14.10.06

Ainda o Grameen Bank (2)

O socialismo, puro ou democrático, perdeu o seu prestígio para as "novas causas". Entre elas, o activismo ecologista, a alterglobalização, a positive action para as minorias, o fascismo do "saudável"... e agora o "direito ao microcrédito". Qualquer uma destas vias implica o sufoco de uma parte da economia livre, e a subjugação ou substituição dos agentes que nela operam (por lucro, ou movidos por objectivos "sociais") por organismos estatais. Uma sociedade que admite que os pobres devam ao Estado rapidamente descambará para uma sociedade onde todos devem ao Estado por solidariedade colectivista. Como bem explicou Hayek, o micro-socialismo tende a evoluir para o macro-socialismo.

Processo bem mais simples e directo que o micro-crédito é desonerar todos os cidadãos — ricos e pobres — do peso opressivo do Estado. E isto, a fundo perdido.

Ainda o Grameen Bank

O parlamento europeu e a tristeza de não proibir

Ficaram tristes, menos pelos touros do que pelo facto de esta semana não proibirem outra coisa qualquer.

The Fountainhead - Howard Roark Speech

A invasão hermenêutica

"Openness" and Keeping the "Conversation" Going

Here we must note two variants of the common hermeneutical theme. On the one hand are the candid relativists and nihilists, who assert, with an inconsistently absolutist fervor, that there is no truth. These hold with the notorious dictum of the epistemological anarchist Paul Feyerabend that "anything goes." Anything, be it astronomy or astrology, is of equal validity or, rather, equal invalidity. The one possible virtue of the "anything goes" doctrine is that at least everyone can abandon the scientific or philosophic enterprise and go fishing or get drunk. This virtue, however, is rejected by the mainstream hermeneuticians, because it would put an end to their beloved and interminable "conversation."

In short, the mainstream hermeneuticians do not like the "anything goes" dictum because, instead of being epistemological anarchists, they are epistemological pests. They insist that even though it is impossible to arrive at objective truth or indeed even to understand other theorists or scientists, that we all still have a deep moral obligation to engage in an endless dialogue or, as they call it, "conversation" to try to arrive at some sort of fleeting quasi-truth. To the hermeneutician, truth is the shifting sands of subjective relativism, based on an ephemeral "consensus" of the subjective minds engaging in the endless conversation. But the worst thing is that the hermeneuticians assert that there is no objective way, whether by empirical observation or logical reasoning, to provide any criteria for such a consensus.

Since there are no rational criteria for agreement, any consensus is necessarily arbitrary, based on God-knows-what personal whim, charisma of one or more of the conversationalists, or perhaps sheer power and intimidation. Since there is no criterion, the consensus is subject to instant and rapid change, depending on the arbitrary mind-set of the participants or, of course, a change in the people constituting the eternal conversation.

(...)

The prime moral duty proclaimed by the hermeneuticians is that we must at all times keep the conversation going. Since this duty is implicit, it is never openly defended, and so we fail to be instructed why it is our moral obligation to sustain a process that yields such puny and ephemeral results. In keeping with this alleged virtue, the hermeneuticians are fervently and dogmatically opposed to "dogmatism" and they proclaim the supreme importance of remaining endlessly "open" to everyone in the dialogue. Gadamer has proclaimed that the highest principle of hermeneutic philosophy is "holding oneself open in a conversation," which means always recognizing "in advance, the possible correctness, even the superiority of the conversation partner's position." But, as Barnes points out, it is one thing to be modestly skeptical of one's own position; it is quite another to refuse to dismiss any other position as false or mischievous.

(...)

In all the blather about openness, I am reminded of a lecture delivered by Professor Marjorie Hope Nicholson at Columbia University in 1942. In a critique of the concept of the open mind, she warned: "Don't let your mind be so open that everything going into it falls through."

There is another self-serving aspect to the hermeneutical demands for universal openness. For if nothing–no position, no doctrine–can be dismissed outright as false or mischievous or as blithering nonsense, then they too, our hermeneuticians, must be spared such rude dismissal. Keeping the conversation going at all costs means that these people must eternally be included. And that is perhaps the unkindest cut of all.

Novos artigos no site da Causa Liberal

Liberalismo clássico vs. liberalismo revolucionário e anti-clerical

O mais antigo liberalismo não se denominava expressamente como tal. Recebeu a denominação de seus sucessores no momento em que o incorporaram a si próprios. Refiro-me àquilo que hoje se chama "liberalismo econômico clássico" – a escola de Adam Smith. Sua essência é a defesa da economia de livre mercado. Os argumentos que apresenta são de ordem prático-técnica, psicológica e moral, mas é importante entender que, nessa sua primeira versão, o liberalismo não era uma proposta de ação nem uma autodefinição de grupo. Adam Smith não traçou um programa político, mas descreveu processos econômicos que já existiam desde a Idade Média, explicando as razões da sua eficácia, enaltecendo a sua moralidade intrínseca e explicando algumas condições políticas e culturais requeridas para a continuidade do seu sucesso. Essas condições podem resumir-se na fórmula da democracia constitucional anglo-americana. Smith não era um ideólogo de grupo político, mas um filósofo e cientista social.

Uma segunda vertente liberal origina-se da Revolução Francesa, mas deve seu nome à formulação que obteve mais tarde na Espanha. O movimento liberal espanhol do século XIX não se compunha de capitalistas, mas de intelectuais e estudantes. Seu objetivo não era a liberdade de mercado, mas a destruição da monarquia e da Igreja, as quais não constituíam obstáculo ao capitalismo emergente mas sim à ascensão social e política de indivíduos de classe média que não encontravam oportunidade numa hierarquia estatal preenchida basicamente por membros da classe nobre.

(...)

O liberalismo econômico clássico de Adam Smith e o liberalismo ateístico e anticlerical dos franceses e espanhóis eram não somente independentes um do outro, mas opostos. Smith insistia que a economia de mercado só progrediria num ambiente de moralidade e legalidade que ela própria não poderia criar mas tinha de encontrar pronto. O tradicionalismo inglês, e não o liberalismo revolucionário franco-espanhol, foi o berço da democracia liberal-capitalista. Na França e na Espanha, a ascensão dos liberal-revolucionários veio acompanhada, ao contrário, de uma expansão da autoridade estatal, indispensável como instrumento para a implantação de políticas anticlericais, especialmente de um sistema de educação baseado no ateísmo.

Air America: o fracasso de uma rádio socialista

To no one's surprise, Air America filed for bankruptcy protection today. The filing was under Chapter 11, so the left-wing network will stay on the air, at least for now.

