24.6.06

Martin Adler

Martin Adler tinha 47 anos e foi assassinado ontem, a tiro e pelas costas, na Somália, durante uma manifestação convocada pelos Tribunais Islâmicos. Martin estava em trabalho para o Channel Four inglês, ao serviço de quem já ganhara alguns prémios para reportagens efectuadas nos lugares mais perigosos do planeta -- da faixa de Gaza ao Afeganistão, da Somália e da Etiópia à Colômbia.

(...)

Morreu ontem, baleado pelas costas, aos quarenta e sete anos; negaram-lhe aquilo a que até então ele nunca fugiu: encarar o perigo de frente.
Onde quer que esteja o filho da puta que disparou aquelas balas, mais os filhos da puta dos Tribunais Islâmicos implicados na sua morte, gostava que houvesse justiça.

À atenção dos activistas dos direitos humanos

Ajuda "humanitária"

Fico mais descansado

"Democratas" de ocasião (3)

Cinicamente, o parlamento esbulhou os cidadãos de direitos legalmente consagrados. É uma nova "vigarice legal" em que este regime, cada vez mais, é pródigo.
A partir de agora, melhor seria encaixilhar as normas que se referem à participação cidadã para que estas permaneçam formalmente visíveis mas materialmente inócuas.
Que nenhum desses senhores que tomou parte nesta distorção da democracia, daqui para o futuro volte a falar na "aproximação dos deputados aos cidadãos", em "participação popular" ou noutras expressões de politiquês muito bonitas mas totalmente desprovidas de convicção e seriedade. Uma vez mais, a Assembleia da República deu uma péssima imagem de si mesma e prestou o pior serviço possível à Democracia.

Sobre o sucesso da Irlanda

In just over a generation, Ireland has evolved from one of the poorest countries in Western Europe to one of the most successful. It has reversed the persistent emigration of its best and brightest and achieved an enviable reputation as a thriving, knowledge-driven economy.

As a result of sustained efforts over many years, the past of declining population, poor living standards, and economic stagnation has been left behind. Ireland now has the second highest gross domestic product (GDP) per capita within the European Union (after Luxem­bourg), one-third higher than the EU-25 average, and has achieved exceptional growth.

(...)

Ireland achieved this success through a combination of sensible policies and pragmatism. At the heart of these policies was a belief in economic openness to global markets, low tax rates, and invest­ment in education. While eco­nomic success over the past 15 years can be ascribed to a range of domestic and international fac­tors, it was not a fluke. Ireland has long had, and intends to sustain, low tax rates to attract investment. Its current 12.5 percent corporate tax rate evolved from the zero rate on export sales in the 1950s and the 10 percent rate on manufac­turing and some internationally traded services introduced in 1980.

Ireland’s transformation was national in scope, with individu­als, businesses, institutions, and government sharing the same ambition. It involved parents deciding that their children would have choices that they did not have and would not be forced to leave their home com­munities because of economic necessity. Political decisions were driven and sustained by the public will for success. There were some deviations from sensible policies at times, but through the many difficult years, the threads of consistent develop­ment can be seen. This paper explains how the transformation occurred.

"Democratas" de ocasião (2)

"Democratas" de ocasião

"Democracia" social-sindical

A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação vem em reforço desta posição afirmando que tal redução é «desajustada e prejudicial para os alunos». Caramba, os dirigentes sindicais confessam que são assim tão maus professores que o seu retorno à actividade prejudicará seriamente os seus alunos?
«O ataque às associações sindicais é o primeiro passo para se pôr em causa a democracia social» rematam.
A «democracia social» na boca destas pessoas é o chamado parasitismo. É serem tão autistas, tão habituados a viverem à custa dos demais que até julgam como natural e mesmo um «direito» os contribuintes pagarem duas vezes por um professor: aquele que dá aulas e o que anda a «defender os interesses», seus e o daquele que dá aulas.

