3.6.06

Interpretação autêntica... ou não?

Relativismos culturais...

Mesmo do mal pode resultar o bem (2)

Andrea Ermini, de 28 anos, trabalha em Florência (Itália). Há um ano leu ‘O Código Da Vinci’ e ficou surpreendido com retrato que o romance faz do Opus Dei. Investigou e… hoje pertence a esta instituição católica: “Graças a Dan Brown descobri a beleza da fé”, diz.

Che: Anatomia de un Mito

Onde estão os monges albinos de Dan Brown?

O Prelado do Opus Dei, D. Javier Echevarría, ordenou 34 sacerdotes a 27 de Maio, na basílica de Santo Eugénio (Roma).

pequena fuga

A César o que é de César...

"A segurança da Câmara dos Deputados confirmou nesta quinta-feira que
nove deputados receberam envelopes contendo material parecido com fezes.
A maioria dos parlamentares é da base aliada e três deles são acusados
de participar do esquema chamado de 'mensalão'.
(...)
Os parlamentares que receberam o envelope foram: João Alfredo (Psol-CE),
Gilmar Machado (PT-MG), João Fontes (PDT-SE), Iara Bernardes (PT-SP),
José Mentor (PT-SP), Durval Olato (PT-SP), Irineu Colombo (PT-PR) e José
Janene (PP-PR)."

Deputados federais recebem fezes pelo correio

(via Terra)

Evo Morales: "Cuba é uma democracia"

Liberalismo, objectivismo e contrato social

Teoria austríaca do monopólio

Sugestão de leitura

The situation we are in, and have been in for several generations, is one in which intelligent, representative government is increasingly impossible, simply because of the sheer size and scope of government. If we want a government that is controlled by our representatives, we need a government that is sufficiently limited in size and scope for it to be humanly possible for our representatives to know and understand what it is doing and what is being suggested that it do.
For the people's representatives to regain control of the government, its size and scope must be radically reduced.
(…)
That is our government today: a train wreck, a thousand train wrecks, just waiting to happen.

2.6.06

Post intimista num saco de gatos

Deve ter sido obra de algum assessor maroto...

O grave caso do tradutor sem "bases científicas"

Se o Rui Oliveira parasse para pensar, talvez concluísse que o facto que refere só é possível justamente por o homem então não existir. O homem não podia existir nessas condições.

Exactamente! Se o Rui Oliveira parasse para pensar (e desde que em vez de usar a lógica, se servisse de "bases científicas" como as do Filipe Moura), perceberia imediatamente que o facto a que aludiu (de há cerca de 55 milhões de anos o Árctico ser uma espécie de paraíso subtropical) só foi possível por o homem então não existir, o que é uma revelação notável. A influência antropogénica sobre o clima é de tal modo forte que não só a acção humana provoca o aquecimento (ou arrefecimento, conforme a moda do momento) global, como foi a própria não existência do homem há 55 milhões de anos que possibilitou as condições climáticas do Árctico que se terão verificado nessa altura.

Torna-se assim evidente que são muito mais importantes as "bases científicas" invocadas pelo Filipe Moura do que a lógica friamente aplicada pelo Rui Oliveira (já referi que o Rui é tradutor e se atreveu a escrever sobre alterações climáticas?).
Aliás, se caíssemos no erro grosseiro de avaliar os textos do Filipe Moura por padrões lógicos, seríamos forçados a concluir que o FM indicia estar perigosamente próximo de uma situação de irremediável indigência mental e/ou configura um agudo caso de iliteracia. Uma coisa é certa: eu não confiaria numa tradução feita pelo Filipe Moura.

Educação no Chile

"Durante más de 16 años ha extraído a los contribuyentes más y más recursos para educación, hasta casi cuadruplicarlos en términos reales. ¿Y cuál ha sido el resultado? Los alumnos siguen fracasando en las pruebas de rendimiento y están a la zaga en las comparaciones internacionales. ¿Por qué? Porque los recursos terminan beneficiando a la burocracia vinculada a la educación y no a la calidad de la misma."

Hermógenes Pérez de Arce, "Chile, el problema es la Concertación"

(via El Cato)

Detalhe: é sempre bom recordar que problemas com a educação determinaram o começo do fim do governo da UP na década de 1970... Foi por outras razões, isso está claro, mas o tema é sempre polemizador para os chilenos.

Digam-me que não é verdade! (2)

Digam-me que não é verdade! (1)

A direcção do Grupo Parlamentar do PSD demarcou-se esta sexta-feira da autoria e da responsabilidade pela apresentação de um projecto de resolução no Parlamento para instituir o dia 6 de Junho como o «Dia Nacional do Cão».

Fonte oficial da direcção da bancada social-democrata referiu à agência Lusa que «o projecto de resolução sobre o Dia Nacional do Cão não é uma iniciativa do PSD, mas sim de uma iniciativa de um grupo de deputados, entre os quais [o líder parlamentar do PSD] Marques Guedes».
[fonte: Diário Digital]

Processo de ensino/aprendizagem exige dentes afiados

A auxiliar de educação Noémia Graça trabalha na Secundária Macedo Fragateiro há 13 anos, mas não vai esquecer tão cedo o dia 30 de Maio de 2006. Cerca do meio-dia, no pavilhão das oficinas, advertiu uma aluna para a proibição de fumar, ordenando-lhe que apagasse o cigarro.
A estudante, de 18 anos, residente em S. Vicente Pereira, não só se negou a fazê-lo, como ameaçou a funcionária que a queimava, assim que a mão dela tocasse na sua para lhe tirar o cigarro. «Disse-me que me mordia se eu não a largasse, e passou mesmo das palavras aos actos», explicou a vítima. Ao mesmo tempo que mordia a auxiliar de educação, arranhou-a e pontapeou-a nas pernas, obrigando-a a receber tratamento hospitalar.
As agressões foram presenciadas por dois professores e vários alunos. Alguns deles, sob anonimato, confirmaram a versão contada por Noémia Graça.
(via Tomar Partido)

O "fotógrafo" estatista

uma coisa é certa: menos impostos significariam menos (ou piores) serviços públicos.
Caro VM, tomei a liberdade de o corrigir: uma coisa é certa: menos impostos significariam mais (e melhores) serviços privados.

Nota final: até os americanos começam a preferir os serviços privados de saúde indianos!!!

Selecção Nacional

Por enquanto, desregulados.