I can't deny taking a certain satisfaction in Air America's inability to pay its way, but the filing may not have a lot of significance in the long run; one thing the left will never run short of is money. So Air America, or something like it, will probably be around for a while. But the network's inability to generate revenue shows how little impact it is having.

Os empresários e o Estado em Portugal

Multiculturalismo e o suicídio da Europa (2)

The airline's uniform code states that staff must not wear visible jewellery or other 'adornments' while on duty without permission from management.

It makes exceptions for Muslim and Sikh minorities by allowing them to wear hijabs and turbans.

Under rules drawn up by BA's 'diversity team' and 'uniform committee', Sikh employees can even wear the traditional iron bangle - even though this would usually be classed as jewellery - while Muslim workers are also allowed prayer breaks during work time.

But Miss Eweida, 55, from Twickenham, insisted her cross, which is smaller than a ten pence piece, was not jewellery but an expression of her deep Christian faith.

She questioned why she was being forced to hide her religion when BA's Muslim and Sikh workers could express theirs.

Miss Eweida said last night: "I will not hide my belief in the Lord Jesus. British Airways permits Muslims to wear a headscarf, Sikhs to wear a turban and other faiths religious apparel.

"Only Christians are forbidden to express their faith. I am a loyal and conscientious employee of British Airways, but I stand up for the rights of all citizens."

Interferências

O vencedor do prémio Nobel da Medicina deste ano foi Craig C. Mello. O apelido Mello parece levemente suspeito de apresentar alguma familiaridade? A genealogia portuguesa diz que sim. Aliás, não foi nenhuma investigação particular que chegou a essa conclusão, mas sim os meios de imprensa portugueses. No dia seguinte (ou mesmo no próprio dia) ao anúncio da atribuição do galardão, os jornais portugueses noticiavam que este investigador era quase português, ou melhor, de ascendência portuguesa. Esta referência é importante porque não se trata de um caso isolado - semana a semana, quem ligar o televisor ou folhear diversos jornais, acabará por se deparar repetidamente com relatos da vida de vários e humildes portugueses que fugiram da sua terra natal há décadas atrás, para o outro continente, em busca de uma vida melhor, criando riqueza, trazendo prosperidade ao local onde se estabeleceram e, acima de tudo, poupando os seus filhos do esforço por que passaram. Mas mais interessante ainda do que analisar o historial de Portugal em termos de fluxos migratórios, a sua inversão recente e as razões pelas quais se deu, é observar toda a repercussão sociológica que envolve a emigração de portugueses.

Muitos portugueses, talvez por pertencerem ao país dos ei-los que partem, desenvolveram uma espécie de inconsciente colectivo e nostálgico que os faz sentir conectados a tudo o que diga respeito a (descendentes de) conterrâneos (de outrora), chegando a idolatrá-los, vendo-os como heróis, representantes da pátria lusitana pelo mundo, que simbolizam directamente a capacidade de trabalho do português médio que abandona o seu país em busca de condições mais favoráveis. Começar do zero não era assim tão incomum, especialmente quando se tratavam de pessoas de baixos rendimentos que, assoladas pela miséria, fugiam na esperança de recomeçar do outro lado do Atlântico e viver o sonho americano. ###

Vem isto a propósito não de razões sociológicas ou demográficas mas do facto de tantos portugueses sentirem, mesmo que não o comuniquem conscientemente, uma admiração extrema pelo seu primo na América que se tornou num self-made man - alguém que era muito pobre, não tinha absolutamente nada e que, todavia, se tornou num empresário de grande êxito. O self-made man luso-americano ou luso-canadiano funciona como uma espécie de demonstração psicológica interna de que a quem é dada uma oportunidade de singrar com o seu próprio trabalho árduo, muitas vezes alcança o sucesso.

No entanto, a contradição imediata deste fenómeno reside na introspecção que se segue à primeira adoração que surgiu. Deixando de falar dos EUA ou do Canadá, de repente, a forma de entender Portugal e os portugueses altera-se radicalmente quando o assunto não recai sobre os emigrantes e seus descendentes, mas sobre os habitantes do território original. Ao contrário do que se admira em outras ocasiões, defendem-se de imediato toda a classe de imposições que penalizem a criação de riqueza, o desenvolvimento do potencial empreendedor, que inevitavelmente fica oprimido em si mesmo, e o desejo de assumir riscos de investimento. Com todos estes aspectos, afunda-se em conjunto a mobilidade social que implicitamente é tão venerada na sociedade norte-americana. Não se hesita em apoiar em abstracto a transferência de fundos dos ricos para os pobres, não entendendo que o que acaba por ocorrer é ter uma sociedade que trabalha para danificar as suas próprias possibilidades de progresso, manter uma legião maioritariamente ineficiente e improdutiva de dependentes directos deste dinheiro e financiar os mecanismos tortuosos e burocráticos desta própria transferência. Curiosamente ou não, são precisamente as mesmas pessoas que, sempre que podem, não hesitam em desejar o melhor para os seus filhos, ou seja, que possam vir posteriormente a estudar/trabalhar em países com uma estrutura económica semelhante à dos EUA, onde o seu trabalho seja superiormente recompensado.

A interrogação que infelizmente estes portugueses não parecem impor a si mesmos é a razão pela qual todos estes self-made men não foram, na verdade, produto caseiro. Porque foi necessário que saíssem para atingir tais resultados. E porque continua a corporate america a gerar mais self-made men de grande sucesso com sangue português do que Portugal. Quem colocar a si mesmo estas perguntas, sem conhecer previamente a resposta, acabará por ter de concluir que a única diferença é o facto de que estas pessoas que decidiram abandonar o seu país de origem, algo que no fundo aconteceu por toda a Europa, não foram bem sucedidas na sua terra nativa porque não lhe foi dada essa possibilidade. E decidiram recomeçar na América, ou em outro país maioritariamente livre, porque não é o Estado toda a fonte de oportunidades de empreendedorismo, mas sim a própria natureza da sociedade livre que permite que estas surjam quando alguém tem intenção e vontade de se dedicar à produção de algo que melhore as vidas de cada um dos elementos que a compõe.