"Crise de crescimento democrático" em Timor Leste (2)

Novos artigos

Solidariedade socialista na América Latina

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que recorrerá ao Exército para evitar que brasileiros possuam de forma ilegal terras no leste boliviano, principalmente no departamento amazônico de Pando. "Os pandinos, o movimento indígena, camponês, colonizador, estão pedindo que o Exército apareça. Vamos mandar o Exército para defender as terras do leste boliviano dos brasileiros", disse Morales.

23.6.06

Greve de fome de Saddam dura uma refeição

O ex-líder iraquiano Saddam Hussein terminou uma greve de fome depois de pular apenas uma refeição na prisão norte-americana em que está detido, disse um porta-voz das forças armadas dos EUA na sexta-feira.


Eu bem gostaria que Saddam fizesse uma greve de fome até o fim - ele, Fidel Castro, Robert Mugabe, Chávez...

Agora, achei que o Saddam fosse mais durão e que superaria ao menos o recorde de 11 dias do Garotinho.

Porque assim os bombistas não conseguem trabalhar!

Public Service Day

Sabia que, através de uma criação da "UNPAN - United Nations Online Network in Public Administration and Finance", se celebra hoje o Public Service Day?

Por cá, a Provedoria de Justiça dá conta do aumento das reclamações dos utentes dos serviços públicos (RR):

No ano passado, 55,7% das 5336 queixas registadas e chegadas à Provedoria de Justiça versam, sobretudo, as áreas das Finanças, Administração Interna, Trabalho e Justiça. Em relação à Administração, destacam-se pela negativa as autarquias de Lisboa, Cascais, Sintra e Porto.

Rand

A man is not forced to apply for a patent or a copyright; he may give is idea away, if he so chooses;
In the case of copyrights, the most rational solution is Great Britain's Copyright Act of 1911, which established the copyright of books, paintings, movies, etc. for the lifetime of the author and fifty years thereafter.

Se

Iliteracia económica galopante

O ministro francês do Interior, Nicolas Sarkozy, criticou ontem implicitamente a política do Banco Central Europeu (BCE) ao defender que a autoridade monetária devia promover o crescimento económico em vez de se focar exclusivamente no controlo da inflação
[fonte: Jornal de Negócios]

22.6.06

Liberdade contratual para as escolas

A ministra da Educação quer dar às escolas localizadas em meios sociais problemáticos e com problemas de indisciplina a possibilidade de recrutarem directamente professores, escolhendo-os em função do seu perfil profissional.

[TSF]

Leitura recomendada (II)

Politizando a Ciência (2)

Scientific consensus is that WE are causing global warming


De Michael Crichton, autor do livro State of Fear, excerto dum seu recente discurso intitulado Aliens Cause Global Warming:
I want to pause here and talk about this notion of consensus, and the rise of what has been called consensus science. I regard consensus science as an extremely pernicious development that ought to be stopped cold in its tracks. Historically, the claim of consensus has been the first refuge of scoundrels; it is a way to avoid debate by claiming that the matter is already settled. Whenever you hear the consensus of scientists agrees on something or other, reach for your wallet, because you're being had.

Let's be clear: the work of science has nothing whatever to do with consensus. Consensus is the business of politics. Science, on the contrary, requires only one investigator who happens to be right, which means that he or she has results that are verifiable by reference to the real world. In science consensus is irrelevant. What is relevant is reproducible results. The greatest scientists in history are great precisely because they broke with the consensus.

There is no such thing as consensus science. If it's consensus, it isn't science. If it's science, it isn't consensus. Period.

[via Causa Liberal e LRC]


E recordo, também, as palavras do insurgente Claudio Téllez:
A razão é uma faculdade humana que nos permite compreender certas coisas dentro de certos limites. Quem atribui à razão e ao conhecimento científico uma aura de infalibilidade não compreende o que é de fato a ciência e abraça uma postura racionalista ingênua. Enquanto essa postura se restringe à esfera individual, não há maiores problemas. Infelizmente, é cada vez mais comum que essa imagem distorcida da ciência seja propalada pelos meios informativos e acadêmicos para fins de ativismo político e ideológico.
Nota: recomendo a leitura integral dos artigos de Michael Crichton e Claudio Téllez.