The scope of planned new European Union rules to regulate audiovisual content will be narrowed to exclude blogs, personal clips and other "non TV-like" images, a senior EU lawmaker said on Friday.(...)
"The crucial point is defining the scope," Ruth Hieronymi, the centre-right MEP steering the bill in the European Parliament, told reporters at the end of a two-day hearing.
The Commission's intention was not to include blogs and other non broadcast type output, but the legislation needs clarifying to ensure this will be the case, she said.(...) ###
Content under the bill's scope should have an element of "editorial responsibility" or where editorial decisions are involved in services for a mass audience, Hieronymi said.(...)
Ofcom [British media watchdog] told the hearing that unless the scope was altered, the bill would encompass videoblogs, online video games and individuals that create their own clips on sites such as YouTube and MySpace.
"All of these services are almost the diametrical opposite of the mass media which is our claimed target," Ofcom's Tim Suter said.

A (estranha) reacção do PS

3. São várias as razões que justificam o carácter excessivo e desproporcionado do dispositivo previsto no artº 3º do diploma, a saber:

a)os partidos ou listas de candidaturas que não aceitassem ou não pudessem cumprir os critérios do diploma, poderiam ficar impedidos de concorrer a eleições, o que constituiria uma severa restrição à liberdade e pluralismo das opções próprias da democracia representativa;

b)a liberdade de cada partido para organizar as suas listas, de acordo com a vontade dos seus órgãos democraticamente eleitos, seria limitada de forma exorbitante;

c)a constituição de listas nas eleições locais seria seriamente dificultada em certas zonas menos povoadas e mais envelhecidas do País;

d)a liberdade de escolha do eleitorado relativamente às listas de cidadãos seria restringida, sem fundamento razoável, mediante a inclusão artificial e forçada em lugares elegíveis de candidaturas desconhecidas ou não desejadas, de um ou outro sexo.

Coisas que acontecem uma vez na vida

«As razões são válidas. Vêm ao encontro das preocupações que colocámos na discussão na Assembleia da República»(...)«Nós não temos nenhuma razão para alterar a nossa posição ao mecanismo que o PS propôs, que consideramos um caminho que não é o indicado para fomentar uma maior participação das mulheres»
Bernardino Soares do PCP

O deputado comunista tem a minha concordância.

Guardem bem esta frase, porque provavelmente não a repetirei nunca mais.

Ah, ele é isso!?

«É forçoso notar que não suscitou a inconstitucionalidade da lei, tomou uma posição política conservadora, contrária ao incremento da participação política das mulheres»
Luís Fazenda do B.E.

Aníbal Cavaco Silva começa a mostrar o seu verdadeiro rosto.
Impõe-se uma manifestação imediatamente.
Como está o vosso saldo de SMS's?

Sobre a viabilidade de "exportar" a democracia liberal

The term “nirvana fallacy” was first used by the economist Harold Demsetz to describe the comparison of real markets to ideal government institutions lacking imperfection. Such a comparison leads to the conclusion that government intervention is required to overcome the failures of markets. Flawless government intervention is desirable when compared to imperfect market outcomes.

(...)

A similar fallacy often applies to reconstruction efforts. In the context of reconstruction, a nirvana fallacy occurs when it is assumed that, in the face of a weak, failed or illiberal government, external occupiers can provide a better outcome relative to what would exist in the absence of those efforts. This is not to say that reconstruction efforts can never have beneficial effects, but neither can it be assumed that occupation will yield beneficial outcomes.

O comunismo como ideologia mortal

Até que enfim...

Cavaco Silva considera, no comunicado, que «os partidos ou listas de candidaturas que não aceitassem ou não pudessem cumprir os critérios do diploma, poderiam ficar impedidos de concorrer a eleições, o que constituiria uma severa restrição à liberdade e pluralismo das opções próprias da democracia representativa».

Por outro lado, argumenta, «a liberdade de cada partido para organizar as suas listas, de acordo com a vontade dos seus órgãos democraticamente eleitos, seria limitada de forma exorbitante».

Em terceiro lugar, o Chefe de Estado alerta que com a imposição de quotas, nas eleições locais, a elaboração das listas «seria seriamente dificultada em certas zonas menos povoadas e mais envelhecidas do país».

Por último, Cavaco Silva avisa ainda que «a liberdade de escolha do eleitorado relativamente às listas de cidadãos seria restringida, sem fundamento razoável, mediante a inclusão artificial e forçada em lugares elegíveis de candidaturas desconhecidas ou não desejadas, de um ou outro sexo».

Se

Sobre o "bom senso" estatista e situacionista

A realidade como espelho do nosso excesso identitário*

Quase 40 por cento acredita que Portugal chegará à final


* Do artigo de JPP no Público de ontem.

Fossem outros os personagens...

começa a haver um lastro significativo de trapalhadas que envolve alguns dos (...) ministros [deste governo]

O ataque dos gafanhotos

A CONSORTIUM of venture capital firms is preparing a €14 billion (£9.6 billion) bid for Portugal’s biggest phone group in a further private equity assault on the telecoms market, The Times has learnt.
It is understood that six houses — Cinven, Permira, Providence, Blackstone, Texas Pacific and KKR — are close to tabling an offer for Portugal Telecom that could be just weeks away.(...)
The private equity consortium is expected to bid substantially higher than Sonae’s offer of €9.50 a share to have any chance of success.(...)
Any offer for Portugal Telecom could face a government veto. Although it has sold out of the group the Government retains a golden share, giving it a say in any foreign sale.
[The Times]
Será que o governo (do alto da sua posição dourada) recorrerá à descrição popularizada o ano passado pelo então presidente do SPD, Franz Müntefering, sobre o papel predatório das "private equity firms", para se negar a negociar com este grupo de investidores?

I beg to differ

A quase-refinaria

Dúvidas existenciais

«Temos dúvidas quanto à cindibilidade entre a propriedade da farmácia e a sua direcção técnica», salientou Ribeiro e Castro, no final de audições com a Associação Nacional de Farmácias e a Ordem dos Farmacêuticos no âmbito no Conselho Económico e Social do partido.
Será que as dúvidas de Ribeiro e Castro se extendem às restantes actividades económicas?

[fonte: Diário Digital]

Se o socialismo dá mau resultado, negue-se a realidade

Privatizar os empresários frustrados

Um dos comentários mais frequentes que se ouvem quando se discute o mau desempenho da economia portuguesa é o de que temos falta de empresários e que os que temos são frágeis e pouco capacitados. Frequentemente, esta argumentação acaba a maldizer os empresários e a sustentar a necessidade de um papel mais intervencionista do Estado, como forma de colmatar a deficiência.

