2.9.06

Passos Perdidos

Tudo bons rapazes (2)

O furacão bolivariano ou a desgraça da América Latina

Pessimismo exagerado?

Sobre os "projectos jornalisticos politicamente dirigidos", permitam-me um "bitaite" para dizer que não acredito na sua viabilidade nos dias de hoje.

Guerras "imperialistas" e a derrota dos governos "reaccionários"

On the issue of war, the Communist Parties in the capitalist countries oppose the imperialist wars waged by their own countries; if such wars occur, the policy of these Parties is to bring about the defeat of the reactionary governments of their own countries. The one war they want to fight is the civil war for which they are preparing. But this insurrection and war should not be launched until the bourgeoisie becomes really helpless, until the majority of the proletariat are determined to rise in arms and fight, and until the rural masses are giving willing help to the proletariat.
Mao Zedong "Problems of War and Strategy," November 6, 1938 Selected Works of Mao Tse-Tung, vol. 2, 1975, pp. 219-20

O Grande Timoneiro responde

Tudo bons rapazes

Será mais uma consequência da "ocupação" da Palestina?

Thai authorities say suspected Muslim militants have carried out at least 40 bomb and arson attacks in Thailand's Muslim-dominated southern provinces.
Uma coisa é certa: para a quinta coluna do terrorismo e para os idiotas úteis que a acompanham, a culpa deverá ser dos EUA e de Israel...

Gaudi

Isto está muito duro

Eu não gosto do actual Presidente dos EUA, mas tentar diminui-lo com base naquilo que é a opinião dos americanos num dado momento, é um exercício inútil. Reagan também teve baixos índices de popularidade em algumas fases da sua governação, e é hoje um dos ex-Presidentes mais amados pelos americanos (embora considere que não vai ocorrer o mesmo com Bush).

Uma pequena adenda: o Bloco de Esquerda reuniu um pouco mais de 6% das preferências dos portugueses nas últimas eleições legislativas. Na linha de raciocínio do Daniel, o que é que isto significa?

A quermesse do Avante

Já não há pão e vinho para todos, mais os badaladeiros, as cosmonautas e as ginastas da Ónião Sóviética. Agora paga-se e consome-se, duas palavras ausentes daquele brilhante modelo económico que transformou a Ónião Soviética na maior fraude de todos os tempos. Mas para além dos secos e molhados há tempo para a liturgia. Vão ser lançadas duas novas hagiografias de Cunhal: de João Céu e Silva, "Álvaro Cunhal e as mulheres que tomaram partido", e o livro de Urbano Tavares Rodrigues "É tempo de começar a falar de Álvaro Cunhal". Fé precisa-se, mais ladainhas e procissões. Como são patuscos estes comunistas.

O fim do "Indy" e a crise dos jornais

A morte de um título não é necessariamente dramática para uma sociedade. Outros nascem e se afirmam. O "Indy" apaga-se numa semana, o "Sol" nasce na seguinte. O problema é que a crise do jornalismo escrito e impresso é, infelizmente, muito mais séria e complexa do que as razões que explicam a capitulação daquele hebdomadário.

Os jornais vendem menos. Há cada vez menos pessoas a ler jornais. A qualidade média dos jornais degradou-se. O negócio corre riscos. E, na vez de lutarem seriamente pela sobrevivência, no lugar de um mais do que justificado "toque de despertar", quando se esperava ver os visados entrar numa desesperada procura de soluções, não: procuram-se culpados.

(...)

Quem pensa que a classe está hoje pior preparada do que era é porque não pisa uma redacção de um jornal há muito tempo. Porque o problema não é falta de especialização. É a soberba. É a incapacidade de entender que o mundo mudou. De se inquietar até com o facto de serem, cada vez menos, a quantidade de pessoas que está disposta, a cada dia, tirar um euro da carteira para o ler. Pelo prazer da leitura. Pela utilidade dos seus textos.

É fácil culpar a internet e a crescente mobilidade da informação. Mais fácil do que publicar boas prosas nos jornais, escrever as notícias que devem ser dadas na internet e pensar já como pode informar para telefone móvel.

Os jornais são o primeiro "draft" da História. Mas a História não se faz só nos jornais. Se o jornalista, se o administrador e se o accionista não entendem que o mundo mudou, então caminham para o suicídio. Os leitores fogem, os anunciantes desaparecem e voltamos ao exemplo do "Independente": alguém irá nascer das suas cinzas. Não necessariamente em papel de jornal.

A esquerda que não quer saber

O sentido único é a marca de água de quem se diz plural. Basta ler o que tem sido escrito sobre Israel, sobre o Hezbollah, sobre o fundamentalismo islâmico, sobre Cuba, sobre os populismos sul-americanos, sobre qualquer sacerdote do anti-imperialismo.

(...)

Durante a ofensiva israelita no Líbano, houve quem se achasse no direito de distribuir medalhas do bom esquerdismo, do verdadeiro esquerdismo, do esquerdismo superlativo. Esse policiamento vai manter-se e as esquerdas pós-comunistas tentarão fazer da esquerda um espaço cada vez mais singular, pequeno e carimbado. Não conseguirão, é certo. Mas a questão é outra. Numa das suas obras mais conhecidas, Milan Kundera considera que a pergunta não deve ser: «afinal os comunistas sabiam ou não?» Mas: «alguém pode estar inocente só por não saber?» E - acrescento eu agora - por não querer saber?

Mais alguém nota aqui um padrão?

  • O Filipe Moura não presta muita atenção à revista Dia D, mas não gosta das colunas de opinião.


  • O Filipe Moura não lê a Bomba Inteligente, mas sabe que é um blog tão "fraco de ideias" que não merece que se perca tempo com ele.


  • O Filipe Moura leu "O Independente" tão poucas vezes que as mesmas se contam "pelos dedos de um pé", mas não gostava do jornal e até sabe que isso se devia ao facto de o jornal (que, recorde-se, quase nunca leu) ter a "marca de Miguel Esteves Cardoso", que o FM abomina.


  • Começo a perceber a razão de ser da iliteracia económica e do anti-capitalismo primário do Filipe Moura. No fundo, é um excelente retrato da extrema-esquerda - com a vantagem (relativamente a outros compagnons de route mais profissionalizados nas artes da propaganda) de não tentar sequer disfarçar o seu quase absoluto desconhecimento relativamente ao que critica.

