2.6.06

O grave caso do tradutor sem "bases científicas"

Se o Rui Oliveira parasse para pensar, talvez concluísse que o facto que refere só é possível justamente por o homem então não existir. O homem não podia existir nessas condições.

Exactamente! Se o Rui Oliveira parasse para pensar (e desde que em vez de usar a lógica, se servisse de "bases científicas" como as do Filipe Moura), perceberia imediatamente que o facto a que aludiu (de há cerca de 55 milhões de anos o Árctico ser uma espécie de paraíso subtropical) só foi possível por o homem então não existir, o que é uma revelação notável. A influência antropogénica sobre o clima é de tal modo forte que não só a acção humana provoca o aquecimento (ou arrefecimento, conforme a moda do momento) global, como foi a própria não existência do homem há 55 milhões de anos que possibilitou as condições climáticas do Árctico que se terão verificado nessa altura.

Torna-se assim evidente que são muito mais importantes as "bases científicas" invocadas pelo Filipe Moura do que a lógica friamente aplicada pelo Rui Oliveira (já referi que o Rui é tradutor e se atreveu a escrever sobre alterações climáticas?).
Aliás, se caíssemos no erro grosseiro de avaliar os textos do Filipe Moura por padrões lógicos, seríamos forçados a concluir que o FM indicia estar perigosamente próximo de uma situação de irremediável indigência mental e/ou configura um agudo caso de iliteracia. Uma coisa é certa: eu não confiaria numa tradução feita pelo Filipe Moura.