(...)

Terceiro, a invocação na necessidade da intervenção “compensadora” do Estado encerra em si uma contradição com um elevado potencial transformador. De facto, tal invocação pressupõe que, pelo menos nalguns casos, o Estado consegue fazer melhor do que os empresários. Isto é, prolongando o argumento, que o Estado pode ser melhor empreendedor do que os empresários. Mas como o Estado é uma entidade abstracta, a sua acção é assegurada por pessoas concretas. O que quer dizer, continuando o argumento, que o Estado tem, dentro de si, melhores empresários do que os empresários propriamente ditos.

Mas então se os empresários que estão no Estado são melhores do que os que estão “cá fora”, porque é que aqueles não vêm cá para fora – isto é, criar ou gerir empresas – e ser empresários a sério, em vez de ficarem refugiados sob a capa protectora do Estado? Ou, por outras palavras, porque é que os melhores empresários em potência recusam o risco de ser empresários reais?

Talvez por isso o melhor contributo que um Governo poderia dar ao empreendedorismo seria privatizar os empresários frustrados que, deslocadamente, parecem abundar no Estado.

O moralista antifutebol

O moralista antifutebol lamenta, entre o paternalista e o indignado, a devoção do povo ao culto pagão, como se o povo devesse, em vez disso, dedicar--se à leitura compulsiva do teatro camoniano ou à reflexão sobre filosofia analítica anglo-saxónica. O moralista antifutebol é, evidentemente, uma pessoa muito séria, cuja vocação consiste em dar reguadas aos meninos que ainda não soletram bem e para quem o futebol é a continuação do recreio dentro desta enorme sala de aula que é o mundo.

1.6.06

Sobre Saramago e o "Plano Nacional de Leitura"

Sócrates por um Portugal do Minho a Timor?

O espectro da guerra civil em Timor (2)

O major Alfredo Reinado, que abandonou o comando das forças armadas timorenses, anunciou hoje que assumiu a liderança de «todas as forças militares nas montanhas» e reiterou a exigência da demissão do governo de Mari Alkatiri.

«A nomeação de novos ministros não altera nada, não resolve a situação», disse Alfredo Reinado, contactado telefonicamente pela Lusa na sua base nas mo ntanhas a sul de Díli.

O espectro da guerra civil em Timor (1)

Numa entrevista publicada pelo jornal ‘Ponto Final’, de Macau, Alkatiri defendeu que se não tivesse travado os apoiantes da sua liderança na Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), partido que apoia o governo, estes teriam ‘inundado’ a cidade de Díli.

De acordo com as palavras do primeiro-ministro timorense, os esforços que desenvolveu impediram que entre 100 mil e 200 mil apoiantes do governo tivessem entrado na capital, o que, no seu entender, evitou uma eventual guerra civil no território.

Esta quinta-feira, durante a comunicação que fez ao país, para anunciar as demissões dos ministros da Defesa, Roque Rodrigues, e do Interior, Rogério Lobato, Alkatiri voltou a responder àqueles que pedem a sua saída do governo, garantindo que isso só acontecerá se a Fretilin assim o decidir.

Debate sobre o papel dos cronistas

ENTRELINHAS convida a blogosfera nacional para um debate sobre "O papel dos cronistas: peixes dentro ou fora de água?", com

Miguel Poiares Maduro
Rui Tavares
Pedro Mexia
Luciano Amaral
Pedro Lomba
e Maria de de Lurdes Vale (moderadora)

Terá lugar no Café dos Teatros (Rua António Maria Cardoso, 38, em Lisboa, Chiado), no próximo sábado, 3 de Junho de 2006, pelas 18h30, e assinalará a apresentação do livro «Crónicas de um peixe fora de água» , de Miguel Poiares Maduro.

Algum dia teria de ser

O importante é que haja dinheiro para gastar

"Europe's Good Intentions Have Gone Sour"

Meanwhile, at home, Europeans cited cutthroat competition and unbridled individualism as additional contributory causes of the prior strife and unhappiness.
So in response to the errors of the past, Europeans systematically expanded the welfare state. They welcomed in immigrants. Politicians slashed defense spending, lowered the retirement age and cut the workweek. Voters demanded trade barriers to protect the public from the ravages of globalization. Either to enjoy the good life or to save the planet, couples forswore children.
But instead of utopia, unintended consequences ensued. Unemployment soared. Dismal economic growth, shrinking populations and a scarier world outside their borders followed. Abroad, even the much-heralded "soft power" of a disarmed Europe could only bring attention to, not stop, the killing in Darfur. Meanwhile, China and India are no longer inefficient socialists but breakneck capitalist competitors. Indeed, they have thrown down the gauntlet to the Europeans: "Beware! Workers of the world who labor harder, longer and smarter deserve the greater material rewards!" In this new heartless global arena, apparently few will abide by the niceties of the European Union. RCP

Ayaan Hirsi Ali na América

These days, Hirsi Ali reports, she's working on a book about Enlightenment values - Voltaire remains a great hero. She plans to have it translated into Arabic, Urdu, and other key languages and distributed around the world in video and audio.

"I'm going to resurrect Muhammad, and he's going to have conversations with [British philosopher Karl] Popper and me and [economic theorist Friedrich] Hayek."

Hirsi Ali smiles. "I hope I live long enough to complete it," she says.

Fiscalidades

O Helder publica dois posts, aqui no Insurgente, sobre matérias fiscais, que me merecem alguns comentários:

Fiscalidade Automóvel (Portugal V Espanha): as regras sobre a fiscalidade automóvel são distintas, pelo que não é possível estabelecer um paralelismo exacto; o preço final das viaturas deve ser comparado caso a caso. O que posso afiançar é que, à saída (preço final), em Espanha as viaturas são muito mais baratas, desde logo porque o IVA é de 16% (e não de 21%), e porque o Imposto Automóvel (que funciona como imposto de matrícula) é muito inferior (embore a diferença varie em função do tipo de viatura). A isto acresce que em Portugal se verifica um facto único de dupla tributação económica, na medida em que o IVA incide sobre o preço-base da viatura acrescido do IA (ao contrário dos restantes países que têm IA - nem todos o têm - onde o IVA incide apenas sobre o preço-base). Noto que em Portugal a tributação automóvel representa 1% do PIB; enquanto que em Espanha representa 0,1% do PIB. Os preços-base das viaturas em Portugal são mais baixos do que em Espanha, fenómeno normal, na medida em que está demonstrado que os países com tributações mais altas no automóvel são os que têm preços-base mais baixos: os Estados induzem a este comportamento dos agentes, e ainda canibalizam esta eficiência do mercado.
###
Modificações à Sexta Directiva: A alteração do Princípio do Destino para o da Origem vai mexer com o jogo de criação do preço, mas porque as especificidades estatais a isso conduzem, e não porque desapareça qualquer "isenção": as transacções intracomunitárias estão hoje isentas de IVA, mas o adquirente tem de seguida de liquidar IVA no País de Destino quando introduz o bem no consumo; o facto de se alterar o princípio, e o IVA passar a ser devido na Origem apenas modifica o destinatário final da receita fiscal, mas não o custo fiscal da operação. O preço poderá oscilar, sim, mas porque existem diferenças significativas de taxa entre os diversos Estados-membros; altera-se ainda o beneficiário da receita; as novas regras favorecem as economias exportadoras em relação às importadoras: o IVA pode passar a recompensar o Estado de quem produz e não do que consome. Em alguns casos pontuais pode haver operações que passem a sofrer uma maior incidência de IVA, mas apenas porque a mudança das regras arrasa algumas lacunas e interpretações que conduziam à inexistência de tributação no caso de operações bem trianguladas, sem expressão contudo em Portugal, Estado periférico, mas com algum peso económico sobretudo na Europa Central, onde o factor proximidade e a integração económica permitiam que se explorassem, dentro da legalidade (em alguns casos confirmadas pelo Tribunal das Comunidades), soluções fiscais muito interessantes, em diversos sectores; reduz-se ainda o risco de fraude, embora esta seja imprevisível, pois a imaginação dos agentes é sempre um factor a ter em linha de conta. Uma coisa é certa: a "guerra" em redor das alterações à Sexta Directiva não gira à volta do aumento global da receita do imposto (nem todos os Estados-membros estão com as contas públicas em "roda livre"); pretende-se, sim, adaptar o regime legal às mudanças, torná-lo mais simples na cobrança e eficaz no combate à fraude, o que não significa que, no final, alguns Estados não venham a ser beneficiados em detrimento de outros.

O Estado português, aliás, terá de estar particularmente atento, pois o equilíbrio das contas públicas depende demasiado do IVA e da sua performance - este é o imposto "campeão" de receita - e algumas das regras aventadas podem limitar, no nosso contexto, as actuais bases tributáveis. A aposta no crescimento económico e no equilíbrio da receita fiscal assente no consumo - de que Bagão Félix foi o mais recente artífice, beneficiando conjunturalmente este governo - é, neste contexto, frágil, não só porque funciona apenas como paliativo de curto prazo, mas também pelos efeitos nefastos que poderá ter perante a mudança de paradigma: caso se passe a recompensar fiscalmente os Estados que produzem e exportam, avizinham-se dificuldades adicionais.

Rodrigo Adão da Fonseca

Passos Perdidos

O Nobel das contradições

Feeding the beast

A deslocalização neo-liberal

31.5.06

A responsabilidade das politicas neo-liberais dos governos de direita

Arkham Asylum

a despesa pública só descerá quando diminuírem os impostos. Só perante menos receita é que os Governos se decidirão a gastar mais racionalmente
Pinho Cardão

Um artigo com gratificação

Quem manda em Timor?

Milhões de acções de propaganda governamental

São milhões atrás de milhões aqueles que o governo anuncia desde que tomou posse. Milhões de euros em milhões de investimento em milhões de notícias. A acreditar no governo e nos jornais, a esta altura do campeonato, a nossa economia não só já inverteu o ciclo como deve estar a crescer acima dos milhões da média chinesa.

Uma crónica do quintal de Lukashenko

Temos Doutor

Violência em França

Bush escolhe Henry M. Paulson para o Tesouro

Mesmo do mal pode resultar o bem

Alterações climáticas

AdC vs. OM

Pontos de Fuga

Nos meus últimos pontos de fuga abordei a ausência de referências democratas cristãs na fundação do CDS. Tenho defendido que o CDS não nasceu para ser um partido democrata cristão e um dos motivos mais fortes para tal facto é o de não encontrarmos, na lista dos seus fundadores, nenhum dos nomes cimeiros que poderiam considerar-se, à altura, democratas cristãos. Recuemos um pouco no tempo para tentar perceber porque é que tal aconteceu, recuperando algumas ideias e notas que já fui deixando no aAdF.

Ao contrário do que sucedeu em grande parte da Europa Ocidental, o pós-guerra não foi um momento de ruptura na vida política portuguesa, não se assistindo aqui ao surgimento de uma alternativa política assente na democracia cristã. Ainda que as relações entre o Estado Novo e a Igreja Católica tivessem sofrido alterações nesse período, o certo é que essas alterações, apesar de significativas, não serviam, para afastar a ideia de que o catolicismo era a “argamassa do Estado Novo”. Foi sensivelmente neste período de pós-guerra que alguns grupos da Acção Católica começaram a manifestar divergências com o regime de Salazar, tendo por isso mesmo sido apelidados de “católicos progressistas”. ###

Desde a Associação Católica Portuguesa e as suas estruturas autónomas, às revistas Encontro e O Tempo e o Modo, passando pela Editora Moraes, surge todo um empenhamento dos católicos na vida política portuguesa, ainda que a expressão destes grupos se tenha ficado, quase sempre, pela actividade cultural e filosófica devido às limitações políticas existentes no Regime.

A carta de D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, a Salazar, no dia 13 de Julho de 1958, no qual este lhe lançava um “repto pastoral à recuperação da Doutrina Social da Igreja”, bem como toda a sua acção, alicerçada quer na doutrina social da Igreja, quer no seu trabalho pastoral, desempenharam um papel verdadeiramente dinamizador da consciência dos católicos que começavam divergir do regime, os quais, genericamente, se poderiam considerar democratas cristãos. Ao mesmo tempo, a Editora Moraes, sob a direcção de António Alçada Baptista e, um pouco mais tarde, a revista O Tempo e o Modo , também sob a primeira direcção de António Alçada Baptista, encarregaram-se de dar voz aos pensadores personalistas e democratas cristãos, propiciando um fórum de difusão de ideias onde se reuniram os nomes mais significativos da geração de católicos em oposição com o regime.