Leitura recomendada

[V]ejo (...) confirmada a minha análise (...) de que para o BE a revolução agora começa no protocolo. (E particularmente, anti-catolicismo primário assim obriga, por derrubar da sua cadeira protocolar Sua Eminência Reverendíssima o Excelentíssimo Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa).

Fico a aguardar o passo lógico seguinte da parte do grupo parlamentar do BE (talvez até com o apoio de alguns deputados do PS à procura da juventude perdida): pedir o agendamento urgente de uma interpelação a respeito do fim lugar protocolar da Primeira Dama!!!

A Primeira Dama!? Mas o que é isso, Deus meu? Quem é que a elegeu? Que representatividade é que ela tem? Até o próprio nome é um atentado aos direitos da mulheres! (E que melhor vingança para o veto presidencial às quotas para as senhoras!) Parece-me absolutamente evidente que a Primeira Dama não tem qualquer lugar no protocolo de Estado. Absolutamente nenhum. Absolutamente evidente. (Já o Primeiro Cavalheiro, não sei, teremos de ver na prática como funciona). Fico a aguardar ansiosamente por mais esta iniciativa revolucionário do BE.

Politizando a Ciência

"Na inexistência de conceitos bem definidos do que é certo e do que é errado, a dignidade da pessoa humana passa a um segundo plano e, em primeiro lugar, vêm os interesses tecnológicos e mercadológicos. O homem passa a servir a ciência, e não esta a servir ao homem."

Claudio Téllez, "Politizando a Ciência"

(via CIEEP)

"Crise de crescimento democrático" em Timor Leste

All this process proves that Timor Leste is not a failed State, rather it is going through a difficult crisis of democratic growth. But, despite its youth and fragility, Timor Leste democratic institutions are working, expurgating those who committed serious mistakes, violated the law or attempted to subvert democracy.

Ota e TGV em debate em Aveiro

Tertúlia: "Reflexão sobre os Projectos da OTA e TGV"#

A discussão sobre os projectos do Aeroporto da OTA e da rede de TGV
está na ordem do dia. Para alguns, estes projectos apresentam-se como
estruturantes e fundamentais para alavancar o desenvolvimento do País,
argumentando que os fins em causa justificam os meios a mobilizar.

Outros há contudo, que consideram tais projectos uma inutilidade, mais
uma megalomania e que terão repercussões gravosas na economia nacional
e no 'bolso' dos contribuintes (directa ou indirectamente). Para além
de outras iniciativas que a Sociedade Civil vem desenvolvendo, esta
última posição resultou mesmo na apresentação na Assembleia da República,
de uma solicitação para a realização de um Referendo Nacional,
considerando que os maiores investimentos públicos da história de Portugal
obrigam a uma maior participação da população portuguesa.

Se bem que o Governo afirme ter em sua posse Estudos que justificam a
sua realização, os valores de investimento que estes Projectos encerram,
parecem, só por si, ser razão suficiente para uma reflexão o mais
aprofundada e alargada possível.

A organização desta Tertúlia em Aveiro pretende ir ao encontro deste
objectivo. A Tertúlia está aberta a participação de todos, estando
confirmadas a presença do Dr. Paulo Morais (ex-Vereador da CM Porto,
Professor Universitário e subscritor da petição à AR), do Dr. Capão Filipe e do
Dr. Raul Martins.

Dia 22 de Junho - 21h30 no Teatro Aveirense

E ainda há quem se espante com os resultados de Le Pen

Pois é, pois é...

Quanto à Ayn Rand, das duas uma: ou ela iria ser contra o software livre, ou contra o software proprietário, e, em qualquer caso, arranjar uma racionalização qualquer para demonstrar que o sistema que ela embirrasse era "moralmente preverso" (duvido que ela achasse ambos moralmente aceitáveis).

Já quando da paródia* ao Atlas Shrugged estive para responder, nem que fosse pela confusão que o Miguel faz entre entrepreneur e executive, mas enfim. Já sei que não leu o livro.
Quanto a Ayn Rand e ao assunto em apreço, a dita senhora tem tamanho poder, que parece difícil discutir-lhe as ideias pelo que ela deixou escrito. Rand tem dois artigos publicados no livro Capitalism: the unknown ideal intitulados The property status of airwaves e Patents and Copyrights em que não deixa dúvidas sobre a ideia desonesta que neste caso e como de costume lhe querem atribuir. Não Miguel, no meio de todos os defeitos e incoerências da sua vida pessoal, Ayn Rand nunca foi intelectualmente desonesta, deixou esse vício para os seus detractores, que na falta de argumentos descambam normalmente numa desonestidade intelectual primária.

