19.10.06

The End

Okupação!

Se o "Teatro Plástico", com uma média de 30 espectadores por dia, pode actuar no Rivoli apoiada com dinheiros públicos, então eu, com uma média de visitantes cinco vezes superior mereço o meu quinhão!

Rodrigo Adão da Fonseca aka Camarada RAF

너를 빨리 보십시요

Hasta siempre

The end is near (3)

Nem Sol nem Expresso

Matem os escravos

Alto e começa o baile

Há "economicismos" e "economicismos"...

Qual "partido socialista"?

Sobre a "rivolta" dos okupas subsidio-dependentes (2)

Seguindo o exemplo dos ocupantes do Rivoli, estou seriamente a pensar juntar uns amigos e ocupar a Casa dos Bicos em protesto com a falta de políticas de conservação e restauro do património português. Aproveitaremos para denunciar o esbanjamento de dinheiros públicos no sustento de obscuros artistas que, ao abrigo de uma suposta vanguarda, se entretêm a levar à cena peças inqualificáveis e das quais a única lembrança que restará será o trauma de quem a elas assistiu.

18.10.06

Going to Brazil

Aguarda-se a todo o momento a reacção de Ana Gomes

Às críticas dos deputados do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista de que o Governo continua a não esclarecer questões concretas sobre os alegados voos da CIA, o ministro frisou sempre que «este é um tema de grande melindre» que «exige coerência e rigor» e respondeu criticando «a falta de objectividade e rigor» com que «alguns partidos e alguns órgãos de comunicação social» têm acompanhado este processo.

Amado repetiu, perante as duas comissões, que o Governo português tem cooperado e vai continuar a cooperar no sentido do total esclarecimento das questões levantadas, e que todas as investigações efectuadas até ao momento não detectaram «nenhum indício de ilegalidades cometidas» em território português.

The end is near (2)

Echo & the Bunnymen - The Game

The end is near

Sobre a "rivolta" dos okupas subsidio-dependentes

Xuxas bloquistas

Assim vale a pena ser-se marxista, mas "marxista metodológico", ter andado nas Alemanhas e levar o sabonete, o papel higiénico e o leite aos amigos do paraíso que era a RDA, andar pelos antros do infecto capitalismo americano sem se comprometer com os mecenas, tão pouco com os contestatários, estar sempre de bem com todos os regimes e governanças e ter sempre um lugar, um ordenado, uma bolsa e um protector. Ultimamente, foi atacado pelas bexigas do anti-ocidentalismo, elecando os aeroportos, hotéis e universidades desse vasto mundo que está para além do Ocidente. Curioso, ali só lobrigo expressões da diversidade e triunfo do Ocidente. Sabe bem falar da fome perante um bom cozido à portuguesa !

Caso restassem dúvidas (II)

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Caso restassem dúvidas

Leitura recomendada (II)

[C]aro Professor Vital Moreira, a despesa pública não desce; o que diminui é o peso da despesa na economia. O Estado, para o ano que vem, espera gastar mais. Podia gastar o mesmo. Ou gastar menos. Mas não. Por isso, e falando português, não vale a pena jogar com as palavras, para concluir que há uma diminuição da despesa: porque ela não existe.

A culpa não é deles

Os cidadãos portugueses que ocuparam um teatro no Porto não devem ser culpados pelas causas e consequências dos seus actos.
Eles fizeram-no porque o país assim se pôs a jeito. Dados os dinheiros gerido pelos agentes e representantes do Estado, as lutas pela distribuição dos apoios descambam em episódios lamentavelmente rídiculos, patéticos e irrelevantes aos olhos de quem apenas tem de pagar por tudo isto sem poder escolher, por si, a cultura que quer. Claro que as lentes das câmaras dos telejornais ampliam a proporção da birra de quem sempre achou que sabe melhor que ninguém como tirar este país da ignorância cultural. Aos ignorantes, resta-lhes ir pagando enquanto assistem a mais este espectáculo.
Desta birrenta "Rivolução" nada sairá a não ser o reforço das convicções dos que por lá acamparam. Eles estão numa luta de vida ou morte pelo futuro e salvação da Inteligência e do Espírito, os quais, sem o seu inestimável contributo (especificamente o seu, às urtigas o dos que tomassem o seu lugar nas livres escolhas dos ignorantes), reverteriam milhares de anos. Curioso nesta disputa é que os seus aparentes adversários são os mesmos a quem já de seguida irão propôr um subsidiozinho para educar (nem que seja à força de salas vazias) os que não querem ser educados.
Depois admirem-se que outros cidadãos se comecem a barricar em repartições de finanças, reclamando o direito à devolução dos seus impostos malbaratados pelos educadores do Povo.