Outros católicos, um pouco mais tarde, tentaram estabelecer uma via de compromisso, colaborando na medida do possível com o regime de Marcello Caetano, formando o chamado grupo dos tecnocratas, ou formando uma oposição parlamentar (Ala Liberal). Também a Ala Liberal era profundamente influenciada pelos movimentos associativos dos católicos ditos progressistas, nomeadamente José Pedro Pinto Leite, o mais destacado dos deputados da Ala Liberal, muito ligado à revista O Tempo e o Modo e Francisco Sá Carneiro, católico fervoroso e muito ligado ao Bispo do Porto, por cujo regresso batalhou e cujo exílio nele despertou uma forte convicção política , forjada em torno do pensamento de Emmanuel Mounier.

Deste movimento intelectual dos vários grupos de católicos quase nunca ganhou se caminhou para um movimento de contornos políticos, como reclamava o Bispo do Porto, à excepção da Ala Liberal. A grande maioria destes católicos não se identificava de pleno com os movimentos políticos democratas cristãos europeus e não pretendia ser tomada como “a nova direita ou a direita do futuro”, mas antes como um conjunto de “leigos para os novos tempos”. Nestes termos, foram raras as tentativas de se caminhar para um movimento político designado de democrata cristão alternativo ao socialismo e comunismo nascidos na clandestinidade e que se assumiam como a única oposição ao regime. O que parece ser evidente é que os católicos estavam mais identificados com a filosofia democrata cristã do que propriamente com as correntes políticas que normalmente nela se baseavam, ficando talvez mais próximos do socialismo, sobretudo depois dos acontecimentos de Abril de 1974, do que propriamente da democracia cristã. O pós revolução não veio alterar esta realidade.

Em Nota Pastoral publicada em 4 de Maio de 1974, os bispos portugueses advertiram a comunidade portuguesa que a Igreja era uma organização isenta e independente e que, como tal, não aceitaria a reivindicação da sua autoridade por parte de nenhum movimento político. Este foi o primeiro sinal de vários outros dados pela Igreja no sentido de que esta se iria abster de fomentar um partido que albergasse os católicos portugueses sob a égide da democracia cristã. A Igreja estava não só demasiadamente comprometida com o anterior Regime como também estava consciente de que partilhava esse comprometimento com grande parte da comunidade católica. Por esta razão, o período revolucionário que se iniciava não era propício à formação, pelo menos com base e com apoio da Igreja, de um partido democrata cristão como fora tradição em muitos países europeus. Mais do que isso, a Igreja incitou à filiação dos católicos em vários partidos, considerando que nem todos os socialismos estavam dominados por ideologias inaceitáveis para um cristão.

Como se adivinhava pela forma como (não) estavam organizados os católicos progressistas, não existiu, da parte destes, um êxodo maciço ou organizado para nenhum partido específico. A maior parte optou pelo PS ou pelo PPD, mas outros houve que seguiram caminhos tão díspares como o PCP, o MES, o CDS ou mesmo o PPM. Tal como acontecera com o período do Estado Novo, os católicos progressistas não enveredaram pela formação de uma verdadeira alternativa política, quer porque a sua ideologia política era heterogénea, quer porque o ambiente político vivido após a revolução a isso não aconselhava, ou ainda por que da hierarquia da Igreja, ou de algumas figuras destacadas da mesma, como D. António Ferreira Gomes, não partiu qualquer iniciativa relevante nesse sentido.
E ao pulverizarem-se as diversas referências que poderiam considerar-se democratas cristãs por diversos partidos, se pulverizou também o eleitorado que genericamente poderíamos considerar democrata cristã, com isso comprometendo a possibilidade de existência de um verdadeiro e autonomizável eleitorado democrata cristão.

Descubra o erro

Carlos Graça, delegado de Beja da IGT [Inspecção-Geral de Trabalho], explicou à agência Lusa que "foram inspeccionadas três propriedades de montado na zona de Almodôvar e detectados 42 trabalhadores em situação ilegal de trabalho não declarado, a totalidade das pessoas fiscalizadas".(...)
"Há casos de trabalhadores que, durante o Verão, deixam os seus empregos para ganhar dinheiro extra a tirar cortiça e casos de pessoas que estão a receber subsídio de desemprego, rendimento de inserção ou reformas por invalidez", exemplificou.
Segundo Carlos Graça, durante a campanha da cortiça, entre Maio e Agosto, um trabalhador pode ganhar até 10.500 euros, "dinheiro que simplesmente não é declarado".(...)
"Trata-se de acções que pretendem fiscalizar uma actividade não declarada em absoluto, tirando-a da economia subterrânea", explicou.

[AMR]
Onde está o erro?
Em cada um tentar, da melhor maneira que pode e consegue, assegurar a sua subsistência e nesse processo eximir-se a entregar parte do pouco que ganha ao estado que o irá "socialmente redistribuir"?
No aproveitamento de todas as possibilidades de ser subsidiado pelo estado, nem que isso signifique omitir dados (sobre rendimentos sazonais, p.ex.) que dificilmente os serviços públicos podem comprovar?
No descontrolo e multiplicação das políticas sociais do estado, dos subsídios de toda a espécie que concede e que requerem a cobrança de impostos à maior base possível?

Food Police

Besides, like other misguided public health campaigns (remember "Just Say No"?), putting children on de facto diets at school just doesn't work. In a 2003 experiment involving 41 schools, more than 1,700 children — many of them American Indian — were served lower-calorie and lower-fat lunches and were taught about healthy eating and lifestyles. While the children took in fewer calories from fat at school, they experienced no significant reduction in their percentage of body fat.
Another study, in rural Nebraska in the mid-1990's, put one group of elementary school students on lower-fat and lower-sodium lunches, increased their physical activity at school and offered more education about nutrition. Compared with students having no special program, the active, lower-fat group showed no differences in body weight or fat, or in levels of total cholesterol, insulin or glucose after two years. Researchers concluded that pupils whose school lunches offered 25 percent fat (compared with 31 percent in the control group) were compensating for the reduction by eating higher-fat foods at home.
Via Instapundit

Walking on thin ice

Segundo o coordenador da Unidade de Missão para a Reforma Penal, Rui Pereira, o novo enquadramento legal fortalece a protecção das crianças, uma vez que a legislação «passa a cobrir todas as situações de violência física ou psíquica, incluindo situações como encerrar uma criança num quarto escuro».

A proposta prevê a punição dos adultos que privem uma criança da sua liberdade de uma forma que «consubstancie a violência doméstica», disse Rui Pereira em declarações à agência Lusa a propósito do Dia Mundial da Criança que se celebra quinta-feira.