Entretanto, e até que isto seja compreendido e assimilado, por consciencialização ou força da necessidade, aqueles que desejem maximizar as suas capacidades nas profissões da actualidade continuarão a emigrar para países que durante décadas sofrerem um desenvolvimento sustentado, o que lhes permite oferecer condições de trabalho muito mais apetecíveis e onde a qualidade é indubitavelmente reconhecida como preciosa. Consequentemente, os portugueses cá de dentro continuarão a ter portugueses e luso-something de quem se orgulhar, uns self-made men, outros já de profissões especializadas. E a grande maioria da Europa continental, de onde todos os mais individualistas vão tentando sair continuamente, deixando para trás os que defendem a manutenção dos sistemas económicos actuais e os malfadados estados de bem-estar (sic), continuará a assemelhar-se cada vez mais com uma estrutura decadente, em vias de colapso, que vive acima das suas possibilidades e acabará por sofrer o amargo sabor dos reajustamentos forçados.

O aquecimento global não perdoa

A rare early October snowstorm that buried parts of the Great Lakes region under as much as 2 feet of snow was blamed Friday for at least three deaths in New York state, widespread blackouts and stranded travelers.

O estranho caso da crise que acabou por decreto governamental

13.10.06

Happy Birthday Mrs. Thatcher!

Multiculturalismo e o suicídio da Europa

A teenage schoolgirl was arrested by police for racism after refusing to sit with a group of Asian students because some of them did not speak English.

Codie Stott's family claim she was forced to spend three-and-a-half hours in a police cell after she was reported by her teachers.
(via The Volokh Conspiracy)

D. Jorge Ortiga faz o esclarecimento que se impunha

D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, considera o aborto "uma questão humana" e sublinha que, sendo assim, ela "tem que ser também uma questão religiosa", uma vez que "a Igreja está de acordo com tudo o que é humano".

(...)

Para si, "o aborto não é referendável porque o direito à vida é inviolável". Mas "uma vez que acontece esse referendo", o prelado afirma: "Iremos alertar todos os cidadãos para que votem em consciência e de acordo com a sua fé."

Acerca do Yunus e do micro-crédito (2)

Ainda o medo de Salazar (2)

America e a Grã Bretanha, pelo desconsolo dos oposicionistas portugueses, apoiaram Salazar, entendendo perfeitamente o perigo da URSS, através dos seus agentes locais, estender as suas garras até o Atlântico. O mundo livre pagou um preço, na área da credibilidade democrática, por este apoio aos regimes ibéricos.

Todos conhecem o desfecho. A URSS desmoronou-se. Para quem tem olhos de ver tanto o socialismo como o marxismo sofreram estrondoso descrédito. Todavia, o comunismo não morreu. Em toda a parte sobrevive como uma miasma venenosa. Hoje, em nome da democracia (que eles nem sabem o que é) os “idiotas úteis” querem eliminar Salazar da história de Portugal enquanto enaltecem Fidel Castro e outros sanguinários ditadores. A História não lhes ensinou nada nem eles querem aprender.

Quanto à política colonial de Salazar esta é sem dúvida criticável. Tal como a dos britânicos na India, na Malásia, no Chipre, no Kenya, na Irlanda. Ou dos holandeses na Indonésia. Ou dos franceses na Indochina e na Argélia. Mas aqui também na questão colonial, nunca podemos esquecer o factor soviético e a guerra fria. No que diz respeito às colónias portuguesas o que é certo, depois de tanto sangue derramado, é que não fica nada bem aos luminários da esquerda criticar Salazar. Não foi ele o responsável pela descolonização histérica e desastrosa que levou às guerras civis de Angola, Moçambique e Timor, onde morreram muitíssimo mais homens, mulheres e crianças do que alguma vez no tempo de Salazar.

Não há maneira de satisfazer a extrema-esquerda

Estatuto do jornalista

1. The media must not publish or disseminate information contrary to the Muslim religion, the public interest or the interest of the nation.

2. The media must not disseminate information likely to create conflicts between the population and the Council of Islamic Courts.

3. The media may reproduce information obtained from credible sources, but must reveal the identity of the sources.

4. The media must cooperate with the information bureau of the Council of Islamic Courts.

5. Media directors are responsible for the news and programmes they disseminate.

6. Each media must have a physical address and contact details.

7. The media must not serve foreign interests.

8. Media employees must have good professional training and must respect professional ethics and conduct.

9. The media must not participate in seminars or programmes supported by foreign organisations without express permission from the information bureau of the Council of Islamic Courts.

10. The media must not publish or disseminate elements of a foreign culture contrary to Islamic culture or promoting bad behaviour, such as nudity on film.

11. A media cannot work in areas controlled by the Islamic courts without previously registering with the information and propaganda bureau of the Islamic courts.

12. If media are guilty of misconduct, they must make amends.

13. The media must not employ the terms which infidels use to refer to Muslims such as 'terrorists,' 'extremists' etc

Na Somália.

O glorioso socialismo da Coreia do Norte

No one enjoys luxury goods more than paramount leader Kim Jong-il, who boasts the country's finest wine cellar with space for 10,000 bottles.

Kim has a penchant for fine food such as lobster, caviar and the most expensive cuts of sushi that he has flown in to him from Japan, according to Kim's former chef.

Kenji Fujimoto, a pseudonym, who worked as Kim's personal sushi chef in the late 1980s and 1990s at a time when more than 1 million North Koreans perished in a famine, said in a book Kim would go to extremes to satisfy his appetite.

Kim would have aides purchase caviar for him in Iran and even sent one envoy to Beijing to bring back McDonald's hamburgers, he said.

Ainda o medo de Salazar

Na versão original da lista não vem António de Oliveira Salazar, o que imediatamente suscitou protestos nessa parte muito viva e atenta da comunicação, que são os blogues. A lista foi entretanto corrigida, com a inclusão de Salazar, mas a ausência inicial só pode ter sido de natureza censória e não um lapso. Alguém achou que colocar lá o nome de Salazar ou podia gerar polémica, ou podia levar a uma votação incómoda na personagem, o que se entendeu que colocaria o programa em apuros. Quer num caso quer noutro, os malefícios do politicamente correcto são evidentes, porque uma lista deste tipo sem Salazar não tem pés nem cabeça.

(...)

Por tudo isto não espanta a censura do nome de Salazar, por medo de um resultado inconveniente num programa da "televisão pública" da democracia (ela própria fundada por Salazar), como não me espantaria que Salazar pudesse ganhar o concurso. Vejo nisso poucos inconvenientes e até vantagens. Para além do aspecto catártico, talvez isso suscitasse uma discussão a sério do que significou Salazar na nossa história do século XX onde ele é a personagem principal, goste-se ou não.

*[é impressão minha ou o título soaria bem melhor se fosse "Por que razão tem a democracia medo de Salazar?"]

A avestruz e a visão marxista do 'invólucro místico'

Bento XVI liberaliza expressão do rito católico tradicional (2)

Pope Benedict XVI is preparing to release a motu proprio extending permission for priests to celebrate the traditional Latin Mass, Vatican sources have confirmed.

