europa e ela tem que se levantar contra a mesquinhez daqueles que a têm reduzido a um cálculo liberal, ou seja, a promoção do desemprego e até a promoção da guerra"(...)

[JN]

Os liberais têm muito que responder sobre o rumo que a Europa seguiu no pós-guerra. Em 60 anos, só pequenos oásis de socialismo, temporal e geograficamente reduzidos, marcaram épocas de prosperidade e crescimento do emprego e da riqueza. Pequenas ilhas de evolução civilizacional, infelizmente não copiadas e tornadas definitivas por todo o Velho Continente.
Levantemo-nos, pois, contra a mesquinhez.
Está na hora.

Sobre Israel, o Hamas e o Hezbollah (1)

Quando se trata de Médio Oriente, ou seja, quando se trata de atacar Israel, a tarefa está facilitada em larga escala. Um contingente de meninas idiotas e genericamente ignorantes, que assina peças de "internacional" nas nossas televisões, não se tem cansado de falar na "agressão israelita" e apenas por pudor, acredito, não tem valorizado os "heróis do Hezbollah". Infelizmente, nem a ignorância paga imposto nem o seu atrevimento costuma ser punido.

(...)

A preocupação destes diplomatas da recessão é, fundamentalmente, com a "reacção de Israel"; em seu entender, a reacção ideal de Israel seria o silêncio total; Israel devia conformar-se com o seu destino e permanecer como o alvo de todo o terrorismo da região, pacientemente alimentado, aliás, pelos europeus que continuam a manifestar "ampla compreensão" pela atitude dos bombistas suicidas e pelos que disparam rockets a partir de Gaza ou do Vale de Bekkah; Israel deveria, pura e simplesmente, acatar.

Evidentemente que nenhum desses cavalheiros pensou pedir ao Hamas, partido vencedor nas eleições dos territórios, eventuais responsabilidades na escalada de violência na região. É para eles natural que o governo do Hamas não reconheça o estado de Israel e esteja a alimentar, com toda a clareza, as facções militares que continuam, naquele folclore infantil de danças e gritos pelas ruas de Gaza, a pedir a eliminação de Israel e a vinda de mísseis iranianos para "destruir o estado sionista". Esse folclore imbecil, sim, talvez os devesse preocupar ele é também pago com contribuições da União Europeia e do seu politicamente correcto.

Em alta

Até já

Disproportionate Response

"The worldwide condemnation of Israel's retaliation against Lebanon is morally obscene," said Dr. Yaron Brook, executive director of the Ayn Rand Institute. "The calls effectively demand that the innocent victim be sacrificed to the aggressor."
"Instead of excoriating Hezbollah and helping Israel to annihilate it, President Bush and other leaders urged that the victim, Israel, not cause 'excessive' damage to the aggressor--and begged that no harm come to Lebanon's terrorist-supporting government. Were Israel to follow such calls, it would have to leave in place the terrorist leadership and infrastructure that works to abduct, blow up and slaughter Israelis.
"The obscene premise governing so many of the West's leaders is the belief that we have no moral right to defend ourselves against the forces of Islamist barbarism.
"All of this can serve only to encourage Islamic totalitarian groups to intensify their war on Israel--and the West."

Inquérito aos iranianos

While Iran’s nuclear program grabs headlines around the world, a new Reader’s Digest-Zogby International survey reports that Iranians (41%) said reforming their national economy so it operates more efficiently is more important than nuclear capability. A smaller number, 27%, said the country’s top priority should be to develop an arsenal of nuclear weapons, and 23% said the top goal for their government should be to expand the freedoms of its citizens.

These and other opinions were documented in a wide-ranging survey of Iranian citizens that revealed a sharp diversity of views consistent with a nation that is undergoing profound changes.###

(...)

Iranians said they believe their country should lead the region “diplomatically and militarily” – 56% supported this view, and only 12% said their country should not be the dominant regional power. Nearly equal percentages of respondents want Iran to become more secular and liberal (31%) as want the country to become more religious and conservative (36%).(...)