    1.9.06

    Beslan

    Tenham medo, tenham muito medo...

    Sobre o "comunista demissionário"

    (..)um ou outro monumento ao mandato saltam à vista, e o maior deles é, sem dúvida, a relíquia da Setenave… perdão, o suposto auditório que a Câmara decidiu oferecer aos setubalenses e à Avenida Luísa Todi em troca da Feira de Sant’Iago. Justificara-me recentemente um simpatizante do PCP que “Setúbal não tinha um auditório", provavelmente revelando que nunca pôs um pé no Fórum Luísa Todi, ou que julga que o Fórum está exclusivamente destinado às Assembleias-Gerais do Vitória. Mas o facto é que o novo auditório, que claramente evoca uma homenagem às plataformas petrolíferas por esse mundo fora, apenas serviu para esbanjar dinheiros municipais e somar obra ao departamento da Cultura, independentemente de ter ou não utilidade. Independentemente do facto de o auditório estar condenado à inoperância durante toda a época de frio e chuva. Ou de estar condenado à inoperância tout court.

    Decepcionante

    A fraude da ambulância 782

    Ainda o fim do Indy

    É óbvio que um jornal como o Independente faz falta. Mas já faz falta há muitos anos.

    Lições do Katrina (2)

    [T]he disaster in New Orleans was caused, not by too little welfare spending, but by too much. Four decades of dependence on government left people without the resources -- economic, intellectual, or moral -- to plan ahead and provide for themselves in an emergency. I stated the lesson at the time:

    (...)

    Yes, this is about a failure of government, all right. It's about the failure of big government and the welfare state and the whole philosophy behind them. It is about the vital necessity to move away from government handouts and toward personal responsibility and private initiative. Hurricane Katrina demonstrated that the moral difference between self-reliance and dependence on government is ultimately the difference between life and death.
    (via Cox & Forkum)

    Lições do Katrina (1)

    "We do not abandon soldiers on the battlefield"

    Tens of thousands of Israelis rallied in Tel Aviv, putting pressure on the government to secure the release of two soldiers captured by Hezbollah and a third held captive by Gaza militants.

    "We do not abandon soldiers on the battlefield," read white banners emblazoned in red hanging behind the stage in Rabin Square and carried in the sombre crowd aloft by teenagers, the elderly, mothers, fathers, children and scouts.

    Re: Um idiota é um idiota

    (...) espanta-me que tantos que defendem a importância do mérito para escolher um escriturário o achem irrelevante para eleger um Presidente. E espanta-me que o fanatismo pró-americano de muitos os impeça de ver a evidência: que George W. Bush é um idiota e que o facto de ser presidente da maior potência que a humanidade jamais conheceu o torna num idiota perigoso.
    Espanta-me, portanto, que Daniel Oliveira continue a confiar nos méritos do Estado Social quando ele próprio desconfia da qualidade intelectual dos seus líderes democraticamente eleitos.

    Caro Daniel Oliveira, seria preferível o presidente ser nomeado por um Comité Central? Afinal, tal erro de casting poderia ser imediatamente corrigido. Mas veja-se o que aconteceu na antiga União Soviética...

    Um presidente (ou ministro) idiota é tanto mais perigoso quanto maior o monstro estatal. A única protecção dos cidadãos é retirar ao Estado o poder de provocar perigosos danos. A solução é uma sociedade liberal.

    Arrastão em Nova Orleães?

    1. 200 mil pessoas não conseguiram voltar para casa. Provavelmente porque ficaram sem casa e/ou as infraestruras básicas ainda não foram totalmente reparadas. Uma cidade não se (re)constrói num ano.

    2. Mais de 100 mil proprietários da Louisiana ainda esperam pela assistência do programa Community Development Block Grant. Tratando-se de impostos de cidadãos americanos que escolheram viver em locais mais seguros, considerem-se tais proprietários afortunados por, eventualmente, acabarem por receber qualquer quantia.

    3. As rendas de casa aumentaram 39%. Oferta e procura: menos casas, maiores rendas!

    4. A Câmara diz que a cidade tem metade do tamanho de antes do Katrina - cerca de 225.000 pessoas. Os Correios dizem que apenas 170.000 pessoas voltaram para a cidade e 400.000 não regressaram à área metropolitana. Rever pontos 1. e 2. Além disso, é natural que muitas pessoas não queiram voltar a arriscar viver numa zona potencialmente perigosa.

    5. O sistema de distribuição de água local tem que bombear mais de 130 milhões de galões de água para que 50 milhões cheguem às pessoas. O resto perde-se. Volto a afirmar: uma cidade não se (re)constrói num ano.

    6. Apenas metade das casas de Nova Orleães tem electricidade. Rever ponto anterior.

    7. A Entergy New Orleans está falida e pede um aumento de tarifas de 25% enquanto a sua empresa-mãe, a Entergy Corporation, anunciou lucros de 282 milhões de dólares no ano passado. Trata-se de saber quem paga os custos de reconstrução. Devem os cidadãos americanos que escolheram viver em locais mais seguros pagar tarifas mais altas para financiar quem decidiu viver em Nova Orleães?

    8. Metade dos hospitais ainda está fechada. Menos clientes, menos profissionais e ineficientes infraestruturas básicas.

    9. Dos 630 mil trabalhadores na área metropolitana de Nova Orleães restam pouco mais de 400 mil. Provavelmente porque muitas empresas decidiram deslocalizar-se para localidades com melhores infraestruturas, maior número de clientes/km2 e menor probabilidade de ocorrência de danos materiais e humanos.

    10. Um em quatro dos trabalhadores deslocados ainda está desempregado. Rever ponto anterior.

    11. O sistema público de transportes emprega hoje metade dos trabalhadores. Menos clientes???

    12. 56 mil estudantes estavam matriculados em mais de 100 escolas públicas de Nova Orleães. Para este ano académico as estimativas variam de 22 mil a 34 mil. Rever ponto 1. e 2.
    Já agora, caro Daniel Oliveira, qual seria, na sua opinião, o “The portuguese way”?

