3.9.05

Katrina, uma vez mais.... (II)

Authority to issue evacuations of elements of the population is vested in the Mayor. By Executive Order, the chief elected official, the Mayor of the City of New Orleans, has the authority to order the evacuation of residents threatened by an approaching hurricane.
Será que é pelo facto de tanto o Mayor como a Governadora serem democratas que leva os media a esquecerem-se das responsabilidades destes?

Os brancos Americanos, esses bandidos

Brancos - 25.301.000
Brancos, não hispânicos – 16.870.000
Negros – 9.000.000
Asiaticos – 1.209.000

Apesar de estar escrito no mesmo jornal que 45,8 milhões de Americanos não têm acesso aos serviços de saude, o que é uma rematada mentira, estes numeros mostram que os negros não são a maioria dos pobres.
Sobre este assunto conviria ainda estudar o impacto da afirmative action e da desresponsabilização individual na perpetuação da pobreza e marginalidade entre a população negra das grandes cidades americanas e ler por exemplo o economista negro Thomas Sowell, ou ouvir o actor Bill Cosby.

Leitura recomendadas

Jornalismo de causas desilude

Katrina, uma vez mais....

Gov. Kathleen Blanco, standing beside the mayor at a news conference, said President Bush called and personally appealed for a mandatory evacuation for the low-lying city, which is prone to flooding.
Note-se que a notícia é datada de 28 de Agosto de 2005. Note-se ainda que, ao contrário de muitos dizem, este furacão foi algo de especialmente diferente, como dizia então o próprio "mayor":
"This is a once in a lifetime event," the mayor said. "The city of New Orleans has never seen a hurricane of this magnitude hit it directly".
Como digo, falhas na ajuda e na assistência houve-as de certeza, mas aqueles que se aprestaram tão rapidamente a fazer as mais duras críticas têm a certeza de que a resposta seria muito melhor e isenta de erros noutros países do mundo? Eu, sinceramente, não tenho.

Post scriptum. Depois de escrever esta entrada, encontrei num blog americano esta mais do que interessante entrada Katrina: Cat 5 Hurricane plan for New Orleans was 25 years away, onde se pode a citação de um artigo de Sept/Oct 2004 da revista "Riverside" que diz o seguinte:
Old plans revived for Category 5 hurricane protection north shore to the Mississippi River, by Eric Lincoln.

Engineering and Project Management are determining costs for a hurricane protection feasibility study that could lead to a project to protect southeast Louisiana from Category 5 hurricane storm surges.

One of four alternatives to be investigated will include blocking tidal surges at the Rigolets and Chef Menteur Pass. The concept was part of the original Lake Pontchartrain and Vicinity Hurricane Protection project.

In 1977, plans for hurricane protection structures at the Rigolets and Chef Menteur Pass were sunk when environmental groups sued the district. They believed that the environmental impact statement did not adequately address several potential problems, including impacts on Lake Pontchartrain’s ecosystem and damage to wetlands.
A história é sempre um pouco mais complicada do que parece.

Anarquia e New Orleans

2.9.05

A proposito do Katrina

"Bem prega Frei Tomás..."

o Estado está plenamente ciente do papel que lhe cabe na retoma da confiança dos agentes económicos, na criação de um ambiente macroeconómico e in stitucional favorável à competitividade, ao emprego e ao crescimento
O problema é a credibilidade dos governantes socialistas. Será que se pode esperar que o Sr. ministro enfrente os interesses que irão lutar nos próximos meses por uma fatia do OE?
Tenho as minhas dúvidas que Teixeira dos Santos implemente medidas e políticas que estejam em acordo com as suas palavras. Sobre boas intenções, pode falar com Luís Campos e Cunha e a palavra "confiança" já está muito gasta de tanto uso.

O Estado e o Katrina

(...) at 4pm on Monday, August 29, all seemed calm, and reports of possible calamity seemed overwrought. Two hours later the reports began to appear about the levee. A period of some twelve hours lapsed between when the hurricane passed through and when the water came rushing into the city. There is some dispute about precisely when the levees broke. Some say that they were broken long before anyone discovered it, which is another outrage. There was no warning system. There is no question that plenty of time was available between their breakage and the flooding to enable people to make other arrangements — and perhaps for the levees to be repaired. People were relieved that the rain subsided and the effects of Katrina were far less egregious than anyone expected.

That's when the disaster struck.
Artigo no LvMI (meu destaque). Leitura recomendada.

Novo PIB?

Empresas passam a pagar taxa para rádio e TV

O Conselho de Ministros aprovou ontem um decreto-lei que alarga às empresas a obrigação de pagar, na factura de electricidade, uma contribuição destinada a financiar o audiovisual.

Nada disto faz sentido. O que tem a ver o consumo de electricidade com o subsídio a empresas públicas deficitárias e mal geridas? Se há taxa (imposto) que não tem por detrás nenhum princípio de redistribuição, equidade ou qualquer boa intenção “social” da parte do estado este é um exemplo acabado.
O Ministério alega que a intenção de alargar o pagamento às empresas teve a ver com o respeito pelo princípio da igualdade.

Agora passamos a ter umas empresas a financiar outras sob coerção. Qual principio de igualdade? Pelos vistos a Vodafone e a Optimus (por ex) pagarão o mesmo que a José da Silva Unipessoal, Lda. Qual princípio de igualdade? Os donos,accionistas e trabalhadores das empresas já pagam este imposto, por que é que têm que o pagar outra vez?
Não há surpresa, os princípios e a igualdade socialista sempre foram assim, todos os animais são iguais mas uns são mais iguais que outros.