Outro chat Atlântico-Insurgente

Leitura recomendada

Sacudir a água do capote

O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação declarou que «a culpa» do aumento de 15,7% da electricidade para os consumidores domésticos em 2007 é do consumidor, porque esteve vários anos a pagar menos do que devia.


Penso que qualquer um com um mínimo conhecimento dos mecanismos de mercado sabe que os agentes respondem aos incentivos que lhe são oferecidos.

Dado que os preços da energia eléctrica, fixados administrativamente, não acompanharam o aumento dos custos reais de produção não existiu por parte destes grande incentivo à redução do consumo de energia. Perante isto, às empresas produtoras de energia eléctrica só restavam duas opções. Ou acumulavam défices (o que se verificou) ou racionavam o consumo (o que podia gerar alguns "apagões").

Se porventura não tiver ficado claro, esclareço que não defendo a existência de preços administativos que, a prazo, geram situações insustentáveis e distorcem o sistema de preços relativos. No entanto, mais bizarro parecem-me ser as declarações António Castro Guerra que atribui aos consumidores a culpa de uma situação gerada pelo intervencionismo estatal e parece desconhecer princípios básicos da teoria económica.

Caminhos perigosos

Entre 1990 e 2005 o “produto” português cresceu 2,4% em média anual, real, enquanto a “despesa corrente primária” subiu 5% (1), as “despesas sociais” 6% e as “pensões” 7%. A uma economia em queda prolongada (2) correspondeu a “explosão” das despesas públicas. As consequências não poderiam ser diversas das que foram. Agora, já com mais de uma década de atraso, há que corrigir os efeitos deste irrealismo político. Porque os governos não são hoje capazes de provocar o crescimento económico, são mais responsáveis pela moderação dos gastos.

(...)

Portugal, com três décadas de atraso, repetiu o percurso da restante Europa capitalista. A sua economia cresceu a 6% (1960-1975), a 4% (1975-1990) e a 2,4% (1990-2005). Correspondentemente, a sua fiscalidade “saltou” de 21% (1975) para 36% do Pib (2005) (3). Como outros, o nosso País ficou sem “economia” e sem margem de manobra “fiscal”. E também se endivida.
Medina Carreira, no Grande Loja do Queijo Limiano. Leitura recomendada.

(via Blasfémias)

Regime change

Over (ou onde estão os tipos do Rivoli quando realmente são precisos?)

O PREC já acabou?

Uma semana depois da posse, o procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, sofreu, ontem, um desaire perante o veto da maioria dos membros do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) à sua proposta do nome para vice-procurador-geral.

(...)

[Entre outros] (...) apontam também (...) posições que assumiu no exercício da sua actividade de auditor, e que consideram "conservadoras" e de "direita".
[fonte: Público]

Aviso subliminar à insurgência

498000

17.10.06

Silenciar os Moderados

At the same time, however, Islamic reformers have a difficult road. They are often targeted as apostates by jihadists, and often physically threatened. Farzana Hassan Shahid, the new president of the Muslim Canadian Congress (MCC), is the latest victim of this phenomenon. After her liberal views on many Islamic hot-button issues became known, she began receiving death threats from Muslim hardliners who considered her positions evidence of her falling away from Islam. One called her the “younger sister of Satan.” Another accosted her husband at an Ontario mosque and demanded he “control his wife.”
Consequently, Farzana Hassan Shahid explained, “there is an underlying fear all the time...that uneasy feeling is part of my daily life. I have been declared an apostate twice, for opposing the Sharia [Islamic law]. We have asked [Ontario Attorney General] Michael Bryant to include or acknowledge accusation of blasphemy and apostasy into the existing hate laws so the public and legal frame work is sensitized to this issue.”
E no Irão, o Ayatollah Kazemeyni Boroujerdi foi novamente preso (Boroujerdi defende a separação entre a religião e o Estado).