    O vinho persa bate mais forte

    Imaginação não lhes falta (2)

    Re: The American Way

    Caro Daniel Oliveira

    Gosto de "navegar na blogosfera" e por vezes dou uma espreitadela no seu blog.

    Ler os seus posts, bem como os seus artigos no Expresso, tem-me despertado algumas dúvidas que gostaria de lhe colocar.


    1. Porque motivo se preocupa com tanta frequência com os EUA (de forma obsessiva, diria) e tantas vezes escreve sobre este país, e sempre de forma crítica?

    Pelo que escreve, parece ser um país onde se vive pessimamente - então porque motivo tantas pessoas tentam imigrar para lá?

    Um país de analfabetos sem cultura - então como são o maior produtor de ciência do mundo? (sem a internet e o PC, inventados nos EUA, não lhe poderia estar a escrever esta mensagem).

    Será mesmo um país sem virtudes e cheio de vícios?

    Certamente que os EUA têm defeitos (que nação ou sistema não os tem?).

    Mas serão esses defeitos tão relevantes que justifique que se concentre permantemente sobre ele, nunca sequer referindo as (muitas) virtudes, ignorando outros países como China, Coreia do Norte, Vietname, Paquistão, Brasil, Nigéria, Cuba?

    Esquecendo a sua opinião sobre a política externa dos EUA, pergunto-lhe, viver-se-á melhor nestes países? Serão eles melhores exemplos de sistemas económicos e sociais?

    Lembro-lhe que, a poucos kms, está Cuba, um país de onde os seus habitante não têm direito de sair. No entanto, arriscando a própria vida, muitos tentam fugir para os EUA. Que eu tenha conhecimento, nenhum americano arriscou a tentar entrar ilegalmente em Cuba e viver lá.

    Acha que si vive melhor em Cuba do que nos EUA? (não me diga que é o embargo dos EUA que justifica a pobreza...) Então, porque não um post a falar sobre a pobreza e miséria em Cuba, a falta de democracia e de liberdade de imprensa?

    2. Sei ser simpatizante / apoiante do Bloco de Esquerda.

    Pelo discurso dos membros e apoiantes do partido, já percebi o que contestam - EUA (em tudo), capitalismo, globalização, Israel, ...

    Mas tirando "bandeiras" pontuais e desgarradas (liberlização das drogas leves, aborto, casamento de homossexuais), nunca percebi qual a doutrina / ideologia e sistema económico que defendem.

    Comunismo "a la" União Soviética? Revolução Social armada ("a la" PSR)?

    Qual o sistema económico e social que o BE defende afinal? Ou é apenas um partido do contra?

    3. Enquanto Bloquista, presumo que defenda a os direitos dos homossexuais, a igualdade entre homens e mulheres e a liberdade religiosa.

    Porque nunca li nenhuma coluna a criticar de forma aberta e clara o que se passa em muitos países muçulmanos, nomeadamente a execução de homossexuais, a execução de crimes de apostasia, a relegação da mulher a um estatuto de inferioridade de facto em relação ao homem?

    Será a menor ignorância dos americanos relativamente à teoria da evolução um facto mais digno de realce do que estes crimes que se cometem de forma sistemática em muitos países muçulmanos? Ou será que acha que o relativismo cultural nos deve proibir de lutar pelos direitos das centenas de milhões de mulheres inferiorizadas no mundo muçulmano?

    Será a subjugação das mulheres condenável quando feita por ocidentais, mas aceitável (irrelevante?) quando feita por outras culturas?

    4- Vi que dedicou bastante "tempo de antena" à recente guerra no Líbano.

    Contas muito por alto, esta guerra nem representou 0,1% das mortes em guerras nos últimos 5 anos.

    Se dedicou tanta atenção a esta guerra por motivos humanitários, então porque não escreveu 1000 vezes mais posts sobre a Chechénia, Somália e Sudão, onde morrem muito mais seres humanos?

    Ou a atenção que dedicou a este assunto está relacionada com os mesmos motivos (ideológicos?) do ponto 1 - isto é, são mais relevantes as mortes causadas pelos EUA ou aliados do que as causadas por outros povos, o que explica também o seu extremo interesse na guerra do Iraque?

    Talvez considere impertinente que lhe coloque estas questões. De qualquer forma, como "perguntar não ofende", decidi colocá-las.

    Fico muito curioso a aguardar pelas suas respostas.

    Melhores cumprimentos
    (agradeço ao leitor do Insurgente que me recomendou a leitura deste comentário)

    Polícia Federal do Brasil 1 x PCC 0 ?

    Imaginação não lhes falta

    Reduzir a velocidade nas auto-estradas e diminuir o número de dias de serviço dos táxis são algumas das propostas que o Governo incluiu no Programa Nacional de Alterações Climáticas.(...)
    O Governo tem como meta reduzir as velocidades praticadas nas auto-estradas dos actuais 120 para 118 quilómetros/hora(...)[e a] redução dos dias de serviço dos táxis para seis por semana.

    Depois do imposto sobre lâmpadas, de que mais se irá lembrar o ex-ministro do ambiente e actual primeiro ministro, José Sócrates?

    Dois países, a mesma luta! (3)

    Representante oficial da imprensa de Cuba, o jornal Granma defende, em artigo publicado nesta quarta-feira, 30, a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência do Brasil.

    (...)

    O Granma finaliza destacando que ainda faltam várias semanas para as eleições. Tempo suficiente para que "o império (dos EUA) cometa novas e maiores ações para impedir que uma reeleição de Lula possa consolidar o projeto de um país em que a exclusão e a pobreza se tornem" problemas do passado.
    O "projeto de um país em que a exclusão e a pobreza se tornem" problemas do passado". Como em Cuba, presume-se...

    ...

    Ribeira D'Ilhas, Ericeira

    Pergunta do dia

    "Eu tenho uma dúvida sobre isto das salas de chuto: será permitido fumar tabaco lá dentro?"
    João Miranda no Blasfémias

    Leitura recomendada

    Significativo

    Os hospitais e a (muito desgastada) herança de liberdade do Porto

    Em 1928 escrevia o investigador Pedro Vitorino: «Nunca os Portuenses deveram a sua assistência hospitalar senão aos próprios recursos, conglomerados em várias colectividades religiosas, a Misericórdia e as Ordens Terceiras, que, de passo que acudiam aos seus irmãos em especial, prestavam aos vizinhos um valioso serviços que a todos era lícito aproveitar.»
    - Helder Pacheco, Porto: os Hospitais e a Cidade, edição da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia e da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva, 2006.