Falta de rigor

Katrina e a orgia anti-americana na comunicação social

Quando se dá uma tragédia algures no mundo os media optam por divulgar as histórias de coragem e de resistência humana e por apelar à solidariedade em relação às vítimas. Excepto quando a tragédia ocorre nos Estados Unidos. Nesse caso os media optam por falar dos problemas da protecção civil, num alegado terceiro-mundismo, dos saques e nos conflitos internos entre políticos americanos.

Ainda que os numerosos e rancorosos imbecis que aproveitam a ocasião para dar largas aos seus impulsos anti-americanos não o compreendam, o que este tipo de atitude demonstra é o nosso próprio terceiro-mundismo e sub-desenvolvimento, e não o dos Estados Unidos.

A esquerda inculta - III

The Interdictor

Falta de vergonha

Saúde pública ou privada?

La corrección política proclama que lo público es estupendo porque es de todos y todos nos beneficiamos, mientras que lo privado es terrible porque es de unos asquerosos capitalistas y sólo a ellos beneficia. En la práctica, la sanidad pública es "privada" de un modo raro: la manejan y controlan los que no la pagan. Así, sus dueños son en primer término los políticos, legisladores y gobernantes, y también los burócratas, los funcionarios, y otros grupos de presión.

Privatizarla, lo que resulta hoy inconcebible porque ningún político de ningún partido lo respaldaría, equivaldría a ponerla de verdad en manos de quien se supone que es su propietario, y que en realidad ni pincha ni corta, pero paga: el contribuyente. Si fuera privada, el consumidor seguiría pagando, claro, porque siempre es así: ahora la sanidad no es "gratis", ni nos la regalan los políticos; la pagamos todos de forma extraña, porque el pago no guarda relación con el consumo de la prestación. Pero si fuera privada, el ciudadano pincharía y cortaría más, y pagaría menos, por un servicio mejor. Se acabaría toda esta juerga obscena de políticos pujando por ver a quién se lo nota más cómo gasta dinero ajeno, y a quién se le nota menos cómo lo recauda.

A esquerda inculta - II

A esquerda que cuide dos seus fantasmas

Prioridade nacional?

Considera-se que a floresta é uma prioridade nacional. O que é uma prioridade nacional? Estas palavras assemelham-se às de Sampaio que afirmava que era necessário um “desígnio nacional para as florestas portuguesas” – tudo isto prova que os políticos, com formação académica ou não, estudaram todos na mesma escola. O uso da palavra nacional implica sempre a vontade do Estado e não a vontade nacional. Que outra necessidade de ser pronunciada teria se assim não fosse? Se os portugueses desejam fazer alguma coisa (se é que desejam fazer algo em conjunto de tal forma que mereça a classificação de nacional) não precisam de uma entidade que lhes diga que actuem colectivamente para combater um flagelo, i.e., o uso da palavra nacional por parte do Estado acarreta sempre os seus desejos e ansiedades e apenas prova que as prioridades nacionais são um estatuto que os governantes desejam decretar e não uma situação que se verifique.

(in My Guide to your Galaxy)

Leitura obrigatória.

Saúde pública

A pílula abortiva que as activistas da associação Women on Waves disponibilizavam a bordo do «barco do aborto» quando, há um ano, se aproximaram da costa portuguesa, pode causar infecções mortais, segundo um estudo norte-americano.

(in PortugalDiário, via Último Reduto)

No ano passado, o Governo de Durão Barroso proibiu a entrada do Borndiep (o "barco do aborto") por razões de saúde pública. Premonição?

Mudar de política

I want us to be the champion for the victims of State failure, those without hope and opportunity under the current system.


Discurso de David Davis, membro do partido conservador britânico, proferido no Centre for Policy Studies, no passado dia 4 de Julho e sugerido pelo Miguel Noronha, em 'post'infelizmente ainda não disponível nos arquivos deste blogue.

Em virtude da ineficácia do Estado Social, a esquerda socialista caiu numa armadilha. Num país em que o ensino estatal é mau, são os mais pobres, os que não podem pagar a escolas privadas, os mais prejudicados. Num país em que os hospitais públicos não têm camas para todos os doentes, são os mais desfavorecidos que se vêem obrigados a aguentar tal martírio.

Em Portugal a direita não sabe dar resposta a estes problemas. Por essa razão recorre à lógica da esquerda e acaba envolvida em profundos fracassos políticos. A direita tem de apresentar novas e diferentes soluções. Deve cortar com o passado.

Um exemplo importante é ao nível da política do ensino. A direita pode defender a substituição das escolas públicas e, em seu lugar, a instituição dos vouchers, permitindo àqueles que, sem meios, possam colocar os seus filhos nas escolas privadas. Desta forma, acabava-se com a discriminação dos filhos dos mais ricos andarem em escolas boas e os filhos dos mais pobres ficarem com as más.

No dia em que os partidos de direita mudarem de políticas, poderão apresentar-se como defensores dos mais desfavorecidos. Nessa altura, PS, PCP e BE ficarão remetidos ao lugar político que já representam: o das forças conservadoras que, a todo o custo, teimam manter-se à tona.

Resultados públicos

A CP fechou 2004 com capitais próprios negativos de 1.239 milhões de euros. Este montante compara com 972,8 milhões de euros negativos em 2003, evolução que traduz o agravamento dos prejuízos da operadora ferroviária público nos últimos dois anos.
Em 2004, a CP teve um prejuízo de 265,4 milhões de euros, mais 7,4% que no ano anterior, em que as perdas somaram 247,126 milhões de euros, traduzindo um agravamento de 8% face a 2002.
Para os mais distraídos, estamos a falar da CP - Caminhos de Ferro Portugueses, EP.
Há dias soube-se que será a Rede Ferroviária Nacional - REFER, EP, outra empresa pública, a participar na expropriação dos terrenos da Bombardier na Amadora. Para lá seriam transferidos as oficinas da EMEF (sendo a CP accionista a 100%). Serão pagos 6 milhões de euros.