*imitação burlesca de uma obra literária séria;
por ext. imitação ridícula

21.6.06

Coisas que regressam de vez em quando II

Coisas que regressam de vez em quando I

Estou cansado, já há muito tempo, da obrigação de viver vinte e quatro horas por dia. Quando terei prazer em viver?
Baudelaire, 7 de Agosto de 1860.


Obsessão

Assustais-me, ó florestas, como catedrais;
Bramis tal órgão; e nos peitos malditos,
Câm'ras de eterno luto, a ressoar velhos ralos,
Respondem os ecos dos vossos De Profundis.

Odeio-te, Oceano! teus pulos e tumultos
Em meu espírito reencontro! E o riso amargo
Dum homem vencido, feito de ofensa e pranto,
Bem o oiço no colossal riso do mar.

Como eu te amara, ó Noite! sem essas estrelas,
Cujo brilho me conta coisas bem sabidas!
Pois apenas procuro o escuro, o nu, o nada!

Porém as próprias trevas em telas se mudam,
Onde vivem aos mil, brotando dos meus olhos,
Seres desaparecidos com rostos familiares.


Sua Excelência Charles Baudelaire em Fleurs du Mal
Tradução de Fernanda Botelho com a colaboração de Ana Lúcia Sena Lino, edição Editorial Verbo, 1972.

I'm So Ronery, So ronery and sadry arone


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What a N. Korean Missile Test Would -- And Would Not -- Mean

North Korea Rattles the Cage:
A tyrant who is believed to be a fading force is one who will take extreme measures to hold onto power and keep his rivals afraid. A showy launch of a missile, demonstrating that his regime is capable of rattling the cages of the superpowers, may well be Kim's way of demonstrating to his military and to his people that he remains a dominant political force, not to be trifled with the by the Yankees, much less by domestic rivals.
North Korea - Children of the Secret State (documentário)

A Experiência Histórica

A liberalização do mercado dos medicamentos não sujeitos a receita médica continua a ser uma dor de cabeça. Até a aspirina parece dar-se mal com o mercado aberto.

E, vai daí, pensei: querem ver que temos no editorialista do DN mais um insurgente de primeira água?
Qual não é o meu grande espanto (ou não, ou não...) quando, uns parágrafos abaixo, encontro esta pérola:

O grande problema, desmistificado no século passado, é que os mercados não se auto-regulam. A experiência histórica demonstrou a necessidade de reguladores para garantir a livre concorrência.

Leram bem? A “experiência histórica” !!
É ou não é extraordinário?

Caro LT, o teu esforço foi hercúleo, mas para a próxima vais ter que explicar isto mais devagarinho!...

Alkatiri de saída

East Timor's prime minister will likely resign, his spokesman said Wednesday, as the president and members of the beleaguered leader's own party demanded he step down for his handling of tensions that flared into bloody street battles.

(...)

President Xanana Gusmao wrote a letter to Alkatiri urging him to resign after an advisory body of senior ministers, known as the Council of State, met for several hours Wednesday to try to find a solution to the crisis.

Federalismo liberal e a polémica sobre o "casamento" homossexual nos EUA

Members of Congress have proposed a constitutional amendment preventing states from recognizing same-sex marriages. Proponents of the Federal Marriage Amendment claim that an amendment is needed immediately to prevent same-sex marriages from being forced on the nation. That fear is even more unfounded today than it was in 2004, when Congress last considered the FMA. The better view is that the policy debate on same-sex marriage should proceed in the 50 states, without being cut off by a single national policy imposed from Washington and enshrined in the Constitution.

A person who opposes same-sex marriage on policy grounds can and should also oppose a constitutional amendment foreclosing it, on grounds of federalism, confidence that opponents will prevail without an amendment, or a belief that public policy issues should only rarely be determined at the constitutional level.