The new papal document-- for which a publication date has not yet been set-- would give all priests permission to celebrate the Mass of St. Pius V.

(...)

Vatican sources say that the papal document affirms the principle that there is only one liturgical rite for the Latin Church. But this rite has two forms: the "ordinary" liturgy (the Novus Ordo, celebrated in the vernacular language) and the "extraordinary" (the Tridentine rite, in Latin). These two forms have equal rights, the text indicates, and bishops are strongly encouraged to allow free use of both forms.
(via A Casa de Sarto)

Para a compreensão dos estudos "científicos" sobre o Iraque publicados na Lancet (3)

Os iraquianos devem ter muito cuidado com a Lancet. Qualquer dia mata-os a todos.
Leitura complementar: Para a compreensão dos estudos "científicos" sobre o Iraque publicados na Lancet; Para a compreensão dos estudos "científicos" sobre o Iraque publicados na Lancet (2).

Bento XVI liberaliza expressão do rito católico tradicional

A breve prazo as missas vão poder ser celebradas em Latim. A possibilidade está prevista na nova Carta Apostólica de Bento XVI, que estará concluída em breve. O texto está quase pronto. Bento XVI já o reviu duas vezes e os detalhes estão agora a ser avaliados nas Congregações.
Segundo a agência francesa I Media, espera-se para Novembro a publicação desta nova Carta Apostólica, que deverá liberalizar a expressão tradicional do rito católico romano, segundo o missal de São Pio V.
O documento parte do princípio de que "existe um único rito latino, com duas formas: a ordinária, ou seja, vernacular; e a extraordinária, neste caso, a tradicional; e que estas duas formas têm igualdade de direitos".
(via Último Reduto)

Acerca do Yunus e do micro-crédito

Para a compreensão dos estudos "científicos" sobre o Iraque publicados na Lancet (2)

Pode-se ler no "Portugal Diário" de hoje que um estudo feito pela revista médica "The Lancet" prova que "mais de 600.000 iraquianos morreram desde o início da invasão do Iraque, em Março de 2003, em consequência directa da violência".
Adianta ainda o "P.D." que "os resultados baseiam-se em inquéritos efectuados entre 20 de Maio e 10 de Julho de 2006 junto de 1.849 famílias escolhidas aleatoriamente e com uma média de sete membros. Aos inquiridos foi perguntado se tinham sofrido a morte de familiares nos 14 meses anteriores à invasão de Março de 2003 e nos 14 meses seguintes.Os médicos iraquianos pediram certificados de óbito em 87 por cento dos casos e foram entregues os certificados correspondentes em 90 por cento dos casos."

Como médico com algumas noções de epidemiologia e, já agora, de como se manipulam números e estudos, gostaria de tecer alguns comentários:###

Em primeiro lugar, e como o próprio estudo refere, "69% das mortes resultaram sobretudo da violência étnica e intra-religiosa. Árabes contra árabes, sunitas contra xiitas..."

Mas como já sabemos que os americanos têm sempre a culpa de tudo, detenhamo-nos sobre outros aspectos:

1- Foram feitos inquéritos a famílias escolhidas aleatoriamente, mas onde? também nas zonas menos tocadas pela guerra? ou só nas mais violentadas?

2- Os inquiridos contabilizaram (em meados de 2006) o número de familiares mortos desde os 14 meses anteriores à invasão até aos 14 seguintes. Foram mortes confirmadas por atestados em 90% dos casos dos 87% solicitados, o que dá 79% de confirmações. Temos assim que em 600.000 há portanto 126.000 casos não confirmados.

3- As mortes não relatadas não puderam ser, obviamente, controladas por atestados. Isto quer dizer que nada nos garante não haver uma minimização do número de mortes antes da invasão, o que poderá distorcer grandemente o método de comparação "antes e depois".

4- Uma das mais óbvias desonestidades do “estudo” tem aliás a ver com a amostra: comparar 14 meses antes da invasão (em “paz”) com 14 meses a seguir (e portanto na fase em que houve guerra mais intensa e generalizada no terreno), e extrapolar os ditos casos desses 14 meses para os 28 meses seguintes, inflaciona, e de que maneira, os números.

5- Finalmente, todos sabemos que sempre que alguém morre vítima da violência bélica no Iraque isso nos é diligentemente comunicado pela generalidade da imprensa. Seria muito fácil essa mesma imprensa (ou algum curioso) dedicar-se a pegar nos jornais desde a altura da invasão e somar as mortes (só violentas e dos iraquianos, atenção).

Mas vamos supor, já atirando muito (mas muito) por alto, que desde Março de 2003 morreram em média diariamente 100 pessoas vítimas de atentados, bombas, (ou torturas dos americanos, pois claro!). Há muitos dias, como hoje, em que nada vem relatado, mas fica por conta dos outros...Teríamos assim, desde Março de 2003: 100(mortes/dia)x365(dias/ano)x3,5(3 anos e meio) = 127.750 mortes! Um bocadinho longe das 600.000...Como diz a outra: há coisas fantásticas, não há?

Já agora, fazendo as contas com os números do “estudo” da Lancet: 600.000 (mortes)/(3,5x365 dias) = 469 mortes por dia, ininterruptamente desde 2003!

A ser assim, e lendo a nossa imparcialíssima imprensa, até o Avante está vendido ao imperialismo americano!

Fernando Gomes da Costa

Um apelo

Opinião na Dia D

Ségolène, a anti-capitalista

Toda a verdade sobre as teorias da conspiração

Preocupante

À última hora, a direcção da maioria parlamentar decidiu que, afinal, as condições de acesso das finanças às contas bancárias poderão ser ainda mais facilitadas, destaca a edição do Diário Económico esta sexta-feira.

(...)

As propostas do PSD e do BE alargam ainda mais as possibilidades de levantamento do sigilo bancário do que o projecto do Governo. Por exemplo, segundo a proposta do PSD, o levantamento (do sigilo bancário) passaria a ser decidido pelo director distrital de Finanças.
[fonte: Dinheiro Digital]

Os Madredeus no meio da Revolução Bolivariana

O grupo português Madredeus suspendeu parte sua agenda particular e com a imprensa na Venezuela, depois de ser vítima de uma tentativa de assalto e de se ver em meio a um tiroteio na capital do país.

A caravana dos artistas, que realizaram dois concertos no fim de semana, foi atacada na madrugada de sábado com garrafas por um grupo de pessoas motorizadas na avenida que liga o aeroporto com a cidade. Os organizadores deduziram que foi uma tentativa de assalto.