Freakonomics e o aborto

The way to better, cheaper healthcare

Everyone complains about the rising cost of healthcare. And now is the season when politicians and pundits propose solutions. Unfortunately, too many of these proposals spring from the wrongheaded notion that healthcare is, as a recent New York Times letter-writer asserted, "a human right and a universal entitlement."

Sounds noble. But not everything that is highly desirable is a right. Most rights simply oblige us to respect one another's freedoms; they do not oblige us to pay for others to exercise these freedoms. Respecting rights such as freedom of speech and of worship does not impose huge demands upon taxpayers.

Healthcare, although highly desirable, differs fundamentally from these rights. Because providing healthcare takes scarce resources, offering it free at the point of delivery would raise its cost and reduce its availability.

Chat Atlântico-Insurgente

Paris já está a arder?

The French government yesterday held crisis talks with community leaders in an effort to halt mounting violence in suburbs around Paris, amid news that gangs of youths, mainly of North African descent, were intensifying attacks on police.

Dominique de Villepin, the prime minister, ordered his interior and justice ministers to "toughen up" sentences for those found guilty of assaulting officers, following a meeting with community leaders.

His announcement followed a series of violent incidents over the past weeks, culminating in the ambush of three police officers on Friday by youths in Epinay-sur-Seine, north of Paris.
[fonte: Daily Telegraph com agradecimento ao João]

300 milhões

A polémica do momento

Dirceu e Lula

O adivinho

PSD

Boa sorte

Programação alternativa

The law of unintended consequences

Eu sou pro choice

Sem comentários...

The European Commission proposal would require websites and mobile phone services that feature video images to conform to standards laid down in Brussels.

Ministers fear that the directive would hit not only successful sites such as YouTube but also amateur “video bloggers” who post material on their own sites. Personal websites would have to be licensed as a “television-like service”.
[fonte: Times Online via The Road to Euro Serfdom]

Irmão de Lula vota em Alckmin; também a mãe de Heloísa Helena

Jackson Inácio da Silva, um dos 15 irmãos vivos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou nesta quarta-feira (11) que votará em Geraldo Alckmin (PSDB) no segundo turno das eleições.

(...)

O ex-eleitor de Lula lembrou que a última vez que falou com Lula foi no dia 1º de janeiro de 2003, na posse do presidente. Jackson tem mais contato com os irmãos que vivem em Santos. Mas não soube dizer em quem o resto da família vai votar no dia 29 de outubro.


..............................

Heloísa Helena enfrenta dificuldades no âmbito familiar. Ela reconheceu que sua mãe, dona Helena, e seu irmão, Hélio, querem votar em Geraldo Alckmin.


Não é uma delícia?

Mensagem subliminar ao Colectivo Insurgente

Não há coincidências

A história do primeiro episódio da série de televisão "The Lone Gunmen", transmitido a 4 de Março de 2001 (seis meses antes do 11 de Setembro) na FOX TV, descreve um plano gizado pela CIA para fazer embater um Boeing 727 numa das torres do World Trade Center por controlo remoto e culpar terroristas estrangeiros com o objectivo de ampliar o orçamento militar americano.

Tempo de mudanças...