«Se uma criança pequena for, de uma forma desumana, tendo ela medo do escuro, encerrada num quarto sem luz, isso pode provocar-lhe um mal-estar, e isto, para mim, é violência doméstica», clarificou o responsável.

[DD]

O tema é sensível, muito sensível, ou não representassem as crianças o futuro da nossa sociedade. As intenções são, como é costume, louváveis e inatacáveis. Obviamente que todos queremos proteger as crianças de abusos físicos, sexuais e psíquicos. Não só porque têm menor capacidade de se defenderem, mas também porque possuem uma ligação afectiva com o/a agressor/a que poderá impedir-lhes de se aperceberem da gravidade da violência que lhes é imposta.

Concordo com o coordenador da (mais uma!) Unidade de Missão, Rui Pereira, quando assume que a violência doméstica tem que ser combatida. O problema é na definição, na fronteira. Se bem se recordam, há umas semanas (meses) caiu o Carmo e a Trindade devido ao acordão de um juiz (no caso de violência sobre uma criança com deficiências mentais numa instituição) onde referia que fica bem (ou não fica mal) a um bom pai de família aplicar uma(s) palmada(s) aos seus filhos. Pessoalmente não acredito que seja às palmadas que se educa um filho, mas não considero que uma palmada constitua (na grande maioria dos casos) violência doméstica.###

O problema está quando se passa, ou se corre o risco de passar, da defesa das crianças para a ingerência na educação que os pais dão às mesmas. Caso a visão de Rui Pereira vingue, os pais de uma criança pequena que, de uma forma desumana, tendo ela medo do escuro, seja encerrada num quarto sem luz (provocando-lhe um mal-estar) serão processados criminalmente. As zonas cinzentas são neste momento mais do que muitas, podendo ser amenizadas se e quando a proposta passar à forma de lei. O que é uma criança pequena? Mede-se pela idade (até aos 6 anos? ou 10? ou 14?) ou pela maturidade? O que constitui uma forma desumana? "Atirar" a criança para dentro do quarto ou mandá-la aos berros para ir para o quarto? O que é o medo do escuro? É uma fobia ou um simples receio? Já para não falar no mal-estar que se provoca...

Reparem que não defendo, nem de perto nem de longe, que fechar um miúdo num quarto às escuras seja uma boa prática de educação. Mas já tenho as minhas dúvidas sobre em que condições poderá ser considerado uma violência. E pior ainda, receio que enveredando por esta estrada os próximos passos serão um violento golpe do socialmente aceitável pela classe bem-pensante na capacidade educativa dos pais e, por consequência, no tipo de pessoas em que se tornarão os nosso filhos.

É que entre um quarto escuro e um quarto com luz, a diferença não é grande. E, se daqui a uns anos se confirmar científicamente que mais de 2 horas diárias de TV ou computadores são prejudiciais ao desenvolvimento de uma criança, seremos (nós pais) processados criminalmente por deixarmos tal acontecer, representando uma óbvia violência sobre o futuro dos nossos filhos? E, há medida que nos vão sendo retiradas possibilidades de castigo, será que não corremos o risco dos nossos filhos crescerem com um sentimento de impunidade dos seus actos? Será que, continuando neste caminho, é garantido que um pai possa obrigar um filho, que só gosta de arroz e massa, a comer batata? Ou poderá uma mãe proibir a sua filha de ver os "Morangos com Açucar" durante uma semana? É que ambas as situações geram mal-estar nas crianças...

Seguramente que exagero, mas o risco existe e devemos ter consciência de tal. Há que defender as crianças, mas ter cuidado com o caminho que escolhemos para o fazer, até para salvaguardar o seu próprio futuro. No entretanto, da próxima vez que sintam a necessidade de castigar um filho com uma viagem para o quarto, não se esqueçam de acender a luz primeiro...

Por que raio ‘os outros’ não povoam o Alentejo?

Delírio, não excluindo incompetência ou má-fé

o sistema sueco, dos mais generosos da Europa, assenta numa concepção bem distinta daquela que caracteriza os sistemas da Europa Continental e do Sul; a reforma realizada foi profunda, coerente e simples.

É-lhe devolvida a acusação na página 36 do jornal Público de hoje. Karl Gustaf Scherman, ex-director do concelho nacional social sueco à época da tal reforma diz que, a mesma só foi possível porque a Suécia dispunha de “um fundo de reserva muito próspero”. Só o “delírio, a incompetência ou a má-fé” permite acreditar que seja o caso de Portugal. O senhor Scherman diz ainda que a tal reforma “profunda, coerente e simples” tem que ser profundamente revista e acaba a concluir - o que os restos de evasão da realidade, que não gosta de aritmética aconselham: são precisas políticas de criação de emprego e “mais bebés”. Nesta de “mais bebés”, o nosso governo quer antecipar-se aos suecos. Na criação de emprego (riqueza) mantém-se a doutrina Colbert. Não se aprende nada.###
Os portugueses não se importariam que o Governo copiasse toda a reforma sueca

Cuidado com o “delírio”. Portugal tem das mais altas taxas de substituição da Europa, o que significaria que, a copiar-se o modelo sueco, essa taxa poderia descer implicando reformas mais baixas. Os portugueses não se importariam? A Dra Manuela Arcanjo parece acreditar que Portugal é tão rico como a Suécia.
não faltará muito para a eliminação "teórica" de todas as medidas introduzidas após 1974 por não ter sido acautelada a sua sustentabilidade.
Pois. Não faltará, eventualmente, muito para a eliminação prática da aritmética. Se o sistema não é sustentável, sugere-se exactamente o quê? A eliminação “teórica” da sustentabilidade?

Exemplos de sugestões de leitura:
Reformar a Segurança Social: Dividir a receita pelos beneficiários
Segurança Social

Por uma verdadeira avaliação das escolas

A avaliação das escolas passa pelo direito a escolher a escola para os nossos filhos e não por andarmos a preencher fichas.
- Helena Matos

E fez-se luz!

Leitura recomendada

Pergunta ingênua?

A ajuda veio do além

Duas cartas psicografadas foram usadas como argumento de defesa no julgamento em que Iara Marques Barcelos, 63, foi inocentada, por 5 votos a 2, da acusação de mandante de homicídio. Os textos são atribuídos à vítima do crime, ocorrido em Viamão (região metropolitana de Porto Alegre).


Como é que eu vou comentar um negócio destes?

30.5.06

Prioridades sociais chavistas

A cargo ship carrying 30,000 Russian-made Kalashnikov assault rifles is headed to Venezuela with the first shipment of an order totaling 100,000 guns to arrive by year's end. The military is looking to buy more submarines, and Chavez is planning an even bigger deal for Russian fighter jets.