There are four main arguments against the FMA. First, a constitutional amendment is unnecessary because federal and state laws, combined with the present state of the relevant constitutional doctrines, already make court-ordered nationwide same-sex marriage unlikely for the foreseeable future. An amendment banning same-sex marriage is a solution in search of a problem.

Second, a constitutional amendment defining marriage would be a radical intrusion on the nation's founding commitment to federalism in an area traditionally reserved for state regulation, family law. There has been no showing that federalism has been unworkable in the area of family law.

Third, a constitutional amendment banning same-sex marriage would be an unprecedented form of amendment, cutting short an ongoing national debate over what privileges and benefits, if any, ought to be conferred on same-sex couples and preventing democratic processes from recognizing more individual rights.

Fourth, the amendment as proposed is constitutional overkill that reaches well beyond the stated concerns of its proponents, foreclosing not just courts but also state legislatures from recognizing same-sex marriages and perhaps other forms of legal support for same-sex relationships. Whatever one thinks of same-sex marriage as a matter of policy, no person who cares about our Constitution and public policy should support this unnecessary, radical, unprecedented, and overly broad departure from the nation's traditions and history.

Mais de dez mil alunos faltaram aos exames nacionais de Português

Surpresas

Acabou

Apanhado de calções no avião para Miami

Carmelinda Pereira adere ao Partido Humanista

Santana Lopes confessa

Não devo falhar por muito

No Irão só se safam por ser mais tarde

Outra aposta segura

Uma aposta segura

Leitura recomendada

Quem faz parte do problema dificilmente pode ajudar na solução. Ou será que Constâncio vê na «verdadeira consolidação orçamental» um TGV, uma Ota e todos os outros motivos que levaram Campos e Cunha abandonar o Governo?

Como garantir a resposta "certa"

The Austrian chancellor has reiterated his view that a pan-European referendum on the constitution is the only way out if the institutional impasse.

Speaking to journalists in Brussels on Tuesday (20 June) he said "that is the only guarantee of getting an answer to what is being asked".
Para Schussel "garantir uma resposta" equivale apenas à vitória do "Sim". O "Não" é inaceitável. Apesar de poucos apoiarem oficialmente esta proposta concreta o sentimento na elite pró-constituição é que os processos de ractificação devem ser repetidos "ad eternum" até se obter o resultado pretendido.

Os sinos dobram por nós

Imigração

We must not forget that the gains to immigrants coming to the United States are immense. Immigration is the greatest anti-poverty program ever devised.

Segurança Social: em busca da sustentabilidade?

Retrato da "democracia" palestiniana

Killers are on the loose in the Palestinian territories—and they're not just targeting Israeli enemies. Fears of 'all-out chaos' are growing.

Alterações governamentais no horizonte em Timor (2)

Sobre os desastrosos resultados da "ajuda ao desenvolvimento"

PERHAPS the most important question of our time is why the West's efforts to help the world's poorest people have been so disappointing and even counterproductive. In the past 50 years, we have spent $US2.3 trillion on foreign aid, to disturbingly little effect. An important new book suggests this has had a lot to do with the arrogance of the "big push" approach favoured by many development economists and organisations such as the World Bank and the United Nations.

O lençol curto

(...) é como um lençol curto: tapa-se de um lado, destapa-se do outro!

Fiquei esclarecido.

20.6.06

O que foi que se passou?

Coisas que o vento faz

Khomeini pede liberdade para o Irão

The grandson of Ayatollah Khomeini, the inspiration of Iran's 1979 Islamic Revolution, has broken a three-year silence to back the United States military to overthrow the country's clerical regime.

Hossein Khomeini's call is all the more startling as he made it from Qom, the spiritual home of Iran's Shia strand of Islam, during an interview to mark the 17th anniversary of the ayatollah's death.
(agradeço ao leitor Rui Carmo a indicação do link)

A crítica da crítica

Ninguém que veja o Prof. Marcelo (ou o seu duplo Vitorino) espera deles isenção, elaboração conceptual, reflexão sobre modelos sociais a explorar, ligação do presente ao futuro; esperam entretenimento, e isso é o que recebem.