Numa altura em que Mário Lino, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações baseia a decisão de avançar com o aeroporto da OTA na comparticipação privada do investimento e o avanço do TGV no "impacto negativo na economia portuguesa de não avançar com o projecto", seria bom que nos explicasse que futuro existe para o universo CP,EP.
Seria bom que explicasse aos portugueses quem são os donos daqueles prejuízos e capitais próprios consecutivamente negativos.

"Receitas" partidárias

Os sete partidos políticos que concorrem às eleições autárquicas de Outubro e a CDU, coligação que junta PCP e Verdes, planeiam gastar nas suas campanhas mais de cem milhões de euros, segundo os orçamentos divulgados.
(...)
Com a nova lei de financiamento, a subvenção estatal converteu-se numa das principais fontes de receitas partidárias para as campanhas.
Leitura recomendada: A Arte da Fuga (este e este) e Desesperada Esperança.

Re: Preso por ter cão… - II

Mais de metade dos cerca de 39 mil candidatos sem vínculo permanente ao Ministério da Educação que não foram colocados não tinham qualquer contrato com este Ministério no ano lectivo de 2004/2005.

Muitos milhares daqueles candidatos não têm, por outro lado, qualificação profissional como professores, nos termos da lei e das regras do Concurso. Foram admitidos ao concurso por possuírem apenas habilitação própria, razão porque são considerados para colocação em terceira ou em quarta prioridade, de acordo com as mesmas regras.

Muitos milhares de candidatos são licenciados com emprego, que se candidataram a uma nova carreira, não tendo ficado desempregados em resultado do concurso.

O número de licenciados professores inscritos nos Centros de Emprego como desempregados é de 5.868.

1.9.05

Por falar em cultura...

Podemos, actualmente conhecer o universo? Meu Deus, ja é tão dificil a gente orientar-se em Chinatown. A questão no entanto, é: ha alguma coisa la? E porquê? E porque é que fazem tanto barulho?

Re: Racismos?

Lembrete

não é constitucional o governo reter os estudos que justificam o investimento na OTA?
Esqueceu-se, caro VM?

Taxa de televisão

Os consumidores não domésticos de energia eléctrica vão passar a pagar uma taxa de contribuição para o serviço público de rádio e de televisão. O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros o decreto-lei, que "vem alargar a base de incidência da contribuição para o audiovisual aos consumos não domésticos de energia eléctrica, passando, deste modo, a abranger a totalidade dos consumos de energia".

Recorde-se que, actualmente, esta contribuição incide apenas sobre o fornecimento de energia eléctrica para uso doméstico. Assim, a partir de agora, também as empresas, restaurantes, lojas e indústrias.

O valor mensal desta contribuição, para os consumidores domésticos, é de 1,6 euros, estando isentos os consumidores cujo consumo anual fique abaixo dos 400 kWh. Este valor é actualizado anualmente à taxa de inflação.

(in Jornal de Negócios Online, via Blasfémias)

A lógica(?) para o consumo de energia eléctrica para uso doméstico é a da maioria das habitações ter, pelo menos, um rádio e uma televisão. Porém, o valor cobrado não é distribuído segundo as audiências (só as empresas públicas recebem este subsídio).

Agora, no caso do uso não doméstico, o aumento do custo energético das empresas nem sequer mereceu justificação do Governo.

Repressão sangrenta

O presidente da altura da contestação estudantil ao aumento das propinas e a repressão sangrenta que se lhe seguiu, patrocinada pelo cavaquismo

Desde Pol Pot que não se via tal coisa.

Para mim, sempre foi o presidente Mário Soares.

Para mì siempre fué Señor El Presidente Benfeitor Maryo Zoarez.

Re: Preso por ter cão…

O número de alunos tem vindo a decrescer em resultado do envelhecimento da população. A colocação anual de professores reflecte esta situação. Assim sendo, haverá um elevado número de docentes que não será contratado pelo Ministério da Educação. O que o DR não esperava era ver O Insurgente a barafustar contra esta medida do Governo. Ele há cada liberal…
Caro oficial, peço desculpa se não me fiz entender. Vou tentar outra vez!

Os sindicatos afirmam que ficaram desempregados 40.000 professores. Ora, assumindo que cada turma tem, em média, oito professores diferentes teríamos 5.000 turmas extintas. Tal significaria que o número de alunos foi reduzido, no espaço de um ano, em 75.000 (considerando apenas 15 alunos/turma).

Provavelmente isso não é verdade: haverá professores não colocados que já estavam empregados em qualquer outro sector de actividade. Daí o propósito da minha anterior sugestão.

Nota: poderá até haver professores que, no passado ano lectivo, tiveram colocação e que, agora, foram substítuidos por outros colegas; mas isso quer dizer que o Estado vai passar a pagar dois salários (ordenado + subsídio de desemprego) para o mesmo cargo...

Por falar em intelectuais...

Investimento estrangeiro

Não há motivo para alarme é a opinião do presidente da Associação de Têxteis e Vestuário, face à investida asiática para compra de activos de empresas têxteis portuguesas falidas.
Com os chineses à cabeça, a investida asiática visa, também, empresas ainda em actividade que procuram especializar-se numa fase da produção, abdicando de outras.
Paulo Nunes e Almeida, da Associação de Têxteis e Vestuário, considera que se trata de "decisões estratégicas que podem beneficiar as empresas".

Via TSF:
«A Maná - Igreja Cristã quer entrar no capital do grupo Media Capital, estando a realizar esta operação através da sociedade de investimento privado que opera sob lei espanhola LP-Brothers Venture Capital», afirmou Jorge Tadeu à agência Lusa.
O responsável acrescentou que a intenção é «deter uma posição estratégica» no grupo liderado por Miguel Paes do Amaral.
«A aquisição pela Igreja Maná da participação na Media Capital será feita através do seu grupo de media ManáSat, adiantou à agência Lusa o assessor de imprensa da igreja.
Investidores estrangeiros investem em empresas com operações localizadas em Portugal. Ambas são boas notícias ou há diferenças?