Xanana Gusmão reclama controlo da segurança em Timor

President Xanana Gusmao's declaration that he was taking sole control of security was seen as an attempt to break a political deadlock that has paralyzed the government and may have helped fueled deadly violence.

The announcement came after two days of wrangling with Prime Minister Mari Alkatiri, leader of the ruling party.

Os factos são reaccionários...

A angústia bloquista perante uma Nação reaccionária

G. K. Chesterton

"X-Men" cracks "Da Vinci Code"

The final film in the "X-Men" superhero trilogy blew past last weekend's box office champ, "The Da Vinci Code," to post the fourth-highest all-time opening in North America, according to studio estimates issued on Sunday.

"Soy Bolivariano porque soy liberal, no porque llevo una boina roja"

Soy Bolivariano porque creo en la libertad, en el respeto a los derechos fundamentales del individuo, en el reconocimiento de la soberanía de los Estados y porque no comulgo con la tiranía ni con la anarquía. Admiro al Libertador por la coherencia de sus ideas y por su admiración del proceso revolucionario norteamericano que llevó a la instauración democrática de un verdadero sistema Republicano, con separación de poderes, gobierno limitado y libertades individuales. Me considero un seguidor profundo del pensamiento de Bolívar por su liberalismo, por su defensa del libre comercio, de la propiedad privada y del Imperio de la Ley.

Me considero un seguidor profundo del pensamiento de Bolívar por su liberalismo, por su defensa del libre comercio, de la propiedad privada y del Imperio de la Ley.

Soy Bolivariano porque comparto las lecturas del Libertador, porque estoy seguro, como lo estuvieron en su momento Bastiat y Bolívar, de que incluso “el más esclarecido Legislador es la causa inmediata de la infelicidad humana,” y porque los escritos que la lucidez de Daniel O’Leary no permitió que desaparezcan lo catalogan como un liberal clásico que fue el padre de cinco Repúblicas.

(...)

Soy Bolivariano porque soy liberal, no porque llevo una boina roja.
(via Blasfemias)

När människan skapade världen(*)

Leituras

Religious leaders from the country's major Muslim organizations and activists have demanded President Susilo Bambang Yudhoyono crack down on extremist groups that commit violent acts in the name of religion.
Activists grouped in the Alliance for an Antiviolent Society and leaders of Indonesia's largest Muslim organizations, Nahdlatul Ulama and Muhammadiyah, have warned the nation's integrity is under threat from the groups.
They urged the police to stop radical groups from taking the law into their own hands.
They were responding to a number of violent incidents recently.

Totalitarian Chic

Paradise Lost * Chavez's Incredible Shrinking Revolution :
But as happened in Castro's Cuba, the utopian illusion that Chavez is creating a Worker's Paradise in Venezuela is rapidly giving way to ugly reality. The country's poverty, instead of decreasing with purported socialist redistribution of wealth, has “risen to more than 50 percent” since Chavez took power, reported the left-leaning Toronto Star.(...)
Democracy has ended in Venezuela, replaced by blatantly rigged elections and strong-armed Chavista mobs and spies in the streets. Venezuelans now face the presence in their midst of perhaps 20,000 of Castro's secret police and an epidemic of soaring violence and crime committed by keftist thugs who know the regime seldom makes arrests for the robbery and murder of bourgeois victims. Caracas, reports The Times of London, "now has the world's highest murder rate per capita."

Citação da semana

Para o altruismo ser padrão moral, isso implica que a desgraça alheia se torne uma condição necessária para atingir a virtude.

Pelo Migas na Crónica do mesmo.

Deixem-nos em Paz! (longo)