    Post sem duplo sentido

    Segregação e liberdade de educação

    Private schools participating in Cleveland and Milwaukee’s school voucher programs are much less segregated than the public schools counterparts, according to two landmark studies released today by the Milton and Rose D. Friedman Foundation and in Ohio The Buckeye Institute for Public Policy Solutions. The studies find that students using the voucher program have a more integrated school experience in private schools, contrary to claims that school vouchers lead to greater segregation.

    Impacto no Chile e na Argentina dos insultos atribuídos a Lula

    Os dois principais jornais da Argentina, Clarín e La Nación, e os dois principais jornais do Chile, El Mercurio e La Tercera, publicaram nesta quinta-feira reportagens sobre as declarações atribuídas ao presidente Lula no livro Viagens com o Presidente - Dois repórteres no encalço de Lula do Planalto ao Exterior, dos jornalistas Eduardo Scolese e Leonencio Nossa.

    Sobre o significado político do fim de "O Independente"

    O fecho de “O Independente” significa uma redução do leque de sensibilidades presentes nos media portugueses. É um sinal político destes tempos onde o controlo da informação aperta.

    31.8.06

    Momento infantil

    Freddie já não tem festa..

    O capital oprime

    Big brother

    Crime e castigo

    Liberdade, igualdade e até fraternidade

    Neutralidade de género?

    A quinta coluna do terrorismo

    Melanie Phillips sobre a guerra mediática contra Israel

    Early in the recent Lebanon war, the blogosphere revealed the fabrication of images by Reuters, whose reputation is now in shreds among those dwindling numbers in the western mainstream media who still acknowledge there is such a thing as the truth. Since then, the nature and scale of the various frauds perpetrated by the media during that war put those doctored Reuters pictures into the shade. The western media are no longer merely producing questionable professional practices in reporting a war. They are now active participants in it — and on the wrong side of history.

    (...)

    Yet thanks to the efforts of the blogosphere — notably Little Green Footballs, Powerline, Zombietime and EU Referendum, we can see that the behaviour of the western media during the Iranian/Syrian/Hezbollah war against Israel has constituted a major, world-wide scandal, and one which has the capacity to derail the efforts of the west to defend itself.

    (...)

    But the big answer is that the western media transmit the lies of Hezbollah because they want to believe them.

    Arrastão de demagogia de extrema-esquerda

    Top Blogs

    Nas bancas: Atlântico 18

    Ciência Política no Brasil e os efeitos do Mensalão

    "Contrariamente ao que ocorreu nas três últimas eleições presidenciais, mas, de forma semelhante ao que ocorreu em 1989, as clivagens socioeconômicas (de renda, escolaridade e região do país) têm se mostrado relevantes para diferenciar os eleitores, segundo a avaliação que fazem do governo e segundo suas intenções de voto. São os mais pobres, menos educados e das regiões mais pobres que avaliam melhor o governo e votam mais em Lula."

    Esbanjamento comunitário

    Millions of pounds of taxpayers' money are being wasted every year on EU interpreters who turn up for meetings only to find they are not needed. A report on the EU's annual interpretation budget to be published next week found 16%, or £17m [25.2 milhões de euros], was wasted on staff who find themselves kicking their heels.

    The greatest offenders are MEPs who demand an interpreter for a committee meeting which they then miss. A European parliament interpreter costs £1,000 [1480 euros] a day.
    [fonte: Guardian Unlimited]

    Whisky, Whisky, Whisky

    El presidente de Brasil, Luis Inacio Lula da Silva usó palabras ofensivas contra el presidente de Argentina, Néstor Kirchner y el ex presidente de Uruguay, Jorge Batlle, tras beber tres whiskys en una cena
    (...)
    También habría atacado a Chile. "Chile es una mierda. Chile es una broma. Ellos hacen acuerdos con los americanos. Quieren que uno se joda por aquí. Ellos se cagan en nosotros".
    (...)
    los periodistas Eduardo Scolese y Leonencio Nossa, que realizan la cobertura informativa sobre el Palacio del Planalto, sede de la presidencia brasileña, se refieren a una cena realizada en la embajada de Brasil en Tokio, en mayo de 2005, en la que frente a unas 20 personas el mandatario soltó palabrotas contra los presidentes.

    "Hay momentos, mis queridos, que tengo ganas de mandar a Kirchner a la puta que lo parió", habría afirmado Lula.

    Sobre el entonces presidente de Uruguay, Lula habría dicho: "Aquel no es uruguayo, carajo. Aquel fue criado en los Estados Unidos. Es cachorro de los (norte)americanos".

    Lula habría dicho que "Chile es una mierda", según libro

    (via El Mercurio)

    A "quota mensal" dos judeus sedentos de sangue? (2)

    Lógica alternativa ou auto-ironia demasiado subtil?

    Já nada me espanta ou admira na Bomba Inteligente. É um blogue muito lido e muito referido e merece sê-lo, de facto: só na blogosfera é que se vê direita tão desavergonhada, e disso a Charlotte é mesmo um dos melhores exemplos. Eu não leio o referido blogue – o que conheço é de comentários e referências de outros blogues – a Charlotte é sobejamente conhecida por não aceitar comentários no seu blogue, mas ser presença frequente nas caixas de comentários de outros blogues, geralmente para deixar comentários de um nível não muito alto… O que eu não percebo é: se o blogue é tão fraco de ideias como dizem que é, por que razão há tanta gente a perder tempo com o que a senhora escreve? Principalmente malta de esquerda? Por que lhe dão tanta importância? Por que a lincam?

    30.8.06

    Naguib Mahfouz

    Dois países, a mesma luta! (2)

    Minstro da informação da Síria se reuniu no último domingo com o presidente provisório de Cuba, Raúl Castro

    HAVANA - O ministro da Informação da Síria, Mohsen Bilal, considera que os países agredidos por Israel têm "direito a lutar e resistir" e que a situação no Oriente Médio é a mesma de antes da invasão do Líbano.