A Origem do Homem e a liberdade de educação

Americans are divided over whether humans and other living things evolved over time or have existed in their present form since the beginning of time, according to a new poll.

People on both sides of that argument think students should hear about various theories, however.###

Nearly two-thirds of those in a Pew Research Center poll, 64 percent, say they believe "creationism" should be taught alongside "evolution" — a finding likely to spark more controversy about what is taught in the schools.

That controversy could be related to the difficulty of measuring public sentiment about teaching evolution, creationism or the more recent concept of "intelligent design," a Pew official said.

"We acknowledge there may be some confusion about the meaning of these terms," said Luis Lugo, director of the Pew Forum on Religion and Public Life. But Lugo said the findings suggest widespread support for teaching students different ideas about how life began.

"What this basically tells us is that in contentious issues, many people take the default position — teach both sides and let people make up their own minds," Lugo said.

A Origem dos Blogs

A esquerda inculta

O mercado salva vidas

Apoios II

A Cóltura (com maiúscula) é a actividade das pessoas cóltas, que concebem óbjectos cólturais invendáveis. Os cóltos não costumam ter, a não ser marginal e esporadicamente, um labor produtivo - fogem dele como o diabo da cruz. Tentam, e por vezes conseguem, obter uma sinecura do Estado (com maiúscula) . Geralmente chegam a este ponto depois de viverem às custas do mecenato familiar, de amigos e, uma vez ou outra, para os mais talentosos, às custas dum(a) namorado(a) ou dum(a) amante. Há exemplos conhecidos de pessoas cóltas que foram bafejadas ao longo da sua vida por sucessivos mecenatos, às vezes cumulativos.

Diz-me com quem andas…

Empresas na hora

Por que não sou anarquista (2)

Por que não sou anarquista (1)

NEW ORLEANS - With thousands feared dead and the city's remaining residents told to evacuate for weeks, conditions deteriorated further in submerged New Orleans as looting spiraled out of control.###

Mayor Ray Nagin ordered virtually the entire police force to abandon search-and-rescue efforts and stop thieves who were becoming increasingly hostile.

"They are starting to get closer to heavily populated areas — hotels, hospitals, and we're going to stop it right now," Nagin said Wednesday.

Tempers also were starting to flare. Police said a man in Hattiesburg, Miss., fatally shot his sister in the head over a bag of ice. Dozens of carjackings were reported, including a nursing home bus and a truck carrying medical supplies for a hospital. Some police officers said they had been shot at.

Arquitectura do Rabelo

"Portugal não é uma verdadeira democracia"

Rio sustentou que Portugal precisa de várias reformas em diversos patamares. Nos partidos e na Assembleia, da justiça às finanças locais, passando pela própria lei eleitoral. "Todos os mandatos devem ser de cinco anos" e, no caso das autárquicas, com eleições nunca em simultâneo, ou seja, "quase todos os fins-de-semana". Só assim, "esta semana em Portalegre, depois em Faro, na seguinte em dois concelho de Bragança", os governos podem fazer o trabalho "sem qualquer condicionalismo por causa de haver uma eleição para as câmaras municipais".

Seria assim minimizada a interferência do poder central nas eleições?

Ordens: preços mínimos e máximos

Desta vez coube à Ordem dos Médicos ser o alvo da fiscalização da Autoridade da Concorrência. Ao saber disso, a Ordem retirou toda a regulamentação interna sobre tabelamento de preços, disponibilizando-se para actuar contra "mecanismos perversos de enviesamento do mercado prejudiciais para os doentes".
A Ordem lembrou, no entanto, que só uma recente "perspectiva neoliberal" (é mesmo sic!), alterou a possibilidade de fixação de preços pelas Ordens.
Ao sentir-se ameaçada, a Ordem, pela voz do seu Bastonário reage e propõe-se contestar em tribunal uma eventual multa.
Mostrando cumprir o seu papel de defesa da comunidade, o bastonário lembra que também desapareceram os preços máximos, deixando indefesos consumidores (particulares ou empresas seguradoras). Pressupõe-se que os médicos irão, de forma concertada, subir vertiginosamente os seus preçários e que não haverá profissionais com preços mais "competitivos", deixando os consumidores sem hipótese de escolher o seu médico em função do seu orçamento (e, claro, da sua competência).
É a falta de competição que a Ordem dos Médicos (e eventualmente as outras) pretendem manter. Pretende-se manter as barreiras à entrada e competição entre prestadores de serviços, cortando a hipótese de escolha aos consumidores. De todas as coisas que as Ordens pretendem regular, a bem do país, o preço dos serviços prestados não deve certamente ser uma delas.

Presidente por nomeação

Cavaco Silva e os liberais

O que significa que também não tem de ter medo, quando se apresentar a oportunidade, de difundir ideias, nem de influenciar o Governo, num sentido que não é necessariamente aquele que o Governo espontaneamente seguiria. Será ele capaz de fazer isto? Quererá ele fazer isto? Por enquanto, não sabemos.
Ou seja, sobre Cavaco Silva não sabemos ainda se fará pressão para que o caminho escolhido seja o mais correcto (embora, pelo menos, no que toca ao déficit todas as suas intervenções sejam nesse sentido). No entanto, em relação a Mário Soares não há qualquer dúvida que a sua postura seria no mínimo de apoio à despesa estatal e, muito provavelmente, de apelo a mais despesa, obviamente, "socialmente" útil.

No mínimo, (e para quem não encontra melhor) este argumento de "quem não tem cão caça com gato" deveria ser suficiente para os liberais votarem em Cavaco Silva.