Posteriormente, ao chegarem próximo ao hotel onde estavam hospedados, os artistas ficaram na linha fogo entre a polícia e um grupo que realizava competições ilegais de carros em uma avenida de Caracas.

"Eles tiveram que se atirar ao chão, esperar que passassem 10 minutos, aterrorizados sem saber se sairiam. Eles ficaram absolutamente atemorizados", disse à Reuters Yajaira Núnez, chefe de comunicação da empresa organizadora.

Blomstrandbreen, aquecimento global e a ofensiva eco-religiosa

The 9-9-06 Issue of The Economist has global warming as a cover story, The Heat is On. On page 8 of the special section, the Economist lends support to the quip that environmental writers have a post-it-note on their computer screens that reads: “never, ever check facts.” We take note of the fact that it prints two pictures of a Svalbard Glacier from 1918 and 2002 respectively called Blomstrandbreen as implicit
proof of melting ice. Danish professor Ole Humlum from Oslo University, who used to work at the university’s branch in Svalbard, years ago revealed the photos as a Greenpeace hoax. Blomstrandbreen is a so-called galloping glacier, which periodically advances and retreats, regardless of the climate. We reach back to 2002 for a report on the hoax. The Economist seems either oblivious or unconcerned with reality. Makes one wonder what else in the report is science fiction
Moral da história?
Todo o cuidado é pouco quando se está a lidar com o fanatismo de organizações eco-religiosas como a Greenpeace.

Eco-realismo vs. ambientalismo religioso (2)

Eco-realismo vs. ambientalismo religioso (1)

Recompensar um leitor fiel

Ah ganda anacóme! Boa pá!

A Anacom decidiu esta quinta-feira suspender de forma imediata a oferta do plano tarifário PT Free Noites, da Portugal Telecom (PT), de acordo com um comunicado do regulador.

No documento, a Anacom sublinha que «deixou sempre claro» à Portugal Telecom «que a gratuitidade do tráfego do serviço telefónico fixo prestado pela PT Comunicações, independentemente dos diferentes formatos que têm vindo a ser seguidos pela concessionária, suscita sérias reservas de natureza concorrencial.»
A entidade reguladora duvida de igual modo «da percepção que os consumidores terão sobre a coerência entre um tarifário do serviço universal que aumenta o preço da assinatura associado à gratuitidade do tráfego no período noites e o plano agora lançado, que alegadamente garante tal gratuitidade sem qualquer mensalidade adicional
A Anacom refere-se neste caso a uma proposta de tarifário definida pela PT Comunicações em Agosto, com a denominação «noites».
via Blasfémias.

12.10.06

Solidariedade com os mais pobres

Abu Hamza, the radical cleric, bought a house for £220,000 in cash and let it out while receiving legal aid, it was claimed yesterday.
An investigation by the Legal Services Commission has led to a freeze on the sale of the four-bedroom property in Greenford, west London.
Hamza has been claiming legal aid for his fight against allegations of incitement to murder, for which he received a seven-year jail sentence this year.
The bill is thought to come to around £250,000. Nothing has yet been paid.
The former imam of Finsbury Park mosque claims he has "no assets of any sort" and his wife and seven children live in a £600,000 council-owned house in Hammersmith, west London.

Notícia Telegraph.

Joint-venture da pás

Novas religiões, novas inquisições

Os ambientalistas, tal como os os fanáticos religiosos, reagem irracionalmente às heresias.
E como reagem irracionalmente a quaisquer heresias, querem-nas castigar. Assim, um tal David Roberts não hesita em propor uma espécie de tribunal de Nuremberga para todos aqueles que pertençam à "denial industry", só que aqui os negacionistas não são aqueles que negam o holocausto, mas todos aqueles que, por um ou outro motivo, são cépticos quanto à questão do "aquecimento global", sobretudo, no que diz respeito às suas origens antropogénicas.

Toda esta linguagem de equiparar o aquecimento global ao Holocausto e a tentativa de associar o negacionismo do Holocausto ao cepticismo sobre o aquecimento global, chamando negacionistas a estes últimos, não passa de uma tentativa torpe, totalitária e politicamente corrente (tautologia: o politicamente correcto é totalistarista por definição) de encerrar o debate, escudando-se num inexistente consenso científico e demonizando o adversário (velha táctica por demais empregue).

Daqui a pouco ser céptico sobre o aquecimento global será quase considerado como crime contra a humanidade. A este propósito, ler também Global warming: the chilling effect of free speech de Brendan O'Neill.

É certo que as ameaças à liberdade de expressão se multiplicam, mesmo em países democráticos como a França (cf. Génocide arménien: la décision française mal accueillie en Turquie; não tenho dúvidas que o genocídio dos arménios aconteceu, mas uma lei a penalizar quem expresse dúvidas sobre ele é qualquer coisa muito estúpida), mas é preciso não nos intimidarmos perante estes exemplos, sob pena da liberdade de expressão ser coisa do passado, passando a existir, apenas, a verdade oficial.

De qualquer modo, pelos exemplos vistos, parece não haver dúvidas que para alguns o ambientalismo está a tornar-se numa verdadeira religião, com dogmas de fé e tudo, em que os hereges têm que ser condenados pela sua dissêndia em relação à verdade oficial.

Belos tempos progressistas, sem dúvida.

Dead MIT

Mais uma mentira do Império

Para a compreensão dos estudos "científicos" sobre o Iraque publicados na Lancet

O funcionalismo público e a falência do Estado Social

Para explicar a sanha contra os funcionários, há boas almas que atribuem ao actual governo do PS um suposto projecto de “direita liberal” para minimizar o Estado. É talvez a mais comovente de todas as ilusões. As vítimas administrativas e docentes do actual governo convencem-se assim de que os seus problemas seriam simplesmente resolvidos mudando estes ministros, ideologicamente contaminados, por outros ministros, ideologicamente mais puros. Mas este, como o chefe do governo não se cansa de repetir, é bem um governo de esquerda. Mais: é o único governo de esquerda possível numa época de relativa estagnação económica, e quando já ninguém acredita nas vantagens de estatizar a produção da riqueza. O seu objectivo é preservar o actual Estado Social, isto é, o sistema pelo qual o poder político se reserva o direito de determinar em última instância as “escolhas” dos indivíduos. E para isso, a “esquerda moderna” só encontrou um caminho. E esse caminho, quando retiramos aos discursos e planos governamentais a sua casca lírica, é basicamente este: exigir mais aos seus funcionários, e pagar-lhes menos. É precisamente porque o governo não quer nem pode contemplar uma verdadeira mudança de vida em Portugal, que precisa de levar o funcionalismo ao purgatório. A outra alternativa de esquerda seria destruir a sociedade com impostos. A “esquerda moderna” é, apesar de tudo, sensata.