Assim continua, acesa, a crítica da crítica pelos lados do Esplanar.

A seguir com atenção. Até porque, “quando se zangam as comadres...”

Tonturas...

Do Estado social ao Estado terapeuta

Apesar dos avisos à navegação, o movimento de substituição do moral pelo social prosseguiu o seu caminho e as consequências disso foram a substituição da moralidade, bons costumes e solidariedade voluntária pela política social governamental. Nem a Igreja resistiu a este deslizamento do espiritual para o social. Foi assim que o ”pecado social” quase apagou os pecados pessoais.

Isto ajuda a compreender o que está por detrás dos amplos sentimentos de culpabilidade da sociedade ocidental contemporânea: a ideia de que o rendimento e riqueza de uns é extraída de outros, em vez de ganha ou poupada, e a ideia de que a riqueza herdada é imoral (o que por sua vez reflecte o enfraquecimento dos vínculos familiares).

Mas talvez o factor mais determinante seja a erosão do sentido de pecado pessoal, o que reflecte por sua vez a perda de ênfase no indivíduo em relação à colectividade e da responsabilidade pessoal face às influências do ambiente. A culpabilidade colectiva substituiu o sentido de pecado pessoal. O ´filosofismo´, como lhe chamou Herculano, acabou por vingar, e marca a nova geração. É isso que explica o seu apreço pelo tom pastoral do discurso do BE.

Pergunta do Dia (recebida por mail)

PS: vocês quando lêem e-mails também imaginam a voz da pessoa que vos escreve na cabeça?


Lord ASS em Pessoa

Liberté Chérie

Sabine Hérold, who sprang to fame when she led a protest movement against French workers' readiness to go on strike, now hopes to exploit growing disillusionment with her country's political elite by winning a seat in parliament. Miss Hérold, 25, who regards her French media nickname - Mlle Thatcher - as a compliment, also refuses to rule out standing as a candidate to replace Jacques Chirac as president next year.(...) "I don't see myself as being of the Right," she insisted from Turkey, where she is on holiday. "Our concept of liberalism doesn't translate easily into English, but essentially means giving individuals the freedom and responsibility to make their own decisions in all areas of life." Miss Hérold found herself addressing crowds of up to 80,000 three years ago when she became the spearhead of a campaign against crippling anti-government strikes by public sector workers. Telegraph
Via Instapundit

Em que ficamos?

De acordo com o 6º Relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), a «informação disponível aponta para o aumento generalizado dos preços dos Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) face ao período prévio à liberalização», salientando-se que «os preços de venda ao público nestes novos estabelecimentos são, na generalidade, superiores aos preços praticados nas farmácias».
Round 2
Ouvido Pela TSF, Correia de Campos refutou as conclusões do observatório especialmente no que toca ao «aumento generalizado» dos preços dos Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica, dado que o organismo não citou a fonte de onde obteve estes elementos.

«Acontece mesmo que ontem nos chegou à mão o estudo feito pelo sistema de Amostragem do INFARMED, onde se documenta que o índice de preços destes medicamentos em relação à base 100, de Agosto de 2005, baixou para 95,1», explicou.
Round 3
Um estudo da autoridade regulamentar do sector farmacêutico (Infarmed) revela que estão a aumentar os preços dos medicamentos vendidos fora das farmácias e que em Maio ficaram ligeiramente mais caros do que antes da venda livre.

O estudo do Infarmed, a que a agência Lusa teve hoje acesso, e que foi entregue ao Ministério da Saúde, baseia-se em 44 das 161 lojas autorizadas a vender fármacos sem receita médica e compara os preços dos medicamentos em Agosto passado - dois meses antes de começar a venda livre - até Maio deste ano.
Se alguém tiver disponibilidade para tal, é favor explicar ao Sr. Ministro que se de facto os preços tiverem mais altos não é o fim do mundo? Até porque, se bem percebo, a ser verdade que os preços praticados são superiores aos das farmácias, os consumidores podem sempre adquiri-los nestas últimas. O problema é que aproveitam os críticos das economias de mercado (com um Estado pouco intervencionista) para relembrar que liberalização implica subida de preços. Enfim...