    "Nossos países foram agredidos e nossos territórios, ocupados por Israel. Portanto, temos o direito de lutar e resistir até construir uma região de paz, livre de presença estrangeira e de ameaças e agressões", afirmou Bilal em entrevista publicada nesta terça-feira no jornal oficial cubano Granma.

    Subscrevo

    Não se deixa um dirigente político à porta, tenha o seu partido 0,01% ou 50%. No caso do CDS afigura-se-me ainda mais grave. Impede-se a entrada na sede de um homem que foi dirigente da JC, deputado e presidente do partido.

    À atenção da esquerda defensora da "igualdade de género"

    Police in Tehran have been ordering Iranian women to cover up, stopping those they perceive as "badly veiled."

    The crackdown followed the 2005 election of President Mahmoud Ahmadinejad.

    "We are certainly seeing a return to behavior we haven't seen for 10 years," Hadi Ghaemi of Human Rights Watch told The Telegraph. "Generally, the imposition of strict Islamic codes has been increasing under Ahmadinejad."

    Fala quem sabe

    Iran's president on Wednesday urged Europe against resorting to sanctions, saying on the eve of a U.N. deadline for Tehran to halt uranium enrichment that punishment would not dissuade it from pursuing its nuclear program.

    O fim do Indy?

    De Vasco Granja ao DN

    Recordei-me de outros estudos similares que eram mais ou menos comuns há cerca de 20 anos. Com menos gráficos e pior suportados estatisticamente, bem entendido. Mas em que as vantagens competitivas iam direitinhas para os países do lado de lá da "cortina de ferro". Já então, nessas análises bondosamente comprometidas, os USA eram a terra onde primava a pobreza, a necessidade, o egoísmo e as múltiplas vertentes sinistras da "lei da selva". Um dos piores lugares do mundo para se viver. Um way of life condenado pela história e a evitar a todo o custo.
    Ao contrário, na Checoslováquia, Roménia, Albânia e na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, entre tantos outros lugares, brilhava um Sol igual para todos, o papel do Estado era impecável, a educação era admirável e a felicidade dos povos evidente. Estudos e peritos assim o garantiam. A minha geração, em particular, era pacientemente ensinada sobre a manifesta riqueza social dos desenhos animados húngaros e checoslovacos quando confrontados com os gatafunhos violentos da Disney e da Looney Tunes - e lá estava a inefável figura de Vasco Granja a garantir isso mesmo.

    A ler em conjunto com o já aqui recomendado artigo de José Manuel Moreira, "Notas da Escandinávia".

    O povo libanês pode discordar da extrema-esquerda europeia

    Initially Hezbollah had hesitated between declaring victory and going into mourning for its "martyrs." The latter course would have been more in harmony with Shiite traditions centered on the cult of Imam Hussain's martyrdom in 680 A.D. Some members of Hezbollah wished to play the martyrdom card so that they could accuse Israel, and through it the U.S., of war crimes. They knew that it was easier for Shiites, brought up in a culture of eternal victimhood, to cry over an imagined calamity than laugh in the joy of a claimed victory.

    Politically, however, Hezbollah had to declare victory for a simple reason: It had to pretend that the death and desolation it had provoked had been worth it. A claim of victory was Hezbollah's shield against criticism of a strategy that had led Lebanon into war without the knowledge of its government and people. Mr. Nasrallah alluded to this in television appearances, calling on those who criticized him for having triggered the war to shut up because "a great strategic victory" had been won.

    Dois países, a mesma luta!

    El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, y su homólogo sirio, Bachar al-Asad, se comprometieron a sentar las bases de una sólida cooperación política y económica para hacer frente al "imperialismo estadounidense".
    [fonte: Libertad Digital]

    Chavismo avança em Caracas

    O prefeito de Caracas, capital da Venezuela, afirmou nesta terça-feira que pretende desapropriar dois campos de golfe privados para serem usados como terrenos para casas populares.

    O prefeito Juan Barreto disse que é uma “vergonha” jogar golfe em campos ricos situados tão perto das favelas.

    (...)

    “Nós estamos seguindo as políticas estabelecidas pelo Presidente Chávez”, disse o prefeito em entrevista para a televisão venezuelana. “Que é dar uma nova direção social para a cidade, para que ela possa ser aproveitada por todos.”

    Terrorismo e racial profiling

    Timor-Leste, Estado falhado

    O major Alfredo Reinado fugiu da cadeia de Becora, em Díli, com outros 56 reclusos, incluindo 16 ex-membros das forças armadas timorenses e cinco condenados por homicídio, disse fonte oficial à Agência Lusa.
    Timor-Leste: Governo aponta dedo às forças internacionais
    ONU diz não ter responsabilidade sobre presídio no Timor
    Malásia retira seus 400 soldados do Timor Leste

    Metade do povo libanês discorda da extrema-esquerda europeia

    An opinion poll published on Monday suggests that half the country favours Hezbollah's disarmament - one of the demands made in the UN ceasefire resolution.

    The poll, in a French-language Lebanese daily, found 51% in favour and 49% against.

    Not surprisingly, an overwhelming majority of Shia - the bedrock of the movement's support - think it should keep its weapons.

    But most Christians and Druze want it to disarm.

    Hezbollah is confident that is not going to happen.

    A Origem das Espécies

    Sobre o uso de uniformes das IDF pelo Hezbollah

    In the least friendly fire imaginable, Israeli soldiers in southern Lebanon encountered Hezbollah wearing Israel Defense Force uniforms, the Jewish state's leading investigative news program reported.

    (...)

    The story also serves as another example of the Iranian proxy's predilection for fighting outside the laws of war. Earlier, the Israelis claimed Hezbollah fired rockets into its northern towns and cities from civilian positions, and the United Nations Interim Force in Lebanon warned in the first week of fighting that the terrorists were using the U.N. positions as cover.