When asked if the state of Israel is illegitimate and should not exist, 67% agreed and only 9% disagreed.
Despite tensions between the United States and Iran, most Iranians – nearly two thirds – said they don’t believe that the two countries will go to war in the next decade.(...)

If their country were to develop nuclear weapons, 25% said it would make the Middle East a safer place, but 35% disagreed with that statement.(...)

Younger and older Iranians would favor a more conservative, religious society, while those aged 30–49 said they would favor a more liberal, secular culture. What is striking is that just 15% said Iranian culture should stay just the way it is right now. Women were more likely than men to say they wanted a more liberal, secular society.(...)

Those technologies – Internet access and satellite TV ownership – appeared to influence attitudes among Iranians, as did gender. Iranians with access to the Internet or satellite TV were significantly more likely than their “unconnected” compatriots to identify the United States as the country they admire the most. They were also significantly less likely to pick the U.S. government as the one they admire the least: one in three Iranians without Internet access (34%) chose the United States as least admired, compared with fewer than one in five Iranians with Internet access (18%), the poll shows.

Opinião

Também de regresso

Warren Buffett, Bill Gates e filantropia

Charity begins at home
SIR – In praising Warren Buffett, Bill Gates and others for their philanthropy, you endorse the view that capitalism's winners should “use some of their wealth to compensate the losers” (“Billanthropy”, July 1st). Innovators like Mr Gates make money by serving their customers, who also gain from the exchange. The idea that wealth creators have a duty to “give back” betrays a lack of understanding of that most basic principle of economics: voluntary trade benefits both parties. Whether the wealthy should help the poor is an important ethical question, but to confuse charity with compensation is just bad economics.
Isaac DiIanni
Fairfax, Virginia
Vale a pena também prestar atenção à lista de textos introdutórios à Economia recomendada pelo mesmo Isaac DiIanni.

Despotismo fiscal

Zidane vs Fidel Castro

Free Markets - Free People

Assigned slaves

"Berlin, 2050. The once flourishing metropolis resembles a cross between an old-age home and a ghost town. The average age of the citizenry is 50. For every retired senior living off a government pension, just one younger German is left to pay into the system. To save money and free precious workers, the Bundestag votes to abolish the pension bureaucracy. From now on, each retiree will be assigned his or her working-age slave, who will hand over half his salary".

Stefan Theil, Newsweek, June 30, 2003

16.7.06

What's new?

Numa mensagem transmitida através da televisão do movimento, Hassan Nasrallah referiu que iria «usar todos os meios» contra o Estado hebraico, que a sua guerrilha tem «força e poderes completos» e que o seu grupo «não tem outra escolha» a não ser atacar Israel.

Na versão que ouvi, o senhor Nasrallah terá dito que Israel pode considerar-se derrotado.

Mundo Moderno

Bi-tri

Em destaque

Zapatero persiste et signe

En concreto, reclamó que «el Gobierno de Israel respete los derechos que marca la legalidad internacional» y que Naciones Unidas «haga todos los esfuerzos» para detener la escalada bélica sobre la base de que «cualquier lucha contra la violencia no puede justificar bajo ningún concepto la pérdida de vidas humanas inocentes». En su intervención, Zapatero no mencionó en ningún momento el secuestro de dos soldados israelíes por las milicias de Hizbolá ni pidió a Irán o Siria que utilicen sus influencias para detener la crisis, tal y como el día anterior se hacía en un comunicado del Ministerio de Asuntos Exteriores.
Enfim, coitados dos espanhóis que têm um governante tão pouco esclarecido em questões internacionais.

Porque é também o meu lado

Não ignoro o sangue e o vómito em ambas as mãos, mas quando tiver de escolher ( não sendo corajoso prefiro que seja na contra-espionagem, em salas de interrogatórios horas a fio) entre Israel e o outro mundo -do Hezbollah, do Irão e da Síria-, lutarei por Israel. Escolherei lutar por um sítio onde há putas, gays, democracia, pornografia, críticos, ciência, televisão. E não, não sou judeu, não acredito na profecia de Steiner.
Escrito por FNV, do Mar Salgado.