A crise optimista

Read my lips

Presidenciais: BE garante que leva candidatura até ao fim

Cavaco; modo de usar

O que pode fazer o Presidente? Esclareçamos desde já uma coisa o Presidente não pode governar, e, portanto, não vale a pena sequer pedir aos candidatos um Programa de Governo. O que o Presidente pode fazer é influenciar a governação, usando para isso vários meios: a persuasão, as declarações públicas, a ameaça de demissão do Executivo ou de dissolução parlamentar. O que se pode pedir aos candidatos é, portanto, uma certa visão do País, dos seus problemas e da melhor maneira de os enfrentar. Soares não tem nenhuma visão que difira do que existe. Com ele, está, portanto, assegurada a prossecução do desastre. Com Cavaco o caso é ligeiramente diferente. Cavaco pode ter essa visão que é necessária. Pode, mas não é garantido. Cavaco é um dos pais daquele desastre foi ele quem expandiu fabulosamente a despesa pública durante os seus dois governos de maioria absoluta, sobretudo graças à expansão do Estado-Providência, o que foi possível apanhando a boleia da prosperidade dos anos 80.

Cavaco teria, portanto, de renegar parte da sua obra para se apresentar como o candidato dessa visão alternativa. Teria de não ter vergonha em criticar certas taras do regime, como as peias permanentes à iniciativa privada, o que inclusivamente passa por uma certa visão ideológica que recuse as habituais placitudes sobre a preservação do "modelo social europeu" e a repugnância ao "neoliberalismo selvagem". Teria de não ter vergonha em criticar o tal Estado-Providência manco em que vivemos e que tanto contribui para a perpetuação do nosso atraso. Para fazer isto, Cavaco não tem de aparecer no papel do agente de instabilidade do sistema político (ironicamente uma "força de bloqueio"). Já sabemos que não pode governar. Cavaco (se e quando for) Presidente deve respeitar o mandato democrático do Parlamento e do Governo. Mas também não tem de ter medo do seu próprio mandato democrático. O que significa que também não tem de ter medo, quando se apresentar a oportunidade, de difundir ideias, nem de influenciar o Governo, num sentido que não é necessariamente aquele que o Governo espontaneamente seguiria. Será ele capaz de fazer isto? Quererá ele fazer isto? Por enquanto, não sabemos.

(contra) O Candidato do Medo

As razões pelas quais o prof. Cavaco pode perder são as mesmas pelas quais pode ganhar. Se o prof. Cavaco, com receio de ofender, deixar a eleição presidencial transformar-se num insípido concurso para o lugar de gestor dos consensos do regime, o “fixe” dr. Soares terá vantagem. Pelo contrário, caso o prof. Cavaco ouse assumir frontalmente a crença num reformismo democrático, em choque com o imobilismo do dr. Soares, poderá entusiasmar o eleitorado traído pelo PS e desiludido pela incapacidade dos actuais líderes políticos. A sua imagem de “outsider” prejudicá-lo-á no primeiro caso, mas jogará a seu favor no segundo. Se quiser ganhar contra o candidato do medo, o prof. Cavaco precisa de mostrar que não tem medo.

31.8.05

Beslan foi ha um ano

Pensamento do dia

O valor de uma candidatura

(...) apercebi-me agudamente do estado de espírito dos portugueses que amplifica a situação de crise económica e financeira que Portugal atravessa (...) é preciso vencer este estado de espírito depressivo


Fonte: Público

Soares acredita que, com o seu ar bonacheirão e as suas bochechas, vamos sair da crise e viver melhor.

Em quem votar...?

Adeus Dr. Soares

Alea iacta est!

Depois de ponderada reflexão estou em condições de responder ao apelo que me foi dirigido por personalidades de vários sectores e obviamento pelo PS. E aceito candidatar-me a Presidente da República.
Não serei um candidato do PS, mas sim um candidato nacional apoiado pelo PS.
Mário Soares (via P.D.)

Fixe, não é?!?

As próximas eleições

Manter o olho no "alvo"

Este desgaste pode comprometer o desenvolvimento da legislatura?

Sim, pode comprometer a legislatura de reforma de que o País precisa. Provoca uma erosão no Governo e quando precisamos de tomar medidas a sério, de mudanças profundas no Estado, já não temos o Governo com a força anímica e política de que precisaria. Por outro lado, o argumento de que tudo é feito para salvar o Estado Social cimentou ideologicamente a ligação do Sócrates e de alguns dos seus apoiantes no PS à chamada ala esquerda do partido, que apoiou o Manuel Alegre. Isto levou a uma situação curiosa quem domina ideologicamente o PS, há muitos anos, é a chamada ala esquerda do partido.

(...)
Como se previne que o Governo volte a cometer os mesmos erros?

Podia-se fazer uma remodelação no núcleo duro. Eu não sei bem quem é o núcleo duro, só sei que não está a funcionar em condições. Politicamente estamos a caminhar para um campo muito estreito. Tenho medo que isto tudo não dê os resultados esperados, que andemos a apertar o cinto em nome do Estado Social e ao fim nem mantemos o Estado Social, nem melhoramos a economia, perdemos muitos anos e perdemos as eleições.

(in DN, via Impertinências)

Sinceridade muito rara ver em deputados dos partidos no Governo. Leitura recomendada!

A ler: entrevista a Vargas Llosa

Pânico e morte

More than 600 people have been killed in a stampede of Shia pilgrims in northern Baghdad, Iraqi officials say.
The incident happened on a bridge over the Tigris River as about one million Shias marched to a shrine for an annual religious festival.
Witnesses said panic spread because of rumours that suicide bombers were in the crowd. Many victims were crushed to death or fell in the river and drowned.
Earlier, mortar rounds had been fired into the crowd, killing 16 people.
About 36 others were injured when four mortar rounds landed close to the Kadhimiya mosque.
Isto acontece no momento em que se prepara o referendo à constituição, a 15 de Outubro. O documento tem o acordo de Xiitas e Curdos e a oposição dos Sunitas.
O terrorismo atingiu um novo patamar. No contexto iraquiano, o pânico, o medo causado por um rumor, foram suficientes para matar.