    Liberdade económica, geografia, comércio e guerra

    Is capitalism contagious? Since WWI, global foreign policy has treated economic freedom/repression like a virus that spreads between countries. Most recently, the domino theory of freedom has played prominently in U.S. foreign policy toward Asia, Latin America, and the Caribbean during the Cold War, and the Middle East during the War on Terror. This paper investigates the spread of economic freedom between nations. Our analysis considers two potential channels of this spread: geography and trade. We estimate two models of spatial dependence using panel data that cover more than 100 countries between 1985 and 2000. We find that capitalism is in fact contagious. Countries consistently catch about 20 percent of their average geographic neighbors' and trading partners' levels and changes in economic freedom. We also explore American foreign military intervention's ability to spread economic freedom abroad. We find that although intervention may increase freedom in U.S.-occupied countries, this freedom is not contagious. Using our estimates of freedom's spread when it is contagious, we simulate the impact of successful Iraqi occupation on Middle Eastern freedom. Even under the most favorable assumptions, we find that U.S. occupation would minimally improve freedom in this region.

    Olha, afinal parece que o problema não está resolvido!

    O Comissário Europeu para os Assuntos Económicos garantiu que o problema da sustentabilidade da Segurança Social em Portugal é grave. Joaquin Almunia diz que vai lembrar o problema sempre que se encontrar com Teixeira dos Santos.
    [fonte: TSF]

    Modelos messiânicos e vícios históricos

    Há povos que acreditam em si próprios. Nós somos mais dados a copiar os modelos dos outros. É por isso que não se pode estranhar ver tanto estudante a copiar. Copiar é empenho histórico. O que muda é o modelo messiânico.

    Albino monks everywhere!

    Universidade de Verão do Instituto Juan de Mariana

    Programa (provisional)

    28 de septiembre

    Mañana

    Hombre, producción y recursos naturales: ¿Por qué la propiedad privada? (Gabriel Calzada)
    Crítica de la teoría de la explotación capitalista (José Ignacio del Castillo)
    Los mitos del anticapitalismo (Juan Ramón Rallo)
    Tarde

    La ética de la libertad (Francisco Capella)
    La historia de la Constitución de los EE.UU. (Fernando Díaz Villanueva)
    El libre comercio en la Historia del Pensamiento Económico (María Blanco)


    29 de septiembre

    Mañana:

    El funcionamiento de la economía capitalista (Juan Ramón Rallo)
    El dinero, el crédito y los ciclos económicos (Jesús Gómez)
    John M. Keynes y los inflacionistas ((José Ignacio del Castillo)
    Tarde:

    Ética práctica liberal (Francisco Capella)
    Competencia y monopolio (Gabriel Calzada)
    Planeamiento urbanístico, control de alquileres y vivienda pública a examen (Gonzalo Melián)


    30 de septiembre

    Mañana:

    Ayn Rand y el objetivismo (Gorka Echevarría)
    Los bienes públicos y el monopolio natural (María Blanco)
    ¿Es factible el anarco-capitalismo? (Albert Esplugas)
    Tarde:

    La teoría de las visiones (Daniel Rodríguez Herrera)
    Liberalismo (Carlos Rodríguez Braun)
    Intervención institucional de cierre de las jornadas

    Moda e coordenação social

    En realidad, existe una profunda incomprensión sobre el significado y el papel que las modas juegan en nuestra sociedad. Lejos de cercenar la libertad del hombre, la moda le permite participar y aprovecharse de un fantástico mecanismo de coordinación social.

    Pá, é tempo de dizer basta!

    Ao que parece, Saddam foi obrigado a ver, por várias vezes, a adaptação cinematográfica de South Park, onde o presidente de bigode com maneirismos gays e sado-masoquistas tem o Diabo como aliado, sonha dominar a Terra e tortura os seus habitantes.Não bastava terem desalojado o homenzinho do poder, ainda o prenderam e até o "educam" com os bonecos de Matt Stone.

    29.8.06

    Jesse Jackson e a propaganda do Hezbollah

    Criação e evolução (2)

    Moderação e extremos

    Pacifismo, resposta a agressões e dissuasão

    No final, acaba sempre alguém com os dentes partidos, seja ele a vítima inicial do conflito ou o agressor a quem é necessário dar individualmente uma lição para pôr término ao abuso constante que apenas continua se não houver uma reacção significativa. Assim como em guerras de âmbito internacional.

    Sobre a detenção de Paulo Dâmaso

    Em países governados pela prepotência legislativa, há que ter em conta a lógica da “captura da renda económica”. Muitas das disposições legislativas são aprovadas não para serem observadas, mas precisamente para serem contornadas. O burocrata, protegido por um poder político arbitrário, não espera que os alvos da legislação se conformem ao estorvo insuportável e injustificável. Espera, pelo contrário, que este seja suficientemente grande, para que alguns cidadãos estejam dispostos a fazer algo que possa “facilitar as coisas”. Não espera, apenas —conta com isso; não é uma consequência acidental do processo legislativo —é intencional. E quando alguém anda distraído, nada como chamar-lhe a atenção para as “regras” do jogo. De preferência, com uma humilhação pública memorável, à vista de todos. Para exemplo e memória futura.

    Até quando continuarão os portugueses sem questionar a profusão de licenças administrativas? São necessárias? Para quê? Para quem? Admita-se a hipótese limite, que todas são necessárias para o “bem comum” (admita-se ainda que estamos de acordo quanto à natureza substantiva do bem comum). Ainda assim permanece a questão: porquê pagar — e bem— pelos benditos papelinhos? Autorização e cobrança não são acções dissociáveis? Se estamos a pagar serviços implicitamente solicitados (inspecções e outros) que se paguem por taxas municipais explícitas. Se não, por que raio continuar a aceitar que o Estado imponha toda e qualquer arbitrariedade e depois se arrogue à prepotência de cobrar pela autorização?

    Questionado sobre o eventual abuso de poder na detenção de Paulo Dâmaso, rematava o burocrata, exibindo um copo apreendido, com ar triunfante: “este copo —parece-lhe limpo?!...” Não, sr. Comissário, está sujo. Insuportavelmente sujo.

    Bento XVI, Merkel e a "constituição" europeia

    Neste momento de coma induzido do projecto giscardiano de "constituição" europeia, repristinam-se velhas tácticas. Mas não será uma operação de cosmética, um eventual piscar de olhos à Igreja, que transformará um mau projecto, pleno de defeitos originários e de vocação napoleónica, num documento viável e de futuro.

    A crise do medo: uma outra perspectiva...