Adufe 3.0

Os impostos municipais e a descentralização do Estado

Questões de fé

As eleições na Eslováquia

Na Eslováquia, o partido de Robert Fico (o "Smer", que significa "Direcção") venceu as eleições. De saída está Mikulas Dzurinda, que entre as reformas que implementou, introduziu um "flat tax" de 19%.
Os eleitores preferiram escolher as promessas, de maiores preocupações sociais e redistribuição da riqueza resultante do crescimento recente, feitas pelo partido de Fico, o qual poderá aliar-se ao SNS (partido nacionalista anti-húngaro).
O Brussels Journal recorda como foi a saída do governo dos Cristãos-democratas, o que levou às eleições:

The Slovak government fell after an EU committee criticized the draft of a proposed treaty between Slovakia and the Vatican. The treaty included a guarantee that Catholic doctors and hospitals in Slovakia would not be legally obliged to perform abortions, and other acts violating their conscience. According to the EU “Network of Independent Experts on Fundamental Rights” doctors should sometimes be forced to perform abortions, even if they have conscientious objections, because the right to abort a child is an “international human right.”
The criticism of the EU experts killed off the draft treaty with the Vatican and led to a conflict between Dzurinda’s party and its coalition partner, the Christian-Democrat KDH.

Curiosamente, a vontade de realinhar a Eslováquia com as políticas mais tradicionais na Europa, (a preservação do estado-social, a não competição fiscal e o fim do "flat tax"), pode reduzir a vontade de aí investir. Se os eslovacos beneficiaram da transferância de indústrias de outros países, pode ser que agora outros trabalhadores, noutros países, beneficiem das suas escolhas políticas. Os da indústria automóvel em Portugal, por exemplo.

Seguros

Um pequeno pormenor

Cinco Magníficos na AGI

Espanha 3 - Tunísia 1. No comments

Ann Coulter vs. MSM

The establishment's current obsession with me is the MSM's last stand. They've deployed the whole lineup of yesterday's power brokers against me, and all they've accomplished is to make my book the No. 1 book in the country. In other words, their efforts to defeat me have just created more people like me. Now who's stuck in an unwinnable quagmire, losers?

19.6.06

Proezas no Mundial de futebol

Alterações governamentais no horizonte em Timor

CLANGING gongs and beating drums were the background noise to testimony yesterday by leaders of an alleged political hit squad that might bring down East Timor's embattled Prime Minister, Mari Alkatiri.

Two United Nations prosecutors were heading up to this ruined centuries-old Portuguese fort to interview Vincente da Conceicao, or "Commander Railos", leader of 30 former anti-Indonesian guerillas camped here who say they were armed on Mr Alkatiri's orders as a secret security force of the ruling Fretilin party.

(...)

Mr Railos is believed to have told Mr Horta that they were commissioned at a meeting in Mr Alkatiri's official residence on May 7, with the Prime Minister and then interior minister Rogerio Lobato, who was in charge of the police. He said Mr Alkatiri told Mr Lobato: "Make sure these comrades are provided with weapons."

Intuição

Sobre a situação no Brasil e no resto da América Latina

Lula is not a solution, but a part of the problem, indeed the core of the problem. The ‘vegetarian’ left is no more than a deception to disguise the real, ‘carnivorous’ one.

iPod ou o difícil caminho para escapar à miséria socialista

Países como a China e a Rússia, entre outros, saídos do comunismo e da pobreza extrema, estão agora a trilhar, a uma grande velocidade, o caminho da industrialização, da produtividade e da economia de mercado. As condições de trabalho existentes na China são – hoje – em comparação com as nossas, e em alguns sectores da economia, péssimas; mas, ainda assim, bem melhores do que as que eram oferecidas pela organização social anterior, maoísta, rural, fortemente marcada pela produção agrícola e pela fome. As condições de vida têm melhorado numa boa parte da China de uma forma exponencial, à medida que esta se industrializa, que aumentam os níveis de produtividade, e cresce a riqueza do país.