Sindicato reivindica aumento de desemprego

A CGTP reivindicou na terça-feira o aumento do Salário Mínimo Nacional para 400 euros, a partir de 1 de Janeiro do próximo ano, por considerar que este valor permitiria recuperar algum poder de compra a quem o aufere.

Actualmente o Salário Mínimo Nacional (SMN) é 374,6 euros.
A proposta da CGTP equivale a um aumento de 6% (25 euros) e, a ser aceite pelo Governo, teria impacto directo sobre cerca de 400 mil trabalhadores.
Claro que o referido sindicato teve em consideração o aumento de produtividade e o melhoramento da competitividade das empresas portuguesas...

Presente envenenado

O real problema da esquerda

Professores desempregados

Furacões e keynesianismo

O longo caminho que é a mudança

Um caso para a Autoridade da Concorrência?

Mart Laar

The man who sparked the flat tax revolution is former Estonian Prime Minister Mart Laar. He governed his country from 1992 to 1995 and from 1999 to 2002. When the historian became Prime Minister in 1992 at the age of 32 he knew nothing about economy. Laar’s area of expertise were Europe’s 19th-century national movements. “It is very fortunate that I was not an economist,” he says. “I had read only one book on economics – Milton Friedman’s “Free to Choose.” I was so ignorant at the time that I thought that what Friedman wrote about the benefits of privatisation, the flat tax and the abolition of all customs rights, was the result of economic reforms that had been put into practice in the West. It seemed common sense to me and, as I thought it had already been done everywhere, I simply introduced it in Estonia, despite warnings from Estonian economists that it could not be done. They said it was as impossible as walking on water. We did it: we just walked on the water because we did not know that it was impossible.”

When Laar became Prime Minister, inflation in Estonia was over 1,000%, the economy was falling at a rate of 30%, unemployment was over 30%, 95% of the economy was state-owned and 92% of Estonian trade was dependent on Russia. Today, inflation is 2.5%, economic growth is between 6 and 7%, unemployment is low, the government budget is balanced and there is a high level of investment. Moreover, Estonia is leading the world in the field of e-government.

Contra ou a favor?

A Volkswagen internal panel has proposed building a new sport utility vehicle in Portugal rather than Germany, the company said on Tuesday, driving home its tough line on slashing production costs.
In a veiled warning to high-wage German staff, Europe's biggest carmaker said that assembling the compact SUV in Portugal would cost at least 1,000 euros ($1,232) less per vehicle than it would do in Wolfsburg -- VW's main German base.
Se a fábrica de Palmela ganhar este projecto a Wolfsburg, será que vamos ter greves, manifestações e declarações contra a deslocalização de produção para Portugal?
Ou vamos ter uma onda de regozijo pelos benefícios que os trabalhadores portugueses poderão colher?

Subversão presidencial

(...) por razões históricas, a esquerda alimenta uma visceral desconfiança sobre a capacidade da direita para respeitar as "regras do jogo" na Presidência da República, dado que um presidente sem escrúpulos constitucionais pode subverter impunemente a ordem constitucional (não existe em geral antídoto para as possíveis decisões inconstitucionais de um Presidente).


Vital Moreira, parece esquecer que foi a esquerda quem, no ano passado, subverteu a ordem consitucional. Foi a esquerda quem apoiou Sampaio quando este dissolveu uma Assembleia com maioria parlamentar.

"diz-me quem te apoia, dir-te-ei quem és"

Novo-pobrismo

Mont Pelerin Society em Reykjavik

Os bisavôs e os avôs; os netos e os bisnetos

Ontem, ouvindo o discurso de Manuel Alegre, tomei nota não só da sua ambiguidade mas também das referências à monarquização da presidência, significada pela candidatura de Soares.
Este irá concorrer com o apoio do partido, com Sócrates a ser arrastado por uma candidatura que aparentemente foi uma última solução. Ambicioso e inconsciente do desfazamento dos seus ideais face à realidade do país e face às políticas que vão ser necessárias seguir, Soares não hesitou em desdizer-se sobre as suas pretensões políticas.
Instalado pela 3ª vez em Belém, Soares será o presidente de um país para o qual estão prometidos "choques" que o tirariam do marasmo, onde a reforma do estado se tornou inadiável e terá de ser feita, uma pequena economia aberta num mundo globalizado. Se Sócrates, de uma maneira ou de outra, sabe qual o mundo que espera as gerações que agora se tornam activas, já Soares mantém, ou a eles regressou com mais convicção, os ideais socialistas que marcaram o descalabro económico e social do país. Encontro agora nele, o Soares que retira o socialismo da gaveta. O mesmo que em Novembro passado explicava:

Se não estivéssemos na União Europeia, já tínhamos um golpe militar há muito tempo. Era inevitável, não temos porque não é possível, mas não podemos deixar continuar a correr as coisas. Nesse caso vamos assistir a revoltas, a um mal-estar que passa a ser incontrolável na sociedade portuguesa.