    Investigadores da Univesitat Pompeu Fabra e do Instituto Valenciano de Investigacións Económicas colaboraron para a realización dun estudo sobre as características da inserción laboral dos mozos a nivel de todo o Estado. O informe fai peneira dos datos recollidos en dúas ducias de cidades, entre elas a de Vigo, e avalía as preferencias da mocidade á hora de buscar traballo.

    Destaca da análise a clara preferencia que os novos amosan pola posibilidade de convertérense en funcionarios da administración, o 65% do total, fronte á posibilidade de obteren traballo nunha empresa relacionado directamente coa súa formación. Os investigadores preguntáronlles de xeito concreto aos mozos e mozas o que decidirían no caso de teren que escoller entre un traballo con contrato indefinido e soldo de 1.200 euros, ou praza de funcionario con idéntico salario, atopando que apenas o 20% escolleron a opción da empresa privada, cun 13% ao que lle daba igual, escollendo o resto a opción da administración.

    Os investigadores subliñan a resistencia á flexibilidade laboral dos mozos, que no 77% dos casos non están dispostos a saír da cidade onde viven para traballar noutro lugar, e indican que as taxas de mobilidade xeográfica son ben diferentes a outros países europeos, tanto á hora de mudar domicilio como de estudar. Os investigadores explican que nos últimos anos se ampliou o rexeitamento dos mozos e mozas a calquera aspecto laboral que implique flexibilidade, de xeito que mesmo diminuiu a porcentaxe dos que prefiren "un traballo que estea algo por riba da cualificación coa que chegan, é dicir que supoña un reto".
    A juventude espanhola está, pelo que se lê, com aversão a qualquer risco e tem como sonho ser funcionário público. Perspectiva no mínimo sombria. Como diriam os outros, "No future".

    A crise do medo

    E que tal um debate?

    A utopia desculpa tudo

    Uma ópera inspirada na figura do líder líbio Muammar Kadhafi vai finalmente estrear, após vários adiamentos, a 7 de Setembro, na English National Opera, em Londres.

    A partitura de Gaddafi: A Living Myth (Kadhafi: Um mito vivo) foi produzida pelo colectivo de electrónica Asian Dub Foundation(...)

    "As ideias de Kadhafi são fascinantes, a começar pela sua singular intenção de construir uma utopia, independentemente da forma como possa ser vista: uma ditadura brutal ou uma tentativa de democracia popular claramente não ocidental", explicou o músico.

    (...)

    "Respeito o facto de ele não se ter ajoelhado perante o Ocidente", afirmou Savale, quando questionado sobre a sua opinião de Kadhafi. "Vejo--o como um homem com uma ideia romântica da unidade árabe e que foi suficientemente ingénuo para acreditar que podia concretizá-la. Ao mesmo tempo ele fez algumas coisas bem estúpidas."

    "Sim, para muita gente, Kadhafi converteu-se numa figura cómica, mas ele tem procurado apresentar--se como um estadista árabe exemplar. Depende de quem escreva a sua história", acrescentou.
    [fonte: Diário de Notícias]

    O valor do insucesso

    Leitura recomendada

    O líder do Hezbollah confessou que jamais teria ordenado a operação em que três militares israelitas foram mortos e dois raptados se "soubesse que isso iria trazer uma guerra de tais dimensões". Hassan Nasrallah imaginava, presume-se, que Telavive se limitaria a pôr um anúncio no jornal, prometendo alvíssaras a quem mandasse informações sobre o paradeiro dos seus soldados.###

    A máscara de inocência exibida pelo Hezbollah não espanta. Ao fim de algumas semanas de guerra, durante as quais a tese da desproporção da resposta israelita, propagada pelas mais diversas instâncias, circulou por todo o mundo e foi legenda para todas as imagens que as televisões mostraram, Hassan Nasrallah achou que era altura de extrair a conclusão e pôr a cereja no bolo. Afinal, o seu partido tem a noção das proporções, razão por que nunca lhe passou pela cabeça que os sionistas retaliassem nos modos com que o fizeram. Não lhe cabe, portanto, a mais leve culpa pelo que sucedeu.

    A confissão do líder do Hezbollah seria unicamente cinismo, se não fizesse parte da propaganda destinada a incutir na opinião ocidental a ideia, já bastante espalhada, de que o partido é um "movimento de resistência", que apenas quer libertar o Líbano. Numa altura em que se tenta constituir uma força internacional para intervir no Sul deste país, o Hezbollah retira o capuz terrorista que usa habitualmente e mostra-se como se fosse o mais sincero aliado dos que buscam a paz no Médio Oriente. O ser um partido armado no interior de um Estado sem capacidade de se lhe impor militarmente é, decerto, um pormenor. O ser agente de duas potências regionais que lhe garantem o armamento, outro pormenor. O ignorar todas as resoluções das Nações Unidas a recomendar o seu desarmamento, uma insignificância. Só alguém de má-fé poderia, em tal contexto, considerar uma coisa tão banal, como é, para o Partido de Deus, o rapto de soldados estrangeiros, uma acção que justifique uma guerra...

    Dá-se, até, uma situação curiosa: ao mesmo tempo que os apoiantes do Hezbollah na Europa se revoltam à simples ideia de enviar para o Líbano uma força de intervenção, mesmo se a coberto de uma resolução da ONU, o Hezbollah garante acolher a hipótese de braços abertos, desde que, obviamente, não lhe tirem as armas. Decididamente, a propaganda faz milagres.

    Criação e evolução

    Speaking from Rimini, the Archbishop of Vienna Cardinal Christoph Schönborn, confirmed that the meeting will take place September 1-3 in Castel Gandolfo, the Pope’s summer residence.

    "Professor Joseph Ratzinger had a great number of students who did their doctorates with him," the cardinal said, "and when he became archbishop of Munich in 1977, some, who had not finished their work, asked if they could continue meeting with him. Since then, the idea arose of an annual meeting with Ratzinger and his doctoral candidates."

    (...)

    "He was one of the German theologians who, as early as the 60s, underlined intensely the need to return to the topic of creation, when theologians were not speaking about it," the cardinal said.