Para a compreensão dos estudos "científicos" sobre o Iraque publicados na Lancet (5)

Summary
A new study has been released by the Lancet
medical journal estimating over 650,000 excess deaths in Iraq. The Iraqi
mortality estimates published in the Lancet in October 2006 imply, among other
things, that:
  1. On average, a thousand Iraqis have been violently killed every single day in
    the first half of 2006, with less than a tenth of them being noticed by any
    public surveillance mechanisms;
  2. Some 800,000 or more Iraqis suffered blast wounds and other serious
    conflict-related injuries in the past two years, but less than a tenth of them
    received any kind of hospital treatment;
  3. Over 7% of the entire adult male population of Iraq has already been killed
    in violence, with no less than 10% in the worst affected areas covering most of
    central Iraq;
  4. Half a million death certificates were received by families which were never
    officially recorded as having been issued;
  5. The Coalition has killed far more Iraqis in the last year than in earlier
    years containing the initial massive "Shock and Awe" invasion and the major
    assaults on Falluja.

If these assertions are true, they further imply:

  • incompetence and/or fraud on a truly massive scale by Iraqi officials in
    hospitals and ministries, on a local, regional and national level, perfectly
    coordinated from the moment the occupation began;
  • bizarre and self-destructive behaviour on the part of all but a small
    minority of 800,000 injured, mostly non-combatant, Iraqis;
  • the utter failure of local or external agencies to notice and respond to a
    decimation of the adult male population in key urban areas;
  • an abject failure of the media, Iraqi as well as international, to observe
    that Coalition-caused events of the scale they reported during the three-week
    invasion in 2003 have been occurring every month for over a year.

In the light of such extreme and improbable implications, a rational
alternative conclusion to be considered is that the authors have drawn
conclusions from unrepresentative data. In addition, totals of the magnitude generated by this study are unnecessary to brand the invasion and occupation of Iraq a human and strategic tragedy.

Leitura complementar: Para a compreensão dos estudos "científicos" sobre o Iraque publicados na Lancet; Para a compreensão dos estudos "científicos" sobre o Iraque publicados na Lancet (2); Para a compreensão dos estudos "científicos" sobre o Iraque publicados na Lancet (3).

Onde pára a Polícia? (2)

Onde pára a Polícia?

16.10.06

Sobre o espectáculo no Rivoli e os "jornalistas" de causas

Não se trata de noticiar, é pura solidariedade militante, absolutamente incondicional e acrítica. Todos à embaixada de Espanha, já!

A causa é das boas, e aquele pessoal está do lado certo. De maneira que é de aproveitar: aux armes, citoyens!

A senhora Ministra da Cultura, que é da tribo, não resistiu e também apareceu a dar uma mãozinha. Esperam-se os próximos capítulos.

Censura no Brasil: vale tudo para calar os críticos de Lula

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, liminarmente, a retirada da página da rádio CBN na internet, e das páginas de todas as suas afiliadas, do comentário do colunista Arnaldo Jabor feito na última terça-feira, (10). O comentário impugnado na petição inicial pode ter contrariado a legislação eleitoral. A decisão já foi cumprida pela rádio.


Aqui fica o comentário censurado:

Este é o lema da campanha da oposição ###

O debate de domingo serviu para vermos dois lados do Brasil. De um lado, a busca de um 'choque de capitalismo', de outro um delirante choque de um socialismo degradado em populismo estatista, num getulismo tardio. De um lado, S. Paulo e a complexa experiência de um Estado industrializado, rico e privatista e, do outro, a voz de grotões onde o Estado ainda é o provedor dos vassalos famintos. De um lado, a teimosa demanda de Alckmin pelo concreto da administração pública e, do outro lado, o Lula apelando para pretextos utópicos, preferindo rolar na retórica de símbolo, lendo constrangido estatísticas e citando obras quem nem foram iniciadas. Alckmin foi incisivo; Lula foi evasivo. Lula saiu da arrogância do primeiro turno para o papel de 'sóbrio estadista injustiçado'. Mas não deu para esconder seu mau humor quase ofendido, por ter de dialogar ali com aquele 'burguês', limpinho, sem barba. Faltou-lhe a convicção de suas afirmações, pois seu 'amor ao povo' não teve a energia de antes. Gaguejou, tremeu, suas frases peremptórias não tinham ritmo, não tinham 'punch line', não 'fechavam', enquanto Alckmin parecia um cronômetro, crescendo no ritmo e concluindo com fragor. Lula estava rombudo, Alckmin era um estilete. Lula estava deprimido porque raramente foi contestado assim, ao vivo. Sempre recuamos diante do sagrado 'Lulinha do povo', imagem que se rompeu domingo. Houve um leve sabor de sacrilégio na acusação do agora agressivo 'picolé de chuchu'. Alckmin rompeu a blindagem do Lula, protegido dos escândalos. Alckmin atacou a intocabilidade do operário sagrado e tratou-o como cidadão. Isso. O Lula perdeu um pouco da aura de 'ungido de Deus'. Lula sempre se disse 'igual' a nós ou ao 'povo', mas sempre do alto de uma intocabilidade, como se ele estivesse 'fora da política'. Sempre houve um temor reverencial por sua origem pobre; qualquer crítica mais acerba soava como um ataque da 'elite reacionária que não suporta um operário no poder como clamam tantos lulo-colunistas e artistas burros. Quando apertou o cerco, Lula tentou se valer dos pobres, dos humildes, falou da mãe analfabeta, mas sempre evitou responder a qualquer pergunta concreta, como se a concretude fosse uma ofensa a seu mundo ideológico puro, acima da vida 'comum'. Várias vezes, suas falas não faziam sentido, porém mantinham para o espectador acrítico aquele ronronar grosso que empresta um ritmo de fundo em torno da sua imagem de 'símbolo dos pobres'. Lula não precisa dizer a verdade; basta parecer. Sempre que o Alckmin o encostava na parede, ele chamava as verdades proferidas de 'leviandades', o que é muito comum no vocabulário petista que nomeia de 'erros' os crimes cometidos ou de 'meninos', os marmanjos corruptos que transportam dólares na cueca ou nas maletas e que foram 'desencaminhados', coitados, por bandidos comuns, talvez até (quem sabe?) 'a serviço' de tucanos solertes.

Lula tentou encobrir os crimes de sua quadrilha apelando para pretensos 'crimes' de gestões anteriores, como barragem de CPIs, votos comprados, caixa 2 sem provas.

Ele e os petistas se julgam donos de uma 'meta-ética', uma 'supramoral' que os absolveria de tudo e, por isso, Lula se utilizou de mentiras e meias-verdades para responder às acusações de mensalões e sanguessugas em seu governo. Para justificar a omissão e a passividade diante da Bolívia e do prejuízo de 1 bilhão e meio de dólares nas instalações da Petrobrás, Lula chegou a criticar a violência burra do Bush para se absolver na política de 'companheirismo' com o Evo Morales.

Ao invés de se defender de acusações pontuais, dizia que a era-FHC também era corrupta, como nas brigas de bordel, em que as prostitutinhas se defendem apontando os pecados das outras.

Lula tentou fugir da pergunta que não vai se calar: 'Qual a origem do dinheiro?'

Lula respondeu com a metáfora batida : 'Muitas vezes o sujeito está na sala e não sabe o que está acontecendo na cozinha.' Ou seja: é normal que o chefe da Casa Civil e agora o Presidente do partido, Berzoini, Hamilton Lacerda, o chefe da campanha do Mercadante, o diretor do Banco do Brasil, seu assessor, seu churrasqueiro, petistas ativos no diretório, todos soubessem e trouxessem o dinheiro em malas, sem avisar o chefe. E quer que a gente engula. Lula pediu a Deus que não o mate 'até que ele saiba de onde veio o dinheiro'. A resposta obvia é: 'Não precisa perguntar a Deus; basta perguntar aos seus assessores na sala ao lado...', como escreveu a Miriam Leitão.

Quando Alckmin o apertava, ele o desqualificava: 'Meu Deus... como é que pode? Você está nervoso, Alckmin... Não é o seu estilo...', querendo trancar o desafiante em seu papel de gentil picolé. Diante do pedido de explicações, fugia, tentando abordar 'questões programáticas' (como se ele as tivesse...) , como se elas pudessem estar acima das 'bobagens de crimes que sempre houve, de erros de companheiros' etc... Assim, tentou voar por cima da ética assassinada.