Para Sócrates nunca foi opção apoiar Alegre, depois do marcar de posições na luta para Secretário Geral do PS. Então, como e porquê, pensaria o poeta que conseguiria o apoio do partido? Podemos sempre pensar que se tratou de uma posição idealista ou sermos mais desconfiados e descortinar uma oportunidade de marcar posição contra o PS que não o elegeu SG. Por outro lado, é o mesmo partido que, entusiasmado, irá aos comícios ouvir Soares afirmar-se aquilo que também Alegre é - um socialista de cepa antiga.
Soares não tem de se abster de candidatar porque já foi PR em dois mandatos. Está no seu pleno direito constitucional fazê-lo. É ao PS que irá caber o ónus de justificar o apoio que vai dispensar às ideias que ele exporá em campanha. Cabe a Sócrates explicar porque não conseguiu apresentar outro candidato, quando se tinha apresentado como uma força de renovação e rejuvenescimento dentro do partido, contra Alegre e Soares (filho e pai). Será que a sua geração perdeu o idealismo de Alegre e a ambição de Soares?
Onde estão os cidadãos com mais de 35 anos e menos de 60 anos? Onde está uma geração inteira de socialistas?

E o sonho não comandou a vida...

30.8.05

Miseraveis

Why not ask for the flattening down of hills and mountains they increase the costs of companies located in Alpine areas relative to those of their competitors located in flat lands? Is it not unfair they should incur higher transport costs due to an accident of geography?
Why not ask Spanish tomato growers to compensate Dutch farmers for the lack of sunshine in the Netherlands? After all, are not free heating and lighting unfair commercial advantages?


E porque não reler a "Petição dos Fabricantes de Velas"?

Reviver Barrancos

Brasil e "a bomba"

Brazil's military continued work on an atomic bomb after it was ordered to scrap the program in 1985 and by 1990 had nearly finished building one, a leading nuclear scientist said.

Jose Luiz Santana, the former president of Brazil's nuclear energy commission, known by its Portuguese acronym CNEN, said the military was preparing a test explosion when the program was ultimately dismantled in August 1990. (...)###

In 2003, Brazil's science minister at the time, Eduardo Campos, caused a furor when he said Brazil should pursue "any form of scientific knowledge, whether the genome, DNA or nuclear fission."

Many took the comment to mean Brazil intended to develop nuclear weapons. The government denied having any such goal, stressing that Brazil's constitution bans the use of nuclear energy for non-peaceful purposes.

Brazil's nuclear program again stirred concern last year, when the government announced it was working to enrich its uranium and refused to allow the U.N. nuclear agency to inspect nuclear facilities in Resende, 60 miles southwest of Rio.

The government cited the need to protect industrial secrets. Eventually an agreement was reached allowing the inspections to go ahead with Brazil having to unveil its centrifuges.

O novo guru dos Tories?

E por cá?

La ministra de Medio Ambiente, Cristina Narbona, reiteró hoy que existe "complicidad social" y "tolerancia" con los incendios "no sólo en Galicia sino en toda España", y recordó que en los más de 18.000 incendios que ya se han producido este año "sólo" se ha identificado a 277 causantes.(...)

"No voy a pedir perdón a nadie por haber dicho que hay complicidad social ante el fuego. Quien tiene que pedirlo son los que producen, toleran y consienten los incendios", insistió. (...) es "ingenuo" creer que el incendiario "actúa individualmente".
Será que a ministra espanhola tem razão? E por cá? Será que quem incorre em comportamentos de risco (fazendo queimadas, p.ex.), tem inclinações pirómanas, causa incêndios como vingança (disputas de herança, outras desavenças familiares ou locais) ou inicia fogos com fins económicos é encoberto pela comunidade local?
Ou será que, afinal, o número de incêndios de causa humana é bem menor do que se pensa?

A quem aproveita o proteccionismo? - IV

"I cannot accept that EU retail businesses should be penalised unfairly by the agreement with China," [Trade Commissioner Peter Mandelson ] added. "I have set in motion procedures to unblock the goods that have been caught,"(...)

Mr Durieu [EU's retailers representative] accused Brussels of failing to foresee the problem - which had forced companies to either pay out extra for new goods to fill their shelves amid fears empty shops would scare off customers, or lose their profits as their stocks remained locked in warehouses.(...)

"It is very possible that towards November or December you will see prices rising across the UK simply because there is not enough capacity now to produce the kind of cheap goods that China has excelled in," said Alisdair Grey, from the British Retail Consortium.
But despite widespread claims that China is flooding western markets with cheap goods - some manufacturers worst hit by the quota system are actually owned by European firms(...)
Não tenho grandes dúvidas que a lição não foi aprendida. O proteccionismo ainda tem uma grande esperança de vida.

29.8.05

Planeamento central do consumo

[O] secretário-geral da Associação de Defesa do Consumidor (Deco), Jorge Morgado, destaca o papel do "lobby financeiro, que quer taxas [de IVA] mais baixas para conseguir vender maiores quantidades". Assim, "em vez de terem um papel de guiar o consumo, os impostos não seguem, muitas vezes, uma lógica social".
(...)
Para o responsável da Deco, seria desejável, por vezes, fazer uma discriminação dentro da mesma categoria. "Por exemplo entre a papa e os biscoitos para crianças ou entre o pão de forma e o de padaria. São questões que poderiam ser analisadas".

(in Diário de Notícias)
E eu pensava que a Deco defendia os direitos de todos os consumidores...

Destaque da semana

Sr. ministro, quer uns patins?

Uma Comissão de Avaliação do Estudo de Impacte Ambiental (CA IA), nomeada em 1998 pelos então ministros Elisa Ferreira e João Cravinho, 'chumbou' por falta de fundamentação técnica o Estudo Preliminar de Impacte Ambiental (EPIA) realizado na Ota e em Rio Frio pela empresa pública NAER, Novo Aeroporto SA. Este estudo esteve na base da opção política pela Ota, em detrimento de Rio Frio. No parecer, a que o DN teve acesso, os peritos afirmaram que as conclusões do estudo da NAER "não são suficientes ou válidas como elementos de base para a tomada de decisão".