Os factos são reaccionários

Fonte da PSP do Porto afirmou ao CM que depois de tomarem conhecimento da ocorrência constataram que os quatro elementos estavam “ligados a diversas situações desde tráfico de droga, furtos e roubos”. Dois deles, entre eles o condutor, são cadastrados.

(...)

Fontes da GNR sublinhavam ao fim da tarde a “revolta” da corporação pela decisão do MP de deter o colega até ao interrogatório desta manhã. “Têm estado com ele desde a primeira hora a dar todo o apoio ne- cessário”, dizem.

Por coincidência são Quinta e Sexta

Hoje é dia de links III

Hoje é dia de links II

Hoje é dia de links I

Same here...

Today, Ms [Ségolène] Royal decided to speak out on the thorny question of whether Turkish killings of Armenians from 1915 to 1923 amounted to genocide. Following the week-old lead of the French president, Jacques Chirac, and that of Mr Sarkozy, Ségo came out to say that Turkey had to recognise it had committed genocide, before it could ever join the EU.

She was speaking a day before the French national assembly was due to debate a law that would impose a prison sentence on anyone who denies the Armenian genocide, while on French soil.

Given that many supporters of Turkish accession suspect this whole project is yet another attempt to make it as hard as possible for the country to join the EU, it seemed reasonable to ask Ms Royal whether she thinks Turkey should join the EU one day.

Her informative reply to a Paris press conference? To note that the French electorate had been promised a referendum on whether Turkey should be admitted, right at the end of the long and painful accession negotiations that are due to stretch out until 2015 or beyond.

Ok fine, but where does she stand, then? Her final offer: "My opinion is that of the French people."

Heavyweight stuff.

4 anos depois

Families remember 2002 Bali bombings

Ponto Final (Macau, a 20/08/06):
Um dos radicais islâmicos condenados por implicação nos atentados de 2002 em Bali foi libertado ontem e outros 11 viram as suas penas reduzidas no âmbito da tradicional comutação de penas do Dia da Independência da Indonésia.(...)
Nos atentados de Bali morreu também um soldado pára-quedista português Diogo Ribeirinho, integrado no contingente português em Timor-Leste e que se encontrava na altura de férias na ilha indonésia.

O medo da liberdade

Acordo MIT

Eleições americanas (2)

Nações militarizadas

Eleições americanas

"Parece que não acreditam em mim"

O ministro das finanças queixava-se no ínicio da semana que ninguém o levava a sério quando afirmava que não iria haver mais aumentos de impostos no próximo ano.
Porque desconfiarão tanto os contribuintes das promessas governamentais em matéria fiscal?
DN:

Portugal foi o terceiro país da OCDE e o primeiro na União Europeia a Quinze a apresentar um maior acréscimo da carga fiscal durante os últimos 20 anos.
De acordo com os dados ontem publicados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), entre 1985 e 2004, a soma das receitas fiscais e das contribuições sociais em percentagem do PIB (a definição mais usual de carga fiscal) aumentou 9,3 pontos percentuais em Portugal, passando de 25,2% para 34,5%.

Prémio Nobel da Literatura

Modelos

Leitura recomendada

Talvez mais importante fosse rever certas leis, melhorar a eficiência da administração pública e reavaliar tudo aquilo que, no nosso ordenamento jurídico e administrativo, penaliza a iniciativa dos cidadãos. Quantas das nossas leis e práticas públicas não são um enorme convite à corrupção? Quantas leis não transformam em corrupção aquilo que noutros países é prática legal e transparente? Quantos obstáculos absurdos não se colocam à frente de cidadãos em- preendedores? Um empresário confrontado com os trâmites mais alucinantes para abrir uma empresa ou reestruturar a sua fábrica está a ser convidado a corromper. Muitos de nós já se confrontaram com a necessidade de fazer obras urgentes em casa para as quais é necessária a respectiva licença camarária. Quando nos informam de que a licença demora anos a emitir, não nos estarão a convidar a corromper uns quantos fiscais e funcionários? Quantos de nós não o teremos já feito?

Restrições absurdas ou ineficiência são, portanto, o maior convite à corrupção. De resto, quando essas restrições atingem níveis insuportáveis, a corrupção é a única maneira de dar vida a uma economia.

Leo Strauss: o homem e a sua Cidade (3)

Kojève parece considerar que todo o poder se baseia na força bruta e é, por isso, intrinsecamente tirânico, incluindo nessa condição a aristocracia, vista pelos clássicos como o melhor regime (trata-se, para Kojève, do poder de uma minoria sobre a maioria); para ele, nas condições do mundo moderno, o melhor regime seria «the universal and homogeneous state». Mas Strauss aponta as dificuldades (partindo do pressuposto clássico de que os sábios não têm vontade de poder): um estado universal e homogéneo implicaria o poder absoluto dos não-sábios porque jamais a minoria dos sábios poderia governar sabiamente sem poder absoluto e jamais este lhes seria dado pelos não-sábios, que também jamais adquiririam em conjunto as faculdades dos sábios – a questão torna-se então limitar o poder dos não-sábios e, portanto, de os fazer governar sob a lei (daqui se podem originar as ordens constitucionais: «it is more probable that in a situation that is favorable to radical change, the citizen body will for once follow the advice of a wise man or a founding father by adopting a code of laws which he has elaborated, than that they will ever submit to perpetual and absolute rule of a succession of wise men»

Leo Strauss: o homem e a sua Cidade (2)

Da minha parte, penso contudo ser útil resistir à tentação de reduzir a obra de Strauss, demonizando-a e reconduzindo-a aos limites estritos do pensamento neoconservador.

Strauss desenvolveu uma obra complexa, que merece ser revisitada de uma forma crítica; conhece-la significa dominar as principais premissas de alguns do principais problemas que persistem desde a modernidade (e que estão, até, novamente na ordem do dia a nível mundial): as tensões existentes entre religião e política, entre a técnica, a racionalidade científica e a moral.

Declaração de Anti-fássismo

Os meios fortemente persuasivos do multiculturalismo em França

Uma jovem de 14 anos foi apedrejada enquanto almoçava no pátio de seu centro educativo em Lyon (centroeste da França) por quatro adolescentes que a acusaram de comer durante o mês de jejum muçulmano do Ramadã, informaram fontes policiais nesta terça-feira (10).