Acontece que os crimes de sua quadrilha 'são' a questão principal e também 'programática' porque, além da imoralidade, esses crimes prefiguram uma política que visa a atropelar a democracia através de grossuras truculentas que lhes mantenham no emprego a qualquer custo.

Lula não pôde responder à pergunta fatal 'De onde vem o dinheiro?' porque sua origem é conhecida.

Todos sabemos que o dinheiro veio de algum nicho onde está guardado para 'despesas do partido', dinheiro desviado ou de fundos de pensão ou de estatais ou de bancos oficiais ou de contratos superfaturados. Todos eles sabem. Só falta o nome do dono da cueca ou das maletas. E certamente o advogado do governo não permitirá que saibamos até o dia 29.

Tudo está óbvio. Neste momento perigosíssimo de nossa História, só resta esperar que o 'povo' perceba o óbvio, já que os intelectuais jamais o enxergarão.

Entrevista a Walter Williams

Professor, Radio Host, and Syndicated Columnist Walter Williams of George Mason University talks with EconTalk's Russ Roberts about his early days as an economist, his controversial view of the Civil War, the insights of Adam Smith and Friedrich Hayek, and some deep but simple economic principles.

A esquerda não gosta de contas economicistas

A posta do André não bate certo, mas não faz mal. É gira. Tem conteúdo. E que mal faz um pequenito erro de apenas 65315% num post com tanta consciência social? Também fica explicado o nome do blogue do André. Não foi de propósito. Enganaram-se nas contas.

Sistema fiscal único europeu


"Bruxelas insiste em sistema fiscal único para as empresas" (Vida Económica)

Entrevista a Edmund Phelps

Via DD, a entrevista de Phelps ao Expansión:

En los tiempos que corren, los trabajadores de bajos sueldos tienen muchas dificultades por cuestiones tecnológicas y por la competencia de economías como China e India. Por eso recomiendo que el Estado subvencione a los trabajadores con salarios más bajos para incrementar la demanda de empleos poco cualificados (...).###

A medida que el desfase entre la productividad norteamericana y europea se hace cada vez mayor, será más fácil para el Viejo Continente crecer más rápidamente. Y en algún momento, el ritmo de crecimiento igualará al estadounidense". Obviamente, cuando llegue ese día “el foso económico, que no deja de agrandarse, será enorme entre los dos bloques”. Un ejemplo: “el PIB per capita en Francia, Alemania e Italia era cerca del 95% del nivel americano en 1982 y ahora ha caído al 82%”. ¿Cómo se invierte la tendencia? “Yo haría grandes reformas en el continente, aunque no creo que el principal problema de Europa sea el Estado de Bienestar, sino una falta de dinamismo”. Y por dinamismo Phelps entiende “la falta de espíritu empresarial, el exceso de barreras y la ausencia de incentivos a la creación de empresas y las debilidades en el sector financiero”. Esta última cuestión le parece trascendental: “el sector financiero no es lo suficientemente bueno para destinar capital a las ideas más innovadoras. Yo revisaría todo el sistema financiero europeo”(...)

Una mayor flexibilidad, dice, “ayudaría al Estado de Bienestar a sobrevivir”. Más que el peso del Estado, la clave está en el espíritu empresarial y en “innovar más rápidamente en la dirección adecuada”.(...)

Es completamente equivocado pensar que la clase media en Estados Unidos está haciéndose mas pequeña. La clase media está floreciendo. Los inmigrantes se convierten en clase media en una hora, tienen sus propias casas y envían a sus hijos a Harvard.

O caminho para a servidão socialmente justa

Jeffrey Sachs escreve na edição de Novembro da Scientific American:

One of the great challenges of sustainable development is to combine society's desires for economic prosperity and social security.(...)
Austrian-born free-market economist Friedrich August von Hayek suggested in the 1940s that high taxation would be a "road to serfdom," a threat to freedom itself.(...)
The Nordic countries maintain their dynamism despite high taxation in several ways.(...)The results for the households at the bottom of the income distribution are astoundingly good, especially in contrast to the mean-spirited neglect that now passes for American social policy.(...)
Von Hayek was wrong. In strong and vibrant democracies, a generous social-welfare state is not a road to serfdom but rather to fairness, economic equality and international competitiveness.