O EPIA foi, aliás, um argumento invocado pelo actual ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC), Mário Lino, num artigo publicado a 11 de Agosto no Diário Económico, em defesa da opção pela Ota. Mário Lino escreveu que "foi na sequência deste processo de avaliação de impacte ambiental que o XIV Governo tomou a decisão política de prosseguir o desenvolvimento do processo relativo à construção do novo aeroporto da Ota". O ministro, no entanto, não fez qualquer referência às conclusões do parecer.

(in DN, via Grande Loja do Queijo Limiano)
Leitura obrigatória.

Me aguardem!

No jantar vou falar. Amanhã vou dizer tudo o que tenho a dizer. Sobre as presidenciais, sobre o apoio do PS a Mário Soares.
Manuel Alegre abre o apetite para o jantar com seus apoiantes de Viseu, amanhã. Valha-nos S. Mateus...

Carmona boys

Carmona Rodrigues: Numa tentativa de estar bem com a minha consciência – sou uma pessoa de princípios – se tinha inicialmente dado abertura à inclusão de um nome na lista da Assembleia Municipal, e tendo o PSD inviabilizado essa hipótese, disse: olhe, apesar de tudo, se não houver viabilidade para isto, haverá viabilidade de outra forma.

Sábado: O que quer dizer com "outra forma"?

Carmona Rodrigues: Falei de outra forma de participar, algo ligado à autarquia, que poderia passar por uma consultoria ou qualquer coisa. O que aliás são coisas normais.

Sábado: E o que seria essa consultoria?

Carmona Rodrigues: Qualquer coisa, não faço ideia, ficou assim no ar.

(no Viva Espanha, via quando-o-blog-BATE-MAIS-FORTE)
"Coisas normais" talvez. Mas não éticas, cara "pessoa de princípios"...

Opções estratégicas condicionadas

(...) em Setembro vai ser possível assistir a um acto[*] que simboliza aquilo que é necessário para o crecimento da economia: o apoio político que não cria obstáculos ao desenvolvimento empresarial. Quanto à opção estratégica que encerra não me parece que fosse mau para Portugal ser visto como uma espécie de Florida da Europa.

[*Implosão das torres de Tróia]
Diogo, já há dois anos um "primeiro ministro" fez semelhante proposta estratégica. Uma das razões porque os empresários ainda não apostaram neste segmento de mercado deve-se, penso eu, à dificuldade em conseguir-se o aval do Estado para a construção de hospitais privados (factor essencial para atrair os idosos europeus).

Um post(al) para o Governo

Se receber um postal do Governo com a mensagem "Poupe Água", retribua a gentileza enviando um postal com a mensagem "Poupe Dinheiro"...
Apropriado!

(Des)ordem

1. Empresa destinatária
Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas.

2. Sector de actividade/mercado relevante
Actividade dos Técnicos Oficiais de Contas desenvolvida em regime independente - mercado do serviço; desenvolvida no território nacional - mercado geogáfico.

3. Infracção presumida/Posição da DGCC
Decisão de associação que vem fixar o montante mínimo de honorários a praticar pelos Técnicos Oficiais de Contas - violação do art. 2.º n.º 1 alínea a) do Decreto-Lei n.º 371/93, de 29 Outubro.

4. Decisão do Conselho da Concorrência
A Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas ao fixar, com carácter vinculativo, os honorários mínimos a cobrar por serviços prestados por técnicos oficiais de contas através do disposto no Código Deontológico dos Técnicos Oficiais de Contas, violou o art. 2.º, n.º 1, alínea a) do Decreto-Lei n.º 371/93, de 29 de Outubro, com uma decisão de associação de empresas que directamente se traduz nos preços dos serviços a prestar pelos associados, intervindo na sua determinação pelo livre jogo do mercado.
Em consequência, foram consideradas nulas as disposições relativas à fixação de honorários mínimos devendo ser imediatamente retiradas, foi fixada uma coima de 20 000 000$00 (vinte milhões de escudos), e ainda, determinado que a Câmara enviasse a todos os Técnicos Oficiais de Contas nela inscritos cópia integral da Decisão do Conselho, bem como se procedesse à publicação da mesma decisão na íntegra, na III Série do Diário da República, e da parte decisória num jornal de expansão nacional.

5. Sentença do Tribunal de Comércio
Inconformada, a Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas impugnou judicialmente a Decisão do Conselho.
O Tribunal decidiu julgar parcialmente procedente a impugnação, revogando parcialmente a decisão administrativa. Assim sendo, absolveu a arguida da prática dolosa da contra-ordenação de que vinha acusada, condenando-a pela prática negligente da mesma contra-ordenação, fixando o montante da coima em 10 000 000$00 (dez milhões de escudos). No mais, condenando nos termos da decisão da autoridade administrativa.
Porque, então, demorou a Autoridade da Concorrência 4 anos e meio a decidir sobre semelhante violação por parte da Ordem dos Médicos Dentistas (ver nº2 do Artigo 22º)?

Pôr as cartas sobre a mesa

Dôr de dentes para a Ordem

Está proibida a fixação de preços mínimos nos serviços médicos dentários. A decisão é da Autoridade para a Concorrência.(...)
O argumento é que os dentistas violam uma regra básica da concorrência ao fixarem uma tabela de preços mínimos para os seus tratamentos. Outra ilegalidade é que a própria Ordem impõe essa tabela no Código Deontológico.
Para a Autoridade da Concorrência, esta prática viola a liberdade de fixação de honorários e cria barreiras aos médicos dentistas recém-licenciados, que não podem praticar preços mais baixos como forma de angariar clientes.
Para os utentes, está em causa a liberdade de escolha pelo critério do preço do serviço.

Ordens... Esses baluartes da liberdade de concorrência...
Este fim de semana, alguém me tentou convencer que estas corporações prestavam serviços insubstituíveis à comunidade. Ainda não foi desta que fiquei convencido.

Será que o MNE também vai lutar pela sua libertação?