Sobre os resultados das eleições municipais em Bruxelas

The Brussels borough of Sint-Joost-ten-Node (where the party headquarters of the Vlaams Belang party is located) has 19 councillors of non-European origin on a total of 27. Eleven of the 16 Socialist councillors in Sint-Joost are non-European immigrants, as are 4 of the 5 Christian-Democrats, 2 of the 3 Greens and 2 of the 3 Liberals. The most popular of them is Emir Kir, the Socialist secretary of state for public monuments in the Brussels regional government. Mr Kir, who is Turkish, wants to demolish the Brussels monument for the genocide of the Armenians. According to him the genocide is a hoax.

Exactly 50% of the Brussels electorate are either foreigners or naturalized Belgians. Six years ago the figure was only 32%. In Antwerp, where 17% of the electorate are immigrants (11.5% in 2000), one third of the Socialist councillors are Muslims. In Ghent, where 12.6% of the electorate is foreign (8.1% in 2000), one quarter of the Socialist councillors are Muslims. In Vilvoorde, a Flemish suburb of Brussels, where 14.8% of the electorate is foreign (9.3% in 2000), half the Socialist representatives are Muslims.
(via Observatório da Jihad)

Os heróis arábes do Holocausto

Yet when Arab leaders and their people deny the Holocaust, they deny their own history as well -- the lost history of the Holocaust in Arab lands. It took me four years of research -- scouring dozens of archives and conducting scores of interviews in 11 countries -- to unearth this history, one that reveals complicity and indifference on the part of some Arabs during the Holocaust, but also heroism on the part of others who took great risks to save Jewish lives.

Sobre o alargamento indevido das áreas de intervenção do direito penal

Acontece que, nos tempos mais recentes, os Estados modernos em geral (e o Estado português, em particular) têm alargado dramaticamente as áreas de intervenção do direito penal, considerando crime uma série de comportamentos que, até então, escapavam às sanções penais (ainda que pudessem ser ilícitos e sancionados por outras vias). Este movimento é especialmente visível nas áreas da economia (crimes exercidos na administração de sociedades comerciais ou relacionados com o incumprimento de regras impostas pela legislação laboral, por exemplo), da fiscalidade (com o aumento generalizado dos crimes fiscais e o seu progressivo afastamento dos quadros tradicionais de crimes já existentes anteriormente, como a burla ou o abuso de confiança) ou do ambiente.

Ora, se é relativamente fácil criminalizar uma nova conduta, é muito mais difícil torná-la eticamente censurável na consciência dos cidadãos. A censura moral de que falava o novo PGR não se impõe por decreto, mas é tão ou mais indispensável para o respeito da lei como a efectividade aplicação de sanções.

Grandes portugueses (6)

11.10.06

Recomendado

Acidente em Nova Iorque?

Two people have been killed when a small aircraft crashed into a building in New York City's affluent Upper East Side, police say.

Flames and smoke are coming out of the 50-storey apartment building on Manhattan island.

The FBI says there is no indication that the crash is terrorism-related. A White House spokesman said they were not ruling out any theory.

As a precaution, fighter planes are now flying over a number of US cities.

Os grandes portugueses (5)

Ditadura providência

Vergonha

A UE é quem mais ordenha

Futuros de Lula (2)

Céu nublado

Mário Lino perdeu o avião

De boas intenções está o inferno cheio

Leo Strauss: o homem e a sua Cidade

To be sure, Strauss seemed to prefer the classical Greek philosophy of Plato and Aristotle to modern political philosophy. He was a proud Jew and took the claims of religion with utmost seriousness while keeping his distance from organized religion. He dwelled at length on liberal democracy's undemocratic and illiberal tendencies, in part because he loved the truth and in part because he was devoted to America's well-being. He was the kind of friend who makes one better by constantly exhibiting, through example and argument, the look of excellence. Not always an easy sort of friend, but the sort of friend, you would think, whom true liberals in every time and place would appreciate.

Os grandes portugueses (4): Menos mal

E ainda há quem diga que não há liberdade de manifestação no Irão

Dozens of protesters pelted the Danish embassy in Tehran with stones and petrol bombs on Tuesday after Danish television broadcast footage deemed insulting to the Muslim Prophet Mohammad, witnesses said.

10.10.06

Coreia do Norte

Tunning criminoso

5 anos depois, mais uma reforma para os próximos 50 anos

Líbano depois da vitória divina

Sectarian tension. Is it really about Sunnis and Shias? Many would disagree. They will tell you that it’s the Hariri tribunal, stupid. “Many heads are going to roll. Have you not read the list al-Seyassah published? Almost everyone is on the list, including Lahoud and son, Bashar and company.” (...)
The word is the pro-Syrian camp is doing its best to at least change the government before it votes on the establishment of the tribunal. If Siniora won’t be toppled, then at least introduce a cabinet change to obstruct the passing of such bills. Hizbullah and Aoun and their pro-Syrian friends will stop at nothing to accomplish this. Journalists and media are being mobilized. (...) The message is: government is evil, Zionist. Tribunal is waste of money, an insult to Nasrallah who would have to testify, along with others. Even the Maronite patriarch has awoken to this ploy, and warned that the actions of those parties are designed to obstruct the establishment of that tribunal. He was quickly denounced by Aoun himself, who likened Bkirki to its Sunni counterpart in being a slave to Hariri’s whims.

Pequeno contributo para a luta contra a corrupção

Cuando el Estado utiliza el monopolio de la fuerza para violar derechos e incumplir contratos se transforma en una máquina de destruir riquezas.###
Uno de los sentidos básicos para la existencia del Estado es que, supuestamente, su función es reducir los costos de transacción. Tomemos el caso de una sociedad con muy pocos miembros. En esa sociedad se conocen todos y se sabe quién es el que paga puntualmente, quién tiene una definitiva tendencia a retrasarse, quién cumple con los contratos, quién no los cumple. En fin, en una sociedad reducida, no sólo se pueden realizar transacciones de contado, sino que, también, pueden llevarse a cabo transacciones de largo plazo porque el conocimiento de los actores permite saber si las partes cumplirán con sus obligaciones.

El problema se presenta en las sociedades más amplias en las cuales la gente no se conoce entre sí y, por lo tanto, no sabe quién es el cumplidor y quién el incumplidor. En una sociedad donde nadie sabe cuál es la seriedad de las partes, las transacciones se limitan a ser al contado, o bien se pactan contratos de largo plazo y, si una de las partes lo incumple, la parte afectada puede recurrir al uso de la fuerza para obligar a la otra a cumplir con su parte del contrato.