Portugal deve olhar para a China e perceber que se nos esquecermos que as únicas defesas para o trabalho assentam na "produtividade" e no "conhecimento", e que a melhoria das condições depende irreversivelmente - bem ou mal - da nossa capacidade de produzir mais e melhores produtos e serviços, rapidamente voltaremos a ser “competitivos”, mas apenas como mão-de-obra intensiva, vocacionados para a pobreza: corremos o risco – real – de sermos novamente os elos mais fracos da cadeia de valor. Se não tivermos consciência da importância central destas duas ideias – "produtividade" e "conhecimento" – muitos portugueses dificilmente escaparão ao trabalho sem condições, à necessidade de embarcar em novas diásporas e à mera luta pela sobrevivência.

Blogosfera feminina na Arábia Saudita

In this country where women are forced to completely cover themselves in public, are barred from driving, and need permission to travel abroad, it's small wonder many are embracing the freedom of anonymity on the Internet.

As Internet usage continues to climb here, so do the numbers of women who have started Web logs, or blogs, to express themselves in ways they might never do in public.

Dia D

Oh, dear! Oh, dear, oh, dearie, dearie, dear!

O canal público turco TRT baniu os desenhos animados do Ursinho Puff por causa do Piglet:
TURKEY'S public television TRT, controlled by the Islamist-rooted government, has barred the popular Walt Disney cartoon Winnie the Pooh from air because it has a piglet as one of its main heroes, the Turkish press reported today. Several other cartoons featuring pigs also failed to win the green light from TRT management, according to the left-wing Cumhuriyet daily. Fonte
Oh dear...

Da mihi animas, coetera tolle (2)

Tradição

A Tradição é o rio vivo que nos liga às origens, o rio vivo no qual as origens estão sempre presentes. O grande rio que nos conduz ao porto da eternidade. E sendo assim, neste rio vivo realiza-se sempre de novo a palavra do Senhor, que no início ouvimos dos lábios do leitor: "E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos" (Mt 29, 20).

Sobre a anunciada inviabilidade do Weblog.com.pt

Não era difícil de imaginar porque estas incursões pela tecnologia fora de laboratório e sem suporte nem enquadramento acabam sempre mal. São caras, são extenuantes em esforço e conhecimento, exigem manutenção permanente e, principalmente, porque estão dependentes de variáveis externas de imensa complexidade, é impensável agir amadoristamente, por mais esforçado que seja o seu autor.
Creio que o problema reside mais no amadorismo do que no trabalhar "fora de laboratório", mas em todo o caso o texto do LNT realça muitas questões importantes.

Repartir os despojos

Pelo monopólio dos enfeites desportivos para os decoradores

Como é que pode haver direito à arquitectura se qualquer um sem preparação técnica nem sentido estético certificado pode pendurar um trapo à janela? Para quando o monopólio dos enfeites desportivos para os decoradores? Este país está cada vez mais feio e a culpa é do Prof. Marcelo e do Scolari. Onde é que está a Helena Roseta quando precisamos dela?

Momentos politicamente incorrectos no Mundial

Num dos jogos mais emotivos deste Mundial, o Gana vence a República Checa por 2 a 0. No final, festejando a vitória, John Pentsil, jogador do Gana, tira das meias uma bandeira que ali escondera durante todo o jogo: a azul e branca de Israel. Pentsil, que joga no Hapoel Tel Aviv, é um de três jogadores da selecção do Gana a jogar em Israel.

Da mihi animas, coetera tolle

Condicionalismo moral e escolha II

18.6.06

VPV

Mundo Moderno

Em destaque

À atenção dos activistas dos direitos humanos e dos entusiastas do "multiculturalismo"

Dancing Days

O peso do presente na blogosfera

Sobre o perigo do relativismo nas relações internacionais

Evo Morales adere à saudosa tradição dos planos quinquenais

Almost $7bn (£3.8bn) will be invested in ambitious public works programmes.

The economic plan announced by Planning and Development Minister Carlos Villegas aims to create 100,000 jobs a year for the next five years.
(agradeço ao leitor Rui Carmo a indicação do link)

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