Dois comentários.
Creio que o "caminho para a servidão", descrito por Hayek, tinha mais como causa o planeamento central preparado pelos (supostamente) omniscientes agentes estatais e menos imediatamente o nível de impostos.
Quanto aos efeitos de redistribuição da riqueza que o modelo com mais alto nível de impostos consegue, atentemos neste gráfico (via TCS Daily):
Ou seja, nos EUA, a população com os 10% de rendimentos mais baixos recebe 39% da mediana do rendimento americano. Nos países nórdicos, elogiados por Sachs, a mesma parte da população recebe 38% na Finlândia, 38% na Suécia e 43% na Dinamarca (ao mesmo tempo, os mais ricos entre estes povos, são bem menos ricos que os americanos).
Não é de todo evidente a conclusão, de Jeffrey Sachs, que os resultados dos países com taxas de impostos elevadas, sustentadoras de fortes modelos de redistribuição, sejam "astoundingly good".

O dia do monstro

[A]té agora, Teixeira dos Santos ministrou apenas os primeiros cuidados: conseguiu estancar as hemorragias e estabilizar o doente. A consolidação orçamental esteve assente na receita fiscal. O Governo subiu o IVA e tem prestado particular atenção ao combate à fraude e evasão fiscal. Mas isto não chega. Agora é preciso atacar a causa da doença: o monstro da despesa pública. E 2007 é o ano, não se pode adiar mais.

A credibilidade de Teixeira dos Santos joga-se a partir daqui. No passado, foi neste ponto que os ministros das Finanças falharam. Nunca conseguiram abalar a rigidez da despesa pública, garantida pelo peso excessivo das despesas com pessoal (14,5% do PIB) e as transferências, fixadas por lei, para militares, autarquias e regiões. Também Teixeira dos Santos já tomou as medidas fáceis: cortou nas despesas de investimento e congelou cegamente as progressões nas carreiras dos funcionários públicos. Conseguiu suster subidas fortes, mas não garante a descida da despesa. Isso só pode ser obtido com alterações estruturais na máquina estatal.

E, quanto a isto, a verdade manda dizer que os primeiros sinais do OE para 2007 são preocupantes. O Executivo socialista quer revolucionar a Administração Pública, com as mudanças nas orgânicas dos ministérios, o novo sistema de carreiras, remunerações e avaliação. Mas, à partida, nada disto foi contemplado no Orçamento porque ninguém sabe os verdadeiros efeitos. O Executivo tem apenas a esperança que eles venham. E se tudo se atrasar? E se os resultados forem insuficientes? Como irá Teixeira dos Santos garantir a redução da despesa? Este OE arranca com um elevado nível de risco.

Valsassina

Em destaque

Descobrir

15.10.06

Leitura (muito) recomendada

Impossível, pá (corrigido)

Mundo Moderno

Pinho chamou os amigos de Bush

Edição alternativa do programa eleitoral 2006 de Lula

Publicidade descarada

O sumo dos blogs

Alterações climáticas e cepticismo económico (2)

Alterações climáticas e cepticismo económico

300

Preocupações selectivas

E também por isso a verdadeira democracia é na Coreia do Norte...

A amostra é representativa do universo e é constituída por 70 mil entrevistas, que se encontram distribuídas da seguinte forma: trabalhadores do sector têxtil (1000); profissionais de Saúde (9 mil); professores de História (10 mil); reformados que não tinham nada para fazer e apanharam o autocarro da junta (49 999); indivíduos que iam a passar (o Louçã). A recolha da informação decorreu no dia 12 de Outubro de 2006, entre o Marquês de Pombal e o Palácio de São Bento, em Lisboa.

Para a compreensão dos estudos "científicos" sobre o Iraque publicados na Lancet (4)

Expresso ou Sol?