Supuestamente, la existencia del Estado sirve, entre otras cosas, para obligar a las partes a cumplir con los contratos asumidos. En caso de incumplimiento de una de las partes, el juez establece quién tiene la razón. Pero para que la sentencia del juez no sea solamente declamatoria, el Estado tiene el monopolio de la fuerza para hacer cumplir la sentencia del magistrado. De esta manera, la gente puede realizar transacciones a plazo con personas que no conoce, porque existe un Estado que se encargará de velar por el cumplimiento de los contratos. La existencia de un Estado de este tipo permite reducir los costos de transacción porque cada persona no necesitará utilizar la fuerza para obligar a la otra parte a cumplir. Se le transfiere esa tarea al Estado al que, para eso, se le confiere el monopolio de la fuerza. Digamos que, en un país en serio, el Estado permitiría reducir los costos de transacción.

El problema se presenta cuando tenemos un país que no es serio y el Estado, en vez de cumplir con sus obligaciones, se transforma en una máquina de destruir riqueza y de aumentar los costos de transacción. Un Estado que viola las normas, que genera transferencias arbitrarias de ingresos y que subordina las políticas públicas a las necesidades electorales de los gobernantes de turno. Ese Estado aumenta los costos de las transacciones porque utiliza el monopolio de la fuerza para violar derechos, produce inseguridad jurídica, incumplimiento de los contratos y robo legalizado. En otras palabras, ese tipo de Estado es una especie de depredador o, si se prefiere, es un Estado compuesto por individuos que actúan como una banda de mafiosos. ¿Qué hacen los mafiosos? Brindan “seguridad” a determinados sectores a cambio de dinero. Es decir, los mafiosos primero agreden a los vecinos de la zona en que actúan y, luego, cuando le hacen ver a la gente los riesgos que corre, les ofrecen protección contra ellos mismos y contra otras bandas mafiosas, obviamente a cambio de dinero.

Cuando los jueces, bajo el argumento de la justicia social, empiezan a violar los derechos de los ciudadanos; cuando los gobiernos, bajo el criterio de la defensa de la producción nacional, otorgan privilegios a determinados sectores productivos para que obtengan ganancias expoliando a los consumidores; cuando los gobernantes se arrogan el derecho de manejar el dinero de los contribuyentes como se les da la gana y sin dar ningún tipo de explicaciones; en definitiva, cuando el aparato de compulsión y coerción que es el Estado se transforma en una máquina de quitarle a unos lo que les corresponde para dar a otros lo que no les corresponde, pasa a ser un Estado corrupto y mafioso y, por lo tanto, un Estado que aumenta los costos de transacción, porque los individuos ya no tienen que defenderse de los ladrones comunes, sino que ahora tienen que enfrentarse con un ladrón mucho más poderoso que ostenta el monopolio de la fuerza: el Estado. Por supuesto que algunos sectores, advirtiendo las reglas de juego impuestas por un Estado mafioso, concluyen que la única manera de sobrevivir es asociándose al mafioso de turno. Esto significa “hacer negocios” con el “capo mafia”, con lo cual la corrupción tiende a enquistarse. Algunos suelen llamar capitalismo nacional a este negocio entre mafiosos. De esta manera, la carrera política deja de tener el objetivo de construir políticas públicas de largo plazo para mejorar la calidad de vida de la población y se transforma en una carrera por tener el control mayoritario del negocio, que es el poder. El poder pasa a constituir una herramienta fundamental para amasar fortunas.

La aparición de ese Estado mafioso, arbitrario, corrupto e inescrupuloso retrotrae a la sociedad a la situación de las comunidades chicas en las que resulta imposible realizar contratos de largo plazo con gente desconocida porque nadie puede asegurar el cumplimiento de los mismos. Por el contrario, bajo un Estado mafioso como el descripto, cada uno de los habitantes sabe de antemano que lo más probable es que el Estado sea el primero en violar los contratos. En consecuencia, la gente invierte poco, produce menos y trata de realizar contratos de corto plazo para protegerse, no ya de los ladrones privados, sino de la mafia estatal, cuya voracidad por tener caja en base a la expoliación de la gente decente y laboriosa se transforma en la razón de ser de los funcionarios mafiosos de turno.

¿Quiénes progresan en una sociedad con un Estado mafioso? Los que aceptan las reglas de juego de la mafia y constituyen alianzas con los mafiosos de turno para obtener rentas gracias al uso del monopolio de la fuerza que tiene el Estado.

¿Quiénes pierden en una sociedad de estas características? Aquellos que pretenden jugar con las reglas de la honestidad y el respeto al cumplimiento de los contratos.

¿Cuál es la expectativa de largo plazo de esa sociedad? Su autodestrucción, porque bajo estas reglas serán pocos los que se animen a generar riqueza porque saben que los saqueadores los van a expoliar. Y como los saqueadores viven de lo que producen los pocos que generan riqueza –es decir, los saqueadores nunca producen riqueza, la consumen– se llega a un punto en el cual los saqueadores no tienen riquezas para robar porque la gente perdió todo estímulo por producir. En ese extremo, cabe imaginarse dos posibilidades: a) la sociedad resurge porque los saqueadores se van a otro lugar a robar o b) se establece una autocracia que transforma en esclavos a los ciudadanos, quienes tendrán que trabajar para los mafiosos funcionarios públicos, so pena de ser condenados por traidores a la patria socialista.

Intervenção rima com corrupção

Todos sabemos que intervenção rima com corrupção e que esta, mais que combatida, é incentivada por uma visão utilitarista do Governo e da Administração Pública, – inseparável do que Schumpeter chamou Estado Fiscal - hoje, perigosamente consensual. Na Segurança Social, por exemplo, mais do que o princípio da capitalização, o que se questiona são os “custos de transição” e os ganhos do sistema actual comparados com um sistema misto. A suspeita sobre o privado está lá, mas a ênfase vai mais para as contas, ainda que, no limite, para justificar o sequestro, tudo sirva: desde a solidariedade ao perigo da bolsa. Os bondosos governantes não distinguem entre pensionistas e contribuintes, e entram em pânico com a ideia de dar liberdade de escolha às pessoas. Ora sem essa liberdade as pessoas nunca ganharão consciência dos custos das suas escolhas e do valor (não apenas material) da liberdade e da responsabilidade individual. Compreende-se a revolta do homem de aviário contra a dieta imposta. Mas a ocasião é boa para pôr fim a um totalitarismo encoberto que obriga a Sociedade a viver para o Estado. É essa a luta a continuar.