    O downgrade de Plutão visto pelo NYT

    Astronomer: US policies may have squandered Earth's gravitational pull
    Muslim protesters burn local planetarium "just in case"
    Al Gore demands recount of Pluto's body mass
    Hugo Chavez pledges to send oil to Pluto
    Iran President defends Pluto, threatens to retaliate against Israel
    Hezbollah claims rockets can now reach Pluto
    Hamas leaders to appeal to UN as soon as they find out what Pluto is

    Descoberto bunker do Hezbollah junto a posto da ONU

    IDF forces from the Golani Brigade blasted open a Hizbullah bunker overnight Saturday some 400 meters from the security fence near Rosh Hanikra, it was reported on Sunday. The bunker was discovered a mere stone's throw from a UN post.
    (agradeço ao leitor lucklucky a indicação do link)

    Re: Manuel Monteiro, o D. Sebastião da direita portuguesa?

    O centro viciado

    Advocating radical change is often the only way to be realistic, since many central aspects of the modern world cannot, in the long run, survive—from segregation in the 1950s to the entitlement state today. Eisenhower, Burnham’s perfect example of the “most conservative electable candidate,” was sure that no party would ever speak of ending Social Security and live; thanks to ideological groundwork laid by “off-the-reservation” radical libertarians for decades, the idea is now a real part of the policy debate. Hart himself writes that a respectable right nowadays can’t discuss banning abortion; surely, and regardless of the propriety of abortion laws, a sober reporter would have said the same about legalizing it completely in 1960.

    If, as Bismarck said, politics is the art of the possible, then what is possible can and will shift. To be an intellectual force in creating that shift you have to be willing to step boldly outside the existing consensus. National Review has remained respectable and, as such, has been a great success in terms of circulation and shaping an active political movement. But the modern state and the modern-liberal values of regulation, taxing, spending, and loosening of certain social restrictions (while creating new ones) have continued their march to dominance, even if the National Review team had the victories of Ronald Reagan becoming president and Buckley being published in The New Yorker.

    (...)

    Back in 1965, James Burnham wrote in NR that it was absurd for the right to try to fight Medicare. Forty budget-busting years later, NR’s man Bush has expanded the program to impossible proportions. While NR’s editors complain about that on occasion, it won’t lead them to abandon their “most conservative electable candidate.” What seems more realistic not in short-term political terms but in recognition of mathematical and economic facts: Burnham’s respectable centrism or the radical libertarianism that says such programs were illegitimate and disastrous?

    Lasting political change of any sort, whether good or bad—from emancipation to woman’s suffrage to Social Security to the inevitable end of Social Security—starts on the radical fringe before it rules the center. A healthy intellectual discussion should not be restrained by toeing a middle line. As Eric Lott’s bizarre views prove, being radical isn’t the same as being right. But NR’s history suggests that being a politically realistic centrist doesn’t simply mean compromising on little things. Ultimately it makes you incapable of offering a true alternative to a status quo that can range from unmanageable to evil.

    "Se estás farto de uma vida normal, alista-te nos Fuzileiros"

    Anti-semitismo e extrema-esquerda na Argentina (2)

    Manuel Monteiro e Paulo Portas

    Para escândalo de muitos, profissionalizados no clubismo partidista - tão miserável como o homólogo mundo do lumpen futebolístico - julgo que a única solução meridiana que se apresenta é a de reunir, uma vez mais, Paulo Portas e Manuel Monteiro, restituindo-lhes o CDS-PP e obrigá-los a trabalhar em equipa por um partido que é, tem de ser, diferente do que é hoje, e naturalmente diverso do PSD. A reunião da Direita deve passar, imediatamente, pelo reencontro desses dois incontornáveis líderes.

    Mentirosos e desonestos. É o que temos.

    28.8.06

    Floribella, Morangos com Açúcar e Opus Dei

    Manifesto da Direita em Portugal

    Uma pergunta sobre o caos em Timor

    Expresso, Sol e Independente

    O Expresso antecipa-se à publicação do Sol, mudando, por completo, a forma do jornal, uma semana antes do primeiro número do novo semanário. Ao ponto que o Expresso chegou! Recear o novo título.

    Sobre a fé na teoria da evolução

    Islão e liberdade

    Quinta-feira nas bancas: Atlântico 18

    Sugestão Leitura

    Dia D

    Keith Richards foi apanhado a fumar!

    Só lhe acontecem desgraças. Depois de partir a cabeça ao cair de um coqueiro, acontece-lhe isto ( BBC):

    Rolling Stones guitarist Keith Richards may have flouted Scotland's smoking ban when he played to thousands of fans at Glasgow's Hampden Park.(...) The veteran rocker could face a £50 fine and Hampden Park could also face a £250 penalty if officials prove the venue failed to enforce the ban.

    Também o actor Mel Smith que desempenha o papel de Winston Churchill, numa peça em cena em Edimburgo, foi proibido de acender o charuto que a sua personagem naturalmente exige. O charuto passou a estar apagado:

    Edinburgh City Council had warned that it would shut the whole venue should the law be broken.
    William Burdett Coutts, the venue's artistic director, said he said he had been told he would lose his Fringe licence for good if the actor had smoked during his performance.

    Recordo a propósito desta lei proibicionista na Escócia, um texto do jornal Scotsman de Julho passado:

    [THE Scottish Parliament] triumphs have included the tokenist abolition of feudalism, the ban on hunting and on fur farming (non-existent in Scotland - they might as well have banned bull-fighting), the oppressive and confiscatory land "reform" laws and the smoking ban. This last measure signalled the Scottish Executive's determination to intrude ever further into people's lifestyles. The depth of the Executive's fanaticism was demonstrated by its refusal to allow smoking even on stage.(...)

    Where is the benefit in privatising industries if people are nationalised? The link between an obese drinker huddled over a cigarette outside a Glasgow pub and the high-minded writings of such defenders of liberty as Friedrich von Hayek, Frederic Bastiat and Erik von Kuehnelt-Leddihn might appear tenuous. In fact it is very close.

    Este paternalismo intrusivo do estado, defendido por muitos dada a perturbadora e intolerável incapacidade dos seres humanos fazerem sempre as escolhas que obviamente seriam as melhores para si, colide com príncipios básicos como os ligados aos direitos da propriedade privada (a este propósito lembro o texto "O que é seu é nosso").

    Obrigado ao FCG pelo link sobre o guitarrista dos Stones.