Dado que o “crescimento económico” é o grande problema actual e a nossa Administração promete “estimulá-lo” – para conseguir a prosperidade geral através de cada vez maiores controlos governamentais, ao mesmo tempo que gasta riqueza que não produz – pergunto-me quantas pessoas sabem a origem do termo laissez-faire?
A França do século dezassete era uma monarquia absolutista. O sistema francês da época tem sido descrito como “absolutismo limitado pelo caos.” O Rei detinha o poder total sobre a vida, o trabalho e a propriedade de todos – e só a corrupção dos agentes governamentais dava ao povo uma margem não oficial de liberdade.
Luís XIV era o arquétipo do déspota: um medíocre pretensioso com ambições de grandiosidade. O seu reino é tido como um período brilhante da História francesa: proveu o país com um “desígnio nacional,” sob a forma de longas e bem sucedidas guerras; estabeleceu a França como potência líder e centro cultural da Europa. Mas os “desígnios nacionais” custam dinheiro. As políticas fiscais do seu governo conduziram a um estado de crise crónico, resolvido pelo imemorial expediente de drenar o país através dos sempre crescentes impostos.
Colbert, o conselheiro chefe de Luís XIV, era um dos primeiros estatistas modernos. Acreditava que regulações governamentais podem criar a prosperidade nacional e que maiores receitas fiscais podem ser obtidas pelo simples “crescimento económico” do país; assim, dedicou-se a procurar “o aumento geral da riqueza pelo encorajamento da indústria.” O encorajamento consistia em impor incontáveis regulações que sufocavam a actividade empresarial; o resultado foi um insucesso sombrio.
Colbert não era um inimigo dos negócios; não mais que a nossa actual Administração. Colbert era ávido de ajudar a engordar as vítimas sacrificiais – e numa ocasião histórica, perguntou a um grupo de industriais o que poderia fazer pela indústria. Um dos empresários de nome Legendre respondeu: “Laissez-nous faire!”
Aparentemente, os empresários franceses do século dezassete tinham mais coragem que os seus homólogos americanos do século vinte, e uma melhor compreensão da economia. Sabiam que a “ajuda” dos governos aos negócios é tão desastrosa como a perseguição governamental, e que a única maneira de o governo estar ao serviço da prosperidade nacional é não intervindo.
Dizer que aquilo que era verdade no século dezassete não tem possibilidade de ser verdadeiro hoje, porque viajamos em aviões a jacto, enquanto eles se deslocavam em carruagens puxadas por cavalos – é como dizer que não precisamos de comida, como os homens precisaram no passado, porque nós usamos gabardinas e roupa folgada, em vez de perucas polvilhadas e saias armadas. É este tipo de superficialidade limitada por barreiras concretas – ou inabilidade em agarrar princípios, para distinguir o essencial do não essencial – que cega as pessoas perante o facto que a crise económica dos nossos dias é a mais velha e antiga da história.
Considere-se o essencial. Se os controlos governamentais não conseguiram nada além da paralisia, fome e o colapso numa sociedade pré industrial, o que é que acontece quando alguém impõe controlos sobre uma economia altamente industrializada? O que é mais fácil de regular pelos burocratas: a operação de teares e forjas manuais – ou a operação de siderurgias, fábricas de aviões e assuntos da electrónica? Quem mais provavelmente, trabalhará sob coerção: uma horda de homens brutalizados a desenvolver trabalho não qualificado – ou o incalculável número de homens individuais de génio criativo que são necessários para construir e manter uma sociedade industrial? E se os controlos governamentais falham mesmo com os primeiros, que profundidade de evasão permite aos estatistas modernos esperar que sejam bem sucedidos com os segundos?
O método epistemológico dos estatistas consiste em debates intermináveis sobre questões únicas, concretas, fora do contexto, imediatistas, sem nunca lhes permitir integrá-las numa soma, nunca se referindo a princípios básicos ou às últimas consequências – induzindo assim nos seus seguidores um estado de desintegração intelectual. O propósito do nevoeiro verbal é esconder a evasão de dois fundamentais: (a) a produção e a prosperidade são resultado da inteligência dos homens, e (b) o poder governamental é o poder da coerção pela força física. Uma vez que estes dois factos são reconhecidos, a conclusão a tirar é inevitável: que a inteligência não trabalha sob coerção, que a mente do homem não funcionará na ponta de uma arma.
Esta é a questão essencial a considerar; todas as outras considerações são pormenores triviais em comparação.
Os pormenores da economia de um país são tão variados como as muitas culturas e sociedades que já existiram. Mas toda a história da humanidade é a demonstração prática do mesmo princípio básico, independentemente da forma: o grau de prosperidade humana, realização e progresso é uma função directa e o corolário do grau de liberdade política. Como testemunha: antiga Grécia, a Renascença, o século dezanove.
Na nossa Era, a diferença entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha de Leste é uma demonstração tão eloquente da eficácia de uma (comparativamente) economia livre versus uma economia controlada, que nenhuma discussão adicional é necessária. E nenhum teórico pode merecer consideração séria se evade a existência desse contraste, deixando as suas implicações sem resposta, as suas causas sem identificação, e a lição não aprendida.
Considere-se o destino da Inglaterra, “a experiência pacífica no socialismo,” o exemplo de um país que cometeu o suicídio pelo voto: não havia violência, nenhum derramamento de sangue, nenhum terror, apenas o estrangulador processo de “democraticamente” impor controlos governamentais – mas observem-se os actuais gritos acerca da “fuga de cérebros”, pelo facto de os melhores e mais hábeis homens, particularmente cientistas e engenheiros, estarem a desertar de Inglaterra correndo para qualquer pequeno resto de liberdade que consigam encontrar em qualquer lugar no Mundo de hoje.
Lembrem que o Muro de Berlim foi erigido para evitar uma “fuga de cérebros” similar da Alemanha de Leste; lembrem que depois de quarenta e cinco anos de uma economia totalmente controlada, a Rússia Soviética que possui algumas das melhores terras agrícolas no Mundo, não é capaz de alimentar a sua população e tem que importar trigo da América semi-capitalista; leia-se East Minus West = Zero de Werner Keller*, para uma imagem gráfica (não refutada) da impotência da economia soviética – e depois, julgue-se a questão da liberdade versus controlos.
Qualquer que seja o propósito para o qual alguém queira usá-la, a riqueza tem primeiro que ser produzida. No que respeita à economia, não há diferença entre os motivos de Colbert e os do Presidente Johnson. Ambos queriam alcançar a prosperidade nacional. Quer a riqueza extorquida pelos impostos seja drenada para o benefício imerecido de Luís XIV, ou para o benefício imerecido dos “hipo privilegiados” não há diferença para a produtividade económica de uma nação. Ser-se acorrentado por uma finalidade “nobre” ou ignóbil, para o benefício de pobres ou ricos, pela satisfação da “necessidade” de alguém ou da “cobiça” de outro – quando se é acorrentado, não se pode produzir.
Não há diferença no destino último de todas as economias acorrentadas, seja qual for a alegada justificação para as correntes.
Considerem-se algumas destas justificações:
A criação da “procura pelo consumidor”? Seria interessante analisar quantas donas de casa, com cheques da Segurança Social igualariam a “procura pelo consumidor” provida pela Madame de Maintenon e os seus numerosos colegas.
Uma distribuição “justa” da riqueza? Os privilegiados favoritos de Luís XIV não usufruíam uma vantagem tão injusta como os nossos “aristocratas do interesse,” as actuais e potenciais variantes de Billie Sol Estes ou Bobby Baker.
As exigências do “interesse nacional”? Se existe algo como o “interesse nacional,” realizado pelo sacrifício dos direitos e interesses dos indivíduos, então Luís XIV conseguiu-o superlativamente. A maior parte das suas extravagâncias não era “egoísta”: ele conseguiu levar a França a tornar-se uma das grandes potências internacionais – e destruiu a economia. (O que significa: conseguiu “prestígio” entre outros déspotas totalitários – à custa do bem estar, do futuro e da vida dos seus súbditos.)
O avanço do nosso progresso “cultural” e “espiritual”?É duvidoso que um projecto de teatro subsidiado pelo governo alguma vez produza uma disponibilidade de génio comparável com o suportado por Luís XIV no seu papel de “patrono das artes” (Corneille, Racine, Moliére, etc.). Mas ninguém, alguma vez equacionará o génio não nascido daqueles que perecerão sob tal sistema, que não quererão aprender a arte do lambe-botismo reclamado por qualquer patrono das artes político. (Ler Cyrano de Bergerac.)
O facto é que motivações não alteram factos. A exigência fundamental para a produtividade e prosperidade de uma nação é a liberdade: os homens não podem – e, moralmente, não o farão – produzir sob coacção e controlos.
Não há nada de novo ou misterioso sobre os actuais problemas económicos. Como Colbert, o Presidente Johnson apela aos vários grupos económicos, procurando conselho sobre o que pode fazer por eles. E se não deseja ficar na História com um currículo semelhante ao de Colbert, faria melhor em escutar a voz de um Legendre moderno, se tal coisa existe, que poderia dar-lhe o mesmo conselho imortal numa palavra: “Desregule!”


*New York: G. P. Putnam’s sons, 1962.